A VELHA ORDEM MUNDIAL OU ORDEM BIPOLAR
CAPITALISMO X SOCIALISMO
As constantes alterações que tem ocorridos no mapa da Europa nos últimos anos são o sinal de que vivemos um período de transição. É a estruturação da chamada nova ordem mundial, que vem substituir a velha ordem, marcada pela oposição entre Estados Unidos e União soviética, em um período conhecido como guerra fria.
A guerra fria começou a se desenhar logo após a Segunda Guerra Mundial. Mais precisamente durante a Conferência de Potsdam, realizada em julho de 1945, quando as potências vencedoras decidiram dividir o território alemão em quatro zonas de ocupação controladas, de leste a oeste, respectivamente, por União Soviética, Inglaterra, Estados Unidos e França. A capital alemã, Berlim, também foi ocupada, ficando dividida entre russos a leste, e franceses, ingleses e americanos a oeste.
A partir de então, a bipolaridade que marcou o cenário geopolítico internacional no pós-guerra já estava configurada. Isso porque as duas grandes potências vencedoras – a capitalista, representada pelos Estados Unidos, e a Socialista, representada pela União Soviética – tinham projetos antagônicos, não só para a Alemanha como também para toda a Europa e o mundo. O antagonismo ficou claramente expresso a partir de 1947, quando o presidente americano Harry Truman declarou a necessidade de conter os desejos expansionistas soviéticos no território europeu e, posteriormente, no território asiático.
Devido ao importante papel da União Soviética na derrota do exército nazista pelo front oriental, desde fevereiro de 1945 os soviéticos transformaram todo o Leste europeu em uma grande área ocupada, alegando a necessidade de manter a segurança junto a suas fronteiras. Desde esse momento já estava estabelecida a chamada “cortina de ferro”, com a divisão da Europa em duas regiões geopolíticas: a Europa ocidental, sob a influência dos Estados Unidos, e a Europa oriental, sob a influência da União Soviética.
Após a segunda guerra mundial o sistema produtivo Europeu ficou praticamente destruído. Não podendo mais suprir a necessidade de mercadoria que o continente necessitava. Os EUA, por sua vez, não haviam sofrido nenhum dano no seu sistema produtivo, já que a guerra havia se desenrolado dentro da Europa. O governo americano visando conquistar e dominar o mercado europeu, formulou o plano MarshalL. Plano estratégico de ajuda econômica para conter o avanço do socialismo e financiar a “recuperação” da Europa.
Assim como no bloco capitalista foram desenvolvidas estratégias políticas para conter o avanço do bloco capitalista sobre a área de influência do socialista.
No plano econômico foi criado o Comecom, um plano de ajuda econômica aos países alinhados ao bloco socialista, principalmente, países do leste europeu, pois era necessário um desenvolvimento social e econômico desses países para que o ideal capitalista não viesse a atormentar os sonhos dos comunistas do leste e da própria população.
VEJA OS CENTROS DE PODER DA GUERRA FRIA ABAIXO:
Do lado capitalista:
1. O EUA desenvolveu uma estratégia para barrar o avanço do socialismo no mundo, por isso ele lançou os planos Marshall E Colombo, que tinha como finalidade o fortalecimento das economias capitalista na Ásia e Europa.
2. O surgimento de um eixo geopolítico Franco Alemão que serviu de base para a CECA
3. Surgimento do Mercado Comum Europeu (MCE), que após vários avanços estruturais (políticos e econômicos) originou o bloco conhecido como união européia (EU), cujo à finalidade seria o
soerguimento econômico da Europa e conseqüentemente o fortalecimento do capitalismo no continente e no mundo, até porque após a década de 80 países dos demais continente seguiram o mesmo caminho, no que tange a formação de blocos econômicos.
4. A formação da aliança militar do bloco capitalista: OTAN (organização do tratado do atlântico norte)
5. A criação da ONU em 1945
6. Surgimento do FMI e BIRD, organismos financeiros internacionais que atuam na economia dos países do bloco capitalista, porém com grandes reflexos nas políticas internas desses países.
7. 1947 A criação do estado de Israel
8. Intervenção militar dos EUA na guerra das Coréia e do Vietnã, o que acabou gerando uma grande tensão no mundo, pois as duas potências financiavam os seus aliados de forma muito incisiva, chegando a alguns casos como foi o dos EUA a se envolver no conflito de maneira direta, isto é, não mais apenas dando logística.
9. Crise que envolveu a tensão nuclear na baia dos porcos em cuba. Onde se verificou a tentativa de armar a ilha de cuba com mísseis nucleares soviéticos.
Do lado socialista:
1. Revolução Chinesa de 1949, que provocou uma reação dos EUA na bacia do pacifico. e a instalação de um governo nacionalista na ilha de formosa, o que gerou um “conflito” com a china continental. E o aparecimento do cordão sanitário no oriente.
2. Revolução cubana em 1959, implantando o primeiro governo socialista na América, sob a liderança de Fidel castro.
3. A primavera de praga em 1968, demonstração ao mundo dos poderes militares da URRS.
4. A criação do COMECOM (conselho de assistência econômica mutua), órgão criado com a finalidade de organizar o intercambio comercial dentro do bloco socialista.
5. Criação do pacto de Varsóvia que se caracteriza pelo tratado de proteção militar, no qual a união soviética responderia a qualquer ataque sofrido pelos países socialistas, que viessem dos EUA ou de qualquer outro país do sistema capitalista.
6. 1975-1990 Guerra de Angola e Moçambique Os governos socialistas locais apoiados pelo bloco "comunista" enfrentaram a guerrilha respaldada pelos EUA e pela África do Sul;
7. 1948-1990 Conflito Árabe-Israelense: Local de interesse estratégico econômico (petróleo) que atraiu apoio direto dos Estados Unidos e da União Soviética o que aprofundou as crises regionais. Permeada por períodos de paz e agravamento, a questão constitui um dos principais pólos de conflito do pós-guerra;
8. 1979-1990 Nicarágua: Os sandinistas derrubaram Somoza (pró Estados Unidos) assumindo o poder e ganhando a hostilidade dos contras, guerrilheiros apoiados pelos Estados Unidos. Em 1990, Violeta Chamorro venceu as eleições diretas para a presidência, substituindo Daniel Ortega.
9. Dentro do contexto da Guerra Fria, teve início um rápido processo de descolonização afro-asiático, que deu origem a mais de quarenta novos países na década de 50.
As Alianças Militares da Guerra Fria
• A OTAN (organização do tratado do atlântico norte): Caracteriza-se como um pacto de proteção militar multilateral a possíveis ataques “vermelhos” a países aliados dos EUA, logo do sistema capitalista.
• O PACTO DE VARSOVIA: Caracteriza-se pelo tratado de proteção militar, no qual a união soviética responderia a qualquer ataque sofrido pelos países socialistas, oriundo de qualquer país capitalista,
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO MUNDO BIPOLAR:
a) O mundo apresenta-se dividido entre os ideais socialistas e os ideais capitalistas, é por esse motivo que verificasse uma grande disputa ideológica entre socialismo e capitalismo no espaço mundial.
b) No período dipolar ou período da guerra fria temos o aparecimento de uma disputa por áreas de influência no cenário internacional, pois cada bloco existente queria manter sob seu comando o maior numero possível de países, sejam eles, localizados na áfrica na Ásia, na Europa ou na América, pois o que de fato interessava era o seu alinhamento a um dos dois blocos de poder.
c) Os governos das duas superpotências do período da bipolaridade investiam maciçamente em equipamentos militares, esse fato ficou conhecido como corrida armamentista, pois foram feitos vultosos investimentos em pesquisas cientificas de cunho militar.
d) Existe uma constante tensão nuclear no mundo permeada pelo antagonismo socialismo e capitalismo, sendo marcado por grandes crises políticas e um dos principais focos dessa tensão foi o acontecimento ocorrido na ilha de cuba na década de 60.
e) Nesse período mediasse o poder de um país pela sua capacidade militar (bélica) de cada país, era por isso que nenhum país queria se meter na disputa direta com as duas potências EUA e URSS.
f) Outra grande característica desse momento foi à corrida aeroespacial que fez surgir novas tecnologias, que posteriormente passou a ter utilidade para a sociedade civil no mundo capitalista. A grande marca desse momento é sem dúvida a chagada do homem ao espaço (URSS) e posteriormente a chegada do homem a lua (EUA).
g) O muro de Berlim foi construído em uma só noite – em 13 de agosto de 1961 – pelos alemães orientais. Representou nos seus 162 quilômetros de extensão um impedimento e controle regido sobre a movimentação dos cidadãos berlinenses. Por isso, era chamado de Muro da Vergonha. A data 9 de novembro de 1989
marcou a queda do Muro de Berlim, fato que simbolizou o início do desmantelamento do sistema socialista no leste europeu. Com a queda no do Muro de Berlim, essa velha ordem mundial começava a ruir.
A queda do muro de Berlim no final da década de 1980 caracterizou-se por um marco temporal do que diz respeito ao fim do socialismo no leste Europeu, pois a partir de então verificou-se uma forte tendência a fragmentação do mundo socialista.
Em 19901 ocorre a desagregação da URS. O fato simboliza ofim do socialismo no mundo é esse acontecimento.
EXERCÍCIOS DE REVISÃO 01
01. Após a Segunda Guerra Mundial, Estados Unidos e União Soviética, países aliados durante o conflito,
passaram a desenvolver um relacionamento político tenso e cheio de atritos. Esse período caracterizou-se pela:
a) Rápida contenção do socialismo na Europa Oriental, graças a formação da cortina de ferro, e a implantação do Plano Marshall nessas áreas.
b) Unificação do território alemão, dividido em dois países (RDA e RFA) e crescente corrida armamentista.
c) Elevação do bloqueio de Berlim, imposta por Stalin e posterior construção do Muro de Berlim.
d) Desmontagem das organizações militares, em ambos os lados da cortina de terra, retirando o poder das
superpotências na região.
e) Todas as alternativas estão corretas e criam um panorama de Guerra Fria.
02. (FMU-SP) O Pacto de Varsóvia, criado em 1955 e extinto em 1991, teve como principal objetivo:
a) Reunir os países socialistas como Alemanha Oriental e Alemanha Ocidental contra a OTAN.
b) Consolidar a influência soviética sobre os países da Europa Oriental.
c) Conter a influência soviética sobre os países da Europa Oriental.
d) Consolidar a influência socialista na Europa Ocidental.
e) Consolidar a influência capitalista na Europa Oriental.
03. A ordem internacional que se estabeleceu após a Segunda Guerra Mundial, caracterizou-se pela bipolaridade entre Estados unidos e União Soviética. Essa divisão, que perdurou até o início desta década, foi chamado de período da Guerra Fria. Fatos significativos tem marcado a Nova Ordem Mundial recém surgida, merecendo destaque...
I. Reunificação da Alemanha em 1992, com a marcante queda do Muro de Berlim.
II. A decadência do "Socialismo Real" e de sua ideologia, apontando o capitalismo e o neoliberalismo como os vitoriosos na batalha final da Guerra Fria.
Ill. Fim do Pacto de Varsóvia e gestões sobre a remodelação da OTAN, em julho de 91, é assinado em
moscou, o Tratado de Redução de Armas Estratégicas.
IV. Imunidade da Roménia, que atualmente e o único país europeu que permanece com as estruturas socialistas.
a) l e II. c) l, II e III.
b) II e III. d) l e IV. e) II e IV.
04. (CESUPA-2004) As transformações na ordem econômica e geopolítica do pós-guerra, no final dos anos
80 — queda do muro de Berlim, fragmentação e extinção da URSS e abertura econômica e reordenamento territorial do Leste Europeu — foram fundamentais para o reordenamento geopolítico do espaço mundial. A esse respeito, assinale a alternativa correta:
a) A atual ordem geopolítica mundial se caracteriza por uma configuração multipolar de base múltipla não somente em termos da multiplicação de centros de poder econômico, mas igualmente de natureza político — militar étnica e cultural.
b) A existência de conflitos por áreas de influência entre as grandes potências e as emergentes no atual contexto histórico, cuja base é puramente econômica, constitui a principal característica do mundo atual.
c) O mundo atual se caracteriza pela bipolaridade. A nova ordem econômica e geopolítica está pautada no
conflito entre as duas grandes potências — USA e Rússia - por áreas de influência.
d) O mundo atual se caracteriza pela multipolaridade. A fragmentação da ex-URSS e as transformações no Leste europeu apontam para uma configuração geopolítica de base mais ideológica que econômica.
05. “Voltou à moda profetizar a morte do Estado nacional. Analistas políticos e econômicos, historiadores, sociólogo e geógrafos tem se dedicado, nos últimos anos, a construir cenários do futuro nos quais o Estado ocupa um determinado lugar na política internacional”. Com base em seus conhecimentos, identifique entre as alternativas abaixo aquela que demonstre o papel do Estado nação na economia globalizada.
a) De fato o Estado tende a perder poder, ao ponto de se extinto em função do processo de globalização
intensificado no pós-guerra fria.
b) A formação dos megablocos supranacionais tem feito com que paulatinamente o Estado nação perca força e ceda lugar a mundialização da economia, na qual deixa de existi as fronteiras, o Estado e a região.
c) Ao contrário do que se pensa o Estado tem um papel fundamental no processo de globalização econômica, visto que ele é quem toma as decisões políticas de integração decorrentes dessa mundialização.
d) Com o fim da guerra fria passou a haver uma reorganização do espaço geográfico mundial, na qual
Estado não tem muita significância.
e) A reorganização dos blocos regionais de poder (especialmente o projeto da União Européia) demonstra
claramente a derrocada do Estado União.
06. (Prise-2006) Com o fim da bipolaridade e a partir da nova ordem, a mundialização do capitalismo passa a viver uma nova etapa em que as economias nacionais enfraquecem diante da maior importância do mercado global. Com base em seus conhecimentos sobre reordenação do espaço mundial, assinale a alternativa correta.
a) Na atual período marcado pela multipolarização, há a intensificação do processo de globalização e
simultaneamente ocorrem a formação de blocos regionais.
b) A partir da multipolarização, os Estados Unidos têm seu poderio econômico e tecnológico enfraquecido.
c) Com a crise do socialismo e a maior presença da economia de mercado, há um menor desenvolvimento do comércio externo e do turismo no mundo.
d) A formação dos mercados regionais ou megablocos é uma das principais características do período bipolar.
e) E correto afirmar que o período bipolar afetou diretamente a economia norte-americana, ao substituir o
dólar, moeda norte-americana, pela libra esterlina, moeda inglesa.
07. Os atentados terroristas ocorridos nos Estados Unidos, em setembro de 2001, provocaram novas ordenações geopolíticas no mundo contemporâneo, a exemplo do (a):
a) Aproximação geopolítica entre a Rússia e Estados Unidos, nações que, no período da Guerra Fria,
lideravam diferentes blocos opostos ideologicamente. b) Retorno à bipolaridade, uma vez que os Estados
Unidos voltaram a comandar o bloco oriental em oposição ao bloco ocidental, liderado pela Rússia, exrepública da URSS.
c) Implantação da multipolar idade, uma vez que, desde a queda do Muro de Berlim, o mundo apresentava-se geopoliticamente bipolar.
d) Aproximação de ingleses e franceses, povos que mantêm rivalidades históricas, em oposição aos russos,
que lideraram este ataque aos Estados Unidos.
08. Todas as afirmativas apresentam informações correta sobre o cenário geográfico da nova ordem mundial póscomunismo da Europa oriental e da ex-URSS, exceto:
a) A estabilidade política tem sido dificultada pelos grupos étnicos distintos, mantidos no mesmo território após o estabelecimento de novas fronteiras, ao fim da segunda guerra mundial.
b) A dissolução do poder totalitário comunista e do estado partido tem sido acompanhada pelo estabelecimento de novas fronteiras geográficas com a constituição de novos países.
c) A transição da economia estatal e planificada para a economia de mercado tem fortalecido as estruturas
produtivas, provocando aumento de emprego e controle da inflação.
d) O desaparecimento de laços que mantinha a Europa oriental no espaço de influência da ex-URSS têm levado a formação de uma nova área de influência, á da Alemanha reunificada.
09. É fato presente na nova estrutura geopolítica e econômica do mundo a pós anos 80 (o):
a) Multipolar idade econômica, apoiada no tripé formado pelos estados unidos china e CEI (comunidade dos
estados independentes).
b) exacerbação dos movimentos nacionalistas como a guerra civil da ex-Tchecoslováquia, que após anos de lutas sangrentas culminou com a criação de seis republicas.
c) sobrevivência do socialismo real, com uma economia essencialmente planificada, que, mesmo com a
desagregação da ex-URSS, ainda persiste em países do leste europeu, na china, no Vietnã e em cuba.
d) Multipolar idade econômica, centrada em pólos considerados irradiadores de prosperidade: EUA, Japão e
Europa centro-oriental (Alemanha), onde prevalece a disputa por espaço de poder econômico.
e) aumento da divergência sino-soviética, como conseqüências das transformações econômicas na China.
10. (ufpa) A regionalização do espaço mundial, após a Segunda Guerra Mundial, no século XX, esteve marcada pela bipolarização; mas, a partir da década de 90, desse mesmo século, a ordem passa a ser marcada pela multipolarização. Sobre essa mudança é correto afirmar:
a) A bipolaridade existente entre Estados Unidos e Japão era fundamentada em razões ideológicas, de disputa pelo poder político do espaço mundial.
b) A ordem bipolar, considerada dicotômica ou dualista, representava a oposição entre duas alternativas,
capitalismo e socialismo, e a nova ordem, a multipolarização, apresenta apenas uma opção, o capitalismo.
c) Na ordem multipolar, o poder é medido, entre outros fatores, pela capacidade econômica de disponibilidade de capitais, qualificação de mão de obra, índices de competitividade, avanço tecnológico e níveis de produtividade.
d) Na ordem multipolar, o poder ainda é medido pela divisão capitalismo e socialismo, o que caracteriza a
permanência dos Estados Unidos e a emergência na nova ordem de países, como o Japão e a Alemanha.
e) A disputa leste x oeste, que caracterizava a ordem bipolar, é agora representada pela disputa norte x sul, em que os países do norte são capitalistas (ricos e industrializados) e os do sul são socialistas (pobres e
agrários).
11. “Não há nada mais difícil de realizar nem mais perigoso de controlar do que o início de uma nova
ordem de coisas” Niccolo Machiavelll (1469-1527),
Se transposto para a atualidade, o raciocínio acima nos permite entender porque a estrutura de uma nova ordem
internacional requer alterações nas formas e objetivos de atuação dos grandes organismos políticos e econômicos mundiais fundados no pós-guerra, a exemplo do FMI e da ONU, no caso da ONU sua reformulação se justifica pela necessidade de:
a) Elaborar novos acordos diplomáticos que permitam a inclusão dos países socialistas, agora comandados pela
China.
b) Reduzir o excessivo poder dos países do Terceiro Mundo através do fim do seu direito a veto na Assembléia Geral.
c) Ampliar seu poder militar com a definitiva incorporação à Força de Paz dos exércitos do COMECON.
d) Fortalece a atuação de organizações de não governamentais (ONG'S) de modo a enfraquecer os países
do Primeiro Mundo.
e) Incluir, entre os membros permanentes do Conselho de Segurança, O Japão e a Alemanha, além de potências
regionais como o Brasil e a Índia.
12. Vários países assinaram acordos que proíbem testes atômicos. Esse é mais um dos reflexos do fim da guerra fria, ocorrida no final da década de 1980.
A respeito desse novo cenário geopolítico mundial, apenas uma das alternativas a seguir está incorreta. Assinale-a:
a) Diferentemente do pacto de Varsóvia, a OTAN não desapareceu e redireciona seus objetivos atraindo, inclusive, interesse de adesão por parte de países ex-socialistas.
b) Do ponto de vista militar e também econômico, os EUA se sobre saem como única potência na medida em que seu antigo “rival”, a URSS, desmembrou-se e os países resultantes passam por profundas crises.
c) Com o fim da guerra fria, a principal contradição que explicava grande parte dos conflitos mundiais se desfaz, mas outras tensões continuam a provocar inúmeros conflitos espalhados pelo mundo.
d) Nos dias de hoje, a questão do poder entre os países desloca-se do plano militar para o plano econômico, dando destaque às “guerras comerciais”.
e) A ONU passa por um processo de reestruturação em que se questiona a estrutura do conselho de segurança, e países subdesenvolvidos como o Brasil pleiteiam sua participação nesse órgão.
As constantes alterações que tem ocorridos no mapa da Europa nos últimos anos são o sinal de que vivemos um período de transição. É a estruturação da chamada nova ordem mundial, que vem substituir a velha ordem, marcada pela oposição entre Estados Unidos e União soviética, em um período conhecido como guerra fria.
A guerra fria começou a se desenhar logo após a Segunda Guerra Mundial. Mais precisamente durante a Conferência de Potsdam, realizada em julho de 1945, quando as potências vencedoras decidiram dividir o território alemão em quatro zonas de ocupação controladas, de leste a oeste, respectivamente, por União Soviética, Inglaterra, Estados Unidos e França. A capital alemã, Berlim, também foi ocupada, ficando dividida entre russos a leste, e franceses, ingleses e americanos a oeste.
A partir de então, a bipolaridade que marcou o cenário geopolítico internacional no pós-guerra já estava configurada. Isso porque as duas grandes potências vencedoras – a capitalista, representada pelos Estados Unidos, e a Socialista, representada pela União Soviética – tinham projetos antagônicos, não só para a Alemanha como também para toda a Europa e o mundo. O antagonismo ficou claramente expresso a partir de 1947, quando o presidente americano Harry Truman declarou a necessidade de conter os desejos expansionistas soviéticos no território europeu e, posteriormente, no território asiático.
Devido ao importante papel da União Soviética na derrota do exército nazista pelo front oriental, desde fevereiro de 1945 os soviéticos transformaram todo o Leste europeu em uma grande área ocupada, alegando a necessidade de manter a segurança junto a suas fronteiras. Desde esse momento já estava estabelecida a chamada “cortina de ferro”, com a divisão da Europa em duas regiões geopolíticas: a Europa ocidental, sob a influência dos Estados Unidos, e a Europa oriental, sob a influência da União Soviética.
Após a segunda guerra mundial o sistema produtivo Europeu ficou praticamente destruído. Não podendo mais suprir a necessidade de mercadoria que o continente necessitava. Os EUA, por sua vez, não haviam sofrido nenhum dano no seu sistema produtivo, já que a guerra havia se desenrolado dentro da Europa. O governo americano visando conquistar e dominar o mercado europeu, formulou o plano MarshalL. Plano estratégico de ajuda econômica para conter o avanço do socialismo e financiar a “recuperação” da Europa.
Assim como no bloco capitalista foram desenvolvidas estratégias políticas para conter o avanço do bloco capitalista sobre a área de influência do socialista.
No plano econômico foi criado o Comecom, um plano de ajuda econômica aos países alinhados ao bloco socialista, principalmente, países do leste europeu, pois era necessário um desenvolvimento social e econômico desses países para que o ideal capitalista não viesse a atormentar os sonhos dos comunistas do leste e da própria população.
VEJA OS CENTROS DE PODER DA GUERRA FRIA ABAIXO:
Do lado capitalista:
1. O EUA desenvolveu uma estratégia para barrar o avanço do socialismo no mundo, por isso ele lançou os planos Marshall E Colombo, que tinha como finalidade o fortalecimento das economias capitalista na Ásia e Europa.
2. O surgimento de um eixo geopolítico Franco Alemão que serviu de base para a CECA
3. Surgimento do Mercado Comum Europeu (MCE), que após vários avanços estruturais (políticos e econômicos) originou o bloco conhecido como união européia (EU), cujo à finalidade seria o
soerguimento econômico da Europa e conseqüentemente o fortalecimento do capitalismo no continente e no mundo, até porque após a década de 80 países dos demais continente seguiram o mesmo caminho, no que tange a formação de blocos econômicos.
4. A formação da aliança militar do bloco capitalista: OTAN (organização do tratado do atlântico norte)
5. A criação da ONU em 1945
6. Surgimento do FMI e BIRD, organismos financeiros internacionais que atuam na economia dos países do bloco capitalista, porém com grandes reflexos nas políticas internas desses países.
7. 1947 A criação do estado de Israel
8. Intervenção militar dos EUA na guerra das Coréia e do Vietnã, o que acabou gerando uma grande tensão no mundo, pois as duas potências financiavam os seus aliados de forma muito incisiva, chegando a alguns casos como foi o dos EUA a se envolver no conflito de maneira direta, isto é, não mais apenas dando logística.
9. Crise que envolveu a tensão nuclear na baia dos porcos em cuba. Onde se verificou a tentativa de armar a ilha de cuba com mísseis nucleares soviéticos.
Do lado socialista:
1. Revolução Chinesa de 1949, que provocou uma reação dos EUA na bacia do pacifico. e a instalação de um governo nacionalista na ilha de formosa, o que gerou um “conflito” com a china continental. E o aparecimento do cordão sanitário no oriente.
2. Revolução cubana em 1959, implantando o primeiro governo socialista na América, sob a liderança de Fidel castro.
3. A primavera de praga em 1968, demonstração ao mundo dos poderes militares da URRS.
4. A criação do COMECOM (conselho de assistência econômica mutua), órgão criado com a finalidade de organizar o intercambio comercial dentro do bloco socialista.
5. Criação do pacto de Varsóvia que se caracteriza pelo tratado de proteção militar, no qual a união soviética responderia a qualquer ataque sofrido pelos países socialistas, que viessem dos EUA ou de qualquer outro país do sistema capitalista.
6. 1975-1990 Guerra de Angola e Moçambique Os governos socialistas locais apoiados pelo bloco "comunista" enfrentaram a guerrilha respaldada pelos EUA e pela África do Sul;
7. 1948-1990 Conflito Árabe-Israelense: Local de interesse estratégico econômico (petróleo) que atraiu apoio direto dos Estados Unidos e da União Soviética o que aprofundou as crises regionais. Permeada por períodos de paz e agravamento, a questão constitui um dos principais pólos de conflito do pós-guerra;
8. 1979-1990 Nicarágua: Os sandinistas derrubaram Somoza (pró Estados Unidos) assumindo o poder e ganhando a hostilidade dos contras, guerrilheiros apoiados pelos Estados Unidos. Em 1990, Violeta Chamorro venceu as eleições diretas para a presidência, substituindo Daniel Ortega.
9. Dentro do contexto da Guerra Fria, teve início um rápido processo de descolonização afro-asiático, que deu origem a mais de quarenta novos países na década de 50.
As Alianças Militares da Guerra Fria
• A OTAN (organização do tratado do atlântico norte): Caracteriza-se como um pacto de proteção militar multilateral a possíveis ataques “vermelhos” a países aliados dos EUA, logo do sistema capitalista.
• O PACTO DE VARSOVIA: Caracteriza-se pelo tratado de proteção militar, no qual a união soviética responderia a qualquer ataque sofrido pelos países socialistas, oriundo de qualquer país capitalista,
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO MUNDO BIPOLAR:
a) O mundo apresenta-se dividido entre os ideais socialistas e os ideais capitalistas, é por esse motivo que verificasse uma grande disputa ideológica entre socialismo e capitalismo no espaço mundial.
b) No período dipolar ou período da guerra fria temos o aparecimento de uma disputa por áreas de influência no cenário internacional, pois cada bloco existente queria manter sob seu comando o maior numero possível de países, sejam eles, localizados na áfrica na Ásia, na Europa ou na América, pois o que de fato interessava era o seu alinhamento a um dos dois blocos de poder.
c) Os governos das duas superpotências do período da bipolaridade investiam maciçamente em equipamentos militares, esse fato ficou conhecido como corrida armamentista, pois foram feitos vultosos investimentos em pesquisas cientificas de cunho militar.
d) Existe uma constante tensão nuclear no mundo permeada pelo antagonismo socialismo e capitalismo, sendo marcado por grandes crises políticas e um dos principais focos dessa tensão foi o acontecimento ocorrido na ilha de cuba na década de 60.
e) Nesse período mediasse o poder de um país pela sua capacidade militar (bélica) de cada país, era por isso que nenhum país queria se meter na disputa direta com as duas potências EUA e URSS.
f) Outra grande característica desse momento foi à corrida aeroespacial que fez surgir novas tecnologias, que posteriormente passou a ter utilidade para a sociedade civil no mundo capitalista. A grande marca desse momento é sem dúvida a chagada do homem ao espaço (URSS) e posteriormente a chegada do homem a lua (EUA).
g) O muro de Berlim foi construído em uma só noite – em 13 de agosto de 1961 – pelos alemães orientais. Representou nos seus 162 quilômetros de extensão um impedimento e controle regido sobre a movimentação dos cidadãos berlinenses. Por isso, era chamado de Muro da Vergonha. A data 9 de novembro de 1989
marcou a queda do Muro de Berlim, fato que simbolizou o início do desmantelamento do sistema socialista no leste europeu. Com a queda no do Muro de Berlim, essa velha ordem mundial começava a ruir.
A queda do muro de Berlim no final da década de 1980 caracterizou-se por um marco temporal do que diz respeito ao fim do socialismo no leste Europeu, pois a partir de então verificou-se uma forte tendência a fragmentação do mundo socialista.
Em 19901 ocorre a desagregação da URS. O fato simboliza ofim do socialismo no mundo é esse acontecimento.
EXERCÍCIOS DE REVISÃO 01
01. Após a Segunda Guerra Mundial, Estados Unidos e União Soviética, países aliados durante o conflito,
passaram a desenvolver um relacionamento político tenso e cheio de atritos. Esse período caracterizou-se pela:
a) Rápida contenção do socialismo na Europa Oriental, graças a formação da cortina de ferro, e a implantação do Plano Marshall nessas áreas.
b) Unificação do território alemão, dividido em dois países (RDA e RFA) e crescente corrida armamentista.
c) Elevação do bloqueio de Berlim, imposta por Stalin e posterior construção do Muro de Berlim.
d) Desmontagem das organizações militares, em ambos os lados da cortina de terra, retirando o poder das
superpotências na região.
e) Todas as alternativas estão corretas e criam um panorama de Guerra Fria.
02. (FMU-SP) O Pacto de Varsóvia, criado em 1955 e extinto em 1991, teve como principal objetivo:
a) Reunir os países socialistas como Alemanha Oriental e Alemanha Ocidental contra a OTAN.
b) Consolidar a influência soviética sobre os países da Europa Oriental.
c) Conter a influência soviética sobre os países da Europa Oriental.
d) Consolidar a influência socialista na Europa Ocidental.
e) Consolidar a influência capitalista na Europa Oriental.
03. A ordem internacional que se estabeleceu após a Segunda Guerra Mundial, caracterizou-se pela bipolaridade entre Estados unidos e União Soviética. Essa divisão, que perdurou até o início desta década, foi chamado de período da Guerra Fria. Fatos significativos tem marcado a Nova Ordem Mundial recém surgida, merecendo destaque...
I. Reunificação da Alemanha em 1992, com a marcante queda do Muro de Berlim.
II. A decadência do "Socialismo Real" e de sua ideologia, apontando o capitalismo e o neoliberalismo como os vitoriosos na batalha final da Guerra Fria.
Ill. Fim do Pacto de Varsóvia e gestões sobre a remodelação da OTAN, em julho de 91, é assinado em
moscou, o Tratado de Redução de Armas Estratégicas.
IV. Imunidade da Roménia, que atualmente e o único país europeu que permanece com as estruturas socialistas.
a) l e II. c) l, II e III.
b) II e III. d) l e IV. e) II e IV.
04. (CESUPA-2004) As transformações na ordem econômica e geopolítica do pós-guerra, no final dos anos
80 — queda do muro de Berlim, fragmentação e extinção da URSS e abertura econômica e reordenamento territorial do Leste Europeu — foram fundamentais para o reordenamento geopolítico do espaço mundial. A esse respeito, assinale a alternativa correta:
a) A atual ordem geopolítica mundial se caracteriza por uma configuração multipolar de base múltipla não somente em termos da multiplicação de centros de poder econômico, mas igualmente de natureza político — militar étnica e cultural.
b) A existência de conflitos por áreas de influência entre as grandes potências e as emergentes no atual contexto histórico, cuja base é puramente econômica, constitui a principal característica do mundo atual.
c) O mundo atual se caracteriza pela bipolaridade. A nova ordem econômica e geopolítica está pautada no
conflito entre as duas grandes potências — USA e Rússia - por áreas de influência.
d) O mundo atual se caracteriza pela multipolaridade. A fragmentação da ex-URSS e as transformações no Leste europeu apontam para uma configuração geopolítica de base mais ideológica que econômica.
05. “Voltou à moda profetizar a morte do Estado nacional. Analistas políticos e econômicos, historiadores, sociólogo e geógrafos tem se dedicado, nos últimos anos, a construir cenários do futuro nos quais o Estado ocupa um determinado lugar na política internacional”. Com base em seus conhecimentos, identifique entre as alternativas abaixo aquela que demonstre o papel do Estado nação na economia globalizada.
a) De fato o Estado tende a perder poder, ao ponto de se extinto em função do processo de globalização
intensificado no pós-guerra fria.
b) A formação dos megablocos supranacionais tem feito com que paulatinamente o Estado nação perca força e ceda lugar a mundialização da economia, na qual deixa de existi as fronteiras, o Estado e a região.
c) Ao contrário do que se pensa o Estado tem um papel fundamental no processo de globalização econômica, visto que ele é quem toma as decisões políticas de integração decorrentes dessa mundialização.
d) Com o fim da guerra fria passou a haver uma reorganização do espaço geográfico mundial, na qual
Estado não tem muita significância.
e) A reorganização dos blocos regionais de poder (especialmente o projeto da União Européia) demonstra
claramente a derrocada do Estado União.
06. (Prise-2006) Com o fim da bipolaridade e a partir da nova ordem, a mundialização do capitalismo passa a viver uma nova etapa em que as economias nacionais enfraquecem diante da maior importância do mercado global. Com base em seus conhecimentos sobre reordenação do espaço mundial, assinale a alternativa correta.
a) Na atual período marcado pela multipolarização, há a intensificação do processo de globalização e
simultaneamente ocorrem a formação de blocos regionais.
b) A partir da multipolarização, os Estados Unidos têm seu poderio econômico e tecnológico enfraquecido.
c) Com a crise do socialismo e a maior presença da economia de mercado, há um menor desenvolvimento do comércio externo e do turismo no mundo.
d) A formação dos mercados regionais ou megablocos é uma das principais características do período bipolar.
e) E correto afirmar que o período bipolar afetou diretamente a economia norte-americana, ao substituir o
dólar, moeda norte-americana, pela libra esterlina, moeda inglesa.
07. Os atentados terroristas ocorridos nos Estados Unidos, em setembro de 2001, provocaram novas ordenações geopolíticas no mundo contemporâneo, a exemplo do (a):
a) Aproximação geopolítica entre a Rússia e Estados Unidos, nações que, no período da Guerra Fria,
lideravam diferentes blocos opostos ideologicamente. b) Retorno à bipolaridade, uma vez que os Estados
Unidos voltaram a comandar o bloco oriental em oposição ao bloco ocidental, liderado pela Rússia, exrepública da URSS.
c) Implantação da multipolar idade, uma vez que, desde a queda do Muro de Berlim, o mundo apresentava-se geopoliticamente bipolar.
d) Aproximação de ingleses e franceses, povos que mantêm rivalidades históricas, em oposição aos russos,
que lideraram este ataque aos Estados Unidos.
08. Todas as afirmativas apresentam informações correta sobre o cenário geográfico da nova ordem mundial póscomunismo da Europa oriental e da ex-URSS, exceto:
a) A estabilidade política tem sido dificultada pelos grupos étnicos distintos, mantidos no mesmo território após o estabelecimento de novas fronteiras, ao fim da segunda guerra mundial.
b) A dissolução do poder totalitário comunista e do estado partido tem sido acompanhada pelo estabelecimento de novas fronteiras geográficas com a constituição de novos países.
c) A transição da economia estatal e planificada para a economia de mercado tem fortalecido as estruturas
produtivas, provocando aumento de emprego e controle da inflação.
d) O desaparecimento de laços que mantinha a Europa oriental no espaço de influência da ex-URSS têm levado a formação de uma nova área de influência, á da Alemanha reunificada.
09. É fato presente na nova estrutura geopolítica e econômica do mundo a pós anos 80 (o):
a) Multipolar idade econômica, apoiada no tripé formado pelos estados unidos china e CEI (comunidade dos
estados independentes).
b) exacerbação dos movimentos nacionalistas como a guerra civil da ex-Tchecoslováquia, que após anos de lutas sangrentas culminou com a criação de seis republicas.
c) sobrevivência do socialismo real, com uma economia essencialmente planificada, que, mesmo com a
desagregação da ex-URSS, ainda persiste em países do leste europeu, na china, no Vietnã e em cuba.
d) Multipolar idade econômica, centrada em pólos considerados irradiadores de prosperidade: EUA, Japão e
Europa centro-oriental (Alemanha), onde prevalece a disputa por espaço de poder econômico.
e) aumento da divergência sino-soviética, como conseqüências das transformações econômicas na China.
10. (ufpa) A regionalização do espaço mundial, após a Segunda Guerra Mundial, no século XX, esteve marcada pela bipolarização; mas, a partir da década de 90, desse mesmo século, a ordem passa a ser marcada pela multipolarização. Sobre essa mudança é correto afirmar:
a) A bipolaridade existente entre Estados Unidos e Japão era fundamentada em razões ideológicas, de disputa pelo poder político do espaço mundial.
b) A ordem bipolar, considerada dicotômica ou dualista, representava a oposição entre duas alternativas,
capitalismo e socialismo, e a nova ordem, a multipolarização, apresenta apenas uma opção, o capitalismo.
c) Na ordem multipolar, o poder é medido, entre outros fatores, pela capacidade econômica de disponibilidade de capitais, qualificação de mão de obra, índices de competitividade, avanço tecnológico e níveis de produtividade.
d) Na ordem multipolar, o poder ainda é medido pela divisão capitalismo e socialismo, o que caracteriza a
permanência dos Estados Unidos e a emergência na nova ordem de países, como o Japão e a Alemanha.
e) A disputa leste x oeste, que caracterizava a ordem bipolar, é agora representada pela disputa norte x sul, em que os países do norte são capitalistas (ricos e industrializados) e os do sul são socialistas (pobres e
agrários).
11. “Não há nada mais difícil de realizar nem mais perigoso de controlar do que o início de uma nova
ordem de coisas” Niccolo Machiavelll (1469-1527),
Se transposto para a atualidade, o raciocínio acima nos permite entender porque a estrutura de uma nova ordem
internacional requer alterações nas formas e objetivos de atuação dos grandes organismos políticos e econômicos mundiais fundados no pós-guerra, a exemplo do FMI e da ONU, no caso da ONU sua reformulação se justifica pela necessidade de:
a) Elaborar novos acordos diplomáticos que permitam a inclusão dos países socialistas, agora comandados pela
China.
b) Reduzir o excessivo poder dos países do Terceiro Mundo através do fim do seu direito a veto na Assembléia Geral.
c) Ampliar seu poder militar com a definitiva incorporação à Força de Paz dos exércitos do COMECON.
d) Fortalece a atuação de organizações de não governamentais (ONG'S) de modo a enfraquecer os países
do Primeiro Mundo.
e) Incluir, entre os membros permanentes do Conselho de Segurança, O Japão e a Alemanha, além de potências
regionais como o Brasil e a Índia.
12. Vários países assinaram acordos que proíbem testes atômicos. Esse é mais um dos reflexos do fim da guerra fria, ocorrida no final da década de 1980.
A respeito desse novo cenário geopolítico mundial, apenas uma das alternativas a seguir está incorreta. Assinale-a:
a) Diferentemente do pacto de Varsóvia, a OTAN não desapareceu e redireciona seus objetivos atraindo, inclusive, interesse de adesão por parte de países ex-socialistas.
b) Do ponto de vista militar e também econômico, os EUA se sobre saem como única potência na medida em que seu antigo “rival”, a URSS, desmembrou-se e os países resultantes passam por profundas crises.
c) Com o fim da guerra fria, a principal contradição que explicava grande parte dos conflitos mundiais se desfaz, mas outras tensões continuam a provocar inúmeros conflitos espalhados pelo mundo.
d) Nos dias de hoje, a questão do poder entre os países desloca-se do plano militar para o plano econômico, dando destaque às “guerras comerciais”.
e) A ONU passa por um processo de reestruturação em que se questiona a estrutura do conselho de segurança, e países subdesenvolvidos como o Brasil pleiteiam sua participação nesse órgão.
A INDUSTRIALIZAÇÃO NO BRASIL
Do modelo agroexportador à substituição de importações
Seguindo uma tendência mundial, nos últimos anos a participação da indústria no PIB total do país tem sido superior a 30%, perdendo apenas para o setor de serviços.
Para o Brasil, país subdesenvolvido, tomar-se industrializado, foi preciso percorrer um longo caminho.
A crise de 7929 e a Segunda Guerra Mundial
Durante o período colonial (1500-1822), era praticamente proibida a instalação de estabeleci mentos comerciais e industriais na colônia porque concorreriam com a metrópole portuguesa, o que reduziria seus lucros. Por isso, enquanto alguns países da Europa ocidental (séculos XVIII e XIX) conviviam com a industrialização, o Brasil permanecia como exportador de gêneros agrícolas, papel que continuou a representar mesmo após obter sua independência política. Até 1930, a industrialização brasileira foi marcada por Indústrias tradicionais (alimentícias e têxteis) e pela importação de produtos industrializados.
A crise mundial de 1929 afetou a economia brasileira, que até então se baseava na produção e na exportação de café. Com essa crise, uma parcela razoável do capital cafeeiro foi reinvestida em atividades urbanas fabris, como a produção de alimentos e
tecidos, modificando e dinamizando nossa economia com a lenta transição do predomínio do capital agrícola para o capital industrial. Este reunia o capital oriundo da cafeicultura, capitais internacionais (ingleses e norte-americanos, principalmente), poupança interna (capital privado nacional) e o capital estatal, que expandiu e diversificou a economia brasileira.
A Segunda Guerra (1939-1945) beneficiou a produção interna no Brasil, que, além de ter dificuldade em comercializar com a Europa, precisava substituir os produtos industrializados, antes importados, para atender ao mercado interno.
A era Vargas e a era Kubitschek
A segunda etapa do desenvolvimento industrial brasileiro teve a participação decisiva desses dois governantes.
Getúlio Vargas foi o responsável pela infra-estrutura necessária para a instalação de indústrias no país no período de seu primeiro governo (1930-1945), Entre suas realizações estão a Companhia Siderúrgica Nacional, organizada em 1941 c posta em funcionamento em 1946, em Volta Redonda, Rio de Janeiro, e a mineradora Companhia Vale do Rio Doce, instalada em 1942, em Minas Gerais. Também fundou, em 1945, a Fábrica Nacional de Motores (FNM) e a Companhia Hidrelétrica de São Francisco.
Juscelino Kubitschek (1956-1960), através de seu Plano de Metas, privilegiou as obras para a geração de energia, os transportes e principalmente a construção de rodovias, que facilitou a instalação de montadoras de veículos estrangeiras em nosso país.
Seu governo, ao contrário do governo de Getúlio Vargas, que se preocupou em proteger a produção nacional, marcou o início da internacionalização do parque industrial brasileiro. Nessa época, além das montadoras, vieram indústrias de aparelhos eletroeletrônicos e alimentos, que mais tarde passariam a controlar o mercado interno, após a compra de empresas nacionais incapazes de competir com a tecnologia empregada por essas transnacionais. Portanto, entre 1930e 1960, ocorreu a segunda e principal etapa da industrialização brasileira, caracterizada pelo modelo de substituição de importações voltado para o abastecimento interno, e baseada na união de capitais estatais, nacionais e capitais privados estrangeiros.
A internacionalização da indústria
No começo da década de 1960, o país passou por um conturbado período político que culminou com o golpe militar de 1964, Por esse motivo, só nesse ano o processo de internacionalização da economia brasileira, iniciado no governo JK, se consolidou definitivamente.
No governo militar, o período entre 1967 e 1973 ficou conhecido como "milagre econômico brasileiro", quando atingimos a oitava posição mundial em PIB e o primeiro lugar entre as nações subdesenvolvidas industrializadas ou periféricas. O Brasil recebeu vultosos empréstimos internacionais e sua produção industrial foi muito grande. No entanto, como consequência, a dívida externa aumentou muito nesse período, agravando as desigualdades sociais, pois a riqueza, que deveria ser aplicada em melhores condições de saúde e educação, foi desviada para o pagamento de compromissos assumidos com organismos internacionais (FMI e BIRD).
Com o peso da divida externa e os sucessivos aumentos do preço do petróleo no mercado internacional, o país viveu nos anos 1980 o período conhecido como "década perdida", quando se verificou uma forte retração da produção industrial c um menor crescimento da economia em geral.
A indústria brasileira na globalização
Os anos 1990 foram marcados pela globalização econômica mundial, pela política neoliberal e pelas crises econômicas em países emergentes, como o Brasil. Em consequência, o capital transnacional passou a controlar cada vez mais não só a industrialização, mas também toda a economia brasileira, incluindo os setores agropecuários e de serviços.
No setor de serviços destacam-se os que dão suporte à atividade industrial, como o energético e o de transportes, com a venda de empresas estatais que detinham o controle sobre eles.
Nos anos 1990, o setor industrial caracterizou-se pela queda da participação da industria na composição do PIB e pela redução do número de empregos ocupados nessa área. Não se esqueça de que o Brasil participa e sofre os efeitos da globalização econômica, cujas inovações tecnológicas geram maior produtividade com menor número de trabalhadores no mundo todo.. Porém, por ter sido bem mais produtiva do que a década de 1980, podemos dizer que a década de 1990 foi positiva para a indústria brasileira.
A industria brasileira no século XXI
O terceiro milênio começou incerto não só para a economia brasileira, como também para a economia mundial. Grandes potências, como Estados Unidos e Japão, estão em recessão. Como o Brasil tem uma economia dependente de capitais externos, apresenta fortes reflexos dessa crise mundial. Outro grande problema é o fato de a balança comercial brasileira ser suscetível aos preços internacionais mais baixos das matérias primas que o Brasil exporta e aos preços mais altos de mercadorias que o país importa, como o petróleo.
A dependência da indústria brasileira não é só do capital, mas também da tecnologia estrangeira.
Como vimos, o Brasil ocupa o 43° lugar no ranking mundial de tecnologia da ONU, o que atinge diretamente o desempenho industrial do país.
Os golpes finais para o setor industrial foram o racionamento de energia elétrica implantado pelo governo em l" de junho de 2001 e a crise econômica na Argentina, grande importadora de nossos produtos industrializados.
Se a economia já apresentava sinais de desaquecimento, com esses problemas as perspectivas para a indústria brasileira não são nada favoráveis para os próximos anos.
Seguindo uma tendência mundial, nos últimos anos a participação da indústria no PIB total do país tem sido superior a 30%, perdendo apenas para o setor de serviços.
Para o Brasil, país subdesenvolvido, tomar-se industrializado, foi preciso percorrer um longo caminho.
A crise de 7929 e a Segunda Guerra Mundial
Durante o período colonial (1500-1822), era praticamente proibida a instalação de estabeleci mentos comerciais e industriais na colônia porque concorreriam com a metrópole portuguesa, o que reduziria seus lucros. Por isso, enquanto alguns países da Europa ocidental (séculos XVIII e XIX) conviviam com a industrialização, o Brasil permanecia como exportador de gêneros agrícolas, papel que continuou a representar mesmo após obter sua independência política. Até 1930, a industrialização brasileira foi marcada por Indústrias tradicionais (alimentícias e têxteis) e pela importação de produtos industrializados.
A crise mundial de 1929 afetou a economia brasileira, que até então se baseava na produção e na exportação de café. Com essa crise, uma parcela razoável do capital cafeeiro foi reinvestida em atividades urbanas fabris, como a produção de alimentos e
tecidos, modificando e dinamizando nossa economia com a lenta transição do predomínio do capital agrícola para o capital industrial. Este reunia o capital oriundo da cafeicultura, capitais internacionais (ingleses e norte-americanos, principalmente), poupança interna (capital privado nacional) e o capital estatal, que expandiu e diversificou a economia brasileira.
A Segunda Guerra (1939-1945) beneficiou a produção interna no Brasil, que, além de ter dificuldade em comercializar com a Europa, precisava substituir os produtos industrializados, antes importados, para atender ao mercado interno.
A era Vargas e a era Kubitschek
A segunda etapa do desenvolvimento industrial brasileiro teve a participação decisiva desses dois governantes.
Getúlio Vargas foi o responsável pela infra-estrutura necessária para a instalação de indústrias no país no período de seu primeiro governo (1930-1945), Entre suas realizações estão a Companhia Siderúrgica Nacional, organizada em 1941 c posta em funcionamento em 1946, em Volta Redonda, Rio de Janeiro, e a mineradora Companhia Vale do Rio Doce, instalada em 1942, em Minas Gerais. Também fundou, em 1945, a Fábrica Nacional de Motores (FNM) e a Companhia Hidrelétrica de São Francisco.
Juscelino Kubitschek (1956-1960), através de seu Plano de Metas, privilegiou as obras para a geração de energia, os transportes e principalmente a construção de rodovias, que facilitou a instalação de montadoras de veículos estrangeiras em nosso país.
Seu governo, ao contrário do governo de Getúlio Vargas, que se preocupou em proteger a produção nacional, marcou o início da internacionalização do parque industrial brasileiro. Nessa época, além das montadoras, vieram indústrias de aparelhos eletroeletrônicos e alimentos, que mais tarde passariam a controlar o mercado interno, após a compra de empresas nacionais incapazes de competir com a tecnologia empregada por essas transnacionais. Portanto, entre 1930e 1960, ocorreu a segunda e principal etapa da industrialização brasileira, caracterizada pelo modelo de substituição de importações voltado para o abastecimento interno, e baseada na união de capitais estatais, nacionais e capitais privados estrangeiros.
A internacionalização da indústria
No começo da década de 1960, o país passou por um conturbado período político que culminou com o golpe militar de 1964, Por esse motivo, só nesse ano o processo de internacionalização da economia brasileira, iniciado no governo JK, se consolidou definitivamente.
No governo militar, o período entre 1967 e 1973 ficou conhecido como "milagre econômico brasileiro", quando atingimos a oitava posição mundial em PIB e o primeiro lugar entre as nações subdesenvolvidas industrializadas ou periféricas. O Brasil recebeu vultosos empréstimos internacionais e sua produção industrial foi muito grande. No entanto, como consequência, a dívida externa aumentou muito nesse período, agravando as desigualdades sociais, pois a riqueza, que deveria ser aplicada em melhores condições de saúde e educação, foi desviada para o pagamento de compromissos assumidos com organismos internacionais (FMI e BIRD).
Com o peso da divida externa e os sucessivos aumentos do preço do petróleo no mercado internacional, o país viveu nos anos 1980 o período conhecido como "década perdida", quando se verificou uma forte retração da produção industrial c um menor crescimento da economia em geral.
A indústria brasileira na globalização
Os anos 1990 foram marcados pela globalização econômica mundial, pela política neoliberal e pelas crises econômicas em países emergentes, como o Brasil. Em consequência, o capital transnacional passou a controlar cada vez mais não só a industrialização, mas também toda a economia brasileira, incluindo os setores agropecuários e de serviços.
No setor de serviços destacam-se os que dão suporte à atividade industrial, como o energético e o de transportes, com a venda de empresas estatais que detinham o controle sobre eles.
Nos anos 1990, o setor industrial caracterizou-se pela queda da participação da industria na composição do PIB e pela redução do número de empregos ocupados nessa área. Não se esqueça de que o Brasil participa e sofre os efeitos da globalização econômica, cujas inovações tecnológicas geram maior produtividade com menor número de trabalhadores no mundo todo.. Porém, por ter sido bem mais produtiva do que a década de 1980, podemos dizer que a década de 1990 foi positiva para a indústria brasileira.
A industria brasileira no século XXI
O terceiro milênio começou incerto não só para a economia brasileira, como também para a economia mundial. Grandes potências, como Estados Unidos e Japão, estão em recessão. Como o Brasil tem uma economia dependente de capitais externos, apresenta fortes reflexos dessa crise mundial. Outro grande problema é o fato de a balança comercial brasileira ser suscetível aos preços internacionais mais baixos das matérias primas que o Brasil exporta e aos preços mais altos de mercadorias que o país importa, como o petróleo.
A dependência da indústria brasileira não é só do capital, mas também da tecnologia estrangeira.
Como vimos, o Brasil ocupa o 43° lugar no ranking mundial de tecnologia da ONU, o que atinge diretamente o desempenho industrial do país.
Os golpes finais para o setor industrial foram o racionamento de energia elétrica implantado pelo governo em l" de junho de 2001 e a crise econômica na Argentina, grande importadora de nossos produtos industrializados.
Se a economia já apresentava sinais de desaquecimento, com esses problemas as perspectivas para a indústria brasileira não são nada favoráveis para os próximos anos.
Pré-sal
Pré-sal
Pré-sal é a denominação das reservas petrolíferas encontradas abaixo de uma profunda camada de sal no subsolo marítimo, também chamada de subsal. As rochas reservatório deste tipo de região normalmente são encontradas em regiões muito profundas, de difícil localização e de acesso mais complexo. A maior parte das reservas petrolíferas "pre-sal" ou "subsal" atualmente conhecidas no mundo estão em áreas marítimas profundas e ultra-profundas.
A primeira reserva petrolífera em área pré-sal no mundo ocorreu no litoral brasileiro, onde passaram a ser conhecidas simplesmente como "petróleo do pré-sal" ou "pré-sal". Estas também são as maiores reservas conhecidas em zonas da faixa pré-sal.
Depois do anúncio da descoberta de reservas na escala de vários bilhões de barris, em todo o mundo começaram processos de exploração em busca de petróleo abaixo das rochas de sal nas camadas profundas do subsolo marinho. Atualmente as principais áreas de exploração petrolífera com reservas potenciais ou prováveis já identificadas na faixa pré-sal estão no litoral do Atlântico Sul. Na porção sul-americana está a grande reserva do pré-sal no Brasil, enquanto, no lado africano, existem áreas pré-sal em exploração no Congo (Brazzaville)[1] e no Gabão [2]. Também existem áreas pré-sal sendo exploradas Golfo do México e no Mar Cáspio, na zona marítima pertencente ao Casaquistão.
O pré-sal brasileiro
Parte do Pré-Sal localizada no litoral fluminense
No litoral brasileiro as reservas encontradas na camada pré-sal são consideradas de média a alta qualidade, segundo a escala API. Estão localizadas nas águas territoriais brasileiras e na zona econômica exclusiva. O conjunto de campos petrolíferos do pré-sal se extende entre o litoral dos estados do Espírito Santo até Santa Catarina, com profundidades que variam de 1000 a 2000 metros de lâmina d'água e entre quatro e seis mil metros de profundidade no subsolo, chegando portanto a até 8000m da superfície do mar, incluindo uma camada que varia de 200 a 2000m de sal[3]. Segundo Márcio Rocha Mello, geólogo e ex-funcionário da Petrobrás, a área do pré-sal poderia ser bem maior do que os 800 quilômetros, se estendendo de Santa Catarina até o Ceará.[4]
Apenas a descoberta dos três primeiro campos do pré-sal, Tupi, Iara e Parque das Baleias já dobraram as reservas brasileiras comprovadas, que eram de 14 bilhões de barris e agora são de 33 bilhões de barris. Além destas existem reservas possíveis e prováveis de 50 a 100 bilhões de barris.
A descoberta do petróleo nas camadas de rochas localizadas abaixo das camadas de sal só foi possível devido ao desenvolvimento de novas tecnologias como a sísmica 3D e sísmica 4D, de exploração oceanográfica, mas também de técnicas avançadas de perfuração do leito marinho.
Origem
O petróleo do pré-sal está em uma rocha reservatório localizada abaixo de uma camada de sal nas profundesas do leito marinho.
Antigamente a África e a América do Sul formavam um único continente, a Pangea, que a cerca de 200 milhões de anos se subdividiu em Laurásia e Gondwana. A aproximadamente 140 milhões de anos teve inicio o processo de separação entre duas as placas tectônicas sobre as quais estão os continentes que formavam o Gondwana, os atuais continentes da África e América do Sul. No local em que ocorreu o afastamento da África e América do Sul, formou-se o que é hoje o Atlântico Sul.
Processo de aparecimento do Atlântico Sul, entre 140 e 60 milhões de anos atrás, quando se formou o petróleo do pré-sal
Nos primórdios, formaram-se vários mares rasos e áreas semi-pantanosas, algumas de água salgada e salobra do tipo mangue, onde proliferaram algas e microorganismos chamados de fitoplâncton e zooplâncton. Estes microorganismos se depositavam continuamente no leito marinho na forma de sedimentos, misturando-se à outros sedimentos, areia e sal, formando camadas de rochas impregnadas de matéria orgânica, que dariam origem às rochas reservatório. Ao longo de milhões de anos e sucessivas Eras glaciais, ocorreram grandes oscilações no nível dos oceanos, ocorrendo inclusive a deposição de grandes quantidades de sal que formaram grandes camadas de sedimento salino, geralmente acumulado pela evaporação da água nestes mares rasos. Estas camadas de sal voltaram a ser soterradas pelo Oceano e por novas camadas de sedimentos quando o gelo das calotas polares voltou a derreter nos períodos inter-glaciais.
Estes microrganismos sedimentados no fundo do oceano, soterrados sob pressão e com oxigenação reduzida, degradaram-se muito lentamente e com o passar do tempo, transformaram-se em petróleo, como o que que hoje é encontrado no litoral do Brasil.
O conjunto de descobertas situado entre o Rio de Janeiro e São Paulo (Bem-te-vi, Carioca, Guará, Parati, Tupi, Iara, Caramba e Azulão ou Ogun) ficou conhecido como “Cluster Pré-Sal”, pois o termo genérico “Pré-Sal” passou a ser utilizado para qualquer descoberta em reservatórios sob as camadas de sal em bacias sedimentares brasileiras. Ocorrências similares, sob o sal podem ser encontradas nas Bacias do Ceará (Aptiano Superior), Sergipe-Alagoas, Camamu, Jequitinhonha, Curumuxatiba e Espírito Santo, mas também já foram identificadas no litoral do continente africano, no Mar Cáspio e no Golfo do México Sendo que a grande diferença deste último é que o sal é alóctone enquanto o brasileiro e o africano são autóctones (Mohriak et al., 2004).
Os nomes que se anunciam das áreas do Pré-Sal, possivelmente não poderão ser os mesmos, pois se receberem o status de "campo de produção", os mesmos deverão ser batizados, segundo o artigo 3o da Portaria ANP no 90, com nomes ligados à fauna marinha.
Geologia
O "Cluster" Pré-Sal.
De uma maneira simplificada, o Pré-Sal é um conjunto de reservatórios mais antigos que a camada de sal (halita e anidrita) neoapitiniano que se estende nas Bacias de Campos e Santos desde o Alto Vitória até o Alto de Florianópolis respectivamente. A espessura da camada de sal na porção centro-sul da Bacia de Santos é de aproximadamente 2.000 metros, enquanto na porção norte da bacia de Campo está em torno de 200 metros. A área de ocorrência conhecida destes reservatórios, segundo a Petrobras (2008), é de 112.000 km² dos quais 41.000 km² (38%) já foram licitados e 71.000 km² (62%) ainda por licitar.
Este sal foi depositado durante a abertura do oceano Atlântico, após a quebra do Gondwana (Jurássico Superior-Cretáceo) durante a fase de mar raso e de clima semi-árido/árido do Neoapitiniano (1 a 7 M.a.).
A análise de um perfil sísmico da Bacia de Santos nos leva a crer que existem ao menos quatro Plays na região: O primeiro referente à fase Drift (turbiditos Terciários similares aos da Bacia de Campos) acima do sal e mais três, abaixo do sal, referentes Pós-Rift (carbonatos e siliciclastos apitinianos de plataforma rasa) e ao Sin-Rift (leques aluviais de conglomerados). Em todos os casos a rocha-geradora é de toda a costa Leste brasileira, a Formação Lagoa Feia.
Quando se fala do “Cluster Pré-Sal” na Bacia de Santos, as descobertas foram realizadas no Play Pós-Rift em grandes profundidades com lâminas d’água superiores a 2.000 m e profundidades maiores que 5.000 m, dos quais 2.000 de sal. As rochas geradoras são folhelhos lacustres da Formação Guaratiba (do Barremiano/Aptiano e COT de 4%). O selo são pelitos intraformacionais e obviamente o sal. A literatura científica afirma que os reservatórios encontrados são biolititos cuja origem são estromatólitos da fase de plataforma rasa do Barremiano.
A extração de petróleo da camada subsal
A descoberta do pré-sal foi anunciada pelo ex-diretor da ANP e posteriormente confirmada pela Petrobrás em 2007. Em 2008 a Petrobrás confirmou a descoberta de óleo leve na camda subsal [5].
A Petrobras afirma já possuir tecnologia suficiente para extrair o óleo da camada. O objetivo da empresa é desenvolver novas tecnologias que possibilitem maior rentabilidade, principalmente nas áreas mais profundas.
Em setembro de 2008, a Petrobras começou a explorar petróleo da camada pré-sal em quantidade reduzida. Esta exploração inicial ocorre no Campo de Jubarte (Bacia de Campos), através da plataforma P-34. [6]
Um problema a ser enfrentado pelo país, diz respeito ao ritmo de extração de petróleo e o destino desta riqueza. Se o Brasil extrair todo o petróleo muito rapidamente, este pode se esgotar em uma geração. Se o país se tornar um grande exportador de petróleo bruto, isto pode provocar a sobrevalorização do câmbio, dificultando as exportações e facilitando as importações. Fenômeno conhecido como "mal holandês", que pode resultar no enfraquecimento de outros setores produtivos como a indústria e agricultura. [7]
Administração do pré-sal
O governo brasileiro pretende criar uma nova estatal que está sendo chamada provisoriamente de Petrosal[8] [9]. Esta nova empresa não seria destinada à exploração direta do petróleo mas principalmente à administração dos megacampos e a contratação de empresas petrolíferas para explorá-los em parceria com a Petrobrás, definido conjuntamente com o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). É provável que esta empresa fique responsável pela gestão da parte do petróleo que ficará como pagamento para o governo no novo modelo de partilha de produção. Ainda não está claro se esta empresa também poderá investir em desenvolvimento tecnológico da área.
Alguns setores da sociedade brasileira chegaram a defender que a Petrobrás tivesse exclusividade na gestão e exploração dso campos, mas o governo afirma que isto seria inviável no novo modelo de partilha de produção, pois existe uma grande participação de capital privado na empresa e o risco desta tornar-se poderosa demais.[10]
Impacto na legislação vigente
A descoberta das reservas do pré-sal tem provocado grandes debates em todo o país. Desde sua descoberta, muitos passaram a defender novos modelos de regulação para preservar uma parte maior desta riqueza para o país, envolvendo mudanças no atual marco legal, da atual Lei do Petróleo (lei nº 9.478 de 1997) [11].
Uma comissão inter-ministerial organizada em 2008, trabalhou durante um ano discutindo diferentes propostas para elaborar um novo projeto de marco regulatório para o pré-sal[12]. Durante o período em que foram discutidos os novos projetos, os leilões de petróleo foram interrompidos na área do pré-sal.
Em 31 de agosto de 2009 o Governo federal do Brasil anunciou quatro novos projetos para mudança no marco regulatório para o pré-sal [13] [14] [15].
O debate sobre a nova Lei do Petróleo
A princípio o debate em torno da modificação legal está dividido em três grandes grupos com objetivos e posições político-ideológicas distintas.
Alguns movimentos sociais, sindicatos[16], políticos ligados à partidos políticos mais à esquerda ou nacionalistas e alguns setores do governo defendem a volta à antiga Lei do Petróleo (lei nº 2.004 de 1953), incluindo a reestatização da Petrobrás, a volta do monopólio estatal e o fim das concessões para multinacionais petrolíferas no Brasil. Alguns grupos defendem apenas a ampliação da participação do capital estatal na Petrobrás, sem a volta do monopólio estatal, mas com a exclusão das multinacionais.
Os partidos políticos de oposição ao atual governo, algumas das Federações de Indústrias[17], o setor financeiro e as multinacionais petrolíferas, defendem a manutenção do atual modelo de concessão[18] também conhecido como privado ou "privatista". Estes grupos vêem criticando a proposta do governo apresentada em Agosto de 2009 [19].
O governo apresentou uma proposta para a constituição de um novo marco regulatório, com o modelo de partilha de produção, uma nova empresa estatal, a Petrosal, a criação de um Fundo de Desenvolvimento Social que teria também a função de Fundo Soberano para reinvestir oos recursos da exploração do pré-sal, e uma mudança no padrão de distribuição dos royalties do pré-sal, mantendo a distribuição atual apenas para as áreas foram do pré-sal. A proposta do governo conta com o apoio dos Ministérios[20] que elaboraram os projetos de lei, a base de partidos aliados além de alguns movimentos sociais e parte das indústrias ligadas ao setor petrolífero que se vêem desfavorecidas pelo atual modelo de concessão que exige baixos índices de fornecedores nacionais [21].
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Pré-sal é a denominação das reservas petrolíferas encontradas abaixo de uma profunda camada de sal no subsolo marítimo, também chamada de subsal. As rochas reservatório deste tipo de região normalmente são encontradas em regiões muito profundas, de difícil localização e de acesso mais complexo. A maior parte das reservas petrolíferas "pre-sal" ou "subsal" atualmente conhecidas no mundo estão em áreas marítimas profundas e ultra-profundas.
A primeira reserva petrolífera em área pré-sal no mundo ocorreu no litoral brasileiro, onde passaram a ser conhecidas simplesmente como "petróleo do pré-sal" ou "pré-sal". Estas também são as maiores reservas conhecidas em zonas da faixa pré-sal.
Depois do anúncio da descoberta de reservas na escala de vários bilhões de barris, em todo o mundo começaram processos de exploração em busca de petróleo abaixo das rochas de sal nas camadas profundas do subsolo marinho. Atualmente as principais áreas de exploração petrolífera com reservas potenciais ou prováveis já identificadas na faixa pré-sal estão no litoral do Atlântico Sul. Na porção sul-americana está a grande reserva do pré-sal no Brasil, enquanto, no lado africano, existem áreas pré-sal em exploração no Congo (Brazzaville)[1] e no Gabão [2]. Também existem áreas pré-sal sendo exploradas Golfo do México e no Mar Cáspio, na zona marítima pertencente ao Casaquistão.
O pré-sal brasileiro
Parte do Pré-Sal localizada no litoral fluminense
No litoral brasileiro as reservas encontradas na camada pré-sal são consideradas de média a alta qualidade, segundo a escala API. Estão localizadas nas águas territoriais brasileiras e na zona econômica exclusiva. O conjunto de campos petrolíferos do pré-sal se extende entre o litoral dos estados do Espírito Santo até Santa Catarina, com profundidades que variam de 1000 a 2000 metros de lâmina d'água e entre quatro e seis mil metros de profundidade no subsolo, chegando portanto a até 8000m da superfície do mar, incluindo uma camada que varia de 200 a 2000m de sal[3]. Segundo Márcio Rocha Mello, geólogo e ex-funcionário da Petrobrás, a área do pré-sal poderia ser bem maior do que os 800 quilômetros, se estendendo de Santa Catarina até o Ceará.[4]
Apenas a descoberta dos três primeiro campos do pré-sal, Tupi, Iara e Parque das Baleias já dobraram as reservas brasileiras comprovadas, que eram de 14 bilhões de barris e agora são de 33 bilhões de barris. Além destas existem reservas possíveis e prováveis de 50 a 100 bilhões de barris.
A descoberta do petróleo nas camadas de rochas localizadas abaixo das camadas de sal só foi possível devido ao desenvolvimento de novas tecnologias como a sísmica 3D e sísmica 4D, de exploração oceanográfica, mas também de técnicas avançadas de perfuração do leito marinho.
Origem
O petróleo do pré-sal está em uma rocha reservatório localizada abaixo de uma camada de sal nas profundesas do leito marinho.
Antigamente a África e a América do Sul formavam um único continente, a Pangea, que a cerca de 200 milhões de anos se subdividiu em Laurásia e Gondwana. A aproximadamente 140 milhões de anos teve inicio o processo de separação entre duas as placas tectônicas sobre as quais estão os continentes que formavam o Gondwana, os atuais continentes da África e América do Sul. No local em que ocorreu o afastamento da África e América do Sul, formou-se o que é hoje o Atlântico Sul.
Processo de aparecimento do Atlântico Sul, entre 140 e 60 milhões de anos atrás, quando se formou o petróleo do pré-sal
Nos primórdios, formaram-se vários mares rasos e áreas semi-pantanosas, algumas de água salgada e salobra do tipo mangue, onde proliferaram algas e microorganismos chamados de fitoplâncton e zooplâncton. Estes microorganismos se depositavam continuamente no leito marinho na forma de sedimentos, misturando-se à outros sedimentos, areia e sal, formando camadas de rochas impregnadas de matéria orgânica, que dariam origem às rochas reservatório. Ao longo de milhões de anos e sucessivas Eras glaciais, ocorreram grandes oscilações no nível dos oceanos, ocorrendo inclusive a deposição de grandes quantidades de sal que formaram grandes camadas de sedimento salino, geralmente acumulado pela evaporação da água nestes mares rasos. Estas camadas de sal voltaram a ser soterradas pelo Oceano e por novas camadas de sedimentos quando o gelo das calotas polares voltou a derreter nos períodos inter-glaciais.
Estes microrganismos sedimentados no fundo do oceano, soterrados sob pressão e com oxigenação reduzida, degradaram-se muito lentamente e com o passar do tempo, transformaram-se em petróleo, como o que que hoje é encontrado no litoral do Brasil.
O conjunto de descobertas situado entre o Rio de Janeiro e São Paulo (Bem-te-vi, Carioca, Guará, Parati, Tupi, Iara, Caramba e Azulão ou Ogun) ficou conhecido como “Cluster Pré-Sal”, pois o termo genérico “Pré-Sal” passou a ser utilizado para qualquer descoberta em reservatórios sob as camadas de sal em bacias sedimentares brasileiras. Ocorrências similares, sob o sal podem ser encontradas nas Bacias do Ceará (Aptiano Superior), Sergipe-Alagoas, Camamu, Jequitinhonha, Curumuxatiba e Espírito Santo, mas também já foram identificadas no litoral do continente africano, no Mar Cáspio e no Golfo do México Sendo que a grande diferença deste último é que o sal é alóctone enquanto o brasileiro e o africano são autóctones (Mohriak et al., 2004).
Os nomes que se anunciam das áreas do Pré-Sal, possivelmente não poderão ser os mesmos, pois se receberem o status de "campo de produção", os mesmos deverão ser batizados, segundo o artigo 3o da Portaria ANP no 90, com nomes ligados à fauna marinha.
Geologia
O "Cluster" Pré-Sal.
De uma maneira simplificada, o Pré-Sal é um conjunto de reservatórios mais antigos que a camada de sal (halita e anidrita) neoapitiniano que se estende nas Bacias de Campos e Santos desde o Alto Vitória até o Alto de Florianópolis respectivamente. A espessura da camada de sal na porção centro-sul da Bacia de Santos é de aproximadamente 2.000 metros, enquanto na porção norte da bacia de Campo está em torno de 200 metros. A área de ocorrência conhecida destes reservatórios, segundo a Petrobras (2008), é de 112.000 km² dos quais 41.000 km² (38%) já foram licitados e 71.000 km² (62%) ainda por licitar.
Este sal foi depositado durante a abertura do oceano Atlântico, após a quebra do Gondwana (Jurássico Superior-Cretáceo) durante a fase de mar raso e de clima semi-árido/árido do Neoapitiniano (1 a 7 M.a.).
A análise de um perfil sísmico da Bacia de Santos nos leva a crer que existem ao menos quatro Plays na região: O primeiro referente à fase Drift (turbiditos Terciários similares aos da Bacia de Campos) acima do sal e mais três, abaixo do sal, referentes Pós-Rift (carbonatos e siliciclastos apitinianos de plataforma rasa) e ao Sin-Rift (leques aluviais de conglomerados). Em todos os casos a rocha-geradora é de toda a costa Leste brasileira, a Formação Lagoa Feia.
Quando se fala do “Cluster Pré-Sal” na Bacia de Santos, as descobertas foram realizadas no Play Pós-Rift em grandes profundidades com lâminas d’água superiores a 2.000 m e profundidades maiores que 5.000 m, dos quais 2.000 de sal. As rochas geradoras são folhelhos lacustres da Formação Guaratiba (do Barremiano/Aptiano e COT de 4%). O selo são pelitos intraformacionais e obviamente o sal. A literatura científica afirma que os reservatórios encontrados são biolititos cuja origem são estromatólitos da fase de plataforma rasa do Barremiano.
A extração de petróleo da camada subsal
A descoberta do pré-sal foi anunciada pelo ex-diretor da ANP e posteriormente confirmada pela Petrobrás em 2007. Em 2008 a Petrobrás confirmou a descoberta de óleo leve na camda subsal [5].
A Petrobras afirma já possuir tecnologia suficiente para extrair o óleo da camada. O objetivo da empresa é desenvolver novas tecnologias que possibilitem maior rentabilidade, principalmente nas áreas mais profundas.
Em setembro de 2008, a Petrobras começou a explorar petróleo da camada pré-sal em quantidade reduzida. Esta exploração inicial ocorre no Campo de Jubarte (Bacia de Campos), através da plataforma P-34. [6]
Um problema a ser enfrentado pelo país, diz respeito ao ritmo de extração de petróleo e o destino desta riqueza. Se o Brasil extrair todo o petróleo muito rapidamente, este pode se esgotar em uma geração. Se o país se tornar um grande exportador de petróleo bruto, isto pode provocar a sobrevalorização do câmbio, dificultando as exportações e facilitando as importações. Fenômeno conhecido como "mal holandês", que pode resultar no enfraquecimento de outros setores produtivos como a indústria e agricultura. [7]
Administração do pré-sal
O governo brasileiro pretende criar uma nova estatal que está sendo chamada provisoriamente de Petrosal[8] [9]. Esta nova empresa não seria destinada à exploração direta do petróleo mas principalmente à administração dos megacampos e a contratação de empresas petrolíferas para explorá-los em parceria com a Petrobrás, definido conjuntamente com o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). É provável que esta empresa fique responsável pela gestão da parte do petróleo que ficará como pagamento para o governo no novo modelo de partilha de produção. Ainda não está claro se esta empresa também poderá investir em desenvolvimento tecnológico da área.
Alguns setores da sociedade brasileira chegaram a defender que a Petrobrás tivesse exclusividade na gestão e exploração dso campos, mas o governo afirma que isto seria inviável no novo modelo de partilha de produção, pois existe uma grande participação de capital privado na empresa e o risco desta tornar-se poderosa demais.[10]
Impacto na legislação vigente
A descoberta das reservas do pré-sal tem provocado grandes debates em todo o país. Desde sua descoberta, muitos passaram a defender novos modelos de regulação para preservar uma parte maior desta riqueza para o país, envolvendo mudanças no atual marco legal, da atual Lei do Petróleo (lei nº 9.478 de 1997) [11].
Uma comissão inter-ministerial organizada em 2008, trabalhou durante um ano discutindo diferentes propostas para elaborar um novo projeto de marco regulatório para o pré-sal[12]. Durante o período em que foram discutidos os novos projetos, os leilões de petróleo foram interrompidos na área do pré-sal.
Em 31 de agosto de 2009 o Governo federal do Brasil anunciou quatro novos projetos para mudança no marco regulatório para o pré-sal [13] [14] [15].
O debate sobre a nova Lei do Petróleo
A princípio o debate em torno da modificação legal está dividido em três grandes grupos com objetivos e posições político-ideológicas distintas.
Alguns movimentos sociais, sindicatos[16], políticos ligados à partidos políticos mais à esquerda ou nacionalistas e alguns setores do governo defendem a volta à antiga Lei do Petróleo (lei nº 2.004 de 1953), incluindo a reestatização da Petrobrás, a volta do monopólio estatal e o fim das concessões para multinacionais petrolíferas no Brasil. Alguns grupos defendem apenas a ampliação da participação do capital estatal na Petrobrás, sem a volta do monopólio estatal, mas com a exclusão das multinacionais.
Os partidos políticos de oposição ao atual governo, algumas das Federações de Indústrias[17], o setor financeiro e as multinacionais petrolíferas, defendem a manutenção do atual modelo de concessão[18] também conhecido como privado ou "privatista". Estes grupos vêem criticando a proposta do governo apresentada em Agosto de 2009 [19].
O governo apresentou uma proposta para a constituição de um novo marco regulatório, com o modelo de partilha de produção, uma nova empresa estatal, a Petrosal, a criação de um Fundo de Desenvolvimento Social que teria também a função de Fundo Soberano para reinvestir oos recursos da exploração do pré-sal, e uma mudança no padrão de distribuição dos royalties do pré-sal, mantendo a distribuição atual apenas para as áreas foram do pré-sal. A proposta do governo conta com o apoio dos Ministérios[20] que elaboraram os projetos de lei, a base de partidos aliados além de alguns movimentos sociais e parte das indústrias ligadas ao setor petrolífero que se vêem desfavorecidas pelo atual modelo de concessão que exige baixos índices de fornecedores nacionais [21].
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
TIPOS DE ROCHAS
Ao longo do processo de formação do planeta, a crosta terrestre, ou litosfera, conheceu a geração de diversos tipos de rochas. Essas se dividem, quanto à sua origem, em três tipos:
- magmáticas ou ígneas
- sedimentares
- metamórficas
No início de sua formação, a litosfera era constituída por rochas que se consolidaram com o resfriamento do magma – são as chamadas rochas ígneas ou magmáticas. Essas formações rochosas, ao entrarem em contato com o ar, a água e as geleiras, passaram a sofrer a ação do intemperismo (decomposição química e desagregação mecânica), tornado-se, assim, particularizadas e específicas, o que possibilitou seu transporte por agentes erosivos (vento, chuvas, e geleiras) a depressões do relevo, que passaram a ser preenchidas por sedimentos que, também através de processos físicos e químicos, consolidaram-se como rochas sedimentares. O terceiro tipo de rocha que se forma na crosta terrestre é a metamórfica, que consiste na transformação, no interior da crosta, das rochas ígneas e sedimentares em função da pressão e de altas temperaturas.
EXEMPLOS DE INTEMPERISMO
As variações de temperatura provocam a decomposição das rochas, cujos minerais se dilatam quando aquecidos e se contraem em áreas de clima frio (intemperismo por agente físico);
A pressão exercida pelas raízes de um vegetal quando penetram nas rochas podem provocar sua desintegração (intemperismo por agente biológico);
A decomposição das rochas também pode ser provocada pela penetração da água, que altera a sua estrutura química (intemperismo por agente químico).
AS ROCHAS CRISTALINAS
Denominamos de rochas cristalinas aquelas que, magmáticas ou metamórficas, possuem uma estrutura molecular ordenada. Formadas por compactação, as rochas sedimentares cobrem 75% da superfície terrestre, formando uma fina camada superficial que compreende apenas 5% do volume da crosta terrestre.
AS ESTRUTURAS GEOLÓGICAS
A crosta terrestre é formada por doze placas tectônicas, que flutuam sobre o magma pastoso. Quando da fase inicial da Terra, existiam menos placas. Com o tempo, em razão de se moverem em vários sentidos, já que o planeta é esférico, as placas se encontraram em vários pontos da crosta terrestre, dando origem aos terremotos e aos dobramentos do relevo. Em grego, o termo tectônica quer dizer “processo de construir”. Para a ciência geográfica, significa as deformações da crosta terrestre geradas pelas pressões provenientes do interior do planeta.
Nas áreas de encontro das placas, a crosta terrestre é frágil, principalmente nas regiões de contato dos oceanos com os continentes, o que possibilita a saída de magma, dando origem aos vulcões. Quando dos choques entre as placas, o atrito daí decorrente provoca os terremotos. Nos oceanos, as placas (sima) são pesadas e, por este motivo, tendem a mergulhar sob as placas continentais (sial). Esse fenômeno, conhecido como subducção,gera as fossas marítimas, normalmente nas zonas onde ocorre o encontro das placas. Como as placas oceânicas se situam debaixo das continentais, a pressão das primeiras sobre estas últimas provocam dobras e enrugamentos, provocando, desde a era mesozóica, os movimentos orogenéticos (em grego, “oros” significa “montanha”). Data daí o aparecimento das grandes cadeias montanhosas do planeta Terra, formadas pelo enrugamento, elevação ou dobramento de partes da crosta terrestre. Este fenômeno é relativamente recente na história do nosso planeta, tendo acontecido no fim da era mesozóica e início da cenozóica. Por essa razão, denominamos dobramento moderno. As mais altas cadeias de montanhas do planeta, tais como o Himalaia, as Rochosas e os Andes, são de formação recente, apresentando elevadas altitudes, pouco desgaste e grande instabilidade física, pois elas estão ainda em processo de formação. Nelas, são comuns vulcões e terremotos.
A Terra, se levarmos em conta a sua origem geológica, conhece três formações básicas:
- bacias sedimentares
- escudos cristalinos
- dobramentos modernos
Estruturas geológicas
Os dobramentos modernos, ou cadeias orogênicas recentes, correspondem às grandes cadeias montanhosas do globo datadas do período Terciário da Era Cenozóica. Sua gênese é explicada pelo movimento das placas tectônicas. Os principais exemplos desse fenômeno são os Andes, os Alpes, o Himalaia e as Montanhas Rochosas. Por serem de formação recente, não foram ainda desgastadas pela erosão e apresentam altitudes elevadas. O Brasil, por exemplo, não conhece formações geradas por dobramentos modernos.
Os escudos cristalinos ou maciços antigos, que abrangem 36% do território nacional, são popularmente conhecidos como serras, formações antigas e diversificadas e, por conseguinte, extremamente desgastadas pela erosão, apresentando altitudes modestas. Nos escudos cristalinos, originários do período Arqueozóico, a ocorrência de minerais economicamente exploráveis é pequena; já nos escudos datados do Proterozóico (4% do território brasileiro), proliferam recursos como o ferro, a bauxita, o manganês, o ouro, a cassiterita e outros minerais metálicos. 64% da superfície do território nacional consiste de bacias sedimentares: depressões do terreno preenchidas por sedimentos. Sua importância econômica é grande, pois aí surgem combustíveis fósseis: petróleo, carvão mineral e xisto.
RESUMO
a crosta terrestre é formada por placas tectônicas que literalmente bóiam sobre o manto, em permanente estado de fusão a região de contato entre duas placas tectônicas é uma, área frágil da crosta terrestre, susceptível de tornar-se um local de escape do magma que está preso, sob pressão, no manto; nas zonas de encontro das placas é que irrompem os vulcões e ocorrem os terremotos em função desses movimentos, os continentes estão em permanente processo de distanciamento. No fundo dos mares, as cadeias meso-oceânicas são o ponto de encontro de duas ou mais placas tectônicas. Delas saem materiais magmáticos que empurram as placas em direções opostas. A crosta continental (SIAL) é mais leve que a crosta oceânica (SIMA) e, no caso do nosso continente, retorna ao manto do litoral oeste sul-americano.
Essa é a razão da presença da fossa de Atacama. No oeste da placa sul-americana ocorre um enrugamento que se chama Cordilheira dos Andes.
TEXTO COMPLEMENTAR
"O mundo é muito velho e os seres humanos, muito recentes. Os acontecimentos importantes em nossas vidas pessoais são medidos em anos ou em unidades ainda menores; nossa vida, em décadas; nossa genealogia familiar, em séculos, e toda a história registrada, em milênios. Contudo, fomos precedidos por uma apavorante perspectiva do tempo, estendendo-se a partir de períodos incrivelmente longos do passado, a respeito dos quais pouco sabemos - tanto por não existirem registros, quanto pela real dificuldade de concebermos a imensidade dos intervalos compreendidos. Mesmo assim, somos capazes de localizar no tempo os acontecimentos do passado remoto. A estratificação geológica e a marcação por radiatividade proporciona informação quanto aos eventos arqueológicos, paleontológicos e geológicos; a astrofísica fornece dados a respeito das idades das superfícies planetárias, da Via Láctea e de todos os outros sistemas estelares, assim como uma estimativa do tempo transcorrido desde a Grande Explosão (Big Bang) que envolveu toda a matéria e energia do universo atual. Essa explosão pode representar o início do universo ou pode constituir uma descontinuidade na qual a informação da história primitiva do universo foi destruída. Esse é certamente o acontecimento mais remoto do qual temos qualquer registro."
- magmáticas ou ígneas
- sedimentares
- metamórficas
No início de sua formação, a litosfera era constituída por rochas que se consolidaram com o resfriamento do magma – são as chamadas rochas ígneas ou magmáticas. Essas formações rochosas, ao entrarem em contato com o ar, a água e as geleiras, passaram a sofrer a ação do intemperismo (decomposição química e desagregação mecânica), tornado-se, assim, particularizadas e específicas, o que possibilitou seu transporte por agentes erosivos (vento, chuvas, e geleiras) a depressões do relevo, que passaram a ser preenchidas por sedimentos que, também através de processos físicos e químicos, consolidaram-se como rochas sedimentares. O terceiro tipo de rocha que se forma na crosta terrestre é a metamórfica, que consiste na transformação, no interior da crosta, das rochas ígneas e sedimentares em função da pressão e de altas temperaturas.
EXEMPLOS DE INTEMPERISMO
As variações de temperatura provocam a decomposição das rochas, cujos minerais se dilatam quando aquecidos e se contraem em áreas de clima frio (intemperismo por agente físico);
A pressão exercida pelas raízes de um vegetal quando penetram nas rochas podem provocar sua desintegração (intemperismo por agente biológico);
A decomposição das rochas também pode ser provocada pela penetração da água, que altera a sua estrutura química (intemperismo por agente químico).
AS ROCHAS CRISTALINAS
Denominamos de rochas cristalinas aquelas que, magmáticas ou metamórficas, possuem uma estrutura molecular ordenada. Formadas por compactação, as rochas sedimentares cobrem 75% da superfície terrestre, formando uma fina camada superficial que compreende apenas 5% do volume da crosta terrestre.
AS ESTRUTURAS GEOLÓGICAS
A crosta terrestre é formada por doze placas tectônicas, que flutuam sobre o magma pastoso. Quando da fase inicial da Terra, existiam menos placas. Com o tempo, em razão de se moverem em vários sentidos, já que o planeta é esférico, as placas se encontraram em vários pontos da crosta terrestre, dando origem aos terremotos e aos dobramentos do relevo. Em grego, o termo tectônica quer dizer “processo de construir”. Para a ciência geográfica, significa as deformações da crosta terrestre geradas pelas pressões provenientes do interior do planeta.
Nas áreas de encontro das placas, a crosta terrestre é frágil, principalmente nas regiões de contato dos oceanos com os continentes, o que possibilita a saída de magma, dando origem aos vulcões. Quando dos choques entre as placas, o atrito daí decorrente provoca os terremotos. Nos oceanos, as placas (sima) são pesadas e, por este motivo, tendem a mergulhar sob as placas continentais (sial). Esse fenômeno, conhecido como subducção,gera as fossas marítimas, normalmente nas zonas onde ocorre o encontro das placas. Como as placas oceânicas se situam debaixo das continentais, a pressão das primeiras sobre estas últimas provocam dobras e enrugamentos, provocando, desde a era mesozóica, os movimentos orogenéticos (em grego, “oros” significa “montanha”). Data daí o aparecimento das grandes cadeias montanhosas do planeta Terra, formadas pelo enrugamento, elevação ou dobramento de partes da crosta terrestre. Este fenômeno é relativamente recente na história do nosso planeta, tendo acontecido no fim da era mesozóica e início da cenozóica. Por essa razão, denominamos dobramento moderno. As mais altas cadeias de montanhas do planeta, tais como o Himalaia, as Rochosas e os Andes, são de formação recente, apresentando elevadas altitudes, pouco desgaste e grande instabilidade física, pois elas estão ainda em processo de formação. Nelas, são comuns vulcões e terremotos.
A Terra, se levarmos em conta a sua origem geológica, conhece três formações básicas:
- bacias sedimentares
- escudos cristalinos
- dobramentos modernos
Estruturas geológicas
Os dobramentos modernos, ou cadeias orogênicas recentes, correspondem às grandes cadeias montanhosas do globo datadas do período Terciário da Era Cenozóica. Sua gênese é explicada pelo movimento das placas tectônicas. Os principais exemplos desse fenômeno são os Andes, os Alpes, o Himalaia e as Montanhas Rochosas. Por serem de formação recente, não foram ainda desgastadas pela erosão e apresentam altitudes elevadas. O Brasil, por exemplo, não conhece formações geradas por dobramentos modernos.
Os escudos cristalinos ou maciços antigos, que abrangem 36% do território nacional, são popularmente conhecidos como serras, formações antigas e diversificadas e, por conseguinte, extremamente desgastadas pela erosão, apresentando altitudes modestas. Nos escudos cristalinos, originários do período Arqueozóico, a ocorrência de minerais economicamente exploráveis é pequena; já nos escudos datados do Proterozóico (4% do território brasileiro), proliferam recursos como o ferro, a bauxita, o manganês, o ouro, a cassiterita e outros minerais metálicos. 64% da superfície do território nacional consiste de bacias sedimentares: depressões do terreno preenchidas por sedimentos. Sua importância econômica é grande, pois aí surgem combustíveis fósseis: petróleo, carvão mineral e xisto.
RESUMO
a crosta terrestre é formada por placas tectônicas que literalmente bóiam sobre o manto, em permanente estado de fusão a região de contato entre duas placas tectônicas é uma, área frágil da crosta terrestre, susceptível de tornar-se um local de escape do magma que está preso, sob pressão, no manto; nas zonas de encontro das placas é que irrompem os vulcões e ocorrem os terremotos em função desses movimentos, os continentes estão em permanente processo de distanciamento. No fundo dos mares, as cadeias meso-oceânicas são o ponto de encontro de duas ou mais placas tectônicas. Delas saem materiais magmáticos que empurram as placas em direções opostas. A crosta continental (SIAL) é mais leve que a crosta oceânica (SIMA) e, no caso do nosso continente, retorna ao manto do litoral oeste sul-americano.
Essa é a razão da presença da fossa de Atacama. No oeste da placa sul-americana ocorre um enrugamento que se chama Cordilheira dos Andes.
TEXTO COMPLEMENTAR
"O mundo é muito velho e os seres humanos, muito recentes. Os acontecimentos importantes em nossas vidas pessoais são medidos em anos ou em unidades ainda menores; nossa vida, em décadas; nossa genealogia familiar, em séculos, e toda a história registrada, em milênios. Contudo, fomos precedidos por uma apavorante perspectiva do tempo, estendendo-se a partir de períodos incrivelmente longos do passado, a respeito dos quais pouco sabemos - tanto por não existirem registros, quanto pela real dificuldade de concebermos a imensidade dos intervalos compreendidos. Mesmo assim, somos capazes de localizar no tempo os acontecimentos do passado remoto. A estratificação geológica e a marcação por radiatividade proporciona informação quanto aos eventos arqueológicos, paleontológicos e geológicos; a astrofísica fornece dados a respeito das idades das superfícies planetárias, da Via Láctea e de todos os outros sistemas estelares, assim como uma estimativa do tempo transcorrido desde a Grande Explosão (Big Bang) que envolveu toda a matéria e energia do universo atual. Essa explosão pode representar o início do universo ou pode constituir uma descontinuidade na qual a informação da história primitiva do universo foi destruída. Esse é certamente o acontecimento mais remoto do qual temos qualquer registro."
TIPOLOGIA DO CAPITALISMO E DO SOCIALISMO
MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA:
Capitalismo mercantil:
- Sistema
- Colonial
- *Manufatura
- *Urbanização
Capitalismo Industrial:
-*Maquinofaturas
-*Proletariado
-*Imperialismo
Capitalismo monopolista de estado:
-*Oligopólios
-*Intervenção estatal no mercado
-*Empresas multinacionais
-*Internacionalização do sistema financeiro,
-produção, comércio,moeda e comunicações
REVOLUÇÃO PROLETÁRIA
Modo de produção socialista:
SORFEX
*Planejamento econômico centralizado
*Propriedade estatal dos meios de produção
*Ditadura do proletariado *Burocratização
A PRIMEIRA TENTATIVA DE SOCIALISMO: O MODELO SOVIÉTICO
Em 1917, com os abalos sofridos pela monarquia czarista em razão das derrotas do exército russo na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), os comunistas (adeptos do socialismo em moldes marxistas), até então agrupados na “facção bolchevique” do Partido Social Democrata Russo liderada por Wladimir Illich Ulianov (“Lênin”), lideraram uma revolução proletária que edificaria o primeiro Estado socialista do
mundo: a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Os primeiros anos da Rússia revolucionária foram extremamente difíceis. Até 1921, uma guerra civil – entre “vermelhos” (comunistas) e “brancos” (inimigos do socialismo) apoiados por mercenários estrangeiros – varreu o imenso território russo. Ao longo desse período, implantou-se o “socialismo de guerra” pelo qual foram estatizados os campos agricultáveis, as indústrias, os bancos e as empresas prestadoras de serviços. Este primeiro “modelo” econômico foi um total fracasso. Em primeiro lugar pelo fato de que os camponeses, cuja mentalidade era profundamente conservadora, eram avessos à propriedade agrícola coletiva e preferiam queimar seus produtos a entregá-los ao Estado. Além disso, as fazendas nacionalizadas não tinham sementes, fertilizantes e
implementos agrícolas; as fábricas estavam desprovidas de máquinas e as lojas carentes de estoques. Como bem disse Lênin, “querendo socializar a riqueza, socializei a miséria”.
Ainda em 1921, o Partido Comunista, “dando um passo atrás para dois a frente”, formulou a NEP (“Nova Política Econômica”), pela qual seria permitida a propriedade privada da terra, das pequenas manufaturas e dos serviços, permanecendo sob o controle do Estado o sistema financeiro e as grandes indústrias. A NEP é bem explicitada pelo seu slogan: “camponeses, enriquecei-vos”. A nova filosofia econômica foi um êxito. Contudo, em 1929, quando da consolidação do “stalinismo” (a chefia do Partido Comunista e da URSS por Joseph Stalin), a NEP foi substituída por um “modelo” totalitário de socialismo, caracterizado:
- pela propriedade estatal dos meios de produção. O Estado tornou-se o proprietário de toda a produção econômica e da circulação de bens. Fábricas, terras agricultáveis, recursos energéticos, meios de transportes e as fontes de matérias-primas são apropriados e controlados pelo Governo, que gerencia como e o que produzir;
- pelo planejamento econômico centralizado. Praticamente desaparece a economia de mercado, pois o Estado, por meio de “Planos Qüinqüenais”, planejar, de antemão, os investimentos financeiros destinados à produção, os custos, a organização do trabalho e a circulação dos bens;
- pela tentativa de uma racional e justa distribuição dos produtos, dos serviços e das rendas. O Estado busca fornecer e assegurar moradia, pleno emprego, assistência médico-odontológica, educação, lazer e aposentadoria, em condições igualitárias para a toda sociedade;
- por um Estado totalitário. O Estado soviético, em nome do igualitarismo social, passa a ter um monopólio do poder político, eliminando outras agremiações partidárias e entidades livres da sociedade civil, dirigindo também, as atividades culturais. Na URSS, surge uma “estética oficial” (o “Realismo Socialista”) e as pesquisas científicas eram policiadas pelas autoridades governamentais.
Impunha-se, dessa maneira, a “ditadura do proletariado”, primeira etapa do “socialismo”, cujo clímax deveria ser o advento do “comunismo”, quando o Estado desapareceria e nasceria o “homem novo”, cujos valores culturais estariam imunes aos “vícios burgueses” gerados pela propriedade privada.
Uma das críticas que pode ser feita ao “modelo” soviético é que as lideranças da URSS confundiram “estatização” com “socialismo”. De fato, a propriedade estatal dos meios de produção, o controle de circulação de bens e o dirigismo cultural não significam, necessariamente, a criação de uma democracia socialista, a qual deveria ser governada pela sociedade civil e não por um Estado e um partido que se proclamam representantes da classe operária. Na realidade, a URSS conheceu um “capitalismo de Estado” tutelado por um governo totalitário.
O SOREX (“Socialismo realmente existente”) foi vitimado por inúmeras deficiências:
- a burocratização da sociedade, isto é, a criação, em virtude do dirigismo estatal, de um enorme, moroso e ineficiente quadro de funcionários públicos, o que gerou corrupção, disfunções na distribuição de recursos financeiros e bens, além de lentidão na tomada de decisões políticas e administrativas;
- o surgimento de um “Estado policial” violador das liberdades democráticas e dos direitos do cidadão, responsável pela criação de uma sociedade omissa, em razão do terror policialesco, e , por outro lado, pela emergência de ambos seguimentos de oposição;
- desestímulo ao trabalho - pois o desemprego era proibido por lei - e também à inventividade tecnológica não era compensada materialmente. Além disso, o trabalhador soviético percebeu que ganhos salariais eram inúteis, pois não havia gêneros para comprar, inexistindo também um sistema financeiro que retribuísse a poupança;
- o planejamento econômico excessivamente centralizado impedia decisões autônomas dos gerentes e empresas de todas as regiões soviéticas distantes de Moscou. Eventuais problemas que perturbassem as atividades econômicas de cada localidade soviética tinham de ser resolvidos pelas autoridades da capital russa, o que, pelo longo tempo que isto exigia e pela ignorância das realidades das várias regiões, transtornavam ainda mais o processo produtivo;
- incapacidade de criar e adquirir a moderna tecnologia, baseada na informatização dos métodos administrativos e na “robotização” das técnicas de produção, fundamental para a implantação do que atualmente é denominado de “Nova Economia”;
- a impossibilidade de censurar, em razão das atuais e sofisticadas redes de telecomunicações e do desenvolvimento de rápidos meios de transportes as informações oriundas do Ocidente, o que permitiu que as populações dos países socialistas tomassem contato com as idéias e com o alto padrão de vida dos EUA e da Europa Ocidental. Pouco a pouco, a esplendorosa e encantadora “vitrine” mostrada pelo capitalismo, por mais mentirosa e aparente que possa ser, solapou todo e qualquer encanto, ainda eventualmente existente nas “democracias populares”, pelo socialismo;
- por fim, a falta de inovações tecnológicas, o crescente desgosto com o trabalho – demonstrado pelos altos índices diários de absenteísmo de burocratas e operários nas repartições públicas e nas fábricas – e as volumosas aplicações financeiras no setor da defesa militar provocaram a queda dos índices do desenvolvimento econômico, o que diminuiu ainda mais o padrão de vida das sociedades socialistas.
Em 1985 Mikhail Gorbatchev, típico fruto da “geração intelectual reformista” graduada pela Universidade de Moscou após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), assumiu o cargo de Secretário-Geral do Partido Comunista da URSS. Ciente de que as arcaicas estruturas econômicas e políticas de seu país necessitavam de urgentes modificações visando maior eficiência produtiva e liberalização sócio-cultural, “Gorby”, como era popularmente conhecido no Ocidente, deu início à “Perestroika” (reestruturação econômica) no sentido de transformar a economia planificada (socialista) numa economia de mercado, característica do capitalismo. Além disso, foi implantada a “Glasnost” (transparência ou “abertura” política), que consistia em eliminar a censura e ampliar as liberdades democráticas. O novo Secretário-Geral libertou intelectuais “dissidentes” até então detidos, separou os quadros burocráticos comunistas do aparelho de Estado, valorizando a Presidência da URSS, e permitiu a realização de eleições livres e multipartidárias para o Executivo e o Legislativo da República Socialista Soviética da Rússia, o que levou ao poder Boris Ieltsin.
A transição de uma economia dirigida pelo Estado para uma regulada pelas forças de mercado implica um enorme custo social, pois demanda cortes de gastos sociais, fechamento de empresas improdutivas, desemprego e preços reais. Como não podia deixar de ocorrer, esta nova realidade econômica impôs enormes sacrifícios à população soviética que, agora gozando de liberdade de crítica, passou a contestar o regime. Gorbatchev cometeu o erro de, simultaneamente, alterar a economia e conceder liberdade aos cidadãos soviéticos, já que a democratização é um processo bem mais rápido do que as mudanças econômicas. Em certo sentido, a “Glasnost” atropelou a “Perestroika”. A crise soviética teve como conseqüência os movimentos emocratizantes nas “nações satélites”, como eram então chamados os países tutelados pela URSS. Em janeiro de 1989, o Partido Comunista da Hungria foi obrigado a aceitar o multipartidarismo; três meses depois, o sindicato Solidariedade, encabeçado pela Igreja Católica, foi legalizado na Polônia. Em seguida, manifestações populares levaram à renúncia de Eric Honecker, até então líder da República Democrática da Alemanha (Alemanha Oriental, de orientação comunista); em novembro do mesmo ano, era derrubado o Muro de Berlim, símbolo da divisão entre a Europa Ocidental,
capitalista, e a Europa do Leste, até então debaixo do tacão totalitário soviético, propiciando a reunificação da Alemanha, que fora dividida pelas nações aliadas vitoriosas na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
O processo de democratização se alastrou por todo o leste europeu e, sucessivamente, caíram os governos “socialistas” da Hungria, da Albânia, da Romênia, da Tcheco-Eslováquia e da Iugoslávia. Ao mesmo tempo, Moscou perdia o controle dos paises bálticos, a Estônia, Lituânia e Letônia.
Em agosto de 1991, Gorbatchev propõe o Tratado da União, que reformaria os vínculos entre as 15 repúblicas soviéticas no sentido de conceder a elas ampla autonomia. A “linha dura” (os radicais) do Partido Comunista rejeitaram o projeto e tentaram um golpe, que frustrado, levou à extinção da União Soviética, transformada, pelo acordo de Minsky, em Comunidade de Estados Independentes (CEI), à qual deram adesão oito repúblicas ex-soviéticas, com exceção dos paises bálticos. Consumava-se o colapso do SOREX.
O OUTRO SOCIALISMO
Ainda no século XIX, o movimento socialista conheceu correntes políticas antagônicas. Após 1917, emfunção da Revolução Russa, a ala mais radical do socialismo internacional passou a ser denominada de “comunista”, cujo “sistema nervoso central dirigente” foi a “Komintern” (“Terceira Internacional”), sediada em Moscou e orientadora dos partidos às comunistas mundiais, destinados a liderar a “revolução socialista planetária”. Contestando posições comunistas ortodoxas, a “Segunda Internacional”, cuja origem data do final do século XIX, congregava os partidos social-democratas, que negam a revolução operária como meio exclusivo para a criação da sociedade socialista. Para eles, o capitalismo poderia evoluir para o socialismo por meio de reformas econômicas e sociais progressivas. Em lugar da “revolução operária”, uma evolução através de pressões da sociedade civil em pról do igualitarismo e do controle dos governos e parlamentos das nações capitalistas pelos partidos socialistas. Em suma, as agremiações partidárias socialistas pregam um “capitalismo de face humana” pela criação de Estados previdenciários, nos quais a atuação dos governos se faria sentir na diluição das tensões sociais por meio duma ampla assistência social e da redistribuição da renda, custeadas pela alta tributação dos ganhos dos capitalistas. Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), este foi o “modelo” sócio-político-econômico adotado, com êxito, pela maioria dos países da Europa Ocidental, que assim eliminaram as enormes discrepâncias sociais, criando sociedades de “classes médias” e barrando o avanço dos partidos comunistas. Lamentavelmente, a social democracia implica enormes gastos públicos, pesada tributação – o que desestimula os investimentos e, portanto, onera a produção, encarecendo os produtos no mercado interno e dificultando as exportações – além de gerar cíclicos surtos inflacionários. Atualmente, os países europeus, temendo a competição econômica por parte dos EUA e da Ásia, vêm uscando reformular seus estados previdenciários para reduzir os custos sociais e, assim, ampliar a venda de seus produtos nos mercados internacionais.
Capitalismo mercantil:
- Sistema
- Colonial
- *Manufatura
- *Urbanização
Capitalismo Industrial:
-*Maquinofaturas
-*Proletariado
-*Imperialismo
Capitalismo monopolista de estado:
-*Oligopólios
-*Intervenção estatal no mercado
-*Empresas multinacionais
-*Internacionalização do sistema financeiro,
-produção, comércio,moeda e comunicações
REVOLUÇÃO PROLETÁRIA
Modo de produção socialista:
SORFEX
*Planejamento econômico centralizado
*Propriedade estatal dos meios de produção
*Ditadura do proletariado *Burocratização
A PRIMEIRA TENTATIVA DE SOCIALISMO: O MODELO SOVIÉTICO
Em 1917, com os abalos sofridos pela monarquia czarista em razão das derrotas do exército russo na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), os comunistas (adeptos do socialismo em moldes marxistas), até então agrupados na “facção bolchevique” do Partido Social Democrata Russo liderada por Wladimir Illich Ulianov (“Lênin”), lideraram uma revolução proletária que edificaria o primeiro Estado socialista do
mundo: a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Os primeiros anos da Rússia revolucionária foram extremamente difíceis. Até 1921, uma guerra civil – entre “vermelhos” (comunistas) e “brancos” (inimigos do socialismo) apoiados por mercenários estrangeiros – varreu o imenso território russo. Ao longo desse período, implantou-se o “socialismo de guerra” pelo qual foram estatizados os campos agricultáveis, as indústrias, os bancos e as empresas prestadoras de serviços. Este primeiro “modelo” econômico foi um total fracasso. Em primeiro lugar pelo fato de que os camponeses, cuja mentalidade era profundamente conservadora, eram avessos à propriedade agrícola coletiva e preferiam queimar seus produtos a entregá-los ao Estado. Além disso, as fazendas nacionalizadas não tinham sementes, fertilizantes e
implementos agrícolas; as fábricas estavam desprovidas de máquinas e as lojas carentes de estoques. Como bem disse Lênin, “querendo socializar a riqueza, socializei a miséria”.
Ainda em 1921, o Partido Comunista, “dando um passo atrás para dois a frente”, formulou a NEP (“Nova Política Econômica”), pela qual seria permitida a propriedade privada da terra, das pequenas manufaturas e dos serviços, permanecendo sob o controle do Estado o sistema financeiro e as grandes indústrias. A NEP é bem explicitada pelo seu slogan: “camponeses, enriquecei-vos”. A nova filosofia econômica foi um êxito. Contudo, em 1929, quando da consolidação do “stalinismo” (a chefia do Partido Comunista e da URSS por Joseph Stalin), a NEP foi substituída por um “modelo” totalitário de socialismo, caracterizado:
- pela propriedade estatal dos meios de produção. O Estado tornou-se o proprietário de toda a produção econômica e da circulação de bens. Fábricas, terras agricultáveis, recursos energéticos, meios de transportes e as fontes de matérias-primas são apropriados e controlados pelo Governo, que gerencia como e o que produzir;
- pelo planejamento econômico centralizado. Praticamente desaparece a economia de mercado, pois o Estado, por meio de “Planos Qüinqüenais”, planejar, de antemão, os investimentos financeiros destinados à produção, os custos, a organização do trabalho e a circulação dos bens;
- pela tentativa de uma racional e justa distribuição dos produtos, dos serviços e das rendas. O Estado busca fornecer e assegurar moradia, pleno emprego, assistência médico-odontológica, educação, lazer e aposentadoria, em condições igualitárias para a toda sociedade;
- por um Estado totalitário. O Estado soviético, em nome do igualitarismo social, passa a ter um monopólio do poder político, eliminando outras agremiações partidárias e entidades livres da sociedade civil, dirigindo também, as atividades culturais. Na URSS, surge uma “estética oficial” (o “Realismo Socialista”) e as pesquisas científicas eram policiadas pelas autoridades governamentais.
Impunha-se, dessa maneira, a “ditadura do proletariado”, primeira etapa do “socialismo”, cujo clímax deveria ser o advento do “comunismo”, quando o Estado desapareceria e nasceria o “homem novo”, cujos valores culturais estariam imunes aos “vícios burgueses” gerados pela propriedade privada.
Uma das críticas que pode ser feita ao “modelo” soviético é que as lideranças da URSS confundiram “estatização” com “socialismo”. De fato, a propriedade estatal dos meios de produção, o controle de circulação de bens e o dirigismo cultural não significam, necessariamente, a criação de uma democracia socialista, a qual deveria ser governada pela sociedade civil e não por um Estado e um partido que se proclamam representantes da classe operária. Na realidade, a URSS conheceu um “capitalismo de Estado” tutelado por um governo totalitário.
O SOREX (“Socialismo realmente existente”) foi vitimado por inúmeras deficiências:
- a burocratização da sociedade, isto é, a criação, em virtude do dirigismo estatal, de um enorme, moroso e ineficiente quadro de funcionários públicos, o que gerou corrupção, disfunções na distribuição de recursos financeiros e bens, além de lentidão na tomada de decisões políticas e administrativas;
- o surgimento de um “Estado policial” violador das liberdades democráticas e dos direitos do cidadão, responsável pela criação de uma sociedade omissa, em razão do terror policialesco, e , por outro lado, pela emergência de ambos seguimentos de oposição;
- desestímulo ao trabalho - pois o desemprego era proibido por lei - e também à inventividade tecnológica não era compensada materialmente. Além disso, o trabalhador soviético percebeu que ganhos salariais eram inúteis, pois não havia gêneros para comprar, inexistindo também um sistema financeiro que retribuísse a poupança;
- o planejamento econômico excessivamente centralizado impedia decisões autônomas dos gerentes e empresas de todas as regiões soviéticas distantes de Moscou. Eventuais problemas que perturbassem as atividades econômicas de cada localidade soviética tinham de ser resolvidos pelas autoridades da capital russa, o que, pelo longo tempo que isto exigia e pela ignorância das realidades das várias regiões, transtornavam ainda mais o processo produtivo;
- incapacidade de criar e adquirir a moderna tecnologia, baseada na informatização dos métodos administrativos e na “robotização” das técnicas de produção, fundamental para a implantação do que atualmente é denominado de “Nova Economia”;
- a impossibilidade de censurar, em razão das atuais e sofisticadas redes de telecomunicações e do desenvolvimento de rápidos meios de transportes as informações oriundas do Ocidente, o que permitiu que as populações dos países socialistas tomassem contato com as idéias e com o alto padrão de vida dos EUA e da Europa Ocidental. Pouco a pouco, a esplendorosa e encantadora “vitrine” mostrada pelo capitalismo, por mais mentirosa e aparente que possa ser, solapou todo e qualquer encanto, ainda eventualmente existente nas “democracias populares”, pelo socialismo;
- por fim, a falta de inovações tecnológicas, o crescente desgosto com o trabalho – demonstrado pelos altos índices diários de absenteísmo de burocratas e operários nas repartições públicas e nas fábricas – e as volumosas aplicações financeiras no setor da defesa militar provocaram a queda dos índices do desenvolvimento econômico, o que diminuiu ainda mais o padrão de vida das sociedades socialistas.
Em 1985 Mikhail Gorbatchev, típico fruto da “geração intelectual reformista” graduada pela Universidade de Moscou após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), assumiu o cargo de Secretário-Geral do Partido Comunista da URSS. Ciente de que as arcaicas estruturas econômicas e políticas de seu país necessitavam de urgentes modificações visando maior eficiência produtiva e liberalização sócio-cultural, “Gorby”, como era popularmente conhecido no Ocidente, deu início à “Perestroika” (reestruturação econômica) no sentido de transformar a economia planificada (socialista) numa economia de mercado, característica do capitalismo. Além disso, foi implantada a “Glasnost” (transparência ou “abertura” política), que consistia em eliminar a censura e ampliar as liberdades democráticas. O novo Secretário-Geral libertou intelectuais “dissidentes” até então detidos, separou os quadros burocráticos comunistas do aparelho de Estado, valorizando a Presidência da URSS, e permitiu a realização de eleições livres e multipartidárias para o Executivo e o Legislativo da República Socialista Soviética da Rússia, o que levou ao poder Boris Ieltsin.
A transição de uma economia dirigida pelo Estado para uma regulada pelas forças de mercado implica um enorme custo social, pois demanda cortes de gastos sociais, fechamento de empresas improdutivas, desemprego e preços reais. Como não podia deixar de ocorrer, esta nova realidade econômica impôs enormes sacrifícios à população soviética que, agora gozando de liberdade de crítica, passou a contestar o regime. Gorbatchev cometeu o erro de, simultaneamente, alterar a economia e conceder liberdade aos cidadãos soviéticos, já que a democratização é um processo bem mais rápido do que as mudanças econômicas. Em certo sentido, a “Glasnost” atropelou a “Perestroika”. A crise soviética teve como conseqüência os movimentos emocratizantes nas “nações satélites”, como eram então chamados os países tutelados pela URSS. Em janeiro de 1989, o Partido Comunista da Hungria foi obrigado a aceitar o multipartidarismo; três meses depois, o sindicato Solidariedade, encabeçado pela Igreja Católica, foi legalizado na Polônia. Em seguida, manifestações populares levaram à renúncia de Eric Honecker, até então líder da República Democrática da Alemanha (Alemanha Oriental, de orientação comunista); em novembro do mesmo ano, era derrubado o Muro de Berlim, símbolo da divisão entre a Europa Ocidental,
capitalista, e a Europa do Leste, até então debaixo do tacão totalitário soviético, propiciando a reunificação da Alemanha, que fora dividida pelas nações aliadas vitoriosas na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
O processo de democratização se alastrou por todo o leste europeu e, sucessivamente, caíram os governos “socialistas” da Hungria, da Albânia, da Romênia, da Tcheco-Eslováquia e da Iugoslávia. Ao mesmo tempo, Moscou perdia o controle dos paises bálticos, a Estônia, Lituânia e Letônia.
Em agosto de 1991, Gorbatchev propõe o Tratado da União, que reformaria os vínculos entre as 15 repúblicas soviéticas no sentido de conceder a elas ampla autonomia. A “linha dura” (os radicais) do Partido Comunista rejeitaram o projeto e tentaram um golpe, que frustrado, levou à extinção da União Soviética, transformada, pelo acordo de Minsky, em Comunidade de Estados Independentes (CEI), à qual deram adesão oito repúblicas ex-soviéticas, com exceção dos paises bálticos. Consumava-se o colapso do SOREX.
O OUTRO SOCIALISMO
Ainda no século XIX, o movimento socialista conheceu correntes políticas antagônicas. Após 1917, emfunção da Revolução Russa, a ala mais radical do socialismo internacional passou a ser denominada de “comunista”, cujo “sistema nervoso central dirigente” foi a “Komintern” (“Terceira Internacional”), sediada em Moscou e orientadora dos partidos às comunistas mundiais, destinados a liderar a “revolução socialista planetária”. Contestando posições comunistas ortodoxas, a “Segunda Internacional”, cuja origem data do final do século XIX, congregava os partidos social-democratas, que negam a revolução operária como meio exclusivo para a criação da sociedade socialista. Para eles, o capitalismo poderia evoluir para o socialismo por meio de reformas econômicas e sociais progressivas. Em lugar da “revolução operária”, uma evolução através de pressões da sociedade civil em pról do igualitarismo e do controle dos governos e parlamentos das nações capitalistas pelos partidos socialistas. Em suma, as agremiações partidárias socialistas pregam um “capitalismo de face humana” pela criação de Estados previdenciários, nos quais a atuação dos governos se faria sentir na diluição das tensões sociais por meio duma ampla assistência social e da redistribuição da renda, custeadas pela alta tributação dos ganhos dos capitalistas. Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), este foi o “modelo” sócio-político-econômico adotado, com êxito, pela maioria dos países da Europa Ocidental, que assim eliminaram as enormes discrepâncias sociais, criando sociedades de “classes médias” e barrando o avanço dos partidos comunistas. Lamentavelmente, a social democracia implica enormes gastos públicos, pesada tributação – o que desestimula os investimentos e, portanto, onera a produção, encarecendo os produtos no mercado interno e dificultando as exportações – além de gerar cíclicos surtos inflacionários. Atualmente, os países europeus, temendo a competição econômica por parte dos EUA e da Ásia, vêm uscando reformular seus estados previdenciários para reduzir os custos sociais e, assim, ampliar a venda de seus produtos nos mercados internacionais.
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