Pré-sal
Pré-sal é a denominação das reservas petrolíferas encontradas abaixo de uma profunda camada de sal no subsolo marítimo, também chamada de subsal. As rochas reservatório deste tipo de região normalmente são encontradas em regiões muito profundas, de difícil localização e de acesso mais complexo. A maior parte das reservas petrolíferas "pre-sal" ou "subsal" atualmente conhecidas no mundo estão em áreas marítimas profundas e ultra-profundas.
A primeira reserva petrolífera em área pré-sal no mundo ocorreu no litoral brasileiro, onde passaram a ser conhecidas simplesmente como "petróleo do pré-sal" ou "pré-sal". Estas também são as maiores reservas conhecidas em zonas da faixa pré-sal.
Depois do anúncio da descoberta de reservas na escala de vários bilhões de barris, em todo o mundo começaram processos de exploração em busca de petróleo abaixo das rochas de sal nas camadas profundas do subsolo marinho. Atualmente as principais áreas de exploração petrolífera com reservas potenciais ou prováveis já identificadas na faixa pré-sal estão no litoral do Atlântico Sul. Na porção sul-americana está a grande reserva do pré-sal no Brasil, enquanto, no lado africano, existem áreas pré-sal em exploração no Congo (Brazzaville)[1] e no Gabão [2]. Também existem áreas pré-sal sendo exploradas Golfo do México e no Mar Cáspio, na zona marítima pertencente ao Casaquistão.
O pré-sal brasileiro
Parte do Pré-Sal localizada no litoral fluminense
No litoral brasileiro as reservas encontradas na camada pré-sal são consideradas de média a alta qualidade, segundo a escala API. Estão localizadas nas águas territoriais brasileiras e na zona econômica exclusiva. O conjunto de campos petrolíferos do pré-sal se extende entre o litoral dos estados do Espírito Santo até Santa Catarina, com profundidades que variam de 1000 a 2000 metros de lâmina d'água e entre quatro e seis mil metros de profundidade no subsolo, chegando portanto a até 8000m da superfície do mar, incluindo uma camada que varia de 200 a 2000m de sal[3]. Segundo Márcio Rocha Mello, geólogo e ex-funcionário da Petrobrás, a área do pré-sal poderia ser bem maior do que os 800 quilômetros, se estendendo de Santa Catarina até o Ceará.[4]
Apenas a descoberta dos três primeiro campos do pré-sal, Tupi, Iara e Parque das Baleias já dobraram as reservas brasileiras comprovadas, que eram de 14 bilhões de barris e agora são de 33 bilhões de barris. Além destas existem reservas possíveis e prováveis de 50 a 100 bilhões de barris.
A descoberta do petróleo nas camadas de rochas localizadas abaixo das camadas de sal só foi possível devido ao desenvolvimento de novas tecnologias como a sísmica 3D e sísmica 4D, de exploração oceanográfica, mas também de técnicas avançadas de perfuração do leito marinho.
Origem
O petróleo do pré-sal está em uma rocha reservatório localizada abaixo de uma camada de sal nas profundesas do leito marinho.
Antigamente a África e a América do Sul formavam um único continente, a Pangea, que a cerca de 200 milhões de anos se subdividiu em Laurásia e Gondwana. A aproximadamente 140 milhões de anos teve inicio o processo de separação entre duas as placas tectônicas sobre as quais estão os continentes que formavam o Gondwana, os atuais continentes da África e América do Sul. No local em que ocorreu o afastamento da África e América do Sul, formou-se o que é hoje o Atlântico Sul.
Processo de aparecimento do Atlântico Sul, entre 140 e 60 milhões de anos atrás, quando se formou o petróleo do pré-sal
Nos primórdios, formaram-se vários mares rasos e áreas semi-pantanosas, algumas de água salgada e salobra do tipo mangue, onde proliferaram algas e microorganismos chamados de fitoplâncton e zooplâncton. Estes microorganismos se depositavam continuamente no leito marinho na forma de sedimentos, misturando-se à outros sedimentos, areia e sal, formando camadas de rochas impregnadas de matéria orgânica, que dariam origem às rochas reservatório. Ao longo de milhões de anos e sucessivas Eras glaciais, ocorreram grandes oscilações no nível dos oceanos, ocorrendo inclusive a deposição de grandes quantidades de sal que formaram grandes camadas de sedimento salino, geralmente acumulado pela evaporação da água nestes mares rasos. Estas camadas de sal voltaram a ser soterradas pelo Oceano e por novas camadas de sedimentos quando o gelo das calotas polares voltou a derreter nos períodos inter-glaciais.
Estes microrganismos sedimentados no fundo do oceano, soterrados sob pressão e com oxigenação reduzida, degradaram-se muito lentamente e com o passar do tempo, transformaram-se em petróleo, como o que que hoje é encontrado no litoral do Brasil.
O conjunto de descobertas situado entre o Rio de Janeiro e São Paulo (Bem-te-vi, Carioca, Guará, Parati, Tupi, Iara, Caramba e Azulão ou Ogun) ficou conhecido como “Cluster Pré-Sal”, pois o termo genérico “Pré-Sal” passou a ser utilizado para qualquer descoberta em reservatórios sob as camadas de sal em bacias sedimentares brasileiras. Ocorrências similares, sob o sal podem ser encontradas nas Bacias do Ceará (Aptiano Superior), Sergipe-Alagoas, Camamu, Jequitinhonha, Curumuxatiba e Espírito Santo, mas também já foram identificadas no litoral do continente africano, no Mar Cáspio e no Golfo do México Sendo que a grande diferença deste último é que o sal é alóctone enquanto o brasileiro e o africano são autóctones (Mohriak et al., 2004).
Os nomes que se anunciam das áreas do Pré-Sal, possivelmente não poderão ser os mesmos, pois se receberem o status de "campo de produção", os mesmos deverão ser batizados, segundo o artigo 3o da Portaria ANP no 90, com nomes ligados à fauna marinha.
Geologia
O "Cluster" Pré-Sal.
De uma maneira simplificada, o Pré-Sal é um conjunto de reservatórios mais antigos que a camada de sal (halita e anidrita) neoapitiniano que se estende nas Bacias de Campos e Santos desde o Alto Vitória até o Alto de Florianópolis respectivamente. A espessura da camada de sal na porção centro-sul da Bacia de Santos é de aproximadamente 2.000 metros, enquanto na porção norte da bacia de Campo está em torno de 200 metros. A área de ocorrência conhecida destes reservatórios, segundo a Petrobras (2008), é de 112.000 km² dos quais 41.000 km² (38%) já foram licitados e 71.000 km² (62%) ainda por licitar.
Este sal foi depositado durante a abertura do oceano Atlântico, após a quebra do Gondwana (Jurássico Superior-Cretáceo) durante a fase de mar raso e de clima semi-árido/árido do Neoapitiniano (1 a 7 M.a.).
A análise de um perfil sísmico da Bacia de Santos nos leva a crer que existem ao menos quatro Plays na região: O primeiro referente à fase Drift (turbiditos Terciários similares aos da Bacia de Campos) acima do sal e mais três, abaixo do sal, referentes Pós-Rift (carbonatos e siliciclastos apitinianos de plataforma rasa) e ao Sin-Rift (leques aluviais de conglomerados). Em todos os casos a rocha-geradora é de toda a costa Leste brasileira, a Formação Lagoa Feia.
Quando se fala do “Cluster Pré-Sal” na Bacia de Santos, as descobertas foram realizadas no Play Pós-Rift em grandes profundidades com lâminas d’água superiores a 2.000 m e profundidades maiores que 5.000 m, dos quais 2.000 de sal. As rochas geradoras são folhelhos lacustres da Formação Guaratiba (do Barremiano/Aptiano e COT de 4%). O selo são pelitos intraformacionais e obviamente o sal. A literatura científica afirma que os reservatórios encontrados são biolititos cuja origem são estromatólitos da fase de plataforma rasa do Barremiano.
A extração de petróleo da camada subsal
A descoberta do pré-sal foi anunciada pelo ex-diretor da ANP e posteriormente confirmada pela Petrobrás em 2007. Em 2008 a Petrobrás confirmou a descoberta de óleo leve na camda subsal [5].
A Petrobras afirma já possuir tecnologia suficiente para extrair o óleo da camada. O objetivo da empresa é desenvolver novas tecnologias que possibilitem maior rentabilidade, principalmente nas áreas mais profundas.
Em setembro de 2008, a Petrobras começou a explorar petróleo da camada pré-sal em quantidade reduzida. Esta exploração inicial ocorre no Campo de Jubarte (Bacia de Campos), através da plataforma P-34. [6]
Um problema a ser enfrentado pelo país, diz respeito ao ritmo de extração de petróleo e o destino desta riqueza. Se o Brasil extrair todo o petróleo muito rapidamente, este pode se esgotar em uma geração. Se o país se tornar um grande exportador de petróleo bruto, isto pode provocar a sobrevalorização do câmbio, dificultando as exportações e facilitando as importações. Fenômeno conhecido como "mal holandês", que pode resultar no enfraquecimento de outros setores produtivos como a indústria e agricultura. [7]
Administração do pré-sal
O governo brasileiro pretende criar uma nova estatal que está sendo chamada provisoriamente de Petrosal[8] [9]. Esta nova empresa não seria destinada à exploração direta do petróleo mas principalmente à administração dos megacampos e a contratação de empresas petrolíferas para explorá-los em parceria com a Petrobrás, definido conjuntamente com o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). É provável que esta empresa fique responsável pela gestão da parte do petróleo que ficará como pagamento para o governo no novo modelo de partilha de produção. Ainda não está claro se esta empresa também poderá investir em desenvolvimento tecnológico da área.
Alguns setores da sociedade brasileira chegaram a defender que a Petrobrás tivesse exclusividade na gestão e exploração dso campos, mas o governo afirma que isto seria inviável no novo modelo de partilha de produção, pois existe uma grande participação de capital privado na empresa e o risco desta tornar-se poderosa demais.[10]
Impacto na legislação vigente
A descoberta das reservas do pré-sal tem provocado grandes debates em todo o país. Desde sua descoberta, muitos passaram a defender novos modelos de regulação para preservar uma parte maior desta riqueza para o país, envolvendo mudanças no atual marco legal, da atual Lei do Petróleo (lei nº 9.478 de 1997) [11].
Uma comissão inter-ministerial organizada em 2008, trabalhou durante um ano discutindo diferentes propostas para elaborar um novo projeto de marco regulatório para o pré-sal[12]. Durante o período em que foram discutidos os novos projetos, os leilões de petróleo foram interrompidos na área do pré-sal.
Em 31 de agosto de 2009 o Governo federal do Brasil anunciou quatro novos projetos para mudança no marco regulatório para o pré-sal [13] [14] [15].
O debate sobre a nova Lei do Petróleo
A princípio o debate em torno da modificação legal está dividido em três grandes grupos com objetivos e posições político-ideológicas distintas.
Alguns movimentos sociais, sindicatos[16], políticos ligados à partidos políticos mais à esquerda ou nacionalistas e alguns setores do governo defendem a volta à antiga Lei do Petróleo (lei nº 2.004 de 1953), incluindo a reestatização da Petrobrás, a volta do monopólio estatal e o fim das concessões para multinacionais petrolíferas no Brasil. Alguns grupos defendem apenas a ampliação da participação do capital estatal na Petrobrás, sem a volta do monopólio estatal, mas com a exclusão das multinacionais.
Os partidos políticos de oposição ao atual governo, algumas das Federações de Indústrias[17], o setor financeiro e as multinacionais petrolíferas, defendem a manutenção do atual modelo de concessão[18] também conhecido como privado ou "privatista". Estes grupos vêem criticando a proposta do governo apresentada em Agosto de 2009 [19].
O governo apresentou uma proposta para a constituição de um novo marco regulatório, com o modelo de partilha de produção, uma nova empresa estatal, a Petrosal, a criação de um Fundo de Desenvolvimento Social que teria também a função de Fundo Soberano para reinvestir oos recursos da exploração do pré-sal, e uma mudança no padrão de distribuição dos royalties do pré-sal, mantendo a distribuição atual apenas para as áreas foram do pré-sal. A proposta do governo conta com o apoio dos Ministérios[20] que elaboraram os projetos de lei, a base de partidos aliados além de alguns movimentos sociais e parte das indústrias ligadas ao setor petrolífero que se vêem desfavorecidas pelo atual modelo de concessão que exige baixos índices de fornecedores nacionais [21].
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TIPOS DE ROCHAS
Ao longo do processo de formação do planeta, a crosta terrestre, ou litosfera, conheceu a geração de diversos tipos de rochas. Essas se dividem, quanto à sua origem, em três tipos:
- magmáticas ou ígneas
- sedimentares
- metamórficas
No início de sua formação, a litosfera era constituída por rochas que se consolidaram com o resfriamento do magma – são as chamadas rochas ígneas ou magmáticas. Essas formações rochosas, ao entrarem em contato com o ar, a água e as geleiras, passaram a sofrer a ação do intemperismo (decomposição química e desagregação mecânica), tornado-se, assim, particularizadas e específicas, o que possibilitou seu transporte por agentes erosivos (vento, chuvas, e geleiras) a depressões do relevo, que passaram a ser preenchidas por sedimentos que, também através de processos físicos e químicos, consolidaram-se como rochas sedimentares. O terceiro tipo de rocha que se forma na crosta terrestre é a metamórfica, que consiste na transformação, no interior da crosta, das rochas ígneas e sedimentares em função da pressão e de altas temperaturas.
EXEMPLOS DE INTEMPERISMO
As variações de temperatura provocam a decomposição das rochas, cujos minerais se dilatam quando aquecidos e se contraem em áreas de clima frio (intemperismo por agente físico);
A pressão exercida pelas raízes de um vegetal quando penetram nas rochas podem provocar sua desintegração (intemperismo por agente biológico);
A decomposição das rochas também pode ser provocada pela penetração da água, que altera a sua estrutura química (intemperismo por agente químico).
AS ROCHAS CRISTALINAS
Denominamos de rochas cristalinas aquelas que, magmáticas ou metamórficas, possuem uma estrutura molecular ordenada. Formadas por compactação, as rochas sedimentares cobrem 75% da superfície terrestre, formando uma fina camada superficial que compreende apenas 5% do volume da crosta terrestre.
AS ESTRUTURAS GEOLÓGICAS
A crosta terrestre é formada por doze placas tectônicas, que flutuam sobre o magma pastoso. Quando da fase inicial da Terra, existiam menos placas. Com o tempo, em razão de se moverem em vários sentidos, já que o planeta é esférico, as placas se encontraram em vários pontos da crosta terrestre, dando origem aos terremotos e aos dobramentos do relevo. Em grego, o termo tectônica quer dizer “processo de construir”. Para a ciência geográfica, significa as deformações da crosta terrestre geradas pelas pressões provenientes do interior do planeta.
Nas áreas de encontro das placas, a crosta terrestre é frágil, principalmente nas regiões de contato dos oceanos com os continentes, o que possibilita a saída de magma, dando origem aos vulcões. Quando dos choques entre as placas, o atrito daí decorrente provoca os terremotos. Nos oceanos, as placas (sima) são pesadas e, por este motivo, tendem a mergulhar sob as placas continentais (sial). Esse fenômeno, conhecido como subducção,gera as fossas marítimas, normalmente nas zonas onde ocorre o encontro das placas. Como as placas oceânicas se situam debaixo das continentais, a pressão das primeiras sobre estas últimas provocam dobras e enrugamentos, provocando, desde a era mesozóica, os movimentos orogenéticos (em grego, “oros” significa “montanha”). Data daí o aparecimento das grandes cadeias montanhosas do planeta Terra, formadas pelo enrugamento, elevação ou dobramento de partes da crosta terrestre. Este fenômeno é relativamente recente na história do nosso planeta, tendo acontecido no fim da era mesozóica e início da cenozóica. Por essa razão, denominamos dobramento moderno. As mais altas cadeias de montanhas do planeta, tais como o Himalaia, as Rochosas e os Andes, são de formação recente, apresentando elevadas altitudes, pouco desgaste e grande instabilidade física, pois elas estão ainda em processo de formação. Nelas, são comuns vulcões e terremotos.
A Terra, se levarmos em conta a sua origem geológica, conhece três formações básicas:
- bacias sedimentares
- escudos cristalinos
- dobramentos modernos
Estruturas geológicas
Os dobramentos modernos, ou cadeias orogênicas recentes, correspondem às grandes cadeias montanhosas do globo datadas do período Terciário da Era Cenozóica. Sua gênese é explicada pelo movimento das placas tectônicas. Os principais exemplos desse fenômeno são os Andes, os Alpes, o Himalaia e as Montanhas Rochosas. Por serem de formação recente, não foram ainda desgastadas pela erosão e apresentam altitudes elevadas. O Brasil, por exemplo, não conhece formações geradas por dobramentos modernos.
Os escudos cristalinos ou maciços antigos, que abrangem 36% do território nacional, são popularmente conhecidos como serras, formações antigas e diversificadas e, por conseguinte, extremamente desgastadas pela erosão, apresentando altitudes modestas. Nos escudos cristalinos, originários do período Arqueozóico, a ocorrência de minerais economicamente exploráveis é pequena; já nos escudos datados do Proterozóico (4% do território brasileiro), proliferam recursos como o ferro, a bauxita, o manganês, o ouro, a cassiterita e outros minerais metálicos. 64% da superfície do território nacional consiste de bacias sedimentares: depressões do terreno preenchidas por sedimentos. Sua importância econômica é grande, pois aí surgem combustíveis fósseis: petróleo, carvão mineral e xisto.
RESUMO
a crosta terrestre é formada por placas tectônicas que literalmente bóiam sobre o manto, em permanente estado de fusão a região de contato entre duas placas tectônicas é uma, área frágil da crosta terrestre, susceptível de tornar-se um local de escape do magma que está preso, sob pressão, no manto; nas zonas de encontro das placas é que irrompem os vulcões e ocorrem os terremotos em função desses movimentos, os continentes estão em permanente processo de distanciamento. No fundo dos mares, as cadeias meso-oceânicas são o ponto de encontro de duas ou mais placas tectônicas. Delas saem materiais magmáticos que empurram as placas em direções opostas. A crosta continental (SIAL) é mais leve que a crosta oceânica (SIMA) e, no caso do nosso continente, retorna ao manto do litoral oeste sul-americano.
Essa é a razão da presença da fossa de Atacama. No oeste da placa sul-americana ocorre um enrugamento que se chama Cordilheira dos Andes.
TEXTO COMPLEMENTAR
"O mundo é muito velho e os seres humanos, muito recentes. Os acontecimentos importantes em nossas vidas pessoais são medidos em anos ou em unidades ainda menores; nossa vida, em décadas; nossa genealogia familiar, em séculos, e toda a história registrada, em milênios. Contudo, fomos precedidos por uma apavorante perspectiva do tempo, estendendo-se a partir de períodos incrivelmente longos do passado, a respeito dos quais pouco sabemos - tanto por não existirem registros, quanto pela real dificuldade de concebermos a imensidade dos intervalos compreendidos. Mesmo assim, somos capazes de localizar no tempo os acontecimentos do passado remoto. A estratificação geológica e a marcação por radiatividade proporciona informação quanto aos eventos arqueológicos, paleontológicos e geológicos; a astrofísica fornece dados a respeito das idades das superfícies planetárias, da Via Láctea e de todos os outros sistemas estelares, assim como uma estimativa do tempo transcorrido desde a Grande Explosão (Big Bang) que envolveu toda a matéria e energia do universo atual. Essa explosão pode representar o início do universo ou pode constituir uma descontinuidade na qual a informação da história primitiva do universo foi destruída. Esse é certamente o acontecimento mais remoto do qual temos qualquer registro."
- magmáticas ou ígneas
- sedimentares
- metamórficas
No início de sua formação, a litosfera era constituída por rochas que se consolidaram com o resfriamento do magma – são as chamadas rochas ígneas ou magmáticas. Essas formações rochosas, ao entrarem em contato com o ar, a água e as geleiras, passaram a sofrer a ação do intemperismo (decomposição química e desagregação mecânica), tornado-se, assim, particularizadas e específicas, o que possibilitou seu transporte por agentes erosivos (vento, chuvas, e geleiras) a depressões do relevo, que passaram a ser preenchidas por sedimentos que, também através de processos físicos e químicos, consolidaram-se como rochas sedimentares. O terceiro tipo de rocha que se forma na crosta terrestre é a metamórfica, que consiste na transformação, no interior da crosta, das rochas ígneas e sedimentares em função da pressão e de altas temperaturas.
EXEMPLOS DE INTEMPERISMO
As variações de temperatura provocam a decomposição das rochas, cujos minerais se dilatam quando aquecidos e se contraem em áreas de clima frio (intemperismo por agente físico);
A pressão exercida pelas raízes de um vegetal quando penetram nas rochas podem provocar sua desintegração (intemperismo por agente biológico);
A decomposição das rochas também pode ser provocada pela penetração da água, que altera a sua estrutura química (intemperismo por agente químico).
AS ROCHAS CRISTALINAS
Denominamos de rochas cristalinas aquelas que, magmáticas ou metamórficas, possuem uma estrutura molecular ordenada. Formadas por compactação, as rochas sedimentares cobrem 75% da superfície terrestre, formando uma fina camada superficial que compreende apenas 5% do volume da crosta terrestre.
AS ESTRUTURAS GEOLÓGICAS
A crosta terrestre é formada por doze placas tectônicas, que flutuam sobre o magma pastoso. Quando da fase inicial da Terra, existiam menos placas. Com o tempo, em razão de se moverem em vários sentidos, já que o planeta é esférico, as placas se encontraram em vários pontos da crosta terrestre, dando origem aos terremotos e aos dobramentos do relevo. Em grego, o termo tectônica quer dizer “processo de construir”. Para a ciência geográfica, significa as deformações da crosta terrestre geradas pelas pressões provenientes do interior do planeta.
Nas áreas de encontro das placas, a crosta terrestre é frágil, principalmente nas regiões de contato dos oceanos com os continentes, o que possibilita a saída de magma, dando origem aos vulcões. Quando dos choques entre as placas, o atrito daí decorrente provoca os terremotos. Nos oceanos, as placas (sima) são pesadas e, por este motivo, tendem a mergulhar sob as placas continentais (sial). Esse fenômeno, conhecido como subducção,gera as fossas marítimas, normalmente nas zonas onde ocorre o encontro das placas. Como as placas oceânicas se situam debaixo das continentais, a pressão das primeiras sobre estas últimas provocam dobras e enrugamentos, provocando, desde a era mesozóica, os movimentos orogenéticos (em grego, “oros” significa “montanha”). Data daí o aparecimento das grandes cadeias montanhosas do planeta Terra, formadas pelo enrugamento, elevação ou dobramento de partes da crosta terrestre. Este fenômeno é relativamente recente na história do nosso planeta, tendo acontecido no fim da era mesozóica e início da cenozóica. Por essa razão, denominamos dobramento moderno. As mais altas cadeias de montanhas do planeta, tais como o Himalaia, as Rochosas e os Andes, são de formação recente, apresentando elevadas altitudes, pouco desgaste e grande instabilidade física, pois elas estão ainda em processo de formação. Nelas, são comuns vulcões e terremotos.
A Terra, se levarmos em conta a sua origem geológica, conhece três formações básicas:
- bacias sedimentares
- escudos cristalinos
- dobramentos modernos
Estruturas geológicas
Os dobramentos modernos, ou cadeias orogênicas recentes, correspondem às grandes cadeias montanhosas do globo datadas do período Terciário da Era Cenozóica. Sua gênese é explicada pelo movimento das placas tectônicas. Os principais exemplos desse fenômeno são os Andes, os Alpes, o Himalaia e as Montanhas Rochosas. Por serem de formação recente, não foram ainda desgastadas pela erosão e apresentam altitudes elevadas. O Brasil, por exemplo, não conhece formações geradas por dobramentos modernos.
Os escudos cristalinos ou maciços antigos, que abrangem 36% do território nacional, são popularmente conhecidos como serras, formações antigas e diversificadas e, por conseguinte, extremamente desgastadas pela erosão, apresentando altitudes modestas. Nos escudos cristalinos, originários do período Arqueozóico, a ocorrência de minerais economicamente exploráveis é pequena; já nos escudos datados do Proterozóico (4% do território brasileiro), proliferam recursos como o ferro, a bauxita, o manganês, o ouro, a cassiterita e outros minerais metálicos. 64% da superfície do território nacional consiste de bacias sedimentares: depressões do terreno preenchidas por sedimentos. Sua importância econômica é grande, pois aí surgem combustíveis fósseis: petróleo, carvão mineral e xisto.
RESUMO
a crosta terrestre é formada por placas tectônicas que literalmente bóiam sobre o manto, em permanente estado de fusão a região de contato entre duas placas tectônicas é uma, área frágil da crosta terrestre, susceptível de tornar-se um local de escape do magma que está preso, sob pressão, no manto; nas zonas de encontro das placas é que irrompem os vulcões e ocorrem os terremotos em função desses movimentos, os continentes estão em permanente processo de distanciamento. No fundo dos mares, as cadeias meso-oceânicas são o ponto de encontro de duas ou mais placas tectônicas. Delas saem materiais magmáticos que empurram as placas em direções opostas. A crosta continental (SIAL) é mais leve que a crosta oceânica (SIMA) e, no caso do nosso continente, retorna ao manto do litoral oeste sul-americano.
Essa é a razão da presença da fossa de Atacama. No oeste da placa sul-americana ocorre um enrugamento que se chama Cordilheira dos Andes.
TEXTO COMPLEMENTAR
"O mundo é muito velho e os seres humanos, muito recentes. Os acontecimentos importantes em nossas vidas pessoais são medidos em anos ou em unidades ainda menores; nossa vida, em décadas; nossa genealogia familiar, em séculos, e toda a história registrada, em milênios. Contudo, fomos precedidos por uma apavorante perspectiva do tempo, estendendo-se a partir de períodos incrivelmente longos do passado, a respeito dos quais pouco sabemos - tanto por não existirem registros, quanto pela real dificuldade de concebermos a imensidade dos intervalos compreendidos. Mesmo assim, somos capazes de localizar no tempo os acontecimentos do passado remoto. A estratificação geológica e a marcação por radiatividade proporciona informação quanto aos eventos arqueológicos, paleontológicos e geológicos; a astrofísica fornece dados a respeito das idades das superfícies planetárias, da Via Láctea e de todos os outros sistemas estelares, assim como uma estimativa do tempo transcorrido desde a Grande Explosão (Big Bang) que envolveu toda a matéria e energia do universo atual. Essa explosão pode representar o início do universo ou pode constituir uma descontinuidade na qual a informação da história primitiva do universo foi destruída. Esse é certamente o acontecimento mais remoto do qual temos qualquer registro."
TIPOLOGIA DO CAPITALISMO E DO SOCIALISMO
MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA:
Capitalismo mercantil:
- Sistema
- Colonial
- *Manufatura
- *Urbanização
Capitalismo Industrial:
-*Maquinofaturas
-*Proletariado
-*Imperialismo
Capitalismo monopolista de estado:
-*Oligopólios
-*Intervenção estatal no mercado
-*Empresas multinacionais
-*Internacionalização do sistema financeiro,
-produção, comércio,moeda e comunicações
REVOLUÇÃO PROLETÁRIA
Modo de produção socialista:
SORFEX
*Planejamento econômico centralizado
*Propriedade estatal dos meios de produção
*Ditadura do proletariado *Burocratização
A PRIMEIRA TENTATIVA DE SOCIALISMO: O MODELO SOVIÉTICO
Em 1917, com os abalos sofridos pela monarquia czarista em razão das derrotas do exército russo na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), os comunistas (adeptos do socialismo em moldes marxistas), até então agrupados na “facção bolchevique” do Partido Social Democrata Russo liderada por Wladimir Illich Ulianov (“Lênin”), lideraram uma revolução proletária que edificaria o primeiro Estado socialista do
mundo: a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Os primeiros anos da Rússia revolucionária foram extremamente difíceis. Até 1921, uma guerra civil – entre “vermelhos” (comunistas) e “brancos” (inimigos do socialismo) apoiados por mercenários estrangeiros – varreu o imenso território russo. Ao longo desse período, implantou-se o “socialismo de guerra” pelo qual foram estatizados os campos agricultáveis, as indústrias, os bancos e as empresas prestadoras de serviços. Este primeiro “modelo” econômico foi um total fracasso. Em primeiro lugar pelo fato de que os camponeses, cuja mentalidade era profundamente conservadora, eram avessos à propriedade agrícola coletiva e preferiam queimar seus produtos a entregá-los ao Estado. Além disso, as fazendas nacionalizadas não tinham sementes, fertilizantes e
implementos agrícolas; as fábricas estavam desprovidas de máquinas e as lojas carentes de estoques. Como bem disse Lênin, “querendo socializar a riqueza, socializei a miséria”.
Ainda em 1921, o Partido Comunista, “dando um passo atrás para dois a frente”, formulou a NEP (“Nova Política Econômica”), pela qual seria permitida a propriedade privada da terra, das pequenas manufaturas e dos serviços, permanecendo sob o controle do Estado o sistema financeiro e as grandes indústrias. A NEP é bem explicitada pelo seu slogan: “camponeses, enriquecei-vos”. A nova filosofia econômica foi um êxito. Contudo, em 1929, quando da consolidação do “stalinismo” (a chefia do Partido Comunista e da URSS por Joseph Stalin), a NEP foi substituída por um “modelo” totalitário de socialismo, caracterizado:
- pela propriedade estatal dos meios de produção. O Estado tornou-se o proprietário de toda a produção econômica e da circulação de bens. Fábricas, terras agricultáveis, recursos energéticos, meios de transportes e as fontes de matérias-primas são apropriados e controlados pelo Governo, que gerencia como e o que produzir;
- pelo planejamento econômico centralizado. Praticamente desaparece a economia de mercado, pois o Estado, por meio de “Planos Qüinqüenais”, planejar, de antemão, os investimentos financeiros destinados à produção, os custos, a organização do trabalho e a circulação dos bens;
- pela tentativa de uma racional e justa distribuição dos produtos, dos serviços e das rendas. O Estado busca fornecer e assegurar moradia, pleno emprego, assistência médico-odontológica, educação, lazer e aposentadoria, em condições igualitárias para a toda sociedade;
- por um Estado totalitário. O Estado soviético, em nome do igualitarismo social, passa a ter um monopólio do poder político, eliminando outras agremiações partidárias e entidades livres da sociedade civil, dirigindo também, as atividades culturais. Na URSS, surge uma “estética oficial” (o “Realismo Socialista”) e as pesquisas científicas eram policiadas pelas autoridades governamentais.
Impunha-se, dessa maneira, a “ditadura do proletariado”, primeira etapa do “socialismo”, cujo clímax deveria ser o advento do “comunismo”, quando o Estado desapareceria e nasceria o “homem novo”, cujos valores culturais estariam imunes aos “vícios burgueses” gerados pela propriedade privada.
Uma das críticas que pode ser feita ao “modelo” soviético é que as lideranças da URSS confundiram “estatização” com “socialismo”. De fato, a propriedade estatal dos meios de produção, o controle de circulação de bens e o dirigismo cultural não significam, necessariamente, a criação de uma democracia socialista, a qual deveria ser governada pela sociedade civil e não por um Estado e um partido que se proclamam representantes da classe operária. Na realidade, a URSS conheceu um “capitalismo de Estado” tutelado por um governo totalitário.
O SOREX (“Socialismo realmente existente”) foi vitimado por inúmeras deficiências:
- a burocratização da sociedade, isto é, a criação, em virtude do dirigismo estatal, de um enorme, moroso e ineficiente quadro de funcionários públicos, o que gerou corrupção, disfunções na distribuição de recursos financeiros e bens, além de lentidão na tomada de decisões políticas e administrativas;
- o surgimento de um “Estado policial” violador das liberdades democráticas e dos direitos do cidadão, responsável pela criação de uma sociedade omissa, em razão do terror policialesco, e , por outro lado, pela emergência de ambos seguimentos de oposição;
- desestímulo ao trabalho - pois o desemprego era proibido por lei - e também à inventividade tecnológica não era compensada materialmente. Além disso, o trabalhador soviético percebeu que ganhos salariais eram inúteis, pois não havia gêneros para comprar, inexistindo também um sistema financeiro que retribuísse a poupança;
- o planejamento econômico excessivamente centralizado impedia decisões autônomas dos gerentes e empresas de todas as regiões soviéticas distantes de Moscou. Eventuais problemas que perturbassem as atividades econômicas de cada localidade soviética tinham de ser resolvidos pelas autoridades da capital russa, o que, pelo longo tempo que isto exigia e pela ignorância das realidades das várias regiões, transtornavam ainda mais o processo produtivo;
- incapacidade de criar e adquirir a moderna tecnologia, baseada na informatização dos métodos administrativos e na “robotização” das técnicas de produção, fundamental para a implantação do que atualmente é denominado de “Nova Economia”;
- a impossibilidade de censurar, em razão das atuais e sofisticadas redes de telecomunicações e do desenvolvimento de rápidos meios de transportes as informações oriundas do Ocidente, o que permitiu que as populações dos países socialistas tomassem contato com as idéias e com o alto padrão de vida dos EUA e da Europa Ocidental. Pouco a pouco, a esplendorosa e encantadora “vitrine” mostrada pelo capitalismo, por mais mentirosa e aparente que possa ser, solapou todo e qualquer encanto, ainda eventualmente existente nas “democracias populares”, pelo socialismo;
- por fim, a falta de inovações tecnológicas, o crescente desgosto com o trabalho – demonstrado pelos altos índices diários de absenteísmo de burocratas e operários nas repartições públicas e nas fábricas – e as volumosas aplicações financeiras no setor da defesa militar provocaram a queda dos índices do desenvolvimento econômico, o que diminuiu ainda mais o padrão de vida das sociedades socialistas.
Em 1985 Mikhail Gorbatchev, típico fruto da “geração intelectual reformista” graduada pela Universidade de Moscou após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), assumiu o cargo de Secretário-Geral do Partido Comunista da URSS. Ciente de que as arcaicas estruturas econômicas e políticas de seu país necessitavam de urgentes modificações visando maior eficiência produtiva e liberalização sócio-cultural, “Gorby”, como era popularmente conhecido no Ocidente, deu início à “Perestroika” (reestruturação econômica) no sentido de transformar a economia planificada (socialista) numa economia de mercado, característica do capitalismo. Além disso, foi implantada a “Glasnost” (transparência ou “abertura” política), que consistia em eliminar a censura e ampliar as liberdades democráticas. O novo Secretário-Geral libertou intelectuais “dissidentes” até então detidos, separou os quadros burocráticos comunistas do aparelho de Estado, valorizando a Presidência da URSS, e permitiu a realização de eleições livres e multipartidárias para o Executivo e o Legislativo da República Socialista Soviética da Rússia, o que levou ao poder Boris Ieltsin.
A transição de uma economia dirigida pelo Estado para uma regulada pelas forças de mercado implica um enorme custo social, pois demanda cortes de gastos sociais, fechamento de empresas improdutivas, desemprego e preços reais. Como não podia deixar de ocorrer, esta nova realidade econômica impôs enormes sacrifícios à população soviética que, agora gozando de liberdade de crítica, passou a contestar o regime. Gorbatchev cometeu o erro de, simultaneamente, alterar a economia e conceder liberdade aos cidadãos soviéticos, já que a democratização é um processo bem mais rápido do que as mudanças econômicas. Em certo sentido, a “Glasnost” atropelou a “Perestroika”. A crise soviética teve como conseqüência os movimentos emocratizantes nas “nações satélites”, como eram então chamados os países tutelados pela URSS. Em janeiro de 1989, o Partido Comunista da Hungria foi obrigado a aceitar o multipartidarismo; três meses depois, o sindicato Solidariedade, encabeçado pela Igreja Católica, foi legalizado na Polônia. Em seguida, manifestações populares levaram à renúncia de Eric Honecker, até então líder da República Democrática da Alemanha (Alemanha Oriental, de orientação comunista); em novembro do mesmo ano, era derrubado o Muro de Berlim, símbolo da divisão entre a Europa Ocidental,
capitalista, e a Europa do Leste, até então debaixo do tacão totalitário soviético, propiciando a reunificação da Alemanha, que fora dividida pelas nações aliadas vitoriosas na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
O processo de democratização se alastrou por todo o leste europeu e, sucessivamente, caíram os governos “socialistas” da Hungria, da Albânia, da Romênia, da Tcheco-Eslováquia e da Iugoslávia. Ao mesmo tempo, Moscou perdia o controle dos paises bálticos, a Estônia, Lituânia e Letônia.
Em agosto de 1991, Gorbatchev propõe o Tratado da União, que reformaria os vínculos entre as 15 repúblicas soviéticas no sentido de conceder a elas ampla autonomia. A “linha dura” (os radicais) do Partido Comunista rejeitaram o projeto e tentaram um golpe, que frustrado, levou à extinção da União Soviética, transformada, pelo acordo de Minsky, em Comunidade de Estados Independentes (CEI), à qual deram adesão oito repúblicas ex-soviéticas, com exceção dos paises bálticos. Consumava-se o colapso do SOREX.
O OUTRO SOCIALISMO
Ainda no século XIX, o movimento socialista conheceu correntes políticas antagônicas. Após 1917, emfunção da Revolução Russa, a ala mais radical do socialismo internacional passou a ser denominada de “comunista”, cujo “sistema nervoso central dirigente” foi a “Komintern” (“Terceira Internacional”), sediada em Moscou e orientadora dos partidos às comunistas mundiais, destinados a liderar a “revolução socialista planetária”. Contestando posições comunistas ortodoxas, a “Segunda Internacional”, cuja origem data do final do século XIX, congregava os partidos social-democratas, que negam a revolução operária como meio exclusivo para a criação da sociedade socialista. Para eles, o capitalismo poderia evoluir para o socialismo por meio de reformas econômicas e sociais progressivas. Em lugar da “revolução operária”, uma evolução através de pressões da sociedade civil em pról do igualitarismo e do controle dos governos e parlamentos das nações capitalistas pelos partidos socialistas. Em suma, as agremiações partidárias socialistas pregam um “capitalismo de face humana” pela criação de Estados previdenciários, nos quais a atuação dos governos se faria sentir na diluição das tensões sociais por meio duma ampla assistência social e da redistribuição da renda, custeadas pela alta tributação dos ganhos dos capitalistas. Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), este foi o “modelo” sócio-político-econômico adotado, com êxito, pela maioria dos países da Europa Ocidental, que assim eliminaram as enormes discrepâncias sociais, criando sociedades de “classes médias” e barrando o avanço dos partidos comunistas. Lamentavelmente, a social democracia implica enormes gastos públicos, pesada tributação – o que desestimula os investimentos e, portanto, onera a produção, encarecendo os produtos no mercado interno e dificultando as exportações – além de gerar cíclicos surtos inflacionários. Atualmente, os países europeus, temendo a competição econômica por parte dos EUA e da Ásia, vêm uscando reformular seus estados previdenciários para reduzir os custos sociais e, assim, ampliar a venda de seus produtos nos mercados internacionais.
Capitalismo mercantil:
- Sistema
- Colonial
- *Manufatura
- *Urbanização
Capitalismo Industrial:
-*Maquinofaturas
-*Proletariado
-*Imperialismo
Capitalismo monopolista de estado:
-*Oligopólios
-*Intervenção estatal no mercado
-*Empresas multinacionais
-*Internacionalização do sistema financeiro,
-produção, comércio,moeda e comunicações
REVOLUÇÃO PROLETÁRIA
Modo de produção socialista:
SORFEX
*Planejamento econômico centralizado
*Propriedade estatal dos meios de produção
*Ditadura do proletariado *Burocratização
A PRIMEIRA TENTATIVA DE SOCIALISMO: O MODELO SOVIÉTICO
Em 1917, com os abalos sofridos pela monarquia czarista em razão das derrotas do exército russo na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), os comunistas (adeptos do socialismo em moldes marxistas), até então agrupados na “facção bolchevique” do Partido Social Democrata Russo liderada por Wladimir Illich Ulianov (“Lênin”), lideraram uma revolução proletária que edificaria o primeiro Estado socialista do
mundo: a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Os primeiros anos da Rússia revolucionária foram extremamente difíceis. Até 1921, uma guerra civil – entre “vermelhos” (comunistas) e “brancos” (inimigos do socialismo) apoiados por mercenários estrangeiros – varreu o imenso território russo. Ao longo desse período, implantou-se o “socialismo de guerra” pelo qual foram estatizados os campos agricultáveis, as indústrias, os bancos e as empresas prestadoras de serviços. Este primeiro “modelo” econômico foi um total fracasso. Em primeiro lugar pelo fato de que os camponeses, cuja mentalidade era profundamente conservadora, eram avessos à propriedade agrícola coletiva e preferiam queimar seus produtos a entregá-los ao Estado. Além disso, as fazendas nacionalizadas não tinham sementes, fertilizantes e
implementos agrícolas; as fábricas estavam desprovidas de máquinas e as lojas carentes de estoques. Como bem disse Lênin, “querendo socializar a riqueza, socializei a miséria”.
Ainda em 1921, o Partido Comunista, “dando um passo atrás para dois a frente”, formulou a NEP (“Nova Política Econômica”), pela qual seria permitida a propriedade privada da terra, das pequenas manufaturas e dos serviços, permanecendo sob o controle do Estado o sistema financeiro e as grandes indústrias. A NEP é bem explicitada pelo seu slogan: “camponeses, enriquecei-vos”. A nova filosofia econômica foi um êxito. Contudo, em 1929, quando da consolidação do “stalinismo” (a chefia do Partido Comunista e da URSS por Joseph Stalin), a NEP foi substituída por um “modelo” totalitário de socialismo, caracterizado:
- pela propriedade estatal dos meios de produção. O Estado tornou-se o proprietário de toda a produção econômica e da circulação de bens. Fábricas, terras agricultáveis, recursos energéticos, meios de transportes e as fontes de matérias-primas são apropriados e controlados pelo Governo, que gerencia como e o que produzir;
- pelo planejamento econômico centralizado. Praticamente desaparece a economia de mercado, pois o Estado, por meio de “Planos Qüinqüenais”, planejar, de antemão, os investimentos financeiros destinados à produção, os custos, a organização do trabalho e a circulação dos bens;
- pela tentativa de uma racional e justa distribuição dos produtos, dos serviços e das rendas. O Estado busca fornecer e assegurar moradia, pleno emprego, assistência médico-odontológica, educação, lazer e aposentadoria, em condições igualitárias para a toda sociedade;
- por um Estado totalitário. O Estado soviético, em nome do igualitarismo social, passa a ter um monopólio do poder político, eliminando outras agremiações partidárias e entidades livres da sociedade civil, dirigindo também, as atividades culturais. Na URSS, surge uma “estética oficial” (o “Realismo Socialista”) e as pesquisas científicas eram policiadas pelas autoridades governamentais.
Impunha-se, dessa maneira, a “ditadura do proletariado”, primeira etapa do “socialismo”, cujo clímax deveria ser o advento do “comunismo”, quando o Estado desapareceria e nasceria o “homem novo”, cujos valores culturais estariam imunes aos “vícios burgueses” gerados pela propriedade privada.
Uma das críticas que pode ser feita ao “modelo” soviético é que as lideranças da URSS confundiram “estatização” com “socialismo”. De fato, a propriedade estatal dos meios de produção, o controle de circulação de bens e o dirigismo cultural não significam, necessariamente, a criação de uma democracia socialista, a qual deveria ser governada pela sociedade civil e não por um Estado e um partido que se proclamam representantes da classe operária. Na realidade, a URSS conheceu um “capitalismo de Estado” tutelado por um governo totalitário.
O SOREX (“Socialismo realmente existente”) foi vitimado por inúmeras deficiências:
- a burocratização da sociedade, isto é, a criação, em virtude do dirigismo estatal, de um enorme, moroso e ineficiente quadro de funcionários públicos, o que gerou corrupção, disfunções na distribuição de recursos financeiros e bens, além de lentidão na tomada de decisões políticas e administrativas;
- o surgimento de um “Estado policial” violador das liberdades democráticas e dos direitos do cidadão, responsável pela criação de uma sociedade omissa, em razão do terror policialesco, e , por outro lado, pela emergência de ambos seguimentos de oposição;
- desestímulo ao trabalho - pois o desemprego era proibido por lei - e também à inventividade tecnológica não era compensada materialmente. Além disso, o trabalhador soviético percebeu que ganhos salariais eram inúteis, pois não havia gêneros para comprar, inexistindo também um sistema financeiro que retribuísse a poupança;
- o planejamento econômico excessivamente centralizado impedia decisões autônomas dos gerentes e empresas de todas as regiões soviéticas distantes de Moscou. Eventuais problemas que perturbassem as atividades econômicas de cada localidade soviética tinham de ser resolvidos pelas autoridades da capital russa, o que, pelo longo tempo que isto exigia e pela ignorância das realidades das várias regiões, transtornavam ainda mais o processo produtivo;
- incapacidade de criar e adquirir a moderna tecnologia, baseada na informatização dos métodos administrativos e na “robotização” das técnicas de produção, fundamental para a implantação do que atualmente é denominado de “Nova Economia”;
- a impossibilidade de censurar, em razão das atuais e sofisticadas redes de telecomunicações e do desenvolvimento de rápidos meios de transportes as informações oriundas do Ocidente, o que permitiu que as populações dos países socialistas tomassem contato com as idéias e com o alto padrão de vida dos EUA e da Europa Ocidental. Pouco a pouco, a esplendorosa e encantadora “vitrine” mostrada pelo capitalismo, por mais mentirosa e aparente que possa ser, solapou todo e qualquer encanto, ainda eventualmente existente nas “democracias populares”, pelo socialismo;
- por fim, a falta de inovações tecnológicas, o crescente desgosto com o trabalho – demonstrado pelos altos índices diários de absenteísmo de burocratas e operários nas repartições públicas e nas fábricas – e as volumosas aplicações financeiras no setor da defesa militar provocaram a queda dos índices do desenvolvimento econômico, o que diminuiu ainda mais o padrão de vida das sociedades socialistas.
Em 1985 Mikhail Gorbatchev, típico fruto da “geração intelectual reformista” graduada pela Universidade de Moscou após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), assumiu o cargo de Secretário-Geral do Partido Comunista da URSS. Ciente de que as arcaicas estruturas econômicas e políticas de seu país necessitavam de urgentes modificações visando maior eficiência produtiva e liberalização sócio-cultural, “Gorby”, como era popularmente conhecido no Ocidente, deu início à “Perestroika” (reestruturação econômica) no sentido de transformar a economia planificada (socialista) numa economia de mercado, característica do capitalismo. Além disso, foi implantada a “Glasnost” (transparência ou “abertura” política), que consistia em eliminar a censura e ampliar as liberdades democráticas. O novo Secretário-Geral libertou intelectuais “dissidentes” até então detidos, separou os quadros burocráticos comunistas do aparelho de Estado, valorizando a Presidência da URSS, e permitiu a realização de eleições livres e multipartidárias para o Executivo e o Legislativo da República Socialista Soviética da Rússia, o que levou ao poder Boris Ieltsin.
A transição de uma economia dirigida pelo Estado para uma regulada pelas forças de mercado implica um enorme custo social, pois demanda cortes de gastos sociais, fechamento de empresas improdutivas, desemprego e preços reais. Como não podia deixar de ocorrer, esta nova realidade econômica impôs enormes sacrifícios à população soviética que, agora gozando de liberdade de crítica, passou a contestar o regime. Gorbatchev cometeu o erro de, simultaneamente, alterar a economia e conceder liberdade aos cidadãos soviéticos, já que a democratização é um processo bem mais rápido do que as mudanças econômicas. Em certo sentido, a “Glasnost” atropelou a “Perestroika”. A crise soviética teve como conseqüência os movimentos emocratizantes nas “nações satélites”, como eram então chamados os países tutelados pela URSS. Em janeiro de 1989, o Partido Comunista da Hungria foi obrigado a aceitar o multipartidarismo; três meses depois, o sindicato Solidariedade, encabeçado pela Igreja Católica, foi legalizado na Polônia. Em seguida, manifestações populares levaram à renúncia de Eric Honecker, até então líder da República Democrática da Alemanha (Alemanha Oriental, de orientação comunista); em novembro do mesmo ano, era derrubado o Muro de Berlim, símbolo da divisão entre a Europa Ocidental,
capitalista, e a Europa do Leste, até então debaixo do tacão totalitário soviético, propiciando a reunificação da Alemanha, que fora dividida pelas nações aliadas vitoriosas na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
O processo de democratização se alastrou por todo o leste europeu e, sucessivamente, caíram os governos “socialistas” da Hungria, da Albânia, da Romênia, da Tcheco-Eslováquia e da Iugoslávia. Ao mesmo tempo, Moscou perdia o controle dos paises bálticos, a Estônia, Lituânia e Letônia.
Em agosto de 1991, Gorbatchev propõe o Tratado da União, que reformaria os vínculos entre as 15 repúblicas soviéticas no sentido de conceder a elas ampla autonomia. A “linha dura” (os radicais) do Partido Comunista rejeitaram o projeto e tentaram um golpe, que frustrado, levou à extinção da União Soviética, transformada, pelo acordo de Minsky, em Comunidade de Estados Independentes (CEI), à qual deram adesão oito repúblicas ex-soviéticas, com exceção dos paises bálticos. Consumava-se o colapso do SOREX.
O OUTRO SOCIALISMO
Ainda no século XIX, o movimento socialista conheceu correntes políticas antagônicas. Após 1917, emfunção da Revolução Russa, a ala mais radical do socialismo internacional passou a ser denominada de “comunista”, cujo “sistema nervoso central dirigente” foi a “Komintern” (“Terceira Internacional”), sediada em Moscou e orientadora dos partidos às comunistas mundiais, destinados a liderar a “revolução socialista planetária”. Contestando posições comunistas ortodoxas, a “Segunda Internacional”, cuja origem data do final do século XIX, congregava os partidos social-democratas, que negam a revolução operária como meio exclusivo para a criação da sociedade socialista. Para eles, o capitalismo poderia evoluir para o socialismo por meio de reformas econômicas e sociais progressivas. Em lugar da “revolução operária”, uma evolução através de pressões da sociedade civil em pról do igualitarismo e do controle dos governos e parlamentos das nações capitalistas pelos partidos socialistas. Em suma, as agremiações partidárias socialistas pregam um “capitalismo de face humana” pela criação de Estados previdenciários, nos quais a atuação dos governos se faria sentir na diluição das tensões sociais por meio duma ampla assistência social e da redistribuição da renda, custeadas pela alta tributação dos ganhos dos capitalistas. Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), este foi o “modelo” sócio-político-econômico adotado, com êxito, pela maioria dos países da Europa Ocidental, que assim eliminaram as enormes discrepâncias sociais, criando sociedades de “classes médias” e barrando o avanço dos partidos comunistas. Lamentavelmente, a social democracia implica enormes gastos públicos, pesada tributação – o que desestimula os investimentos e, portanto, onera a produção, encarecendo os produtos no mercado interno e dificultando as exportações – além de gerar cíclicos surtos inflacionários. Atualmente, os países europeus, temendo a competição econômica por parte dos EUA e da Ásia, vêm uscando reformular seus estados previdenciários para reduzir os custos sociais e, assim, ampliar a venda de seus produtos nos mercados internacionais.
SOLOS
1. Introdução
O solo (agrícola) é constituído por rocha intemperizada, ar, água e matéria orgânica, formando um mato que recobre a rocha em decomposição.
2. Intemperismo Físico ou Desagregação Mecânica Na superfície da crosta terrestre as rochas expostas estão sujeitas a grande variação diuturna e/ou anual de temperatura e, portanto, grande variação no seu volume, decorrente da dilatação e contração dos minerais que as constituem. Essa dinâmica rompe, divide a rocha em fragmentos cada vez menores.
3. Intemperismo ou Decomposição Química Decorre da reação química entre a rocha e soluções aquosas. Caso a rocha tenha sofrido prévio intemperismo físico, a decomposição química se acelera por atuar em fragmentos da rocha, ou seja, a superfície de contato aumenta.
O intemperismo (químico ou físico) está diretamente relacionado ao clima. Na região Amazônica, onde a pluviosidade é elevada e a amplitude térmica pequena, há intensa ação química. No Deserto do Saara, onde a pluviosidade é baixíssima e a variação diuturna de temperatura muito alta, há intensa ação física, decorrente da variação de temperatura.
Ao sofrer intemperismo a rocha adquire maior porosidade, com decorrente penetração de ar e água, o que cria condições propícias ao surgimento da vegetação e conseqüente fornecimento de matéria orgânica ao solo, aumentando cada vez mais a sua fertilidade.
4. Horizontes do Solo A matéria orgânica, fornecida pela flora e fauna decompostas, é encontrada principalmente na camada superior da massa rochosa intemperizada que, ao receber ar, água e matéria orgânica, transformou-se em solo agrícola. Essa camada superior é o Horizonte A. Logo abaixo, com espessura variável relacionada ao clima, encontramos rocha intemperizada, ar, água e pequena quantidade de matéria orgânica - Horizonte B. Em seguida, encontramos rocha em processo de decomposição - Horizonte C - e, finalmente, a rocha matriz - Horizonte D - que originou o manto de intemperismo, ou solo, que a recobre. Sob as mesmas condições climáticas, cada tipo de rocha origina um tipo de solo diferente, ligado à sua constituição mineralógica. Ex: Basalto - Terra Roxa. Gnaisse - Massapê
OBSERVAÇÃO : Solos sedimentares ou Aluvionais não apresentam horizontes.
5. Erosão Superficial Corresponde ao desgaste do solo e apresenta três fases:
Intemperismo - Transporte - Sedimentação. Depois de intemperizados, os fragmentos de rochas estão livres para serem transportados pela água que escorre pela superfície (erosão hídrica) ou pelo vento (erosão eólica). No Brasil, o escoamento superficial da água é o principal agente erosivo. À medida em que o horizonte A é o primeiro a ser desgastado, a erosão acaba com a fertilidade natural do solo.
A intensidade da erosão hídrica está diretamente ligada à velocidade de escoamento superficial da água; quanto maior a velocidade de escoamento, maior a capacidade da água transportar material em suspensão e, quanto menor a velocidade, mais intensa a sedimentação.
A velocidade de escoamento depende da declividade do terreno - em áreas planas a velocidade é baixa – e da densidade da cobertura vegetal. Em uma floresta a velocidade é baixa pois a água encontra muitos obstáculos (raízes, troncos, folhas) a sua frente e, portanto, a infiltração de água no solo é alta. Em uma área desmatada a velocidade de escoamento é alta e, portanto, a infiltração de água é pequena.
6. Conservação do Solo
a) Rotação e associação de culturas
Toda monocultura (A) mineraliza o solo pois a planta retira certos minerais (X) e repõe outros (Y).
Deve-se, temporariamente, substituir (ou associar) a cultura (A) por outra (B), que retire os minerais repostos por A e reponha no solo os minerais retirados.
b) Controle de Queimadas
A prática de queimada acaba com a matéria orgânica dos solos. Somente em casos especiais, na agricultura, deve-se praticar a queimada para acabar com doenças e pragas.
c) Plantio em curvas de nível e Terraceamento Curvas de nível são linhas que unem pontos com a mesma cota altimétrica.
Tal prática diminui a velocidade de escoamento superficial da água e, em decorrência, a erosão.
7. Erosão Vertical
A - Lixiviação - é a lavagem dos sais minerais hidrossolúveis (sódio, potássio, cálcio, entre outros),
praticada pela água que infiltra no solo, o que lhe retira fertilidade.
B - Laterização
a formação de uma crosta ferruginosa
a laterita, vulgarmente chamada Canga - via formação de hidróxidos de ferro e alumínio, o que chega a impedir a penetração de raízes no solo.
A lixiviação e a laterização são sérios problemas em solos de climas tropicais, onde o índice pluviométrico é elevado.
O solo (agrícola) é constituído por rocha intemperizada, ar, água e matéria orgânica, formando um mato que recobre a rocha em decomposição.
2. Intemperismo Físico ou Desagregação Mecânica Na superfície da crosta terrestre as rochas expostas estão sujeitas a grande variação diuturna e/ou anual de temperatura e, portanto, grande variação no seu volume, decorrente da dilatação e contração dos minerais que as constituem. Essa dinâmica rompe, divide a rocha em fragmentos cada vez menores.
3. Intemperismo ou Decomposição Química Decorre da reação química entre a rocha e soluções aquosas. Caso a rocha tenha sofrido prévio intemperismo físico, a decomposição química se acelera por atuar em fragmentos da rocha, ou seja, a superfície de contato aumenta.
O intemperismo (químico ou físico) está diretamente relacionado ao clima. Na região Amazônica, onde a pluviosidade é elevada e a amplitude térmica pequena, há intensa ação química. No Deserto do Saara, onde a pluviosidade é baixíssima e a variação diuturna de temperatura muito alta, há intensa ação física, decorrente da variação de temperatura.
Ao sofrer intemperismo a rocha adquire maior porosidade, com decorrente penetração de ar e água, o que cria condições propícias ao surgimento da vegetação e conseqüente fornecimento de matéria orgânica ao solo, aumentando cada vez mais a sua fertilidade.
4. Horizontes do Solo A matéria orgânica, fornecida pela flora e fauna decompostas, é encontrada principalmente na camada superior da massa rochosa intemperizada que, ao receber ar, água e matéria orgânica, transformou-se em solo agrícola. Essa camada superior é o Horizonte A. Logo abaixo, com espessura variável relacionada ao clima, encontramos rocha intemperizada, ar, água e pequena quantidade de matéria orgânica - Horizonte B. Em seguida, encontramos rocha em processo de decomposição - Horizonte C - e, finalmente, a rocha matriz - Horizonte D - que originou o manto de intemperismo, ou solo, que a recobre. Sob as mesmas condições climáticas, cada tipo de rocha origina um tipo de solo diferente, ligado à sua constituição mineralógica. Ex: Basalto - Terra Roxa. Gnaisse - Massapê
OBSERVAÇÃO : Solos sedimentares ou Aluvionais não apresentam horizontes.
5. Erosão Superficial Corresponde ao desgaste do solo e apresenta três fases:
Intemperismo - Transporte - Sedimentação. Depois de intemperizados, os fragmentos de rochas estão livres para serem transportados pela água que escorre pela superfície (erosão hídrica) ou pelo vento (erosão eólica). No Brasil, o escoamento superficial da água é o principal agente erosivo. À medida em que o horizonte A é o primeiro a ser desgastado, a erosão acaba com a fertilidade natural do solo.
A intensidade da erosão hídrica está diretamente ligada à velocidade de escoamento superficial da água; quanto maior a velocidade de escoamento, maior a capacidade da água transportar material em suspensão e, quanto menor a velocidade, mais intensa a sedimentação.
A velocidade de escoamento depende da declividade do terreno - em áreas planas a velocidade é baixa – e da densidade da cobertura vegetal. Em uma floresta a velocidade é baixa pois a água encontra muitos obstáculos (raízes, troncos, folhas) a sua frente e, portanto, a infiltração de água no solo é alta. Em uma área desmatada a velocidade de escoamento é alta e, portanto, a infiltração de água é pequena.
6. Conservação do Solo
a) Rotação e associação de culturas
Toda monocultura (A) mineraliza o solo pois a planta retira certos minerais (X) e repõe outros (Y).
Deve-se, temporariamente, substituir (ou associar) a cultura (A) por outra (B), que retire os minerais repostos por A e reponha no solo os minerais retirados.
b) Controle de Queimadas
A prática de queimada acaba com a matéria orgânica dos solos. Somente em casos especiais, na agricultura, deve-se praticar a queimada para acabar com doenças e pragas.
c) Plantio em curvas de nível e Terraceamento Curvas de nível são linhas que unem pontos com a mesma cota altimétrica.
Tal prática diminui a velocidade de escoamento superficial da água e, em decorrência, a erosão.
7. Erosão Vertical
A - Lixiviação - é a lavagem dos sais minerais hidrossolúveis (sódio, potássio, cálcio, entre outros),
praticada pela água que infiltra no solo, o que lhe retira fertilidade.
B - Laterização
a formação de uma crosta ferruginosa
a laterita, vulgarmente chamada Canga - via formação de hidróxidos de ferro e alumínio, o que chega a impedir a penetração de raízes no solo.
A lixiviação e a laterização são sérios problemas em solos de climas tropicais, onde o índice pluviométrico é elevado.
BRASIL - O RELEVO SUBMARINO
1. Introdução
O relevo submarino é subdividido em quatro partes: Plataforma continental, Talude, Região Abissal e Região Pelágica.
Plataforma Continental
É a continuação do continente (SIAL), mesmo submerso. Possui profundidade média de 0 a 200 m, o que significa que a luz solar infiltra-se na água, o que gera condições propícias à atividade biológica e ocasiona uma enorme importância econômica - a PESCA. Há também, na plataforma continental, a ocorrência de petróleo.
Talude
Desnível abrupto de 2 a 3 km. É o fim do continente.
Região Abissal
Quando ocorre aparece junto ao talude e corresponde às fossas marinhas.
Região Pelágica
SIMA - é o relevo submarino propriamente dito, com planícies, montanhas e depressões.
Surgem aqui as ilhas oceânicas:
- Vulcânicas, como Fernando de Noronha
- Coralígenas, como o Atol das Rocas
2. Litoral
Corresponde à zona de contato entre o oceano e o continente; em permanente movimento, possui variação de altura - as marés, que são influenciadas pela Lua.
Quando, durante o movimento das águas oceânicas, a sedimentação supera o desgaste, surgem as praias, recifes e restingas. Quando o desgaste (erosão) supera a sedimentação, surgem as falésias (cristalinas ou sedimentares).
Restinga:
O litoral brasileiro é pouco recortado. Esse fato ocorre em função da pobreza em glaciações quaternárias que atuaram intensamente nas zonas temperadas do globo. O poder erosivo das geleiras é imenso.
O litoral norte brasileiro apresenta a plataforma continental mais larga, pois muitos rios (entre eles o Amazonas), ali deságuam, despejando uma quantidade enorme de sedimentos.
O litoral nordestino possui a mais estreita plataforma continental.
Principais lagoas costeiras: dos Patos e Mirim (RS); Conceição (SC); Araruama (RJ).
Ilhas Costeiras Continentais: Santa Catarina (Florianópolis); São Francisco (SC); São Sebastião (Ilha Bela); Santo Amaro (Guarujá).
Ilha Costeira Aluvial: Marajó.
Ilha Vulcânica: Fernando de Noronha.
Baías: Todos os Santos (BA); Guanabara (RJ); Paranaguá (PR); Laguna (SC); Angra dos Reis e Parati (RJ).
O relevo submarino é subdividido em quatro partes: Plataforma continental, Talude, Região Abissal e Região Pelágica.
Plataforma Continental
É a continuação do continente (SIAL), mesmo submerso. Possui profundidade média de 0 a 200 m, o que significa que a luz solar infiltra-se na água, o que gera condições propícias à atividade biológica e ocasiona uma enorme importância econômica - a PESCA. Há também, na plataforma continental, a ocorrência de petróleo.
Talude
Desnível abrupto de 2 a 3 km. É o fim do continente.
Região Abissal
Quando ocorre aparece junto ao talude e corresponde às fossas marinhas.
Região Pelágica
SIMA - é o relevo submarino propriamente dito, com planícies, montanhas e depressões.
Surgem aqui as ilhas oceânicas:
- Vulcânicas, como Fernando de Noronha
- Coralígenas, como o Atol das Rocas
2. Litoral
Corresponde à zona de contato entre o oceano e o continente; em permanente movimento, possui variação de altura - as marés, que são influenciadas pela Lua.
Quando, durante o movimento das águas oceânicas, a sedimentação supera o desgaste, surgem as praias, recifes e restingas. Quando o desgaste (erosão) supera a sedimentação, surgem as falésias (cristalinas ou sedimentares).
Restinga:
O litoral brasileiro é pouco recortado. Esse fato ocorre em função da pobreza em glaciações quaternárias que atuaram intensamente nas zonas temperadas do globo. O poder erosivo das geleiras é imenso.
O litoral norte brasileiro apresenta a plataforma continental mais larga, pois muitos rios (entre eles o Amazonas), ali deságuam, despejando uma quantidade enorme de sedimentos.
O litoral nordestino possui a mais estreita plataforma continental.
Principais lagoas costeiras: dos Patos e Mirim (RS); Conceição (SC); Araruama (RJ).
Ilhas Costeiras Continentais: Santa Catarina (Florianópolis); São Francisco (SC); São Sebastião (Ilha Bela); Santo Amaro (Guarujá).
Ilha Costeira Aluvial: Marajó.
Ilha Vulcânica: Fernando de Noronha.
Baías: Todos os Santos (BA); Guanabara (RJ); Paranaguá (PR); Laguna (SC); Angra dos Reis e Parati (RJ).
ESTRUTURAS GEOLÓGICAS E ROCHAS
Antes de conhecermos o relevo do Brasil é necessário uma breve análise de algumas noções de geologia e geomorfologia. Vamos repassar brevemente a formação e evolução do Planeta Terra, especialmente quanto aos eventos geológicos. Além disso vamos rever os tipos de rochas e estruturas geológicas.
Rochas
As rochas são agregados de minerais, de um ou vários tipos. Os minerais são compostos químicos, geralmente inorgânicos, com uma determinada composição química. Exemplos:
* Quartzo - SiO2
*Hematita - Fe2O3
* Calcita - CaCO3
*Calcopirita - CuFeS2
* Magnetita - Fe3O4
*Galena - PbS
Caso os minerais apresentem valor econômico e possam ser extraídos (encontrados
em jazidas comercialmente viáveis) serão chamados de minérios. Na Serra dos Carajás registram-se várias jazidas de minérios com elevada concentração: ferro, manganês, cobre...
Tipos de rochas:
Magmáticas : são aquelas que resultam do processo de solidificação do magma. Podem ser classificadas em Plutônicas ou Vulcânicas.
*Plutônicas ou Intrusivas : a solidificação do magma ocorre no interior do planeta em um processo lento de resfriamento o que permite a formação de cristais. Exemplos: granito, sienito e gabro.
*Vulcânicas ou Extrusivas : a solidificação do magma ocorre na superfície, após o extravasamento do magma. O processo de resfriamento é lento e não forma cristais.
Exemplos: basalto, diabásio e andesito.
Sedimentares : são resultantes da consolidação de sedimentos que se depositam em áreas rebaixadas. Esses sedimentos podem ser oriundos da destruição erosiva de qualquer tipo de rocha ou material originário de atividades biológicas.
Podem apresentar camadas que denunciam as várias fases de sedimentação. Exemplos: arenito, argilito e calcário.
Metamórficas : através da ação e das modificações nas condições de pressão e
temperatura, pode ocorrer uma reestruturação dos minerais que compõem as rochas dando origem ao que chamamos de rochas metamórficas, podendo ou não alterar sua
composição mineralógica. Exemplos: quartzito, mármore e gnaisse.
Estruturas Geológicas
Podemos identificar no mundo três estruturas geológicas que apresentamos abaixo.
As grandes estruturas geológicas do globo são resultantes da atuação de fatores endógenos (do interior da crosta) como o vulcanismo, abalos sísmicos ou terremotos e movimentos tectônicos:
dobramentos, que ocorrem por pressões laterais na crosta terrestre em rochas com plasticidade, e os falhamentos geológicos, por pressões verticais em rochas mais duras. Além disso a atuação de fatores exógenos (que atuam na superfície) como
os ventos, geleiras, chuvas, rios, contribuem para definir as formas do relevo. As rochas, uma vez expostas na superfície, são alteradas pelo intemperismo físico (variação térmica), intemperismo químico (atuação da água) e biológico (seres vivos). A camada de alteração superficial das rochas chama-se manto ou regolito e a evolução desse processo dá origem aos solos.
Conheça as estruturas geológicas:
Dobramentos modernos: no Período Terciário da Era Cenozóica, violentas pressões sobre a crosta terrestre dobraram rochas plásticas formando montanhas que, agrupadas, deram origem às cordilheiras.
Escudos cristalinos: muito antigos (Era Précambriana), formados por rochas cristalinas, formam a base rochosa dos continentes. São estruturas resistentes e estáveis que originam os núcleos cristalinos quando surgem na superfície.
Bacias sedimentares: áreas antigamente rebaixadas que foram preenchidas por
sedimentos. As Bacias mais antigas (Paleomesozóico) podem ter sido soerguidas e erodidas aparecendo em planaltos, enquanto as mais jovens (Cenozóico) formam planícies ou aparecem em depressões.
ERAS GEOLÓGICAS
Observe abaixo as Eras Geológicas e os principais eventos que nos interessam
QUATERNÁRIO – glaciações – surgimento do homem – sedimentação muito recente nos litorais e bacias hidrográficas
CENOZÓICA 60 milhões de anos
TERCIÁRIO – cadeias de montanhas – definição dos atuais continentes – bacias
sedimentares recentes
MESOZÓICA 220 milhões de anos
intenso vulcanismo – formação de rochas vulcânicas – grandes répteis e aves – bacias
sedimentares – migração dos continentes
PALEOZÓICA 600 milhões de anos
formação de rochas sedimentares – formação de jazidas de carvão com o soterramento de grandes florestas – bacias sedimentares mais antigas –vida marítima, anfíbia e terrestre – fragmentação de continentes
PROTEROZÓICA – 2 bilhões de anos formação de rochas metamórficas – primeiros
seres vivos (muito primitivos) – formação dos escudos cristalinos e jazidas de minerais metálicos
ARQUEOZÓICA – 5 bilhões de anos
início de formação do planeta – formação das primeirasrochas (magmáticas) – ausência de fósseis
Características gerais do relevo brasileiro:
O relevo brasileiro é de formação antiga em sua base (100% cristalina). Já foi muito
desgastado pela erosão, apresenta altitudes moderadas, não sofreu a atuação dos
dobramentos modernos, não apresenta vulcões ativos ou terremotos de grande intensidade. É estável e dominado por planaltos, planícies e depressões. Em sua superfície encontramos 60% de rochas sedimentares (importante porque podem apresentar ocorrência de combustíveis fósseis), 36% de rochas cristalinas, onde
encontramos jazidas de minérios (correspondendo a aproximadamente 4% de terrenos cristalinos do Proterozóico) e 4% de rochas vulcânicas, onde se destaca o solo terra-roxa, resultante da decomposição do basalto. Encontramos também
em nosso relevo as cuestas, chapadas, escarpas de planalto, inselbergs e pediplanos.
Planaltos - superfícies relativamente planas onde predomina o processo de erosão. São delimitados por escarpas freqüentemente chamadas de serras. Geralmente localizados acima de 200 m de altitude.
Planícies - superfícies aplainadas formadas por sedimentação e de baixa altitude (geralmente abaixo de 200 m de altitude) .
Depressões - formas de relevo mais baixas do que as regiões vizinhas. Podem ser absolutas, quando abaixo do nível do mar, ou relativas, quando acima do nível do mar.
Chapadas - forma planáltica de superfície aplainada (tabular) e encostas de declive
acentuado ou quase verticais.
Cuestas - relevo dissimétrico formado por diferentes camadas de rochas (basalto sobre
arenito) com uma porção frontal (front) côncava e inclinada e uma porção posterior (reverso) de declive suave. À sua frente podem aparecer morros testemunhos que indicam a posição da cuesta em tempos passados.
Pediplanos - superfícies muito aplainadas e muito erodidas típicas de regiões com clima de reduzida umidade.
Inselbergs - formas residuais que se destacam em meio aos pediplanos do sertão e que
resistiram à erosão devido à composição de suas rochas.
Montanhas - elevações do relevo resultantes de movimentos da crosta como os falhamentos em estruturas cristalinas (montanhas antigas) ou dobramentos (montanhas jovens). Um agrupamento de montanhas constitui uma serra que, se muito extensa e elevada, é chamada de cordilheira.
CUESTA (Observe o front e o reverso)
CHAPADA (topo aplainado, lados abruptos)
MAR DE MORROS (relevo ondulado)
Rochas
As rochas são agregados de minerais, de um ou vários tipos. Os minerais são compostos químicos, geralmente inorgânicos, com uma determinada composição química. Exemplos:
* Quartzo - SiO2
*Hematita - Fe2O3
* Calcita - CaCO3
*Calcopirita - CuFeS2
* Magnetita - Fe3O4
*Galena - PbS
Caso os minerais apresentem valor econômico e possam ser extraídos (encontrados
em jazidas comercialmente viáveis) serão chamados de minérios. Na Serra dos Carajás registram-se várias jazidas de minérios com elevada concentração: ferro, manganês, cobre...
Tipos de rochas:
Magmáticas : são aquelas que resultam do processo de solidificação do magma. Podem ser classificadas em Plutônicas ou Vulcânicas.
*Plutônicas ou Intrusivas : a solidificação do magma ocorre no interior do planeta em um processo lento de resfriamento o que permite a formação de cristais. Exemplos: granito, sienito e gabro.
*Vulcânicas ou Extrusivas : a solidificação do magma ocorre na superfície, após o extravasamento do magma. O processo de resfriamento é lento e não forma cristais.
Exemplos: basalto, diabásio e andesito.
Sedimentares : são resultantes da consolidação de sedimentos que se depositam em áreas rebaixadas. Esses sedimentos podem ser oriundos da destruição erosiva de qualquer tipo de rocha ou material originário de atividades biológicas.
Podem apresentar camadas que denunciam as várias fases de sedimentação. Exemplos: arenito, argilito e calcário.
Metamórficas : através da ação e das modificações nas condições de pressão e
temperatura, pode ocorrer uma reestruturação dos minerais que compõem as rochas dando origem ao que chamamos de rochas metamórficas, podendo ou não alterar sua
composição mineralógica. Exemplos: quartzito, mármore e gnaisse.
Estruturas Geológicas
Podemos identificar no mundo três estruturas geológicas que apresentamos abaixo.
As grandes estruturas geológicas do globo são resultantes da atuação de fatores endógenos (do interior da crosta) como o vulcanismo, abalos sísmicos ou terremotos e movimentos tectônicos:
dobramentos, que ocorrem por pressões laterais na crosta terrestre em rochas com plasticidade, e os falhamentos geológicos, por pressões verticais em rochas mais duras. Além disso a atuação de fatores exógenos (que atuam na superfície) como
os ventos, geleiras, chuvas, rios, contribuem para definir as formas do relevo. As rochas, uma vez expostas na superfície, são alteradas pelo intemperismo físico (variação térmica), intemperismo químico (atuação da água) e biológico (seres vivos). A camada de alteração superficial das rochas chama-se manto ou regolito e a evolução desse processo dá origem aos solos.
Conheça as estruturas geológicas:
Dobramentos modernos: no Período Terciário da Era Cenozóica, violentas pressões sobre a crosta terrestre dobraram rochas plásticas formando montanhas que, agrupadas, deram origem às cordilheiras.
Escudos cristalinos: muito antigos (Era Précambriana), formados por rochas cristalinas, formam a base rochosa dos continentes. São estruturas resistentes e estáveis que originam os núcleos cristalinos quando surgem na superfície.
Bacias sedimentares: áreas antigamente rebaixadas que foram preenchidas por
sedimentos. As Bacias mais antigas (Paleomesozóico) podem ter sido soerguidas e erodidas aparecendo em planaltos, enquanto as mais jovens (Cenozóico) formam planícies ou aparecem em depressões.
ERAS GEOLÓGICAS
Observe abaixo as Eras Geológicas e os principais eventos que nos interessam
QUATERNÁRIO – glaciações – surgimento do homem – sedimentação muito recente nos litorais e bacias hidrográficas
CENOZÓICA 60 milhões de anos
TERCIÁRIO – cadeias de montanhas – definição dos atuais continentes – bacias
sedimentares recentes
MESOZÓICA 220 milhões de anos
intenso vulcanismo – formação de rochas vulcânicas – grandes répteis e aves – bacias
sedimentares – migração dos continentes
PALEOZÓICA 600 milhões de anos
formação de rochas sedimentares – formação de jazidas de carvão com o soterramento de grandes florestas – bacias sedimentares mais antigas –vida marítima, anfíbia e terrestre – fragmentação de continentes
PROTEROZÓICA – 2 bilhões de anos formação de rochas metamórficas – primeiros
seres vivos (muito primitivos) – formação dos escudos cristalinos e jazidas de minerais metálicos
ARQUEOZÓICA – 5 bilhões de anos
início de formação do planeta – formação das primeirasrochas (magmáticas) – ausência de fósseis
Características gerais do relevo brasileiro:
O relevo brasileiro é de formação antiga em sua base (100% cristalina). Já foi muito
desgastado pela erosão, apresenta altitudes moderadas, não sofreu a atuação dos
dobramentos modernos, não apresenta vulcões ativos ou terremotos de grande intensidade. É estável e dominado por planaltos, planícies e depressões. Em sua superfície encontramos 60% de rochas sedimentares (importante porque podem apresentar ocorrência de combustíveis fósseis), 36% de rochas cristalinas, onde
encontramos jazidas de minérios (correspondendo a aproximadamente 4% de terrenos cristalinos do Proterozóico) e 4% de rochas vulcânicas, onde se destaca o solo terra-roxa, resultante da decomposição do basalto. Encontramos também
em nosso relevo as cuestas, chapadas, escarpas de planalto, inselbergs e pediplanos.
Planaltos - superfícies relativamente planas onde predomina o processo de erosão. São delimitados por escarpas freqüentemente chamadas de serras. Geralmente localizados acima de 200 m de altitude.
Planícies - superfícies aplainadas formadas por sedimentação e de baixa altitude (geralmente abaixo de 200 m de altitude) .
Depressões - formas de relevo mais baixas do que as regiões vizinhas. Podem ser absolutas, quando abaixo do nível do mar, ou relativas, quando acima do nível do mar.
Chapadas - forma planáltica de superfície aplainada (tabular) e encostas de declive
acentuado ou quase verticais.
Cuestas - relevo dissimétrico formado por diferentes camadas de rochas (basalto sobre
arenito) com uma porção frontal (front) côncava e inclinada e uma porção posterior (reverso) de declive suave. À sua frente podem aparecer morros testemunhos que indicam a posição da cuesta em tempos passados.
Pediplanos - superfícies muito aplainadas e muito erodidas típicas de regiões com clima de reduzida umidade.
Inselbergs - formas residuais que se destacam em meio aos pediplanos do sertão e que
resistiram à erosão devido à composição de suas rochas.
Montanhas - elevações do relevo resultantes de movimentos da crosta como os falhamentos em estruturas cristalinas (montanhas antigas) ou dobramentos (montanhas jovens). Um agrupamento de montanhas constitui uma serra que, se muito extensa e elevada, é chamada de cordilheira.
CUESTA (Observe o front e o reverso)
CHAPADA (topo aplainado, lados abruptos)
MAR DE MORROS (relevo ondulado)
REGIÕES DA ÁFRICA
ÁFRICA SETENTRIONAL
ÁREA - 5.600.000 km2
POPULAÇÃO - 110.000.000 de habitantes
MAIORES CONCENTRAÇÕES DEMOGRÁFICAS - no litoral do Maghreb (que significa “região ocidental”, compreendendo Argélia, Líbia, Marrocos, Mauritânia e Tunísia) e o Vale do Nilo
ECONOMIA - agropecuária: no Maghreb, cereais, figueiras, oliveiras e pastoreio nômade de camelos, bovinos e caprinos; nas planícies, como conseqüência da ocupação francesa desenvolve-se uma agricultura comercial, destacando-se oliveiras, videiras, trigo, ameixeiras, tamareiras e palmeiras oleaginosas; no Vale do Nilo temos a produção de algodão e cana-de-açúcar para o mercado externo.
No Egito, a construção das hidrelétricas de Assuã e Assiut, se puseram fim às enchentes do Nilo, provocaram danos ao meio ambiente e o término da agricultura tradicional, levando milhares de pequenos camponeses, que praticavam uma agricultura de subsistência, a abandonar suas terras e migrar para as cidades
RECURSOS MINERAIS - petróleo e gás natural (na Argélia e na Líbia, nações filiadas à Organização de Produtores e Exportadores de Petróleo (OPEP)); fosfato (Líbia e Argélia); ferro (Tunísia e Marrocos) e potássio (Egito, Tunísia, Marrocos e Argélia)
ÁFRICA MERIDIONAL
A África Meridional ou Austral compreende os seguintes países: África do Sul, Botsuana, Lesoto, Namíbia e Swazilândia.
REPÚBLICA DA ÁFRICA DO SUL
CAPITAL - Pretória
ÁREA - 1.221.037 km2
POPULAÇÃO - 40 milhões de habitantes
FORMAÇÃO ÉTNICA - negros (68%); brancos (18%), mestiços (10%) e asiáticos (4%)
CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO - entre os brancos: 0,7% ao ano (natalidade - 14,9 por mil habitantes; mortalidade – 7,8 por mil habitantes); entre os negros: 2,8% (natalidade – 40 por mil habitantes; mortalidade – 12 por mil habitantes)
LÍNGUAS - afrikaner, inglês, xhosa, zulu e sotho
MOEDA - rand
ESTRUTURA POLÍTICA - República Presidencialista
CHEFE DE ESTADO - o Presidente Thabo Mbeki (Partido do Congresso Nacional Africano), que sucedeu ao grande líder Nelson Mandela
ANALFABETISMO - 14,3% entre os homens e 15,8% entre as mulheres
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 51,4%
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU - 18,8%
PIB - 360 bilhões de dólares
PIB POR HABITANTE - 8.500 dólares
POPULAÇÃO ATIVA - 16,1% (agricultura – 9,6%; indústria – 32,8%; serviços – 55%)
INFLAÇÃO - 5,2% ao ano
AGROPECUÁRIA - milho, arroz e mandioca; bovinos e caprinos
RECURSOS MINERAIS - ouro (maior produto mundial); diamante (maior produto mundial), manganês (segundo produtor mundial); urânio (terceiro produtor mundial), carvão (sétimo produto mundial), ferro (oitavo produtor mundial)
INDÚSTRIA - têxtil, alimentícia, metalúrgica, química, automobilística e naval
ÁFRICA: CONSIDERAÇÕES FINAIS
Desde a elaboração, ainda na década de 50, do conceito de “revolução africana”, cujo grande teórico foi o sociólogo Frantz Fanon, a evolução do Continente conheceu as seguintes etapas: uma breve euforia pós-independência, a instauração de partidos únicos ou a tomada do poder por militares, ampla estatização da economia, esperança de democratização que, infelizmente, não foi cumprida pois, hoje, o cenário político da África volta a conhecer restaurações autoritárias tendo como pano de fundo violências e crises de identidade. Para o futuro, a grande incógnita é saber se o Continente copiará o exemplo da África do Sul, que conseguiu uma reconciliação nacional após séculos de dominação colonial e discriminação racial institucionalizada, ou afundará de vez na miséria, no caos, no obscurantismo e no sangue. Mais que nunca, a África é um “Continente esquecido” pelas grandes potências mundiais. De fato, enquanto perdurou a “Guerra Fria”, o solo africano foi palco de conflitos tribais travestidos de luta ideológica entre formações sociais populistas e outras que apregoavam o capitalismo e a democracia liberais. Hoje, num mundo marcado pela hegemonia norte-americana e pelo discurso neoliberal, a África quase nada representa.
Após a “revolução” liderada por Laurent-Désiré Kabila, no ex-Zaire (atualmente República Democrática do Congo), surgiu um terceiro modelo político-econômico que, transcendendo o nacionalismo socializante e os projetos de democracia liberal de base capitalista, fundiu o autoritarismo com o liberalismo econômico. Essa zona de fusão dos dois “modelos” se revelou um vasto campo de batalha de uma guerra regional de esdrúxulas coligações. Para as etnias Hutu e Tutsi, a região dos Grandes Lagos nada mais é do que o cenário para um conflito presidido pela lógica do extermínio genocida.
Se antes, o slogan “a África para os africanos” inspirara a descolonização libertária e reformista, hoje ele serve aos interesses ocidentais, que, exclusivamente consistem na exploração dos recursos locais e na venda de serviços e produtos tecnologicamente sofisticados (notadamente na área das telecomunicações), apregoam que o desenvolvimento do Continente Negro é uma questão meramente africana. Podemos resumir a posição ocidental como a de “trade not aid” (“comércio, não ajuda”). Ignorando a triste realidade africana, os países desenvolvidos realçam o conceito de que o desenvolvimento africano, um problema local, só será resolvido pela integração do Continente na globalização.
ÁREA - 5.600.000 km2
POPULAÇÃO - 110.000.000 de habitantes
MAIORES CONCENTRAÇÕES DEMOGRÁFICAS - no litoral do Maghreb (que significa “região ocidental”, compreendendo Argélia, Líbia, Marrocos, Mauritânia e Tunísia) e o Vale do Nilo
ECONOMIA - agropecuária: no Maghreb, cereais, figueiras, oliveiras e pastoreio nômade de camelos, bovinos e caprinos; nas planícies, como conseqüência da ocupação francesa desenvolve-se uma agricultura comercial, destacando-se oliveiras, videiras, trigo, ameixeiras, tamareiras e palmeiras oleaginosas; no Vale do Nilo temos a produção de algodão e cana-de-açúcar para o mercado externo.
No Egito, a construção das hidrelétricas de Assuã e Assiut, se puseram fim às enchentes do Nilo, provocaram danos ao meio ambiente e o término da agricultura tradicional, levando milhares de pequenos camponeses, que praticavam uma agricultura de subsistência, a abandonar suas terras e migrar para as cidades
RECURSOS MINERAIS - petróleo e gás natural (na Argélia e na Líbia, nações filiadas à Organização de Produtores e Exportadores de Petróleo (OPEP)); fosfato (Líbia e Argélia); ferro (Tunísia e Marrocos) e potássio (Egito, Tunísia, Marrocos e Argélia)
ÁFRICA MERIDIONAL
A África Meridional ou Austral compreende os seguintes países: África do Sul, Botsuana, Lesoto, Namíbia e Swazilândia.
REPÚBLICA DA ÁFRICA DO SUL
CAPITAL - Pretória
ÁREA - 1.221.037 km2
POPULAÇÃO - 40 milhões de habitantes
FORMAÇÃO ÉTNICA - negros (68%); brancos (18%), mestiços (10%) e asiáticos (4%)
CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO - entre os brancos: 0,7% ao ano (natalidade - 14,9 por mil habitantes; mortalidade – 7,8 por mil habitantes); entre os negros: 2,8% (natalidade – 40 por mil habitantes; mortalidade – 12 por mil habitantes)
LÍNGUAS - afrikaner, inglês, xhosa, zulu e sotho
MOEDA - rand
ESTRUTURA POLÍTICA - República Presidencialista
CHEFE DE ESTADO - o Presidente Thabo Mbeki (Partido do Congresso Nacional Africano), que sucedeu ao grande líder Nelson Mandela
ANALFABETISMO - 14,3% entre os homens e 15,8% entre as mulheres
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 51,4%
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU - 18,8%
PIB - 360 bilhões de dólares
PIB POR HABITANTE - 8.500 dólares
POPULAÇÃO ATIVA - 16,1% (agricultura – 9,6%; indústria – 32,8%; serviços – 55%)
INFLAÇÃO - 5,2% ao ano
AGROPECUÁRIA - milho, arroz e mandioca; bovinos e caprinos
RECURSOS MINERAIS - ouro (maior produto mundial); diamante (maior produto mundial), manganês (segundo produtor mundial); urânio (terceiro produtor mundial), carvão (sétimo produto mundial), ferro (oitavo produtor mundial)
INDÚSTRIA - têxtil, alimentícia, metalúrgica, química, automobilística e naval
ÁFRICA: CONSIDERAÇÕES FINAIS
Desde a elaboração, ainda na década de 50, do conceito de “revolução africana”, cujo grande teórico foi o sociólogo Frantz Fanon, a evolução do Continente conheceu as seguintes etapas: uma breve euforia pós-independência, a instauração de partidos únicos ou a tomada do poder por militares, ampla estatização da economia, esperança de democratização que, infelizmente, não foi cumprida pois, hoje, o cenário político da África volta a conhecer restaurações autoritárias tendo como pano de fundo violências e crises de identidade. Para o futuro, a grande incógnita é saber se o Continente copiará o exemplo da África do Sul, que conseguiu uma reconciliação nacional após séculos de dominação colonial e discriminação racial institucionalizada, ou afundará de vez na miséria, no caos, no obscurantismo e no sangue. Mais que nunca, a África é um “Continente esquecido” pelas grandes potências mundiais. De fato, enquanto perdurou a “Guerra Fria”, o solo africano foi palco de conflitos tribais travestidos de luta ideológica entre formações sociais populistas e outras que apregoavam o capitalismo e a democracia liberais. Hoje, num mundo marcado pela hegemonia norte-americana e pelo discurso neoliberal, a África quase nada representa.
Após a “revolução” liderada por Laurent-Désiré Kabila, no ex-Zaire (atualmente República Democrática do Congo), surgiu um terceiro modelo político-econômico que, transcendendo o nacionalismo socializante e os projetos de democracia liberal de base capitalista, fundiu o autoritarismo com o liberalismo econômico. Essa zona de fusão dos dois “modelos” se revelou um vasto campo de batalha de uma guerra regional de esdrúxulas coligações. Para as etnias Hutu e Tutsi, a região dos Grandes Lagos nada mais é do que o cenário para um conflito presidido pela lógica do extermínio genocida.
Se antes, o slogan “a África para os africanos” inspirara a descolonização libertária e reformista, hoje ele serve aos interesses ocidentais, que, exclusivamente consistem na exploração dos recursos locais e na venda de serviços e produtos tecnologicamente sofisticados (notadamente na área das telecomunicações), apregoam que o desenvolvimento do Continente Negro é uma questão meramente africana. Podemos resumir a posição ocidental como a de “trade not aid” (“comércio, não ajuda”). Ignorando a triste realidade africana, os países desenvolvidos realçam o conceito de que o desenvolvimento africano, um problema local, só será resolvido pela integração do Continente na globalização.
OS CENÁRIOS GEOPOLÍTICOS DO PÓS-GUERRA FRIA
Com o colapso do SOREX e o término da “Guerra Fria” (o conflito político e ideológico entre os “blocos”capitalista e socialista ), os teóricos das relações internacionais passaram a elaborar os possíveis cenários geopolíticos para o século XXI. Quatro são, nos dias de hoje, as propostas esboçadas pelos analistas ternacionais:
- “um só mundo”— para alguns, o fim da “era das ideologias”, em função da extinção da União Soviética, tenderá a criar um mundo harmônico, crescentemente próspero em razão da “globalização” e culturalmente unido pela definitiva vitória do modelo sócio-econômico baseado no mercado e no consumo de bens gerados, majoritariamente, pela indústria norte-americana;
- “nós e os outros” – outros estudiosos acreditam que os antigos conflitos ideológicos entre posições ditas de “esquerda” e “direita” estão sendo substituídos por confrontos entre realidades culturais diferentes. Estas, atualmente, são a “ cristã ocidental” ( dominante nos Estados Unidos da América e na Europa do oeste) ; a “ muçulmana” (prevalecente em todo o “arco islâmico” que compreende as regiões entre o Marrocos e as Filipinas, abrangendo inúmeras etnias,tais como árabes, persas, indianos,etc.);a “cristã ortodoxa”, imperante no leste europeu; a“hinduísta”, religião seguida pela maioria da população indiana; a “latino – americana”, caracterizada pela miscigenação e por uma religiosidade sincrética modelada pela interpenetração de conceitos e ritos católicos e africanos; a “chinesa”, originariamente plasmada pelo confucionismo e hoje experimentando um curioso e paradoxal “socialismo de mercado”; a “nipônica” e, por fim, a cultura da “África Negra”. Assim, o século XXI, pelo menos no seu início, conheceria conflitos ntre cristãos e mulçumanos, hinduístas versus islâmicos do Paquistão, “cristãos ortodoxos” contra católicos e assim por diante;
-o “realismo” – os adeptos da “Escola Realista” das relações internacionais acreditam que, apesar do surgimento de outros “donos do poder” ( empresas transnacionais, e companhias de telecomunicação m escala mundial, etc ), os Estados Nacionais e seus interesses continuarão sendo, ainda por um longo tempo, os agentes fundamentais das ações e conflitos internacionais;
- “caos total” – por fim, há também analistas que defendem a idéia de que a bipolaridade de poder Estados Unidos e União Soviética - , reinante ao longo da “Guerra Fria”, disciplinava as relações internacionais. Noutros termos, Washington e Moscou impunham freios a eventuais delírios aventureiros de líderes e nações situados em suas respectivas órbitas. Hoje, o desaparecimento da URSS, que deu lugar a uma Rússia debilitada, o planeta, cada vez mais, será palco de conflitos desfechados por potencias regionais. Guerras como as do Golfo ( 1990 – 1991 ), quando o Iraque
invadiu o Kuwait, e as da Península Balcânica talvez não teriam ocorrido se a União Soviética ainda fosse uma superpotência.
- “um só mundo”— para alguns, o fim da “era das ideologias”, em função da extinção da União Soviética, tenderá a criar um mundo harmônico, crescentemente próspero em razão da “globalização” e culturalmente unido pela definitiva vitória do modelo sócio-econômico baseado no mercado e no consumo de bens gerados, majoritariamente, pela indústria norte-americana;
- “nós e os outros” – outros estudiosos acreditam que os antigos conflitos ideológicos entre posições ditas de “esquerda” e “direita” estão sendo substituídos por confrontos entre realidades culturais diferentes. Estas, atualmente, são a “ cristã ocidental” ( dominante nos Estados Unidos da América e na Europa do oeste) ; a “ muçulmana” (prevalecente em todo o “arco islâmico” que compreende as regiões entre o Marrocos e as Filipinas, abrangendo inúmeras etnias,tais como árabes, persas, indianos,etc.);a “cristã ortodoxa”, imperante no leste europeu; a“hinduísta”, religião seguida pela maioria da população indiana; a “latino – americana”, caracterizada pela miscigenação e por uma religiosidade sincrética modelada pela interpenetração de conceitos e ritos católicos e africanos; a “chinesa”, originariamente plasmada pelo confucionismo e hoje experimentando um curioso e paradoxal “socialismo de mercado”; a “nipônica” e, por fim, a cultura da “África Negra”. Assim, o século XXI, pelo menos no seu início, conheceria conflitos ntre cristãos e mulçumanos, hinduístas versus islâmicos do Paquistão, “cristãos ortodoxos” contra católicos e assim por diante;
-o “realismo” – os adeptos da “Escola Realista” das relações internacionais acreditam que, apesar do surgimento de outros “donos do poder” ( empresas transnacionais, e companhias de telecomunicação m escala mundial, etc ), os Estados Nacionais e seus interesses continuarão sendo, ainda por um longo tempo, os agentes fundamentais das ações e conflitos internacionais;
- “caos total” – por fim, há também analistas que defendem a idéia de que a bipolaridade de poder Estados Unidos e União Soviética - , reinante ao longo da “Guerra Fria”, disciplinava as relações internacionais. Noutros termos, Washington e Moscou impunham freios a eventuais delírios aventureiros de líderes e nações situados em suas respectivas órbitas. Hoje, o desaparecimento da URSS, que deu lugar a uma Rússia debilitada, o planeta, cada vez mais, será palco de conflitos desfechados por potencias regionais. Guerras como as do Golfo ( 1990 – 1991 ), quando o Iraque
invadiu o Kuwait, e as da Península Balcânica talvez não teriam ocorrido se a União Soviética ainda fosse uma superpotência.
O MODO DE PRODUÇÃO SOCIALISTA
No século XIX, em razão da concentração de capitais nas mãos de alguns poucos e do empobrecimento da imensa maioria da sociedade gerados pelo capitalismo, intelectuais e lideranças operárias começaram a formular ideologias e contestaram a propriedade privada dos meios de produção. A mais importante delas foi o socialismo. Este, inicialmente, manifestou-se como “socialismo utópico”, ou seja, propostas visando
a edificação de uma sociedade mais justa. O “ponto fraco” do “socialismo utópico” era o fato de consistir em projetos sonhadores e românticos, além de desprovidos de uma análise crítica e científica da realidade capitalista. Saint-Simon (1760-1825) desprezava os comerciantes e banqueiros, tidos como setores sociais improdutivos, pregando uma comunidade baseada em cientistas, operários, economistas e empresários industriais. Outro pensador “socialista utópico” foi Charles Fourier (1772-1837) que propunha a criação de associações cooperativistas - os “falanstérios”- nas quais o trabalho seria voluntário e gerador de prazer pessoal. Por seu turno, o empresário Robert Owen (1771-1858) buscou elevar as condições materiais e culturais dos operários de suas fábricas. Obviamente, os ingênuos ideais do “socialismo utópico” não punham em risco as estruturas do capitalismo.
Em meados do século XIX, Karl Marx (1818-1883) e Friederich Engels (1820-1895) elaborariam os fundamentos teóricos do “socialismo científico”. A colossal obra de Marx apresenta cinco aspectos básicos:
em primeiro lugar, a formulação de uma “ciência da História” já que esta é determinada por uma lógica imanente. Noutros termos, o processo histórico apresenta uma racionalidade inerente. Marx dá a esta visão científica da História a denominação de “materialismo histórico”. No seu entender, os planos políticos e ideológicos das sociedades são determinados pelas condições econômicas. Tal conceito é explicitado pela frase – “a base material determina a consciência social”; o “marxismo” consiste, também, num método de análise da realidade social – o “materialismo dialético” – que busca definir a história e as estruturas sociais como frutos de “contradições internas” . Para o pensador alemão, todo e qualquer sistema sócio-econômico “traria em si os germens de sua própria destruição”. O capitalismo, por exemplo, implicava a existência de duas classes sociais antagônicas, a burguesia e o proletariado. Desse conflito resultaria o socialismo. Assim, para Marx, o “motor” da História seria a “luta de classes”; Marx foi, também, o criador de uma “ciência política”, pois teorizou as relações entre o Poder e as classes sociais; uma “economia política” que procura apreender e explicar o modo de produção capitalista. No entender de Marx e Engels, o capitalismo seria vítima de uma contradição fundamental – a propriedade é privada e a produção coletiva. Isto traria como conseqüências, em primeiro lugar, a exploração do trabalho, raiz do lucro, e também a concentração da renda nas mãos dos capitalistas e
a crescente depauperização da classe operária. Esta “evolução catastrófica” do capitalismo provocaria a eliminação das classes médias e a agudização da luta de classes, cujo clímax seria a Revolução socialista a ser levada a efeito pelo proletariado;
por fim, o “marxismo”é, também, uma teoria que busca orientar a transformação revolucionária da sociedade. Daí a tese defendida por Marx, “os pensadores antigos se limitaram a pensar a História, agora é tempo de transformá-la”.
a edificação de uma sociedade mais justa. O “ponto fraco” do “socialismo utópico” era o fato de consistir em projetos sonhadores e românticos, além de desprovidos de uma análise crítica e científica da realidade capitalista. Saint-Simon (1760-1825) desprezava os comerciantes e banqueiros, tidos como setores sociais improdutivos, pregando uma comunidade baseada em cientistas, operários, economistas e empresários industriais. Outro pensador “socialista utópico” foi Charles Fourier (1772-1837) que propunha a criação de associações cooperativistas - os “falanstérios”- nas quais o trabalho seria voluntário e gerador de prazer pessoal. Por seu turno, o empresário Robert Owen (1771-1858) buscou elevar as condições materiais e culturais dos operários de suas fábricas. Obviamente, os ingênuos ideais do “socialismo utópico” não punham em risco as estruturas do capitalismo.
Em meados do século XIX, Karl Marx (1818-1883) e Friederich Engels (1820-1895) elaborariam os fundamentos teóricos do “socialismo científico”. A colossal obra de Marx apresenta cinco aspectos básicos:
em primeiro lugar, a formulação de uma “ciência da História” já que esta é determinada por uma lógica imanente. Noutros termos, o processo histórico apresenta uma racionalidade inerente. Marx dá a esta visão científica da História a denominação de “materialismo histórico”. No seu entender, os planos políticos e ideológicos das sociedades são determinados pelas condições econômicas. Tal conceito é explicitado pela frase – “a base material determina a consciência social”; o “marxismo” consiste, também, num método de análise da realidade social – o “materialismo dialético” – que busca definir a história e as estruturas sociais como frutos de “contradições internas” . Para o pensador alemão, todo e qualquer sistema sócio-econômico “traria em si os germens de sua própria destruição”. O capitalismo, por exemplo, implicava a existência de duas classes sociais antagônicas, a burguesia e o proletariado. Desse conflito resultaria o socialismo. Assim, para Marx, o “motor” da História seria a “luta de classes”; Marx foi, também, o criador de uma “ciência política”, pois teorizou as relações entre o Poder e as classes sociais; uma “economia política” que procura apreender e explicar o modo de produção capitalista. No entender de Marx e Engels, o capitalismo seria vítima de uma contradição fundamental – a propriedade é privada e a produção coletiva. Isto traria como conseqüências, em primeiro lugar, a exploração do trabalho, raiz do lucro, e também a concentração da renda nas mãos dos capitalistas e
a crescente depauperização da classe operária. Esta “evolução catastrófica” do capitalismo provocaria a eliminação das classes médias e a agudização da luta de classes, cujo clímax seria a Revolução socialista a ser levada a efeito pelo proletariado;
por fim, o “marxismo”é, também, uma teoria que busca orientar a transformação revolucionária da sociedade. Daí a tese defendida por Marx, “os pensadores antigos se limitaram a pensar a História, agora é tempo de transformá-la”.
O MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA
O mundo, hoje, é formado por 225 países amplamente diferenciados em termos econômicos, sociais, políticos e culturais. Há nações ricas, pobres e as atualmente denominadas de “emergentes”. Diversos também são os regimes políticos, compreendendo monarquias e repúblicas, estas divididas em regimes parlamentarista ou presidencialista, além de democracias e ditaduras. Para entendermos a estrutura do mundo atual, no presente tópico, estudaremos o capitalismo e, no seguinte, o socialismo, modos de produção que edificaram a realidade contemporânea.
Definimos capitalismo como o modo de produção no qual existe uma separação entre os meios de produção e também os de reprodução do capital, apropriados pela burguesia, e os produtores, que formam o proletariado, setor social que, nada tendo a oferecer ao mercado, vende sua força de trabalho. Como sistema sócio-econômico, o capitalismo apresenta as seguintes características básicas:
- A PRODUÇÃO É VOLTADA AO MERCADO — no capitalismo, os bens econômicos conhecem dois valores, o de uso, quando consumidos pelas pessoas e grupos sociais, e o de troca, ou seja, quando eles, circulando no mercado, geram acumulação de capital nas mãos dos donos dos meios de produção. Assim, o produto, para adquirir efetivo valor econômico, é transformado em mercadoria;
- ECONOMIA MONETÁRIA — no capitalismo, a moeda desempenha dois papeis fundamentais, de padrão de troca e o de aferição de ganho ou perda numa operação comercial. Noutros termos, a moeda é um meio pelo qual as mercadorias circulam e os lucros ou prejuízos são avaliados;
- GERENCIAMENTO PRIVADO DA PRODUÇÃO E DOS SERVIÇOS — o capitalista, direta
ou indiretamente, através de quadros burocráticos (administradores, contadores, gerentes, etc.), controla todas as etapas da produção de gêneros e da oferta de serviços, dominando assim o processo do trabalho. Ele define a tecnologia a ser aplicada, o ritmo da produção, a admissão ou demissão de trabalhadores e a política salarial;
- O PAPEL DO SISTEMA FINANCEIRO — no início do capitalismo, o proprietário investia na produção apenas seu próprio capital. Com o desenvolvimento quantitativo e qualitativo da produção, foram demandados crescentes investimentos. Maiores lucros exigiam aplicações mais volumosas.
Até o século XVIII, o capitalista aplicava seus rendimentos na ampliação da produção. Já no século seguinte, houve a integração entre o capital financeiro e o industrial. O burguês tomava empréstimos nos bancos para investir em suas fábricas ou firmas prestadoras de serviços e aplicava seus lucros na rede bancária para acelerar exponencialmente sua acumulação de capital.
A ORIGEM E AS ETAPAS DO CAPITALISMO
O início do capitalismo é causa e decorrência da desintegração do feudalismo. Este último, marcado, grosso modo, pelo particularismo político e por uma produção voltada, basicamente, à subsistência dos moradores do feudo, foi vitimado, a partir do século XII e XIII, pelo crescimento demográfico gerador de escassez de gêneros, pelo êxodo rural, pelo crescimento demográfico urbano, pelo incremento da economia monetária e pela aceleração das trocas comerciais inter-regionais. Quanto à produção de bens, o mercado, que passou a conhecer um extraordinário aumento da demanda, foi progressivamente destruindo os regimes arcaicos de trabalho. O artesanato, sistema caracterizado pela inexistência de uma cisão entre o produtor e os meios de produção, já que o artesão é dono da matéria prima, da oficina, das ferramentas e do produto, não mais atendia à crescente sede de consumo do homem europeu ocidental. Numa fase posterior, surgiria o regime doméstico de produção, no qual o trabalho era dividido entre os membros da família. Progressivamente, nasceria o sistema manufatureiro, já caracterizado pelo assalariamento e pela divisão social do trabalho. Para o capitalista, o regime manufatureiro tinha o defeito de valorizar a
habilidade manual, o que proporcionava um amplo poder de barganha salarial por parte do produtor.
Assim, os trabalhadores altamente qualificados tinham condições de exigir uma alta remuneração. No século XVIII, com a Revolução Industrial marcada pela produção por meio de máquinas, cuja operação era tecnicamente simples, ocorreu, não só o aumento da produção como também a desvalorização dos salários, ampliando os lucros dos capitalistas. Consolidava-se, dessa maneira, o modo de produção capitalista.
Do séculos XII e XIII ao XVIII, o capitalismo conheceu a fase comercial ou mercantil, ao longo da qual o pólo principal de acumulação de capital não foi o produtivo, mas o circulador de mercadorias. Neste período, ocorre a acumulação primitiva de capital que, calcada em formas de produção ainda pré-capitalistas, antecedeu e propiciou a plena implantação do capitalismo como modo de produção. Nesta etapa, a burguesia, além de destruir e criar sucessivos regimes de produção, também navegou pelos oceanos em busca de metais preciosos e de gêneros comercializáveis na Europa, quando da expansão ultramarina moderna. Para apoiar os esforços dos comerciantes, os estados absolutistas europeus adotaram uma política econômica mercantilista, cujos elementos definidores são:
PROTECIONISMO — os governos barravam a entrada de gêneros estrangeiros, por meio de alta tributação ou proibição explicita, isentando, simultaneamente, de impostos os produtos nacionais enviados aos mercados externos, que assim passavam a ter preços competitivos. O slogan do mercantilismo era “vender sempre, comprar nunca ou quase nunca”;
- BALANÇA DE COMÉRCIO FAVORÁVEL—o interesse dos estados nacionais e de suas burguesias era obter um superávit financeiro nas suas trocas com os demais países, o que implicava a aceleração da acumulação de capital. Dessa maneira, as burguesias ficavam mais ricas e os governos mais poderosos;
- METALISMO—os metais preciosos tornaram-se padrões de medida da acumulação de capital e a quantidade de metais amoedáveis tornou-se o símbolo da riqueza nacional.
No século XVIII, fruto das transformações econômicas e sociais ocasionadas pelo capital mercantil, o capitalismo, particularmente o britânico, entrou na fase industrial, marcada pela produção levada a efeito por máquinas. O extraordinário crescimento econômico do período, calcado no sacrifício da classe operária, obrigada a longas horas de trabalho e a verter o sangue e o suor de suas mulheres e crianças, alterou o mundo. Os mercados, agora, são globais e isto leva à independência política dos países americanos. A economia, as idéias liberais e as instituições políticas européias começavam a se mundializar.
A partir de meados do século XIX, a Europa, os Estados Unidos da América e o Japão experimentavam aSegunda Revolução Industrial, marcada:
PELA DIFUSÃO DA INDÚSTRIA—de fato, se a Primeira Revolução Industrial foi um fenômeno inglês, agora o uso de máquinas se alastrava pela França, Bélgica, norte da Itália, Estados Unidos, Rússia e também ocorrendo no Japão;
POR NOVAS FONTES ENERGÉTICAS — a Primeira Revolução Industrial fora movida pelo carvão e pelas máquinas a vapor. A Segunda se basearia no petróleo e no aproveitamento da eletricidade;
PELA INTEGRAÇÃO ENTRE AS INDÚSTRIAS E OS BANCOS— os capitalistas passaram a captar no sistema financeiro recursos para o incremento da produção e, ao mesmo tempo, investiam seus lucros nos mercados financeiros buscando a aceleração da acumulação de capital. Esta, agora, amplamente aumentada, possibilitaria o aparecimento de grandes fortunas, tais como os Morgan, Rockefeller, e os Rothschild, dentre outros;
PELO SURGIMENTO E A CONSOLIDAÇÃO DO CAPITALISMO OLIGOPOLISTA
Nasciam, no período, os oligopólios, ou seja, enormes conglomerados empresariais que dominam os diversos ramos da produção econômica e da oferta de serviços. Estes oligopólios se apresentam em três formas. A primeira são os “trusts”, isto é, grupos capitalistas que formam uma única organização, cujo controle administrativo e financeiro está nas mãos de seus proprietários—se a firma for patrimonial—ou dos acionistas, se ela é anônima, visando monopolizar a produção de um determinado produto ou a oferta de um tipo de serviço em plano nacional ou mundial. As “holdings”, empresas cuja única finalidade é administrar todas as demais de um mesmo grupo empresarial. E, por fim, os “cartéis” que consistem em várias empresas que, atuando num mesmo ramo de produção ou de oferta de serviços, estabelecem acordos para definir áreas geográficas de atuação, uma política comum de preços, regras de concorrência e publicidade e impedir a entrada de concorrentes nos mercados;
PELA CISÃO ENTRE PROPRIEDADE E ADMINISTRAÇÃO — nas antigas empresas patrimoniais, o dono ou os donos controlavam a administração da produção e gerenciamento de suas firmas. A crescente complexidade do capitalismo, com a implantação de enormes conglomerados, tornou necessária a criação das sociedades anônimas, apropriadas pelos detentores de ações. Nelas, os donos (acionistas) não mais administram e os quadros burocráticos administrativos não são proprietários, tendo com o capital da empresa um vínculo empregatício e salarial. O presidente e os diretores de empresas como a General Motors, a Volkswagen e a Mitsubishi, por exemplo, são, embora recebendo bons salários, meros empregados. Dentre os motivos da formação das sociedades anônimas está o fato de que, nelas, os acionistas não respondem com seu patrimônio, o que permite vôos empresarias de alto risco. Um bom exemplo disto foi a criação da empresa construtora do canal de Suez, que exigia enormes investimentos e oferecia graves riscos. Nenhuma capitalista, por mais próspero que fosse, estava disposto a arriscar seus bens em caso da falência da empreiteira que assumisse a edificação do canal. Vendidas ações no mercado financeiro, milhares e milhares de ingleses e franceses raciocinaram, que se o projeto tivesse êxito, ficariam ricos. Se ocorresse o contrário, perderiam somente os poucos francos e libras investidos nas ações. Uma conseqüência dessa separação entre a propriedade e a administração das empresas foi a emergência de uma “nova classe média”, não mais o pequeno proprietário, o profissional liberal e o funcionário público, mas um segmento social que possuía “saber especializado” para vender ao capital ( engenheiros, técnicos, executivos, etc ). O surgimento desse novo setor social, contrariando a profecia de Karl Marx de que ocorreria o desaparecimento das classes médias pela concentração de capital nas mãosde alguns e pela proletarização crescente da maioria da sociedade, foi um fator que impediu a revolução socialista na Europa Ocidental e nos Estados Unidos da América;
PELA CORRIDA NEOCOLONIALISTA E O IMPERALISMO — o extraordinário aumento da produção, em razão de uma tecnologia crescentemente sofisticada, gerou excedentes que superavam a demanda dos mercados dos países ricos; além disso, os lucros dos capitalistas proporcionaram excedentes de capital que precisavam ser aplicados no setor de serviços dos países periféricos ao Continente Europeu. Também as nações hegemônicas se viam diante do desafio da explosão demográfica e necessitavam de áreas externas para a fixação de contingentes populacionais e, por fim, a indústria dos países centrais ainda precisava de matérias primas produzidas pelas áreas periféricas. Todas estas razões levaram à corrida imperialista em direção à Ásia e à África que consubstanciou a fase imperialista do capitalismo.
Definimos capitalismo como o modo de produção no qual existe uma separação entre os meios de produção e também os de reprodução do capital, apropriados pela burguesia, e os produtores, que formam o proletariado, setor social que, nada tendo a oferecer ao mercado, vende sua força de trabalho. Como sistema sócio-econômico, o capitalismo apresenta as seguintes características básicas:
- A PRODUÇÃO É VOLTADA AO MERCADO — no capitalismo, os bens econômicos conhecem dois valores, o de uso, quando consumidos pelas pessoas e grupos sociais, e o de troca, ou seja, quando eles, circulando no mercado, geram acumulação de capital nas mãos dos donos dos meios de produção. Assim, o produto, para adquirir efetivo valor econômico, é transformado em mercadoria;
- ECONOMIA MONETÁRIA — no capitalismo, a moeda desempenha dois papeis fundamentais, de padrão de troca e o de aferição de ganho ou perda numa operação comercial. Noutros termos, a moeda é um meio pelo qual as mercadorias circulam e os lucros ou prejuízos são avaliados;
- GERENCIAMENTO PRIVADO DA PRODUÇÃO E DOS SERVIÇOS — o capitalista, direta
ou indiretamente, através de quadros burocráticos (administradores, contadores, gerentes, etc.), controla todas as etapas da produção de gêneros e da oferta de serviços, dominando assim o processo do trabalho. Ele define a tecnologia a ser aplicada, o ritmo da produção, a admissão ou demissão de trabalhadores e a política salarial;
- O PAPEL DO SISTEMA FINANCEIRO — no início do capitalismo, o proprietário investia na produção apenas seu próprio capital. Com o desenvolvimento quantitativo e qualitativo da produção, foram demandados crescentes investimentos. Maiores lucros exigiam aplicações mais volumosas.
Até o século XVIII, o capitalista aplicava seus rendimentos na ampliação da produção. Já no século seguinte, houve a integração entre o capital financeiro e o industrial. O burguês tomava empréstimos nos bancos para investir em suas fábricas ou firmas prestadoras de serviços e aplicava seus lucros na rede bancária para acelerar exponencialmente sua acumulação de capital.
A ORIGEM E AS ETAPAS DO CAPITALISMO
O início do capitalismo é causa e decorrência da desintegração do feudalismo. Este último, marcado, grosso modo, pelo particularismo político e por uma produção voltada, basicamente, à subsistência dos moradores do feudo, foi vitimado, a partir do século XII e XIII, pelo crescimento demográfico gerador de escassez de gêneros, pelo êxodo rural, pelo crescimento demográfico urbano, pelo incremento da economia monetária e pela aceleração das trocas comerciais inter-regionais. Quanto à produção de bens, o mercado, que passou a conhecer um extraordinário aumento da demanda, foi progressivamente destruindo os regimes arcaicos de trabalho. O artesanato, sistema caracterizado pela inexistência de uma cisão entre o produtor e os meios de produção, já que o artesão é dono da matéria prima, da oficina, das ferramentas e do produto, não mais atendia à crescente sede de consumo do homem europeu ocidental. Numa fase posterior, surgiria o regime doméstico de produção, no qual o trabalho era dividido entre os membros da família. Progressivamente, nasceria o sistema manufatureiro, já caracterizado pelo assalariamento e pela divisão social do trabalho. Para o capitalista, o regime manufatureiro tinha o defeito de valorizar a
habilidade manual, o que proporcionava um amplo poder de barganha salarial por parte do produtor.
Assim, os trabalhadores altamente qualificados tinham condições de exigir uma alta remuneração. No século XVIII, com a Revolução Industrial marcada pela produção por meio de máquinas, cuja operação era tecnicamente simples, ocorreu, não só o aumento da produção como também a desvalorização dos salários, ampliando os lucros dos capitalistas. Consolidava-se, dessa maneira, o modo de produção capitalista.
Do séculos XII e XIII ao XVIII, o capitalismo conheceu a fase comercial ou mercantil, ao longo da qual o pólo principal de acumulação de capital não foi o produtivo, mas o circulador de mercadorias. Neste período, ocorre a acumulação primitiva de capital que, calcada em formas de produção ainda pré-capitalistas, antecedeu e propiciou a plena implantação do capitalismo como modo de produção. Nesta etapa, a burguesia, além de destruir e criar sucessivos regimes de produção, também navegou pelos oceanos em busca de metais preciosos e de gêneros comercializáveis na Europa, quando da expansão ultramarina moderna. Para apoiar os esforços dos comerciantes, os estados absolutistas europeus adotaram uma política econômica mercantilista, cujos elementos definidores são:
PROTECIONISMO — os governos barravam a entrada de gêneros estrangeiros, por meio de alta tributação ou proibição explicita, isentando, simultaneamente, de impostos os produtos nacionais enviados aos mercados externos, que assim passavam a ter preços competitivos. O slogan do mercantilismo era “vender sempre, comprar nunca ou quase nunca”;
- BALANÇA DE COMÉRCIO FAVORÁVEL—o interesse dos estados nacionais e de suas burguesias era obter um superávit financeiro nas suas trocas com os demais países, o que implicava a aceleração da acumulação de capital. Dessa maneira, as burguesias ficavam mais ricas e os governos mais poderosos;
- METALISMO—os metais preciosos tornaram-se padrões de medida da acumulação de capital e a quantidade de metais amoedáveis tornou-se o símbolo da riqueza nacional.
No século XVIII, fruto das transformações econômicas e sociais ocasionadas pelo capital mercantil, o capitalismo, particularmente o britânico, entrou na fase industrial, marcada pela produção levada a efeito por máquinas. O extraordinário crescimento econômico do período, calcado no sacrifício da classe operária, obrigada a longas horas de trabalho e a verter o sangue e o suor de suas mulheres e crianças, alterou o mundo. Os mercados, agora, são globais e isto leva à independência política dos países americanos. A economia, as idéias liberais e as instituições políticas européias começavam a se mundializar.
A partir de meados do século XIX, a Europa, os Estados Unidos da América e o Japão experimentavam aSegunda Revolução Industrial, marcada:
PELA DIFUSÃO DA INDÚSTRIA—de fato, se a Primeira Revolução Industrial foi um fenômeno inglês, agora o uso de máquinas se alastrava pela França, Bélgica, norte da Itália, Estados Unidos, Rússia e também ocorrendo no Japão;
POR NOVAS FONTES ENERGÉTICAS — a Primeira Revolução Industrial fora movida pelo carvão e pelas máquinas a vapor. A Segunda se basearia no petróleo e no aproveitamento da eletricidade;
PELA INTEGRAÇÃO ENTRE AS INDÚSTRIAS E OS BANCOS— os capitalistas passaram a captar no sistema financeiro recursos para o incremento da produção e, ao mesmo tempo, investiam seus lucros nos mercados financeiros buscando a aceleração da acumulação de capital. Esta, agora, amplamente aumentada, possibilitaria o aparecimento de grandes fortunas, tais como os Morgan, Rockefeller, e os Rothschild, dentre outros;
PELO SURGIMENTO E A CONSOLIDAÇÃO DO CAPITALISMO OLIGOPOLISTA
Nasciam, no período, os oligopólios, ou seja, enormes conglomerados empresariais que dominam os diversos ramos da produção econômica e da oferta de serviços. Estes oligopólios se apresentam em três formas. A primeira são os “trusts”, isto é, grupos capitalistas que formam uma única organização, cujo controle administrativo e financeiro está nas mãos de seus proprietários—se a firma for patrimonial—ou dos acionistas, se ela é anônima, visando monopolizar a produção de um determinado produto ou a oferta de um tipo de serviço em plano nacional ou mundial. As “holdings”, empresas cuja única finalidade é administrar todas as demais de um mesmo grupo empresarial. E, por fim, os “cartéis” que consistem em várias empresas que, atuando num mesmo ramo de produção ou de oferta de serviços, estabelecem acordos para definir áreas geográficas de atuação, uma política comum de preços, regras de concorrência e publicidade e impedir a entrada de concorrentes nos mercados;
PELA CISÃO ENTRE PROPRIEDADE E ADMINISTRAÇÃO — nas antigas empresas patrimoniais, o dono ou os donos controlavam a administração da produção e gerenciamento de suas firmas. A crescente complexidade do capitalismo, com a implantação de enormes conglomerados, tornou necessária a criação das sociedades anônimas, apropriadas pelos detentores de ações. Nelas, os donos (acionistas) não mais administram e os quadros burocráticos administrativos não são proprietários, tendo com o capital da empresa um vínculo empregatício e salarial. O presidente e os diretores de empresas como a General Motors, a Volkswagen e a Mitsubishi, por exemplo, são, embora recebendo bons salários, meros empregados. Dentre os motivos da formação das sociedades anônimas está o fato de que, nelas, os acionistas não respondem com seu patrimônio, o que permite vôos empresarias de alto risco. Um bom exemplo disto foi a criação da empresa construtora do canal de Suez, que exigia enormes investimentos e oferecia graves riscos. Nenhuma capitalista, por mais próspero que fosse, estava disposto a arriscar seus bens em caso da falência da empreiteira que assumisse a edificação do canal. Vendidas ações no mercado financeiro, milhares e milhares de ingleses e franceses raciocinaram, que se o projeto tivesse êxito, ficariam ricos. Se ocorresse o contrário, perderiam somente os poucos francos e libras investidos nas ações. Uma conseqüência dessa separação entre a propriedade e a administração das empresas foi a emergência de uma “nova classe média”, não mais o pequeno proprietário, o profissional liberal e o funcionário público, mas um segmento social que possuía “saber especializado” para vender ao capital ( engenheiros, técnicos, executivos, etc ). O surgimento desse novo setor social, contrariando a profecia de Karl Marx de que ocorreria o desaparecimento das classes médias pela concentração de capital nas mãosde alguns e pela proletarização crescente da maioria da sociedade, foi um fator que impediu a revolução socialista na Europa Ocidental e nos Estados Unidos da América;
PELA CORRIDA NEOCOLONIALISTA E O IMPERALISMO — o extraordinário aumento da produção, em razão de uma tecnologia crescentemente sofisticada, gerou excedentes que superavam a demanda dos mercados dos países ricos; além disso, os lucros dos capitalistas proporcionaram excedentes de capital que precisavam ser aplicados no setor de serviços dos países periféricos ao Continente Europeu. Também as nações hegemônicas se viam diante do desafio da explosão demográfica e necessitavam de áreas externas para a fixação de contingentes populacionais e, por fim, a indústria dos países centrais ainda precisava de matérias primas produzidas pelas áreas periféricas. Todas estas razões levaram à corrida imperialista em direção à Ásia e à África que consubstanciou a fase imperialista do capitalismo.
BRASIL - CRESCIMENTO VEGETATIVO
O CRESCIMENTO VEGETATIVO DA POPULAÇÃO BRASILEIRA
O crescimento vegetativo de uma população é a diferença entre o total de nascimentos e o total de mortes.
A taxa geométrica de crescimento, ou simplesmente crescimento populacional, engloba o crescimento vegetativo e os movimentos migratórios. Portanto, mesmo regiões que apresentam crescimento vegetativo elevado podem estar passando por processo de redução de contingente, caso os fluxos migratórios estejam negativos, ou seja, grande parte da população esteja emigrando por qualquer motivo.
Ao longo do século XX a redução das taxas de natalidade e de mortalidade e o aumento da expectativa de vida estiveram associados ao processo de urbanização e aos avanços da medicina.
Com o êxodo rural e o conseqüente aumento percentual da população urbana em relação à população rural, há uma mudança no comportamento demográfico da população, com queda nos índices de fertilidade (número de filhos por mulher) devido aos seguintes fatores: aumento do custo de criação, maior acesso a métodos anticoncepcionais, maior índice de mulheres que trabalham fora de casa.
Ainda, com a urbanização, ocorre queda nas taxas de mortalidade e aumenta a expectativa de vida, uma vez que aumenta o percentual de população com acesso a saneamento básico (água tratada e coleta de esgoto) e serviços de saúde, além de maior eficiência nos programas de vacinação.
Planejamento familiar
Para que as mulheres tenham condições de optar conscientemente pelo número de filhos que desejam ter é necessário que tenham acesso, em primeiro lugar, a um sistema eficiente de educação e saúde. À medida que aumenta o índice de escolarização da população, mais mulheres passam a optar pelo método anticoncepcional que seja mais indicado, por um médico, para a sua circunstância pessoal.
A gravidez acidental na adolescência compromete, na maioria dos casos, a formação educacional eprofissional das meninas. Muitas vezes é fruto da desinformação e da dificuldade de acesso a métodos
A ESTRUTURA DA POPULAÇÃO BRASILEIRA
1. A Pirâmide de Idades
A pirâmide de idades é um gráfico onde podemos obter dados sobre o número de habitantes de uma cidade, um estado, um país ou qualquer outra base de dados, e sua distribuição por faixa etária e sexo. Ao observá-la podemos tirar algumas conclusões sobre a taxa de natalidade e a expectativa de vida da população:
- quanto maior a base, maior a taxa de natalidade e a participação dos jovens no conjunto total da população
- quanto mais estreito o topo, menor a expectativa de vida e a participação de idosos no conjunto da população.
A intensidade da prática anticonceptiva no País, quer seja através de métodos previsíveis (como a pílula anticoncepcional) ou a esterilização feminina, contribui para acelerar o ritmo de declínio da natalidade ao longo da década de 1980
Envelhecimento Populacional -
É um importante indicador que está relacionado à estrutura etária de um povo e que relaciona a população idosa com o contigente de crianças. Trata-se de uma derivação do índice de envelhecimento populacional, que se presta a significativos estudos comparativos.
O entendimento desse índice traduz-se da seguinte forma: quanto maior sua magnitude, mais elevada é a proporção de idosos - no caso, a população de menos de 15 anos de idade.
O Brasil como um todo possui um índice de 16,97%, que está em ascensão, visto ter sido de 13,90% em 1991. Quando se estabelecem comparações regionais, percebe-se inicialmente que o índice está subindo praticamente em todas as regiões, o que reflete a influência da continuada queda da fecundidade e, simultaneamente, do aumento consistente da esperança média de vida.
Proporção de população de menos de 15 anos e de 65 anos e mais; e Relação Idoso/Criança, segundo as grande regiões (1980 - 1996).
As estimativas atualmente disponíveis sugerem que esse índice deverá continuar crescendo no Brasil, a partir principalmente da proporção de população jovem.
2. As atividades econômicas
À medida que a economia de um país vai-se desenvolvendo, diminui a participação da agricultura e aumenta a participação da indústria e dos serviços na composição do PIB. Observe os dados da tabela:
O ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO - IDH
Desde 1990, os relatórios divulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU) nos permitem realizar algumas comparações entre a qualidade de vida da população dos diversos países do planeta utilizando o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Este índice reflete as condições de três variáveis básicas para uma boa qualidade de vida: a expectativa de vida ao nascer, a escolaridade e o Produto Interno Bruto per capita. Veja o que significam essas variáveis:
- Expectativa de vida ao nascer – se a população apresenta uma expectativa de vida elevada, isto indica que as condições de saneamento básico, alimentação, assistência médico-hospitalar e moradia são boas, além de haver o acesso a um meio ambiente saudável.
- Escolaridade – quanto maior o índice de escolarização da população, melhor o nível de desenvolvimento, exercício da cidadania, produtividade do trabalho etc.
- Produto Interno Bruto per capita – o Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de tudo o que foi produzido pela economia de um país no período de um ano. O PIB de um país dividido por sua população corresponde à renda per capita, que é o valor que caberia, em média, a cada pessoa. No cálculo do IDH, o PIB é ajustado ao poder de compra da moeda nacional, porque os gastos com alimentação, saúde e moradia variam muito de um país para outro.
Essas três variáveis são expressas em uma escala que varia de 0,0 a 1,0: quanto mais baixo o índice, piores são as condições de vida; quanto mais próximo de 1,0, mais elevada é a qualidade de vida da população em geral.
Os países são divididos em três categorias:
- baixo desenvolvimento humano: IDH menor que 0,500
- médio desenvolvimento humano: IDH entre 0,500 e 0,799
- alto desenvolvimento humano: IDH de 0,800 ou mais.
Nos países subdesenvolvidos, há uma grande concentração da renda nacional, principalmente em função de três fatores:
1. a inflação nunca é integralmente repassada aos salários, o que aumenta o lucro dos empresários e diminui o poder aquisitivo dos assalariados;
2. a carga de impostos indiretos (ICMS, IPI, ISS e todos os outros tributos que estão embutidos no preço das mercadorias e serviços que consumimos) é elevada; como o pobre e o rico pagam o mesmo valor de impostos ao comprar uma mercadoria, essa forma de arrecadação pesa mais para a população de baixa renda;
3. a precariedade dos serviços públicos diminui as possibilidades de a classe baixa ascender profissionalmente e melhorar seus rendimentos.
Se as políticas públicas de planejamento não considerarem como está distribuída a renda pela população, suas estratégias de melhoria dos sistemas de educação e saúde, das condições de habitação, transportes, abastecimento, lazer etc. estarão condenadas ao fracasso.
O controle da inflação, a partir de 1994, com a implantação do Plano Real, promoveu ganhos expressivos para a população de baixa renda.
O crescimento vegetativo de uma população é a diferença entre o total de nascimentos e o total de mortes.
A taxa geométrica de crescimento, ou simplesmente crescimento populacional, engloba o crescimento vegetativo e os movimentos migratórios. Portanto, mesmo regiões que apresentam crescimento vegetativo elevado podem estar passando por processo de redução de contingente, caso os fluxos migratórios estejam negativos, ou seja, grande parte da população esteja emigrando por qualquer motivo.
Ao longo do século XX a redução das taxas de natalidade e de mortalidade e o aumento da expectativa de vida estiveram associados ao processo de urbanização e aos avanços da medicina.
Com o êxodo rural e o conseqüente aumento percentual da população urbana em relação à população rural, há uma mudança no comportamento demográfico da população, com queda nos índices de fertilidade (número de filhos por mulher) devido aos seguintes fatores: aumento do custo de criação, maior acesso a métodos anticoncepcionais, maior índice de mulheres que trabalham fora de casa.
Ainda, com a urbanização, ocorre queda nas taxas de mortalidade e aumenta a expectativa de vida, uma vez que aumenta o percentual de população com acesso a saneamento básico (água tratada e coleta de esgoto) e serviços de saúde, além de maior eficiência nos programas de vacinação.
Planejamento familiar
Para que as mulheres tenham condições de optar conscientemente pelo número de filhos que desejam ter é necessário que tenham acesso, em primeiro lugar, a um sistema eficiente de educação e saúde. À medida que aumenta o índice de escolarização da população, mais mulheres passam a optar pelo método anticoncepcional que seja mais indicado, por um médico, para a sua circunstância pessoal.
A gravidez acidental na adolescência compromete, na maioria dos casos, a formação educacional eprofissional das meninas. Muitas vezes é fruto da desinformação e da dificuldade de acesso a métodos
A ESTRUTURA DA POPULAÇÃO BRASILEIRA
1. A Pirâmide de Idades
A pirâmide de idades é um gráfico onde podemos obter dados sobre o número de habitantes de uma cidade, um estado, um país ou qualquer outra base de dados, e sua distribuição por faixa etária e sexo. Ao observá-la podemos tirar algumas conclusões sobre a taxa de natalidade e a expectativa de vida da população:
- quanto maior a base, maior a taxa de natalidade e a participação dos jovens no conjunto total da população
- quanto mais estreito o topo, menor a expectativa de vida e a participação de idosos no conjunto da população.
A intensidade da prática anticonceptiva no País, quer seja através de métodos previsíveis (como a pílula anticoncepcional) ou a esterilização feminina, contribui para acelerar o ritmo de declínio da natalidade ao longo da década de 1980
Envelhecimento Populacional -
É um importante indicador que está relacionado à estrutura etária de um povo e que relaciona a população idosa com o contigente de crianças. Trata-se de uma derivação do índice de envelhecimento populacional, que se presta a significativos estudos comparativos.
O entendimento desse índice traduz-se da seguinte forma: quanto maior sua magnitude, mais elevada é a proporção de idosos - no caso, a população de menos de 15 anos de idade.
O Brasil como um todo possui um índice de 16,97%, que está em ascensão, visto ter sido de 13,90% em 1991. Quando se estabelecem comparações regionais, percebe-se inicialmente que o índice está subindo praticamente em todas as regiões, o que reflete a influência da continuada queda da fecundidade e, simultaneamente, do aumento consistente da esperança média de vida.
Proporção de população de menos de 15 anos e de 65 anos e mais; e Relação Idoso/Criança, segundo as grande regiões (1980 - 1996).
As estimativas atualmente disponíveis sugerem que esse índice deverá continuar crescendo no Brasil, a partir principalmente da proporção de população jovem.
2. As atividades econômicas
À medida que a economia de um país vai-se desenvolvendo, diminui a participação da agricultura e aumenta a participação da indústria e dos serviços na composição do PIB. Observe os dados da tabela:
O ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO - IDH
Desde 1990, os relatórios divulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU) nos permitem realizar algumas comparações entre a qualidade de vida da população dos diversos países do planeta utilizando o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Este índice reflete as condições de três variáveis básicas para uma boa qualidade de vida: a expectativa de vida ao nascer, a escolaridade e o Produto Interno Bruto per capita. Veja o que significam essas variáveis:
- Expectativa de vida ao nascer – se a população apresenta uma expectativa de vida elevada, isto indica que as condições de saneamento básico, alimentação, assistência médico-hospitalar e moradia são boas, além de haver o acesso a um meio ambiente saudável.
- Escolaridade – quanto maior o índice de escolarização da população, melhor o nível de desenvolvimento, exercício da cidadania, produtividade do trabalho etc.
- Produto Interno Bruto per capita – o Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de tudo o que foi produzido pela economia de um país no período de um ano. O PIB de um país dividido por sua população corresponde à renda per capita, que é o valor que caberia, em média, a cada pessoa. No cálculo do IDH, o PIB é ajustado ao poder de compra da moeda nacional, porque os gastos com alimentação, saúde e moradia variam muito de um país para outro.
Essas três variáveis são expressas em uma escala que varia de 0,0 a 1,0: quanto mais baixo o índice, piores são as condições de vida; quanto mais próximo de 1,0, mais elevada é a qualidade de vida da população em geral.
Os países são divididos em três categorias:
- baixo desenvolvimento humano: IDH menor que 0,500
- médio desenvolvimento humano: IDH entre 0,500 e 0,799
- alto desenvolvimento humano: IDH de 0,800 ou mais.
Nos países subdesenvolvidos, há uma grande concentração da renda nacional, principalmente em função de três fatores:
1. a inflação nunca é integralmente repassada aos salários, o que aumenta o lucro dos empresários e diminui o poder aquisitivo dos assalariados;
2. a carga de impostos indiretos (ICMS, IPI, ISS e todos os outros tributos que estão embutidos no preço das mercadorias e serviços que consumimos) é elevada; como o pobre e o rico pagam o mesmo valor de impostos ao comprar uma mercadoria, essa forma de arrecadação pesa mais para a população de baixa renda;
3. a precariedade dos serviços públicos diminui as possibilidades de a classe baixa ascender profissionalmente e melhorar seus rendimentos.
Se as políticas públicas de planejamento não considerarem como está distribuída a renda pela população, suas estratégias de melhoria dos sistemas de educação e saúde, das condições de habitação, transportes, abastecimento, lazer etc. estarão condenadas ao fracasso.
O controle da inflação, a partir de 1994, com a implantação do Plano Real, promoveu ganhos expressivos para a população de baixa renda.
O MUNDO EM NÚMEROS
O modo mais didático que conheço para expressar a cronologia cósmica é imaginar a vida de 15 bilhões de anos do Universo (ou pelo menos sua forma atual desde o "Big Bang") resumida e condensada em um ano. Em vista disso, cada bilhão de anos da história da Terra corresponderia a mais ou menos 24 dias de nosso ano cósmico, e um segundo daquele ano a 475 revoluções da Terra ao redor do Sol.
Datas anteriores a dezembro
Big Bang -1o de janeiro
Origem da Via Láctea -1o de maio
Origem do Sistema Solar - 9 de setembro
Formação da Terra - 14 de setembro
Origem da vida na Terra - 25 de setembro
Primeiros dinossauros - 24 de dezembro
Primeiros mamíferos - 26 de dezembro
Extinção dos dinossauros - 28 de dezembro
Primeiros primatas - 29 de dezembro
Primeiros seres humanos - 31 de dezembro
A FORMAÇÃO DOS CONTINENTES
ASPECTOS FÍSICOS
MARES E OCEANOS
NOME ÁREA (MILHÕES DE KM2)
Oceano Pacífico - ........................166,23
Oceano Atlântico -........................ 86,52
Oceano Índico - ............................73,37
Oceano Glacial Ártico - ...............13,21
Mar das Antilhas - ........................2,53
Mar Mediterrâneo - ......................2,51
Mar de Bering -............................ 2,26
Golfo do México - .......................1,57
Mar da China Meridional - ..........2,94
ESTREITOS ESTRATÉGICOS - INTERLIGA.
Bering ..............................................Mar de Beaufort ao Mar de Bering
Dover ou Pas-de–Calais...................Canal da Mancha ao Mar do Norte
Bab -el -Mandeb ..............................Gibraltar
Bósforo............................................. Mar de Mármara ao Mar Negro
Mar Mediterrâneo............................ Oceano Atlântico
CONTINENTES DO PLANETA
NOME........ ÁREA (MILHÕES DE KM2) PERCENTAGEM DAS TERRAS IMERSAS
Ásia..............45065792......... 30,05%
África..........30302860......... 28,16%
América ......42216806..........20,1%
Antártida ....13985935.......... 9,32%
Europa ........9841954............6,57%
Oceania...... 8546960............5,69%
PICOS MAIS ELEVADOS
NOME..............ALTITUDE (METROS) .....LOCALIZAÇÃO
Everest...............8847.................................... Ásia
Aconcágua.........7021.................................... América
Vinson................5138.................................... Antártida
Mauna Kea........ 4205..................................... Oceania
Quilimanjaro ......5894.................................... África
Monte Branco...... 4807................................. ..Europa
MAIORES ILHAS DO MUNDO
Posição Nome Área
(km²)
1 Gronelândia
2,130,800
2 Nova Guiné
785,753
3 Bornéu
748,168
4 Madagáscar
587,713
5 Ilha de Baffin
507,451
6 Samatra
443,066
RIOS MAIS EXTENSOS
Nome, localização, extensão (km) e Foz
1 - Amazonas, Brasil, 6.868, Oceano Atlântico
2 - Nilo, Egito, 6.671, Mar Mediterrâneo
3 - Xi-Jiang, China, 5.800, Mar da China
4 - Mississippi-Missouri, EUA, 5.620, Golfo do México
5 - Obi, Federação Russa, 5.410, Golfo de Obi
6 - Ártico Huang Ho, China, 4.845, Mar Amarelo
7 - Rio da Prata, Argentina, 4.700, Oceano Atlântico
8 - Mekong, China, 4.500, Mar da China
9 - Amur, Federação Russa, 4.416, Estreito da Tartária
10 - Lená, Federação Russa, 4.400, Mar de Laptev/Ártico
As maiores bacias hidrográficas
Nome, localização e área (km²):
• Bacia Amazônica, Brasil, 7.050.000
• Bacia do Congo, Zaire, 3.690.000
• Bacia do Mississippi, EUA, 3.328.000
• Bacia do Rio da Prata, Brasil, 3.140.000
• Bacia do Obi, Federação Russa, 2.975.000
• Bacia do Nilo, Egito, 2.867.000
• Bacia do Ienissêi, Federação Russa, 2.580.000
• Bacia do Níger, Nigéria, 2.092.000
• Bacia de Amur, Federação Russa, 1.855.000
• Bacia do Rio Amarelo, China, 1.807.199
Os maiores oceanos e mares
Nome, área (km²) e profundidade máxima (m):
• Oceano Pacífico, 179.700.000, 11.020
• Oceano Atlântico, 106.100.000, 7.758
• Mar Glacial Ártico, 14.090.000, 5.450
• Mar do Caribe (ou Mar das Caraíbas), 2.754.000, 7.680
• Mar Mediterrâneo, 2.505.000, 5.020
• Mar da Noruega, 1.547.000, 4.020
• Golfo do México, 1.544.000, 4.380
• Baía de Hudson, 1.230.000, 259
• Mar do Norte, 580.000, 237
• Mar Negro, 413.000, 2.243
• Mar Báltico, 420.000, 463
• Mar da China Meridional, 3.447.000, 5.560
• Mar de Okhotsk, 1.580.000, 3.372
• Mar de Bering, 2.270.000, 4.191
• Mar da China Oriental, 752.000 2.720
• Mar Amarelo, 417.000, 105
• Mar do Japão, 978.000, 4.230
• Oceano Índico, 74.900.000, 7.450
• Golfo de Bengala, 2.172.000, 5.258
• Mar Vermelho, 440.000, 2.600
MAIORES LAGOS
Os maiores lagos
Na seqüência, os maiores lagos do mundo - Nome, localização, área (km²) e profundidade máxima (m):
• Mar Cáspio, Oeste da Ásia e Leste da Europa, 371.000, 1.025
• Lago Superior, EUA/Canadá, 84.131, 406
• Vitória, Uganda/Tanzânia/Quênia, 68.100, 73
• Huron, EUA/Canadá, 61.797, 229
• Michigan, EUA, 58.016, 281
• Mar de Aral, Cazaquistão/Uzbequistão, 41.000, 68
• Tanganica, Congo (ex-Zaire)/Zâmbia/Burundi/Tanzânia, 32.893, 1435
• Grande Urso, Canadá, 31.792, 90
• Baikal, Federação Russa, 31.500, 1.620
• Malauí (Niassa), Zimbábue/Malauí/Moçambique, 30.800, 678
Os maiores lagos
Nome, localização, área (km²) e profundidade máxima (m):
• Mar Cáspio, Oeste da Ásia e Leste da Europa, 371.000, 1.025
• Lago Superior, EUA/Canadá, 84.131, 406
• Vitória, Uganda/Tanzânia/Quênia, 68.100, 73
• Huron, EUA/Canadá, 61.797, 229
• Michigan, EUA, 58.016, 281
• Mar de Aral, Cazaquistão/Uzbequistão, 41.000, 68
• Tanganica, Congo (ex-Zaire)/Zâmbia/Burundi/Tanzânia, 32.893, 1435
• Grande Urso, Canadá, 31.792, 90
• Baikal, Federação Russa, 31.500, 1.620
• Malauí (Niassa), Zimbábue/Malauí/Moçambique, 30.800, 678
MASSA CONTINENTAL
Posição...Continent .....Área (km²)
1 ........Eurafrásia ....84.400.000
2 ........Américas ......42.300.000
3 ........Antárctica ....13.000.000
4 ........Austrália ......7.600.000
MAIORES QUEDAS D’ÁGUA
NOMEALTURA ........................País..............(METROS)
Angel..............................Venezuela..........979
Yosemite.......................... Estados Unidos.......739
Tugela ............................TugelaÁfrica do Sul..613
AS MAIS PROFUNDAS DEPRESSÕES
NOME............... LOCALIZAÇÃO ..M ABAIXO DO MAR
Mar Morto ..........Jordânia/Israel...... 399
Lago Assal .........Djibuti................. 156
Vale da Morte.... Estados Unidos.... 86
MAIORES DESERTOS.......... NOME........ LOCALIZAÇÃO
Saara .....................Norte da África (do Oceano Atlântico ao Mar Vermelho) 9.065.000 km²
Gobi ......................Mongólia e China... 1.295.000 em km²
Líbio...................... Parte do Saara... 1.100.000 km²
Calaari................... África do Sul e Namíbia... 900.000 km²
Sandy ....................Austrália
Vitória ..................Austrália......... 237.629 km²
Chihuahua .............México e Estados Unidos... 362.600 km²
Rub’ -Al -Khali ....Península Arábica
Takla Makam....... China
EXTREMOS CLIMÁTICOS
FENÔMENO LOCAL
Maior média térmica anual Massawa (Etiópia) ...30,2ºC
Menor média térmica anual Framheim (Antártida) - 26ºC
Local mais quenteEl Azízia (Líbia) ..58,2ºC
Local mais frio- 89ºC
Maior pluviosidade anual ...Monte Waialeale no Havaí (EUA) ...11680 mm
Menor pluviosidade anual Domeico... (Deserto de Atacama no Chile) 0,8 mm
ASPECTOS HUMANOS
POPULAÇÃO DOS CONTINENTES (MILHÕES DE HABITANTES)
CONTINENTES NÚMEROPORCENTAGEM
Ásia = 3.200 (bilhões) .........13,80%
Europa = 750.....................14,80%
América = 739,0 (milhões) ......59%
África = 661,1.................12,42%
Oceania = 26,8................0,52%
PAÍSES MAIS POPULOSOS (EM MILHÕES DE HABITANTES)
China.........................................1.300.000
Índia...........................................1.000.000
Estados Unidos .........................260.000
Indonésia...................................204.100
Brasil........................................ 170.000
CRESCIMENTO VEGETATIVO
PAÍSES.................... TAXAS (%)
Brunei........................8,62
Quênia........................4,21
Costa do Marfim........3,81
Zimbábue...................3,74
Síria............................3,73
Catar...........................3,70
EXPECTATIVA DE VIDA (MAIORES ÍNDICES)
Andorra 78 anos
Suécia 81 anos
Antilhas Holandesas 76 anos
Japão 80 anos
San Marino 76 anos
Austrália 80 anos
Países Baixos 75 anos
Noruega 80 anos
França 75 anos
Espanha 80 anos
Suécia 75 anos
Suíça 80 anos
Japão 75 anos
Estados Unidos 79 anos
Austrália 75 anos
Canadá 79 anos
Hong Kong 75 anos
Islândia 79 anos
Mônaco 75 anos
Alemanha 78 anos
EXPECTATIVA DE VIDA (MENORES ÍNDICES)
PAÍSES 1 HOMENS - 2PAÍSES MULHERES
Etiópia 38 anos
Etiópia 38 anos
Serra Leoa 39 anos
Serra Leoa 40 anos
Guiné 40 anos
Guiné 40 anos
Afeganistão 41 anos
Angola 41 anos
Mali 42 anos
Gâmbia 42 anos
Guiné -Bissau 42 anos
Chade 42 anos
Gâmbia 42 anos
Guiné -Bissau 42 anos
Laos 42 anos
Butão 43 anos
Camarõoes 42 anos
Mali 44 anos
República Centro -Africana 42 anos
Niger 42 anos
POPULAÇÃO URBANA
PAÍSES MAIORES TAXAS (%)
Mônaco 99,9
Butão 5,0
Cingapura 99,7
Burundi 5,0
Macau 97,6
Ruanda 6,2
Bélgica 94,6
Burkina Fasso 7,0
Hong Kong 93,1
Nepal 7,4
Reino Unido 91,5
Omã 8,8
Islândia 89,7
Ilha Salomão 9,1
Israel 89,2
Uganda 9,5
Catar 86,1
Etiópia 10,3
Austrália 85,7
Camboja 10,8
MORTALIDADE INFANTIL
PAÍSES MAIORES TAXAS (*)
Afeganistão 183
Mônaco 3,8
Serra Leoa 178
Japão 5,2
Iêmen 174
Islândia 5,4
Mali 173
Liechtenstein 5,7
Zâmbia 169
Finlândia 5,8
Malavi 157
Suécia 5,9
Guiné 153
Suíça 6,8
República Centro -Africana 148
Formosa 6,9
Moçambique 147
Bermudas 7,1
Somália 146
Países Baixos 7,7
(*) De 0 a 1 ano de idade, em cada mil nascidos.
ANALFABETISMO
PAÍSES TAXAS (%)
Butão 95
Senegal 90
Burkina Fasso 93
Benin 89
Níger 92
Afeganistão 88
Guiné -Bissau 91
Gâmbia 88
Mali 90
Moçambique 86
ASPECTOS ECONÔMICOS
- MAIORESPRODUTORES (EM MILHÕES DETONELADAS)
ARROZ............................................. TRIGO
China 178,3 .....................................Ex -União Soviética 87,4
Índia 105,8 ......................................China 86,3
Indonésia 43,3 ................................Estados Unidos 51,2
Bangladesh 22,9 .............................Índia 46,3
Tailândia 21,2 ................................França 31,7
Vietnã 17,3 ....................................Turquia 21,9
Mianmá (ex -Birmânia) 14,1 .......Canadá 16,8
Japão 12,7 ....................................Alemanha 16,2
Brasil 11,9 ....................................Austrália 14,9
MILHO................................. CAFÉ
Estados Unidos 129,0........... Brasil 943,6
China 78,1 .............................Colômbia 721,3
Bulgária 25,7 ........................Indonésia 402,9
Romênia 21,5 .......................Costa do Marfim 291,3
CHÁ............................ CACAU
Índia 671,9 .................Costa do Marfim 529,2
China 489,1 ................Brasil 437,4
Sri Lanka 219,7 .........Gana 220,3
LÁTEX........................ SOJA
Malaísia 1.537,1......... Estados Unidos 52,7
Indonésia 1.203,8 .......Brasil 17,9
Tailândia 797,1.......... China 12,1
- MAIORES PRODUTORES (EMMILHÕES DE TONELADAS)
BOVINOS.................................. CARNE
Índia 193,4 ................................China 24,9
Brasil 147,1 ...............................Estados Unidos 22,3
Ex -União Soviética 128,7....... Ex -União Soviética 16,4
Estados Unidos 117,3 ..............Alemanha 7,1
LEITE........................................ OVINOS
Ex -União Soviética 112,6....... Austrália 163,7
Estados Unidos 79,3................ Ex -União Soviética 154,2
França 41,7 .............................China 108,1
Alemanha 38,1 ........................Nova Zelândia 81,2
LÃ............................................. AVES
Austrália 5640 .........................China 1745,2
Ex -União Soviética 3136 ........Ex -União Soviética 1348,1
Nova Zelândia 2904 ................Estados Unidos 1273,4
China 1468 ...............................Brasil 671,2
OVOS PRODUTORES (EM MILHÕES DE TONELADAS)
China 4954,8
Ex -União Soviética 4549,7
Estados Unidos 4167,9
Japão 2763,1
Brasil 1648,4
Datas anteriores a dezembro
Big Bang -1o de janeiro
Origem da Via Láctea -1o de maio
Origem do Sistema Solar - 9 de setembro
Formação da Terra - 14 de setembro
Origem da vida na Terra - 25 de setembro
Primeiros dinossauros - 24 de dezembro
Primeiros mamíferos - 26 de dezembro
Extinção dos dinossauros - 28 de dezembro
Primeiros primatas - 29 de dezembro
Primeiros seres humanos - 31 de dezembro
A FORMAÇÃO DOS CONTINENTES
ASPECTOS FÍSICOS
MARES E OCEANOS
NOME ÁREA (MILHÕES DE KM2)
Oceano Pacífico - ........................166,23
Oceano Atlântico -........................ 86,52
Oceano Índico - ............................73,37
Oceano Glacial Ártico - ...............13,21
Mar das Antilhas - ........................2,53
Mar Mediterrâneo - ......................2,51
Mar de Bering -............................ 2,26
Golfo do México - .......................1,57
Mar da China Meridional - ..........2,94
ESTREITOS ESTRATÉGICOS - INTERLIGA.
Bering ..............................................Mar de Beaufort ao Mar de Bering
Dover ou Pas-de–Calais...................Canal da Mancha ao Mar do Norte
Bab -el -Mandeb ..............................Gibraltar
Bósforo............................................. Mar de Mármara ao Mar Negro
Mar Mediterrâneo............................ Oceano Atlântico
CONTINENTES DO PLANETA
NOME........ ÁREA (MILHÕES DE KM2) PERCENTAGEM DAS TERRAS IMERSAS
Ásia..............45065792......... 30,05%
África..........30302860......... 28,16%
América ......42216806..........20,1%
Antártida ....13985935.......... 9,32%
Europa ........9841954............6,57%
Oceania...... 8546960............5,69%
PICOS MAIS ELEVADOS
NOME..............ALTITUDE (METROS) .....LOCALIZAÇÃO
Everest...............8847.................................... Ásia
Aconcágua.........7021.................................... América
Vinson................5138.................................... Antártida
Mauna Kea........ 4205..................................... Oceania
Quilimanjaro ......5894.................................... África
Monte Branco...... 4807................................. ..Europa
MAIORES ILHAS DO MUNDO
Posição Nome Área
(km²)
1 Gronelândia
2,130,800
2 Nova Guiné
785,753
3 Bornéu
748,168
4 Madagáscar
587,713
5 Ilha de Baffin
507,451
6 Samatra
443,066
RIOS MAIS EXTENSOS
Nome, localização, extensão (km) e Foz
1 - Amazonas, Brasil, 6.868, Oceano Atlântico
2 - Nilo, Egito, 6.671, Mar Mediterrâneo
3 - Xi-Jiang, China, 5.800, Mar da China
4 - Mississippi-Missouri, EUA, 5.620, Golfo do México
5 - Obi, Federação Russa, 5.410, Golfo de Obi
6 - Ártico Huang Ho, China, 4.845, Mar Amarelo
7 - Rio da Prata, Argentina, 4.700, Oceano Atlântico
8 - Mekong, China, 4.500, Mar da China
9 - Amur, Federação Russa, 4.416, Estreito da Tartária
10 - Lená, Federação Russa, 4.400, Mar de Laptev/Ártico
As maiores bacias hidrográficas
Nome, localização e área (km²):
• Bacia Amazônica, Brasil, 7.050.000
• Bacia do Congo, Zaire, 3.690.000
• Bacia do Mississippi, EUA, 3.328.000
• Bacia do Rio da Prata, Brasil, 3.140.000
• Bacia do Obi, Federação Russa, 2.975.000
• Bacia do Nilo, Egito, 2.867.000
• Bacia do Ienissêi, Federação Russa, 2.580.000
• Bacia do Níger, Nigéria, 2.092.000
• Bacia de Amur, Federação Russa, 1.855.000
• Bacia do Rio Amarelo, China, 1.807.199
Os maiores oceanos e mares
Nome, área (km²) e profundidade máxima (m):
• Oceano Pacífico, 179.700.000, 11.020
• Oceano Atlântico, 106.100.000, 7.758
• Mar Glacial Ártico, 14.090.000, 5.450
• Mar do Caribe (ou Mar das Caraíbas), 2.754.000, 7.680
• Mar Mediterrâneo, 2.505.000, 5.020
• Mar da Noruega, 1.547.000, 4.020
• Golfo do México, 1.544.000, 4.380
• Baía de Hudson, 1.230.000, 259
• Mar do Norte, 580.000, 237
• Mar Negro, 413.000, 2.243
• Mar Báltico, 420.000, 463
• Mar da China Meridional, 3.447.000, 5.560
• Mar de Okhotsk, 1.580.000, 3.372
• Mar de Bering, 2.270.000, 4.191
• Mar da China Oriental, 752.000 2.720
• Mar Amarelo, 417.000, 105
• Mar do Japão, 978.000, 4.230
• Oceano Índico, 74.900.000, 7.450
• Golfo de Bengala, 2.172.000, 5.258
• Mar Vermelho, 440.000, 2.600
MAIORES LAGOS
Os maiores lagos
Na seqüência, os maiores lagos do mundo - Nome, localização, área (km²) e profundidade máxima (m):
• Mar Cáspio, Oeste da Ásia e Leste da Europa, 371.000, 1.025
• Lago Superior, EUA/Canadá, 84.131, 406
• Vitória, Uganda/Tanzânia/Quênia, 68.100, 73
• Huron, EUA/Canadá, 61.797, 229
• Michigan, EUA, 58.016, 281
• Mar de Aral, Cazaquistão/Uzbequistão, 41.000, 68
• Tanganica, Congo (ex-Zaire)/Zâmbia/Burundi/Tanzânia, 32.893, 1435
• Grande Urso, Canadá, 31.792, 90
• Baikal, Federação Russa, 31.500, 1.620
• Malauí (Niassa), Zimbábue/Malauí/Moçambique, 30.800, 678
Os maiores lagos
Nome, localização, área (km²) e profundidade máxima (m):
• Mar Cáspio, Oeste da Ásia e Leste da Europa, 371.000, 1.025
• Lago Superior, EUA/Canadá, 84.131, 406
• Vitória, Uganda/Tanzânia/Quênia, 68.100, 73
• Huron, EUA/Canadá, 61.797, 229
• Michigan, EUA, 58.016, 281
• Mar de Aral, Cazaquistão/Uzbequistão, 41.000, 68
• Tanganica, Congo (ex-Zaire)/Zâmbia/Burundi/Tanzânia, 32.893, 1435
• Grande Urso, Canadá, 31.792, 90
• Baikal, Federação Russa, 31.500, 1.620
• Malauí (Niassa), Zimbábue/Malauí/Moçambique, 30.800, 678
MASSA CONTINENTAL
Posição...Continent .....Área (km²)
1 ........Eurafrásia ....84.400.000
2 ........Américas ......42.300.000
3 ........Antárctica ....13.000.000
4 ........Austrália ......7.600.000
MAIORES QUEDAS D’ÁGUA
NOMEALTURA ........................País..............(METROS)
Angel..............................Venezuela..........979
Yosemite.......................... Estados Unidos.......739
Tugela ............................TugelaÁfrica do Sul..613
AS MAIS PROFUNDAS DEPRESSÕES
NOME............... LOCALIZAÇÃO ..M ABAIXO DO MAR
Mar Morto ..........Jordânia/Israel...... 399
Lago Assal .........Djibuti................. 156
Vale da Morte.... Estados Unidos.... 86
MAIORES DESERTOS.......... NOME........ LOCALIZAÇÃO
Saara .....................Norte da África (do Oceano Atlântico ao Mar Vermelho) 9.065.000 km²
Gobi ......................Mongólia e China... 1.295.000 em km²
Líbio...................... Parte do Saara... 1.100.000 km²
Calaari................... África do Sul e Namíbia... 900.000 km²
Sandy ....................Austrália
Vitória ..................Austrália......... 237.629 km²
Chihuahua .............México e Estados Unidos... 362.600 km²
Rub’ -Al -Khali ....Península Arábica
Takla Makam....... China
EXTREMOS CLIMÁTICOS
FENÔMENO LOCAL
Maior média térmica anual Massawa (Etiópia) ...30,2ºC
Menor média térmica anual Framheim (Antártida) - 26ºC
Local mais quenteEl Azízia (Líbia) ..58,2ºC
Local mais frio- 89ºC
Maior pluviosidade anual ...Monte Waialeale no Havaí (EUA) ...11680 mm
Menor pluviosidade anual Domeico... (Deserto de Atacama no Chile) 0,8 mm
ASPECTOS HUMANOS
POPULAÇÃO DOS CONTINENTES (MILHÕES DE HABITANTES)
CONTINENTES NÚMEROPORCENTAGEM
Ásia = 3.200 (bilhões) .........13,80%
Europa = 750.....................14,80%
América = 739,0 (milhões) ......59%
África = 661,1.................12,42%
Oceania = 26,8................0,52%
PAÍSES MAIS POPULOSOS (EM MILHÕES DE HABITANTES)
China.........................................1.300.000
Índia...........................................1.000.000
Estados Unidos .........................260.000
Indonésia...................................204.100
Brasil........................................ 170.000
CRESCIMENTO VEGETATIVO
PAÍSES.................... TAXAS (%)
Brunei........................8,62
Quênia........................4,21
Costa do Marfim........3,81
Zimbábue...................3,74
Síria............................3,73
Catar...........................3,70
EXPECTATIVA DE VIDA (MAIORES ÍNDICES)
Andorra 78 anos
Suécia 81 anos
Antilhas Holandesas 76 anos
Japão 80 anos
San Marino 76 anos
Austrália 80 anos
Países Baixos 75 anos
Noruega 80 anos
França 75 anos
Espanha 80 anos
Suécia 75 anos
Suíça 80 anos
Japão 75 anos
Estados Unidos 79 anos
Austrália 75 anos
Canadá 79 anos
Hong Kong 75 anos
Islândia 79 anos
Mônaco 75 anos
Alemanha 78 anos
EXPECTATIVA DE VIDA (MENORES ÍNDICES)
PAÍSES 1 HOMENS - 2PAÍSES MULHERES
Etiópia 38 anos
Etiópia 38 anos
Serra Leoa 39 anos
Serra Leoa 40 anos
Guiné 40 anos
Guiné 40 anos
Afeganistão 41 anos
Angola 41 anos
Mali 42 anos
Gâmbia 42 anos
Guiné -Bissau 42 anos
Chade 42 anos
Gâmbia 42 anos
Guiné -Bissau 42 anos
Laos 42 anos
Butão 43 anos
Camarõoes 42 anos
Mali 44 anos
República Centro -Africana 42 anos
Niger 42 anos
POPULAÇÃO URBANA
PAÍSES MAIORES TAXAS (%)
Mônaco 99,9
Butão 5,0
Cingapura 99,7
Burundi 5,0
Macau 97,6
Ruanda 6,2
Bélgica 94,6
Burkina Fasso 7,0
Hong Kong 93,1
Nepal 7,4
Reino Unido 91,5
Omã 8,8
Islândia 89,7
Ilha Salomão 9,1
Israel 89,2
Uganda 9,5
Catar 86,1
Etiópia 10,3
Austrália 85,7
Camboja 10,8
MORTALIDADE INFANTIL
PAÍSES MAIORES TAXAS (*)
Afeganistão 183
Mônaco 3,8
Serra Leoa 178
Japão 5,2
Iêmen 174
Islândia 5,4
Mali 173
Liechtenstein 5,7
Zâmbia 169
Finlândia 5,8
Malavi 157
Suécia 5,9
Guiné 153
Suíça 6,8
República Centro -Africana 148
Formosa 6,9
Moçambique 147
Bermudas 7,1
Somália 146
Países Baixos 7,7
(*) De 0 a 1 ano de idade, em cada mil nascidos.
ANALFABETISMO
PAÍSES TAXAS (%)
Butão 95
Senegal 90
Burkina Fasso 93
Benin 89
Níger 92
Afeganistão 88
Guiné -Bissau 91
Gâmbia 88
Mali 90
Moçambique 86
ASPECTOS ECONÔMICOS
- MAIORESPRODUTORES (EM MILHÕES DETONELADAS)
ARROZ............................................. TRIGO
China 178,3 .....................................Ex -União Soviética 87,4
Índia 105,8 ......................................China 86,3
Indonésia 43,3 ................................Estados Unidos 51,2
Bangladesh 22,9 .............................Índia 46,3
Tailândia 21,2 ................................França 31,7
Vietnã 17,3 ....................................Turquia 21,9
Mianmá (ex -Birmânia) 14,1 .......Canadá 16,8
Japão 12,7 ....................................Alemanha 16,2
Brasil 11,9 ....................................Austrália 14,9
MILHO................................. CAFÉ
Estados Unidos 129,0........... Brasil 943,6
China 78,1 .............................Colômbia 721,3
Bulgária 25,7 ........................Indonésia 402,9
Romênia 21,5 .......................Costa do Marfim 291,3
CHÁ............................ CACAU
Índia 671,9 .................Costa do Marfim 529,2
China 489,1 ................Brasil 437,4
Sri Lanka 219,7 .........Gana 220,3
LÁTEX........................ SOJA
Malaísia 1.537,1......... Estados Unidos 52,7
Indonésia 1.203,8 .......Brasil 17,9
Tailândia 797,1.......... China 12,1
- MAIORES PRODUTORES (EMMILHÕES DE TONELADAS)
BOVINOS.................................. CARNE
Índia 193,4 ................................China 24,9
Brasil 147,1 ...............................Estados Unidos 22,3
Ex -União Soviética 128,7....... Ex -União Soviética 16,4
Estados Unidos 117,3 ..............Alemanha 7,1
LEITE........................................ OVINOS
Ex -União Soviética 112,6....... Austrália 163,7
Estados Unidos 79,3................ Ex -União Soviética 154,2
França 41,7 .............................China 108,1
Alemanha 38,1 ........................Nova Zelândia 81,2
LÃ............................................. AVES
Austrália 5640 .........................China 1745,2
Ex -União Soviética 3136 ........Ex -União Soviética 1348,1
Nova Zelândia 2904 ................Estados Unidos 1273,4
China 1468 ...............................Brasil 671,2
OVOS PRODUTORES (EM MILHÕES DE TONELADAS)
China 4954,8
Ex -União Soviética 4549,7
Estados Unidos 4167,9
Japão 2763,1
Brasil 1648,4
ÍNDIA - POPULAÇÃO
ÍNDIA: UM FORMIGUEIRO HUMANO
Com uma população de 1 bilhão de habitantes, a Índia é o segundo país mais populoso do mundo. Em termos estatísticos, seu território pode ser considerado bem povoado, pois conhece uma população relativa de 335,7 hab/km2. Na realidade, a distribuição de seus habitantes é muito irregular, fenômeno agravado pelo seu desordenado crescimento demográfico. Além disso, a Índia é palco de uma grande diversidade étnica, gerada pelas diferentes origens raciais e também pelos inúmeros contatos com culturas heterogêneas, além de um complexo processo de miscigenação. Um complicado mosaico de línguas, dialetos, religiões e costumes caracteriza o país.
COMPOSIÇÃO ÉTNICA DA ÍNDIA
HINDUS - 72%
DRÁVIDAS - 25%
MONGÓIS E OUTROS - 3%
Esse caleidoscópio étnico causa outro grave problema: o lingüístico. Dezoito são as línguas oficialmente reconhecidas, das quais o hindi é a mais extensiva, embora falada somente por 37% da população. O inglês é uma língua associada, praticada amplamente pela burocracia para os documentos oficiais. As outras dezesseis são regionais, além da existência de 1650 dialetos.
AS PRINCIPAIS LÍNGUAS DA ÍNDIA
HINDI - língua oficial
TELUGU
BENGALI
MARATI
TÂMIL
URDU
GUJARATI
Em todo o país, apesar da política de modernização levada a efeito pelos sucessivos governos indianos, permanecem fortes traços culturais tradicionais, impermeáveis às influências internacionais e ao impacto da crescente sofisticação tecnológica. O melhor exemplo do arcaísmo que ainda assola a nação indiana é a sobrevivência do sistema de castas.
O crescimento vegetativo do país, apesar das campanhas de controle de natalidade, ainda é muito elevado, agravando a pobreza que ainda assola boa parte da população. Peritos em demografia acreditam que a população indiana, em poucos anos, ultrapassará a da República Popular da China. Ainda mais grave é o fato de que ocorre uma excessiva concentração populacional em certas regiões, verdadeiros "quistos" demográficos.
A POPULAÇÃO INDIANA EM NÚMEROS
CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO - 1,6% ao ano
FECUNDIDADE - 3,13 por mulher
EXPECTATIVA DE VIDA - 62 anos para os homens e 63 para as mulheres
MORTALIDADE INFANTIL - 72 em mil
ANALFABETISMO - 44,2%
ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO - 132º no "ranking" mundial
A população indiana ainda é majoritariamente rural: somente 30% do total moram em áreas urbanas. Contudo, em função do gigantismo de sua demografia, a Índia conta com 20 cidades com mais de 1 milhão de habitantes:
AS MAIORES CIDADES INDIANAS
BOMBAIM (ATUALMENTE, MUMBAI) - 15.700 milhões de habitantes
CALCUTÁ - 12.118 milhões de habitantes
NOVA DELHI - 10.298 milhões de habitantes
MADRAS - 5.900 milhões de habitantes
BANGALORE - 4.7250 milhões de habitantes
AHMADABAD - 4.500 milhões de habitantes
HYDERABAD - 4.200 milhões de habitantes
KANPUR - 2 milhões de habitantes
Em resumo, a Índia conhece, hoje em dia, três gravíssimos problemas: analfabetismo, baixa expectativa de vida e baixa renda per capita (440 dólares).
Com uma população de 1 bilhão de habitantes, a Índia é o segundo país mais populoso do mundo. Em termos estatísticos, seu território pode ser considerado bem povoado, pois conhece uma população relativa de 335,7 hab/km2. Na realidade, a distribuição de seus habitantes é muito irregular, fenômeno agravado pelo seu desordenado crescimento demográfico. Além disso, a Índia é palco de uma grande diversidade étnica, gerada pelas diferentes origens raciais e também pelos inúmeros contatos com culturas heterogêneas, além de um complexo processo de miscigenação. Um complicado mosaico de línguas, dialetos, religiões e costumes caracteriza o país.
COMPOSIÇÃO ÉTNICA DA ÍNDIA
HINDUS - 72%
DRÁVIDAS - 25%
MONGÓIS E OUTROS - 3%
Esse caleidoscópio étnico causa outro grave problema: o lingüístico. Dezoito são as línguas oficialmente reconhecidas, das quais o hindi é a mais extensiva, embora falada somente por 37% da população. O inglês é uma língua associada, praticada amplamente pela burocracia para os documentos oficiais. As outras dezesseis são regionais, além da existência de 1650 dialetos.
AS PRINCIPAIS LÍNGUAS DA ÍNDIA
HINDI - língua oficial
TELUGU
BENGALI
MARATI
TÂMIL
URDU
GUJARATI
Em todo o país, apesar da política de modernização levada a efeito pelos sucessivos governos indianos, permanecem fortes traços culturais tradicionais, impermeáveis às influências internacionais e ao impacto da crescente sofisticação tecnológica. O melhor exemplo do arcaísmo que ainda assola a nação indiana é a sobrevivência do sistema de castas.
O crescimento vegetativo do país, apesar das campanhas de controle de natalidade, ainda é muito elevado, agravando a pobreza que ainda assola boa parte da população. Peritos em demografia acreditam que a população indiana, em poucos anos, ultrapassará a da República Popular da China. Ainda mais grave é o fato de que ocorre uma excessiva concentração populacional em certas regiões, verdadeiros "quistos" demográficos.
A POPULAÇÃO INDIANA EM NÚMEROS
CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO - 1,6% ao ano
FECUNDIDADE - 3,13 por mulher
EXPECTATIVA DE VIDA - 62 anos para os homens e 63 para as mulheres
MORTALIDADE INFANTIL - 72 em mil
ANALFABETISMO - 44,2%
ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO - 132º no "ranking" mundial
A população indiana ainda é majoritariamente rural: somente 30% do total moram em áreas urbanas. Contudo, em função do gigantismo de sua demografia, a Índia conta com 20 cidades com mais de 1 milhão de habitantes:
AS MAIORES CIDADES INDIANAS
BOMBAIM (ATUALMENTE, MUMBAI) - 15.700 milhões de habitantes
CALCUTÁ - 12.118 milhões de habitantes
NOVA DELHI - 10.298 milhões de habitantes
MADRAS - 5.900 milhões de habitantes
BANGALORE - 4.7250 milhões de habitantes
AHMADABAD - 4.500 milhões de habitantes
HYDERABAD - 4.200 milhões de habitantes
KANPUR - 2 milhões de habitantes
Em resumo, a Índia conhece, hoje em dia, três gravíssimos problemas: analfabetismo, baixa expectativa de vida e baixa renda per capita (440 dólares).
ÍNDIA - ECONOMIA
A ECONOMIA INDIANA
A pobreza da Índia é claramente demonstrada pelos baixos índices do seu Produto Interno Bruto (PIB).
Aliás, esta característica é própria de toda a Ásia Meridional. Embora atinja a faixa de 430 bilhões de dólares, se relacionarmos o PIB com a população, para assim poder observar a produtividade média, constatamos que cada habitante da Índia produz cerca de 400 dólares por ano, ou seja, um pouco mais de 1 dólar por dia.
DADOS ECONÔMICOS DA ÍNDIA MERIDIONAL
ÍNIDIA - 400 bilhões de dólares
SRI LANKA - 13 bilhões de dólares
NEPAL - 5 bilhões de dólares
BUTÃO - 1 bilhão de dólares
PAQUISTÃO - 80 bilhões de dólares
BANGLADESH - 32 bilhões de dólares
A distribuição de sua População Economicamente Ativa (PEA) é outro indicador das discrepâncias de desenvolvimento econômico da Índia: um país de enormes abismos sócio-econômicos. De um lado, elites e classes médias intelectualmente preparadas e de alto poder aquisitivo; de outro, bolsões de pobreza absoluta. 62% da População economicamente Ativa dedica-se à agricultura, o que demonstra o grau de subdesenvolvimento do país. Apesar da enorme força de trabalho voltada ao setor primário, esse só contribui em 29% para o PIB, em função do arcaísmo tecnológico da produção agropecuária.
OS SETORES DA PRODUÇÃO INDIANA
Como em toda Ásia Meridional, a maior porção das áreas cultivadas produzem arroz, que é o mais importante gênero para a alimentação das populações da região. Essa rizicultura é feita na forma de subsistência, não voltada para o comércio: mais um elemento indicador do primitivismo das economias do sul asiático. No verão, é feita a semeadura, já que as abundantes chuvas de monções facilitam o plantio. De fato, o arroz é quase sempre cultivado nas planícies inundadas, mas também as partes mais baixas das montanhas que circundam os vales e deltas fluviais são utilizadas. Normalmente, as propriedades com produção de subsistência tem menos que 5 hectares, caindo, por vezes, para menos de 1 hectare. Trata-se de uma produção familiar com técnicas primitivas, utilizando toda população disponível, inclusive velhos, crianças e mulheres. A produção rural indiana é um exemplo clássico de agricultura intensiva, já que o trabalho, além de ser essencialmente braçal, busca aproveitar o máximo da terra, pois sendo essa escassa, é necessário tirar dela o máximo proveito. No interior das áreas rizicultoras, o cultivo de legumes e verduras ajuda a complementar as necessidades alimentares dos camponeses. Quando dos períodos de seca, impróprios para a produção de arroz, são cultivados o milho, trigo, soja, feijão, legumes e grão-de-bico.
Esses gêneros, pela sua importância alimentícia, são fundamentais para diversificar a dieta das populações da Ásia Meridional, sendo sua produção incentivada pelos governos, o que, apesar do primarismo tecnológico, faz desses países grandes produtores mundiais de alimentos.
Ao contrário da maioria dos países subdesenvolvidos, nos quais o cultivo de produtos tropicais de exportação sufocou a agricultura de subsistência e obrigou à importação de cereais, a Índia preserva sua auto-suficiência na produção de alimentos. Isso se deve, fundalmentamente à “Revolução Verde”.
A REVOLUÇÃO VERDE
Em 1966, quando a Índia era vitimada por um brutal surto de fome, a Primeira-Ministra Indira Gandhi adotou como slogan: “nunca mais haverá fome na Índia”. Passando da idéia aos fatos, o governo de Nova Delhi convocou o Doutor Swaminathan, chefe do Instituto de Pesquisas Agrícolas, para resolver a questão. A ele foi dada uma ordem: tornar a Índia auto-suficiente em alimentos. Imediatamente, o agrônomo indiano entrou em contato com um cientista americano, Norman Borlaug, que, por meio de seleções genéticas, criara uma variedade especial de trigo – o Sonora 63 -, resistente à seca, às pragas e com enorme produtividade, até mesmo em solos áridos. Borlaug, dando continuidade às suas pesquisas, conseguira também produzir um novo tipo de milho, com características semelhantes. A aliança entre o americano e Swaminathan foi o estopim da chamada “Revolução Verde”. O trigo, o milho e, depois, o arroz IR6 – todos criados em laboratório, por meio de cruzamentos genéticos – foram plantados em larga escala na Índia.
Simultaneamente, o governo indiano levou adiante investimentos que financiaram os pequenos e médios agricultores a produzir de maneira mais moderna, ou seja, mediante a utilização de adubos, inseticidas, irrigação e máquinas. Um aspecto negativo da “Revolução Verde” foi a incapacidade dos pequenos agricultores de saldar suas dividas bancárias, o que provocou a perda de suas terras. Esse fato causou uma grande concentração da propriedade fundiária nas mãos daqueles que detinham maiores capitais, provocando também um êxodo rural crescente que agravou os problemas urbanos. Apesar de tudo, a “Revolução Verde” produziu bons resultados, fundalmentamente no Punjab, onde a substituição dos adubos orgânicos pelos químicos, a ampliação do uso de tratores e da irrigação aumentaram a produção, colocando a Índia entre os dez maiores produtores mundiais de gêneros alimentícios.
Críticos de “esquerda” ressaltam, entretanto, que a introdução de novas técnicas e de grãos transgenéticos aumenta a dependência dos países subdesenvolvidos em relação às nações economicamente dominantes. De fato, essas sofisticadas sementes, os fertilizantes químicos, inseticidas e pesticidas são fornecidos por empresas transnacionais. Isso agrava o endividamento do país, que, para diminuir os déficits da balança de pagamentos e amortizar sua dívida externa, busca intensificar suas
exportações, praticamente aniquilando a agricultura de subsistência. Dessa maneira, o círculo torna-se vicioso: no afã de superar a dependência pela utilização de modelos produtivos externos, os países pobres agravam seus problemas sócio-econômicos. Em síntese: a velha agricultura familiar dá lugar às plantations voltadas ao mercado externo.
PRODUTOS PRIMÁRIOS INDIANOS DE EXPORTAÇÃO
CHÁ -primeiro produtor mundial
TABACO - terceiro produtor mundial
ALGODÃO - terceiro produtor mundial
LÁTEX - quarto produtor mundial
Quanto à pecuária, a Índia conhece uma curiosa contradição: seu rebanho bovino é o maior do mundo; entretanto, por motivos religiosos (a “vaca sagrada”), a produção de carne é praticamente nula, destacando-se somente a produção de leite e manteiga. Para a alimentação popular, é significativo a criação de ovinos (quinto produtor mundial) e de aves (oitavo produtor mundial).
A INDÚSTRIA
Na Ásia Meridional, a Índia é o país mais industrializado, detendo a 12ª maior produção industrial do mundo, praticamente equivalente a do Brasil. A industrialização indiana teve início ainda sob o domínio colonialista britânico, tendo por base a siderurgia e o setor têxtil. Na mesma época, expandiu-se extraordinariamente a rede ferroviária, que hoje atinge 70.000 km de extensão. Após a independência, graças ao intervencionismo estatal e os investimentos da ex-União Soviética, houve grande crescimento das indústrias de base, notadamente nos setores elétrico, químico, metalúrgico e petroquímico. De fato, capitais soviéticos chegaram a controlar 80% da metalurgia, 60% da indústria de equipamentos elétricos, 50% da petroquímica e 30% da siderurgia. Desde o governo do Primeiro-Ministro Narasimha Rao (1991 –1996), a Índia vem conhecendo uma fase de abertura para o capital internacional, mantendo um acelerado crescimento econômico.
Do ponto de vista geográfico, os parques industriais concentram-se nas regiões de Calcutá, Bombaim (hoje Mumbai) e Madras. Visando racionalizar a divisão espacial das indústrias, o governo e os empresários indianos tem se esforçado no sentido de implantá-las de acordo com a localização dos recursos minerais, das forças de mercado e da presença de mão-de-obra.
Um dos fatores de sustentação da produção industrial indiana é a geração de energia. De fato, a Índia é uma das 20 maiores nações produtoras de petróleo do mundo, embora esse ainda não atenda ao consumo interno: o país importa 30% do petróleo que consome. 40% da energia utilizada na Índia é fornecida por hidrelétricas e 25% da eletricidade é gerada por usinas nucleares, já que o país conta com importantes e
sofisticados centros de pesquisa atômica. Esse interesse pelo átomo decorre também de fatores políticos: a construção de ogivas nucleares para fins militares. Até hoje, a Índia – assim como o Paquistão – recusa-se a assinar o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares.
A pobreza da Índia é claramente demonstrada pelos baixos índices do seu Produto Interno Bruto (PIB).
Aliás, esta característica é própria de toda a Ásia Meridional. Embora atinja a faixa de 430 bilhões de dólares, se relacionarmos o PIB com a população, para assim poder observar a produtividade média, constatamos que cada habitante da Índia produz cerca de 400 dólares por ano, ou seja, um pouco mais de 1 dólar por dia.
DADOS ECONÔMICOS DA ÍNDIA MERIDIONAL
ÍNIDIA - 400 bilhões de dólares
SRI LANKA - 13 bilhões de dólares
NEPAL - 5 bilhões de dólares
BUTÃO - 1 bilhão de dólares
PAQUISTÃO - 80 bilhões de dólares
BANGLADESH - 32 bilhões de dólares
A distribuição de sua População Economicamente Ativa (PEA) é outro indicador das discrepâncias de desenvolvimento econômico da Índia: um país de enormes abismos sócio-econômicos. De um lado, elites e classes médias intelectualmente preparadas e de alto poder aquisitivo; de outro, bolsões de pobreza absoluta. 62% da População economicamente Ativa dedica-se à agricultura, o que demonstra o grau de subdesenvolvimento do país. Apesar da enorme força de trabalho voltada ao setor primário, esse só contribui em 29% para o PIB, em função do arcaísmo tecnológico da produção agropecuária.
OS SETORES DA PRODUÇÃO INDIANA
Como em toda Ásia Meridional, a maior porção das áreas cultivadas produzem arroz, que é o mais importante gênero para a alimentação das populações da região. Essa rizicultura é feita na forma de subsistência, não voltada para o comércio: mais um elemento indicador do primitivismo das economias do sul asiático. No verão, é feita a semeadura, já que as abundantes chuvas de monções facilitam o plantio. De fato, o arroz é quase sempre cultivado nas planícies inundadas, mas também as partes mais baixas das montanhas que circundam os vales e deltas fluviais são utilizadas. Normalmente, as propriedades com produção de subsistência tem menos que 5 hectares, caindo, por vezes, para menos de 1 hectare. Trata-se de uma produção familiar com técnicas primitivas, utilizando toda população disponível, inclusive velhos, crianças e mulheres. A produção rural indiana é um exemplo clássico de agricultura intensiva, já que o trabalho, além de ser essencialmente braçal, busca aproveitar o máximo da terra, pois sendo essa escassa, é necessário tirar dela o máximo proveito. No interior das áreas rizicultoras, o cultivo de legumes e verduras ajuda a complementar as necessidades alimentares dos camponeses. Quando dos períodos de seca, impróprios para a produção de arroz, são cultivados o milho, trigo, soja, feijão, legumes e grão-de-bico.
Esses gêneros, pela sua importância alimentícia, são fundamentais para diversificar a dieta das populações da Ásia Meridional, sendo sua produção incentivada pelos governos, o que, apesar do primarismo tecnológico, faz desses países grandes produtores mundiais de alimentos.
Ao contrário da maioria dos países subdesenvolvidos, nos quais o cultivo de produtos tropicais de exportação sufocou a agricultura de subsistência e obrigou à importação de cereais, a Índia preserva sua auto-suficiência na produção de alimentos. Isso se deve, fundalmentamente à “Revolução Verde”.
A REVOLUÇÃO VERDE
Em 1966, quando a Índia era vitimada por um brutal surto de fome, a Primeira-Ministra Indira Gandhi adotou como slogan: “nunca mais haverá fome na Índia”. Passando da idéia aos fatos, o governo de Nova Delhi convocou o Doutor Swaminathan, chefe do Instituto de Pesquisas Agrícolas, para resolver a questão. A ele foi dada uma ordem: tornar a Índia auto-suficiente em alimentos. Imediatamente, o agrônomo indiano entrou em contato com um cientista americano, Norman Borlaug, que, por meio de seleções genéticas, criara uma variedade especial de trigo – o Sonora 63 -, resistente à seca, às pragas e com enorme produtividade, até mesmo em solos áridos. Borlaug, dando continuidade às suas pesquisas, conseguira também produzir um novo tipo de milho, com características semelhantes. A aliança entre o americano e Swaminathan foi o estopim da chamada “Revolução Verde”. O trigo, o milho e, depois, o arroz IR6 – todos criados em laboratório, por meio de cruzamentos genéticos – foram plantados em larga escala na Índia.
Simultaneamente, o governo indiano levou adiante investimentos que financiaram os pequenos e médios agricultores a produzir de maneira mais moderna, ou seja, mediante a utilização de adubos, inseticidas, irrigação e máquinas. Um aspecto negativo da “Revolução Verde” foi a incapacidade dos pequenos agricultores de saldar suas dividas bancárias, o que provocou a perda de suas terras. Esse fato causou uma grande concentração da propriedade fundiária nas mãos daqueles que detinham maiores capitais, provocando também um êxodo rural crescente que agravou os problemas urbanos. Apesar de tudo, a “Revolução Verde” produziu bons resultados, fundalmentamente no Punjab, onde a substituição dos adubos orgânicos pelos químicos, a ampliação do uso de tratores e da irrigação aumentaram a produção, colocando a Índia entre os dez maiores produtores mundiais de gêneros alimentícios.
Críticos de “esquerda” ressaltam, entretanto, que a introdução de novas técnicas e de grãos transgenéticos aumenta a dependência dos países subdesenvolvidos em relação às nações economicamente dominantes. De fato, essas sofisticadas sementes, os fertilizantes químicos, inseticidas e pesticidas são fornecidos por empresas transnacionais. Isso agrava o endividamento do país, que, para diminuir os déficits da balança de pagamentos e amortizar sua dívida externa, busca intensificar suas
exportações, praticamente aniquilando a agricultura de subsistência. Dessa maneira, o círculo torna-se vicioso: no afã de superar a dependência pela utilização de modelos produtivos externos, os países pobres agravam seus problemas sócio-econômicos. Em síntese: a velha agricultura familiar dá lugar às plantations voltadas ao mercado externo.
PRODUTOS PRIMÁRIOS INDIANOS DE EXPORTAÇÃO
CHÁ -primeiro produtor mundial
TABACO - terceiro produtor mundial
ALGODÃO - terceiro produtor mundial
LÁTEX - quarto produtor mundial
Quanto à pecuária, a Índia conhece uma curiosa contradição: seu rebanho bovino é o maior do mundo; entretanto, por motivos religiosos (a “vaca sagrada”), a produção de carne é praticamente nula, destacando-se somente a produção de leite e manteiga. Para a alimentação popular, é significativo a criação de ovinos (quinto produtor mundial) e de aves (oitavo produtor mundial).
A INDÚSTRIA
Na Ásia Meridional, a Índia é o país mais industrializado, detendo a 12ª maior produção industrial do mundo, praticamente equivalente a do Brasil. A industrialização indiana teve início ainda sob o domínio colonialista britânico, tendo por base a siderurgia e o setor têxtil. Na mesma época, expandiu-se extraordinariamente a rede ferroviária, que hoje atinge 70.000 km de extensão. Após a independência, graças ao intervencionismo estatal e os investimentos da ex-União Soviética, houve grande crescimento das indústrias de base, notadamente nos setores elétrico, químico, metalúrgico e petroquímico. De fato, capitais soviéticos chegaram a controlar 80% da metalurgia, 60% da indústria de equipamentos elétricos, 50% da petroquímica e 30% da siderurgia. Desde o governo do Primeiro-Ministro Narasimha Rao (1991 –1996), a Índia vem conhecendo uma fase de abertura para o capital internacional, mantendo um acelerado crescimento econômico.
Do ponto de vista geográfico, os parques industriais concentram-se nas regiões de Calcutá, Bombaim (hoje Mumbai) e Madras. Visando racionalizar a divisão espacial das indústrias, o governo e os empresários indianos tem se esforçado no sentido de implantá-las de acordo com a localização dos recursos minerais, das forças de mercado e da presença de mão-de-obra.
Um dos fatores de sustentação da produção industrial indiana é a geração de energia. De fato, a Índia é uma das 20 maiores nações produtoras de petróleo do mundo, embora esse ainda não atenda ao consumo interno: o país importa 30% do petróleo que consome. 40% da energia utilizada na Índia é fornecida por hidrelétricas e 25% da eletricidade é gerada por usinas nucleares, já que o país conta com importantes e
sofisticados centros de pesquisa atômica. Esse interesse pelo átomo decorre também de fatores políticos: a construção de ogivas nucleares para fins militares. Até hoje, a Índia – assim como o Paquistão – recusa-se a assinar o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares.
ÍNDIA - DADOS POLÍTICOS
DADOS POLÍTICOS DA ÍNDIA
NOME OFICIAL - República da Índia
CAPITAL - Nova Delhi
MOEDA - rúpia indiana
ESTRUTURA POLÍTICA - República Parlamentarista
PRINCIPAIS PARTIDOS - Congresso Nacional Indiano e Partido Janata
PODER LEGISLATIVO - bicameral (Conselho do Povo e Casa do Povo)
OS PRINCIPAIS EVENTOS E PROCESSOS DA ÍNDIA CONTEMPORÂNEA
O PRIMEIRO-MINISTRO DA ÍNDIA PÓS-INDEPENDÊNCIA (1947 – 1966) - Jawaharlal Nehru(Congresso Nacional Indiano).
POLÍTICA EXTERNA DE NEHRU - na Conferência de Bandung (1955), Nehru, Tito (Iugoslávia), Nasser (Egito) e Sukarno (Indonésia) formularam o conceito de “terceiromundismo”, ou seja, a criação de um “bloco de nações não-alinhadas”, eqüidistantes do mundo ocidental, liderado pelos EUA, e do socialismo de modelo soviético. Os objetivos da proposta eram: consolidar uma soberania e autonomia
políticas plenas e levar adiante um processo de desenvolvimento econômico baseado na noção de que somente a industrialização, de base estatizante, geraria a prosperidade nacional.
POLÍTICA INTERNA DE NEHRU - incentivo à pesquisa científica e à modernização tecnológica; projetos educacionais visando promover a escolarização básica de toda população; subsídios estatais à implantação de indústrias, fundalmentamente as voltadas à produção de bens de capital; criação de uma moderna infraestrutura econômica (energia e transportes); aumento da produção agrícola para atender às necessidades de uma população caracterizada por um crescimento desordenado e extraordinariamente rápido.
ÊXITOS DE NEHRU - reconhecimento internacional de sua liderança; feitos tecnológicos, tais como a colocação de satélites em órbita e o desenvolvimento da física nuclear, que levaria a Índia a detonar uma bomba atômica em 1974; relativo aumento da produção agrícola e ampla criação de indústrias.
O SEGUNDO GOVERNANTE DA ÍNDIA - a filha de Nehru, a Primeira-Ministra Indira Gandhi (Congresso Nacional Indiano), cujo primeiro mandato se prolongou de 1966 a 1977.
POLÍTICA EXTERNA DE INDIRA GANDHI - continuação da política “terceiromundista” de Nehru e conflitos com o Paquistão motivados pelo domínio da Caxemira (região indiana de maioria religiosa muçulmana ambicionada pelos paquistaneses). Em 1981, Indira Gandhi desfechou um ataque ao Paquistão em apoio ao movimento separatista da província do Paquistão Oriental, que então adquiriu sua independência sob a denominação de República Popular da Bengala (Bangladesh).
POLÍTICA INTERNA DE INDIRA GANDHI - campanha de esterilização em massa da população masculina visando diminuir o crescimento demográfico; apesar de seu discurso nacionalista e populista, a Primeira-Ministra levou adiante uma tímida liberalização econômica, aceitando algumas diretrizes do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. Isso desagradou a todos os segmentos sociais: as camadas populares tiveram seus rendimentos diminuídos e os setores empresariais, principalmente os ligados ao capital estrangeiro, passaram a exigir mais concessões.
A ÍNDIA DE INDIRA GANDHI CONHECE PROBLEMAS - o relativo fracasso da política de esterilização; diminuição do crescimento econômico em função da “crise do petróleo” do início dos anos 70, exportações de bens industriais abaixo dos índices projetados pelo governo.
ELEIÇÕES DE MARÇO DE 1977 - o Congresso Nacional Indiano é esmagadoramente derrotado por uma coligação entre três partidos de oposição: o Bharatiya Janata (de orientação hinduísta e nacionalista), Partido Socialista e o Congresso pela Democracia, representante da casta dos “intocáveis”.
TERCEIRO GOVERNO INDIANO (1977 – 1980) - encabeçado pelo Primeiro-Ministro Morarji Desai, que em nada alterou a política externa de não-alinhamento e foi incapaz de cumprir suas promessas de melhorias econômicas e pleno emprego. Uma cisão na maioria governista forçou a convocação de eleições, as quais reconduziram Indira Gandhi ao poder.
SEGUNDO MANDATO DE INDIRA GANDHI (1980 – 1984) - caracterizado por um relativo autoritarismo e por sucessivas acusações contra a corrupção da burocracia estatal, o que desgastou a imagem pública da primeira-ministra.
O GRANDE PROBLEMA - proliferação de conflitos étnicos, principalmente entre a maioria hinduísta e os adeptos da religião Sikhs. Em 1984, a tensão chegou ao ápice quando tropas do exército, a mando de Indira Ghandi, invadiram o Templo de Ouro, o mais sagrado santuário Sikh localizado em Amristar, matando centenas de pessoas. Em represália, grupos radicais da seita planejaram a eliminação física da primeira-ministra, que é assassinada, em 1984, por um dos seus guarda-costas, membro da etnia
perseguida.
SUCESSOR DE INDIRA GANDHI - seu filho Rajiv Gandhi (Congresso Nacional Indiano) MEDIDAS INTERNAS DE RAJIV - apoiado por uma sólida maioria parlamentar, o novo Primeiro-Ministro promoveu negociações com os Sikhs e outros movimentos separatistas indianos, em especial o que então se desenvolvia na importante região do Punjab. Disposto a concessões, Rajiv concordou em ampliar a autonomia da área em troca da manutenção, por parte do governo central, do controle sobre defesa, relações externas, finanças, correio, sistema viário e telecomunicações.
POLÍTICA EXTERNA DE RAJIV - em 1987, o governo indiano interveio no conflito do Sri Lanka, onde a maioria da população, de etnia cingalesa, enfrentava o movimento separatista dos Tamis. Forças pacificadoras indianas foram mandadas para a região, obtendo uma efêmera cessação dos combates.
Informado de que o Paquistão estabeleceu um programa de desenvolvimento nuclear, Rajiv anunciou que a Índia não tinha condições de renunciar a construção de artefatos atômicos.
POLÍTICA INTERNA DE RAJIV - modernização tecnológica (seu slogan: “micro computadores é o caminho para o progresso”). Esse objetivo fez com que os trabalhadores indianos, temendo a informatização, passassem a conviver com a ameaça de desemprego, gerando uma grave tensão social.
20 DE MAIO DE 1989 - Rajiv Gandhi é vítima de um atentado levado a efeito por militantes do movimento de libertação Tâmil, sendo sucedido pelo líder do Partido do Congresso Nacional Indiano:
Narasimha Rao que dá início a uma política de ampla liberalização econômica.
CONSEQÜÊNCIAS DA NOVA POLÍTICA - apesar de alguns êxitos, principalmente a queda da inflação, a diminuição do déficit público e o aumento das exportações, as medidas do novo governo trouxe consigo uma violenta onda de protestos populares, agravando os conflitos étnicos. Em 1996, após uma fragorosa derrota eleitoral, Rao renunciou ao cargo de Primeiro-Ministro. Uma nova “estrela” política ascendia aos céus do cenário indiano: o Partido Janata.
1998 - o Partido Janata, a frente da uma coligação, obtém maioria parlamentar e seu líder Atal Bihari Vajpayee tornou-se o Primeiro-Ministro.
MAIO DE 1998 - a Índia leva a efeito uma série de testes nucleares que foram seguidos por ensaios semelhantes por parte do Paquistão.
NOME OFICIAL - República da Índia
CAPITAL - Nova Delhi
MOEDA - rúpia indiana
ESTRUTURA POLÍTICA - República Parlamentarista
PRINCIPAIS PARTIDOS - Congresso Nacional Indiano e Partido Janata
PODER LEGISLATIVO - bicameral (Conselho do Povo e Casa do Povo)
OS PRINCIPAIS EVENTOS E PROCESSOS DA ÍNDIA CONTEMPORÂNEA
O PRIMEIRO-MINISTRO DA ÍNDIA PÓS-INDEPENDÊNCIA (1947 – 1966) - Jawaharlal Nehru(Congresso Nacional Indiano).
POLÍTICA EXTERNA DE NEHRU - na Conferência de Bandung (1955), Nehru, Tito (Iugoslávia), Nasser (Egito) e Sukarno (Indonésia) formularam o conceito de “terceiromundismo”, ou seja, a criação de um “bloco de nações não-alinhadas”, eqüidistantes do mundo ocidental, liderado pelos EUA, e do socialismo de modelo soviético. Os objetivos da proposta eram: consolidar uma soberania e autonomia
políticas plenas e levar adiante um processo de desenvolvimento econômico baseado na noção de que somente a industrialização, de base estatizante, geraria a prosperidade nacional.
POLÍTICA INTERNA DE NEHRU - incentivo à pesquisa científica e à modernização tecnológica; projetos educacionais visando promover a escolarização básica de toda população; subsídios estatais à implantação de indústrias, fundalmentamente as voltadas à produção de bens de capital; criação de uma moderna infraestrutura econômica (energia e transportes); aumento da produção agrícola para atender às necessidades de uma população caracterizada por um crescimento desordenado e extraordinariamente rápido.
ÊXITOS DE NEHRU - reconhecimento internacional de sua liderança; feitos tecnológicos, tais como a colocação de satélites em órbita e o desenvolvimento da física nuclear, que levaria a Índia a detonar uma bomba atômica em 1974; relativo aumento da produção agrícola e ampla criação de indústrias.
O SEGUNDO GOVERNANTE DA ÍNDIA - a filha de Nehru, a Primeira-Ministra Indira Gandhi (Congresso Nacional Indiano), cujo primeiro mandato se prolongou de 1966 a 1977.
POLÍTICA EXTERNA DE INDIRA GANDHI - continuação da política “terceiromundista” de Nehru e conflitos com o Paquistão motivados pelo domínio da Caxemira (região indiana de maioria religiosa muçulmana ambicionada pelos paquistaneses). Em 1981, Indira Gandhi desfechou um ataque ao Paquistão em apoio ao movimento separatista da província do Paquistão Oriental, que então adquiriu sua independência sob a denominação de República Popular da Bengala (Bangladesh).
POLÍTICA INTERNA DE INDIRA GANDHI - campanha de esterilização em massa da população masculina visando diminuir o crescimento demográfico; apesar de seu discurso nacionalista e populista, a Primeira-Ministra levou adiante uma tímida liberalização econômica, aceitando algumas diretrizes do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. Isso desagradou a todos os segmentos sociais: as camadas populares tiveram seus rendimentos diminuídos e os setores empresariais, principalmente os ligados ao capital estrangeiro, passaram a exigir mais concessões.
A ÍNDIA DE INDIRA GANDHI CONHECE PROBLEMAS - o relativo fracasso da política de esterilização; diminuição do crescimento econômico em função da “crise do petróleo” do início dos anos 70, exportações de bens industriais abaixo dos índices projetados pelo governo.
ELEIÇÕES DE MARÇO DE 1977 - o Congresso Nacional Indiano é esmagadoramente derrotado por uma coligação entre três partidos de oposição: o Bharatiya Janata (de orientação hinduísta e nacionalista), Partido Socialista e o Congresso pela Democracia, representante da casta dos “intocáveis”.
TERCEIRO GOVERNO INDIANO (1977 – 1980) - encabeçado pelo Primeiro-Ministro Morarji Desai, que em nada alterou a política externa de não-alinhamento e foi incapaz de cumprir suas promessas de melhorias econômicas e pleno emprego. Uma cisão na maioria governista forçou a convocação de eleições, as quais reconduziram Indira Gandhi ao poder.
SEGUNDO MANDATO DE INDIRA GANDHI (1980 – 1984) - caracterizado por um relativo autoritarismo e por sucessivas acusações contra a corrupção da burocracia estatal, o que desgastou a imagem pública da primeira-ministra.
O GRANDE PROBLEMA - proliferação de conflitos étnicos, principalmente entre a maioria hinduísta e os adeptos da religião Sikhs. Em 1984, a tensão chegou ao ápice quando tropas do exército, a mando de Indira Ghandi, invadiram o Templo de Ouro, o mais sagrado santuário Sikh localizado em Amristar, matando centenas de pessoas. Em represália, grupos radicais da seita planejaram a eliminação física da primeira-ministra, que é assassinada, em 1984, por um dos seus guarda-costas, membro da etnia
perseguida.
SUCESSOR DE INDIRA GANDHI - seu filho Rajiv Gandhi (Congresso Nacional Indiano) MEDIDAS INTERNAS DE RAJIV - apoiado por uma sólida maioria parlamentar, o novo Primeiro-Ministro promoveu negociações com os Sikhs e outros movimentos separatistas indianos, em especial o que então se desenvolvia na importante região do Punjab. Disposto a concessões, Rajiv concordou em ampliar a autonomia da área em troca da manutenção, por parte do governo central, do controle sobre defesa, relações externas, finanças, correio, sistema viário e telecomunicações.
POLÍTICA EXTERNA DE RAJIV - em 1987, o governo indiano interveio no conflito do Sri Lanka, onde a maioria da população, de etnia cingalesa, enfrentava o movimento separatista dos Tamis. Forças pacificadoras indianas foram mandadas para a região, obtendo uma efêmera cessação dos combates.
Informado de que o Paquistão estabeleceu um programa de desenvolvimento nuclear, Rajiv anunciou que a Índia não tinha condições de renunciar a construção de artefatos atômicos.
POLÍTICA INTERNA DE RAJIV - modernização tecnológica (seu slogan: “micro computadores é o caminho para o progresso”). Esse objetivo fez com que os trabalhadores indianos, temendo a informatização, passassem a conviver com a ameaça de desemprego, gerando uma grave tensão social.
20 DE MAIO DE 1989 - Rajiv Gandhi é vítima de um atentado levado a efeito por militantes do movimento de libertação Tâmil, sendo sucedido pelo líder do Partido do Congresso Nacional Indiano:
Narasimha Rao que dá início a uma política de ampla liberalização econômica.
CONSEQÜÊNCIAS DA NOVA POLÍTICA - apesar de alguns êxitos, principalmente a queda da inflação, a diminuição do déficit público e o aumento das exportações, as medidas do novo governo trouxe consigo uma violenta onda de protestos populares, agravando os conflitos étnicos. Em 1996, após uma fragorosa derrota eleitoral, Rao renunciou ao cargo de Primeiro-Ministro. Uma nova “estrela” política ascendia aos céus do cenário indiano: o Partido Janata.
1998 - o Partido Janata, a frente da uma coligação, obtém maioria parlamentar e seu líder Atal Bihari Vajpayee tornou-se o Primeiro-Ministro.
MAIO DE 1998 - a Índia leva a efeito uma série de testes nucleares que foram seguidos por ensaios semelhantes por parte do Paquistão.
BRASIL - HISTÓRICO DA INDUSTRIALIZAÇÃO
HISTÓRICO INDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRADA
1. Concentração Industrial
Indústrias de base, bens de produção ou intermediárias
Produzem matérias-primas secundárias como, por exemplo, alumínio, aço (siderurgia), cimento e derivados de petróleo (petroquímica).
Indústrias de bens de capital
Produzem máquinas, peças e equipamentos industriais.
Indústrias de bens de consumo:
- Duráveis: automóveis, eletrodomésticos, móveis etc.;
- Semiduráveis: calçados, roupas, lápis etc.
- Não-duráveis: alimentos, bebidas, remédios etc.
Distribuição regional da receita líquida de vendas das indústrias: Norte: 3%; Nordeste: 8%; Sudeste: 69%; Sul: 18%; Centro-Oeste: 2%
O parque industrial brasileiro está amplamente concentrado nos estados do Centro-Sul e nas maiores regiões metropolitanas. Porém, nas últimas décadas, vem passando por um processo de dispersão espacial, que acontece à medida que vai-se dispersando a infra-estrutura de transportes, energia e comunicações e o poder público oferece benefícios fiscais para atrair investimentos. No interior das regiões e dos estados está ocorrendo o mesmo processo.
2. Histórico
A economia brasileira só começou a se estruturar em escala nacional a partir da segunda metade da década de 1930. Até então, a organização espacial das atividades econômicas era dispersa, as economias regionais – chamadas de “arquipélagos econômicos regionais” - se estruturavam de forma quase totalmente autônoma.
Com a crise do café e o início da industrialização, comandada pelo Sudeste, esse quadro mudou. Getúlio Vargas passou a promover a integração dos “arquipélagos regionais” através da instalação de um sistema de transportes ligando os estados, o que aumentou o fluxo de mercadorias e pessoas entre os mesmos.
A partir de então, até a década de 1980, a concentração espacial da indústria na região Sudeste se explica por três fatores básicos:
- Complementaridade industrial — as indústrias de autopeças tendem a se localizar próximo às automobilísticas; às petroquímicas, próximo às refinarias etc.;
- Concentração de investimentos públicos nos setores de energia e transportes — por fim, é mais barato para o governo concentrar investimentos em determinada região do que espalhá-los pelo território nacional.
Essa tendência à concentração perdurou até o final da década de 70, quando começaram a surtir efeitos os investimentos do II PND e serem inauguradas as primeiras grandes usinas hidrelétricas na região Nordeste.
1. Concentração Industrial
Indústrias de base, bens de produção ou intermediárias
Produzem matérias-primas secundárias como, por exemplo, alumínio, aço (siderurgia), cimento e derivados de petróleo (petroquímica).
Indústrias de bens de capital
Produzem máquinas, peças e equipamentos industriais.
Indústrias de bens de consumo:
- Duráveis: automóveis, eletrodomésticos, móveis etc.;
- Semiduráveis: calçados, roupas, lápis etc.
- Não-duráveis: alimentos, bebidas, remédios etc.
Distribuição regional da receita líquida de vendas das indústrias: Norte: 3%; Nordeste: 8%; Sudeste: 69%; Sul: 18%; Centro-Oeste: 2%
O parque industrial brasileiro está amplamente concentrado nos estados do Centro-Sul e nas maiores regiões metropolitanas. Porém, nas últimas décadas, vem passando por um processo de dispersão espacial, que acontece à medida que vai-se dispersando a infra-estrutura de transportes, energia e comunicações e o poder público oferece benefícios fiscais para atrair investimentos. No interior das regiões e dos estados está ocorrendo o mesmo processo.
2. Histórico
A economia brasileira só começou a se estruturar em escala nacional a partir da segunda metade da década de 1930. Até então, a organização espacial das atividades econômicas era dispersa, as economias regionais – chamadas de “arquipélagos econômicos regionais” - se estruturavam de forma quase totalmente autônoma.
Com a crise do café e o início da industrialização, comandada pelo Sudeste, esse quadro mudou. Getúlio Vargas passou a promover a integração dos “arquipélagos regionais” através da instalação de um sistema de transportes ligando os estados, o que aumentou o fluxo de mercadorias e pessoas entre os mesmos.
A partir de então, até a década de 1980, a concentração espacial da indústria na região Sudeste se explica por três fatores básicos:
- Complementaridade industrial — as indústrias de autopeças tendem a se localizar próximo às automobilísticas; às petroquímicas, próximo às refinarias etc.;
- Concentração de investimentos públicos nos setores de energia e transportes — por fim, é mais barato para o governo concentrar investimentos em determinada região do que espalhá-los pelo território nacional.
Essa tendência à concentração perdurou até o final da década de 70, quando começaram a surtir efeitos os investimentos do II PND e serem inauguradas as primeiras grandes usinas hidrelétricas na região Nordeste.
GEOGRAFIA - UMA TENTATIVA DE DEFINIÇÃO
A Geografia, ciência nascida ainda na Antiguidade, tem conhecido, ao longo do tempo, inúmerasdefinições. Para alguns, ela teria por objetivo estudar a superfície terrestre. A objeção que fazemos a este conceito é a de que inúmeras disciplinas também têm a mesma meta, já que a Terra é o cenário onde ocorrem atividades humanas. Portanto, esta primeira definição tem o defeito de não configurar com precisão o objeto da Geografia. Outros teóricos acreditam que sua ciência tem por finalidade o estudo da paisagem. Há também geógrafos que afirmam que ela tem como propósito o estudo da individualidade dos lugares. Assim, caberia ao cientista estudar todos os fenômenos existentes numa determinada região, para entender as diversas porções do planeta. Modernamente, a Geografia é definida como o estudo das relações entre o espaço e as sociedades. Daí a necessidade, hoje experimentada pelo geógrafo, de recorrer tanto à Geologia, Oceanografia, Meteorologia, Ecologia, como também às Ciências Sociais, tais como a Economia, Sociologia, História e Política.
AS ORIGENS DA GEOGRAFIA
A Geografia como ciência se consolidou no século XIX, quando foi sistematizada e ganhou uma metodologia. Isto ocorreu nesse momento, pois somente então foram satisfeitas as condições para a plena existência dos estudos geográficos. Em primeiro lugar, era necessário que o homem europeu—já que foi no Velho Continente que a Geografia adquiriu uma base científica—tivesse a noção da verdadeira extensão do planeta. Além disso, era também fundamental que a Terra fosse, pelo menos, quase toda conhecida.
Afinal, a Geografia só operaria como ciência se fossem levantados dados sobre as diversas regiões do Globo. Todas estas condições puderam ser preenchidas pelo desenvolvimento do capitalismo que, visando globalizar a acumulação de capital, navegou pelo mundo quando da expansão ultramarina dos Tempos Modernos, construiu impérios nas áreas extra-européias e explorou, econômica e cientificamente, quase todas as porções da Terra.
A Geografia chegou à maturidade científica na Alemanha. Esta nação apresentava uma série de especificidades: em primeiro lugar, não existia como país pois estava dividida em principados, ducados, condados e cidades livres todos titulares de soberania. Durante séculos, esta estrutura feudal foi mantida pelo Sacro-Império Romano Germânico, uma realidade política nominal, pois seu Imperador não passava de uma figura simbólica. Por esta razão, as relações capitalistas de produção foram implantadas na Alemanha tardiamente, subsistindo, por longo tempo, o modo de produção servil. Por conseguinte, a burguesia alemã era frágil e totalmente atrelada ao Estado, o grande agente político nacional. A Alemanha, assim, não conheceu a implantação de ideais e valores liberais, o que possibilitou os seus sucessivos governos autoritários. Desconhecendo uma revolução de cunho democrático burguês — ao contrário do que ocorrera na França em 1789 —, a Alemanha não foi marcada, na ocasião, pela luta de classes, tornando imperiosa a unificação nacional, daí a preocupação com espaço geográfico.
Embora, do ponto de vista metodológico, a Geografia tenha sido sistematizada por Alexandre von Humboldt e Karl Ritter, o mais influente geógrafo germânico do século XIX foi Friedrich Ratzel. Nascido na Prússia, cuja sociedade fora militarizada pelo Estado, Ratzel foi o principal legitimador teórico do projeto de unificação da Alemanha sob a tutela da belicosa aristocracia agrária “junker” que então controlava politicamente Berlim. Por muitos apelidado de o “pensador do imperialismo”, o geógrafo, em todas as suas obras, buscou justificar o expansionismo germânico. Tal propósito é explicito num dos seus mais conhecidos conceitos: “semelhante à luta pela vida, cuja finalidade básica é obter espaço, as lutas dos povos são quase sempre pelo mesmo objetivo. Na história moderna, a recompensa da vitória foi sempre um proveito territorial”.
Em 1882, seu livro “Antropogeografia — fundamentos da aplicação da Geografia à História” lança as bases da Geografia Humana. Na obra, Ratzel define o objetivo da Geografia como o estudo das influências e condicionamentos das condições naturais sobre os comportamentos humanos. No seu entender, o espaço determina a psicologia dos indivíduos e a estrutura das sociedades. Haveria um vínculo interativo entre o
homem e a natureza, de onde ele tira os bens necessários à sobrevivência. Assim, o espaço físico seria o fator fundamental para a manutenção física do ser humano e da possibilidade de sua liberdade. A decorrência política de tal afirmação é a de que o estado tem como finalidade básica a conquista e a preservação de territórios. Para Ratzel, quando “a sociedade se organiza para proteger seu território, tem início o Estado”. O “determinismo” geográfico do pensador prussiano lançou as raízes do conceito de “Lebensraum” (“espaço vital”), que, no século XX serviria como legitimação do expansionismo nazista.
Ainda no século XIX, a França foi o berço de uma outra conceituação de Geografia: a de Vidal de La Blache, que criticou a politização da Geografia por parte de Ratzel e defendeu a noção de que, em função da liberdade humana, não havia uma determinação “mecânica” do espaço sobre a sociedade. Mais do que um ser totalmente modelado pelas condições geográficas, o homem alteraria o seu espaço. É Vidal de La Blache o formulador da teoria da “humanização” da paisagem. Além disso, o geógrafo francês defendia o contato entre as diversas regiões e culturas do Globo. Em sua opinião, a Europa era fruto de uma história dinâmica, daí seu desenvolvimento, enquanto a África e a Ásia eram sociedades estagnadas. Apologista da “corrida neocolonialista” do Imperialismo, ele pregava a “missão civilizadora do homem branco”. Dessa forma, sua defesa de uma ciência geográfica “despolitizada” e estritamente “objetiva” foi uma mentira. Ele criticou o expansionismo germânico na Europa, que abalaria a hegemonia francesa, e propõs a conquista de áreas neocoloniais, o que também é uma ação política.
AS ORIGENS DA GEOGRAFIA
A Geografia como ciência se consolidou no século XIX, quando foi sistematizada e ganhou uma metodologia. Isto ocorreu nesse momento, pois somente então foram satisfeitas as condições para a plena existência dos estudos geográficos. Em primeiro lugar, era necessário que o homem europeu—já que foi no Velho Continente que a Geografia adquiriu uma base científica—tivesse a noção da verdadeira extensão do planeta. Além disso, era também fundamental que a Terra fosse, pelo menos, quase toda conhecida.
Afinal, a Geografia só operaria como ciência se fossem levantados dados sobre as diversas regiões do Globo. Todas estas condições puderam ser preenchidas pelo desenvolvimento do capitalismo que, visando globalizar a acumulação de capital, navegou pelo mundo quando da expansão ultramarina dos Tempos Modernos, construiu impérios nas áreas extra-européias e explorou, econômica e cientificamente, quase todas as porções da Terra.
A Geografia chegou à maturidade científica na Alemanha. Esta nação apresentava uma série de especificidades: em primeiro lugar, não existia como país pois estava dividida em principados, ducados, condados e cidades livres todos titulares de soberania. Durante séculos, esta estrutura feudal foi mantida pelo Sacro-Império Romano Germânico, uma realidade política nominal, pois seu Imperador não passava de uma figura simbólica. Por esta razão, as relações capitalistas de produção foram implantadas na Alemanha tardiamente, subsistindo, por longo tempo, o modo de produção servil. Por conseguinte, a burguesia alemã era frágil e totalmente atrelada ao Estado, o grande agente político nacional. A Alemanha, assim, não conheceu a implantação de ideais e valores liberais, o que possibilitou os seus sucessivos governos autoritários. Desconhecendo uma revolução de cunho democrático burguês — ao contrário do que ocorrera na França em 1789 —, a Alemanha não foi marcada, na ocasião, pela luta de classes, tornando imperiosa a unificação nacional, daí a preocupação com espaço geográfico.
Embora, do ponto de vista metodológico, a Geografia tenha sido sistematizada por Alexandre von Humboldt e Karl Ritter, o mais influente geógrafo germânico do século XIX foi Friedrich Ratzel. Nascido na Prússia, cuja sociedade fora militarizada pelo Estado, Ratzel foi o principal legitimador teórico do projeto de unificação da Alemanha sob a tutela da belicosa aristocracia agrária “junker” que então controlava politicamente Berlim. Por muitos apelidado de o “pensador do imperialismo”, o geógrafo, em todas as suas obras, buscou justificar o expansionismo germânico. Tal propósito é explicito num dos seus mais conhecidos conceitos: “semelhante à luta pela vida, cuja finalidade básica é obter espaço, as lutas dos povos são quase sempre pelo mesmo objetivo. Na história moderna, a recompensa da vitória foi sempre um proveito territorial”.
Em 1882, seu livro “Antropogeografia — fundamentos da aplicação da Geografia à História” lança as bases da Geografia Humana. Na obra, Ratzel define o objetivo da Geografia como o estudo das influências e condicionamentos das condições naturais sobre os comportamentos humanos. No seu entender, o espaço determina a psicologia dos indivíduos e a estrutura das sociedades. Haveria um vínculo interativo entre o
homem e a natureza, de onde ele tira os bens necessários à sobrevivência. Assim, o espaço físico seria o fator fundamental para a manutenção física do ser humano e da possibilidade de sua liberdade. A decorrência política de tal afirmação é a de que o estado tem como finalidade básica a conquista e a preservação de territórios. Para Ratzel, quando “a sociedade se organiza para proteger seu território, tem início o Estado”. O “determinismo” geográfico do pensador prussiano lançou as raízes do conceito de “Lebensraum” (“espaço vital”), que, no século XX serviria como legitimação do expansionismo nazista.
Ainda no século XIX, a França foi o berço de uma outra conceituação de Geografia: a de Vidal de La Blache, que criticou a politização da Geografia por parte de Ratzel e defendeu a noção de que, em função da liberdade humana, não havia uma determinação “mecânica” do espaço sobre a sociedade. Mais do que um ser totalmente modelado pelas condições geográficas, o homem alteraria o seu espaço. É Vidal de La Blache o formulador da teoria da “humanização” da paisagem. Além disso, o geógrafo francês defendia o contato entre as diversas regiões e culturas do Globo. Em sua opinião, a Europa era fruto de uma história dinâmica, daí seu desenvolvimento, enquanto a África e a Ásia eram sociedades estagnadas. Apologista da “corrida neocolonialista” do Imperialismo, ele pregava a “missão civilizadora do homem branco”. Dessa forma, sua defesa de uma ciência geográfica “despolitizada” e estritamente “objetiva” foi uma mentira. Ele criticou o expansionismo germânico na Europa, que abalaria a hegemonia francesa, e propõs a conquista de áreas neocoloniais, o que também é uma ação política.
A FORMAÇÃO DA TERRA
O nosso planeta, situado na galáxia Via Láctea, é um dos inúmeros produtos da formação do Universo, iniciada pela grande explosão inicial (o “Big Bang”), cujas partículas ou “faíscas” resultantes originaram a matéria cósmica e os sistemas estelares, dentre eles, o Sistema Solar.
O Sistema Solar Quando de seu nascimento, a Terra era ua bola incandescente que, ao resfriar-se ficou dura por fora e é aí que nós habitamos: na crosta terrestre. As etapas da formação do nosso planeta foram:
fase 1 – há aproximadamente 4,5 bilhões de anos, uma espessa nuvem de poeira e gás formou o Sol. Partes dessa nuvem criaram partículas de rocha e gelo que, depois, unidas deram origem aos planetas;
fase 2 – as rochas que compunham a Terra, no seu início, apresentavam altos índices de radioatividade, o que provocou seu derretimento. Nesse período, os elementos químicos níquel e ferro se fundiram, criando o núcleo do planeta, cuja temperatura média é de 4.000º C. Os materiais que formam o interior da Terra apresentam-se em estados que variam do gasoso e líquido ao pastoso e sólido, sendo chamados de magma ou magma pastoso;
fase 3 – cerca de 4 bilhões de anos atrás, teve início a formação da crosta terrestre que, originalmente, era composta de pequenas plaquetas sólidas flutuando na rocha fundida. Nesse período, formava -se o manto, camada situada a 2.900 km abaixo da superfície e constituída de rochas deformáveis, pois menos rígidas. No manto, predominam ferro e magnésio, materiais de constituição pesada, e aí as temperaturas podem variar entre 200 a 3.000º C;
fase 4 – com o tempo, a crosta terrestre se tornou, crescentemente, mais espessa e os vulcões entraram em erupção, emitindo gases que geraram a atmosfera. Simultaneamente, o vapor de água se condensou, formando os oceanos;
fase 5 – há cerca de 3,5 bilhões de anos, a crosta terrestre estava basicamente formada, porém a configuração dos continentes era bem diferente da atual;
fase 6 – atualmente, a Terra continua se transformando, pois a crosta apresenta enormes placas cujas bordas estão em constante mutação. Também os continentes ainda se movimentam, em função da pressão das forças que agem no núcleo da Terra.
AS CAMADAS DA TERRA
Quatro são as principais camadas de nosso planeta:
- NÚCLEO INTERNO
- NÚCLEO EXTERNO
- MANTO
- CROSTA
O planeta Terra, quanto ao aspecto de sua formação física, tem uma história, conhecida como Eras Geológicas.
ESCALA GEOLÓGICA DO TEMPO
O Sistema Solar Quando de seu nascimento, a Terra era ua bola incandescente que, ao resfriar-se ficou dura por fora e é aí que nós habitamos: na crosta terrestre. As etapas da formação do nosso planeta foram:
fase 1 – há aproximadamente 4,5 bilhões de anos, uma espessa nuvem de poeira e gás formou o Sol. Partes dessa nuvem criaram partículas de rocha e gelo que, depois, unidas deram origem aos planetas;
fase 2 – as rochas que compunham a Terra, no seu início, apresentavam altos índices de radioatividade, o que provocou seu derretimento. Nesse período, os elementos químicos níquel e ferro se fundiram, criando o núcleo do planeta, cuja temperatura média é de 4.000º C. Os materiais que formam o interior da Terra apresentam-se em estados que variam do gasoso e líquido ao pastoso e sólido, sendo chamados de magma ou magma pastoso;
fase 3 – cerca de 4 bilhões de anos atrás, teve início a formação da crosta terrestre que, originalmente, era composta de pequenas plaquetas sólidas flutuando na rocha fundida. Nesse período, formava -se o manto, camada situada a 2.900 km abaixo da superfície e constituída de rochas deformáveis, pois menos rígidas. No manto, predominam ferro e magnésio, materiais de constituição pesada, e aí as temperaturas podem variar entre 200 a 3.000º C;
fase 4 – com o tempo, a crosta terrestre se tornou, crescentemente, mais espessa e os vulcões entraram em erupção, emitindo gases que geraram a atmosfera. Simultaneamente, o vapor de água se condensou, formando os oceanos;
fase 5 – há cerca de 3,5 bilhões de anos, a crosta terrestre estava basicamente formada, porém a configuração dos continentes era bem diferente da atual;
fase 6 – atualmente, a Terra continua se transformando, pois a crosta apresenta enormes placas cujas bordas estão em constante mutação. Também os continentes ainda se movimentam, em função da pressão das forças que agem no núcleo da Terra.
AS CAMADAS DA TERRA
Quatro são as principais camadas de nosso planeta:
- NÚCLEO INTERNO
- NÚCLEO EXTERNO
- MANTO
- CROSTA
O planeta Terra, quanto ao aspecto de sua formação física, tem uma história, conhecida como Eras Geológicas.
ESCALA GEOLÓGICA DO TEMPO
EUROPA: UM CONCEITO E UMA REALIDADE
A Europa, província de um planeta globalizado, é o continente no qual a crítica e a dúvida modelam o discurso utilizado pelos europeus para sua auto -definição. Essa postura filosófica explicita um aspecto original do espírito dos habitantes do Velho Mundo, adeptos do primado do indivíduo e da liberdade de agir, crer e julgar. Mas o termo “Europa” designa também uma geografia e uma prática que agrupam uma ampla diversidade – paisagens, línguas, povos, nações, trajetórias históricas, culturas e visões de mundo.
Diferenças reais que contrastam com uma retórica de unidade – a constante busca da união dos Estados nacionais e de povos dissociados – hoje parcialmente concretizada por uma administração econômica comum e pela ampliação, em todo o continente, dos processos democráticos. Região de fronteiras, por vezes, incertas e mutáveis, a Europa é um conjunto fragmentado composto por 45 Estados e mais de 50 nações ou entidades etnolinguísticas dotadas de vocação nacional. Atualmente, há 735 milhões de europeus. A Unidade Européia reúne 380 milhões. A construção de um Europa comum dissocia os 15 Estados membros da Comunidade Européia dos outros que buscam sua integração. Aparentemente, os critérios de adesão à Unidade Européia são simples: “todo Estado europeu pode se tornar membro da Comunidade”, segundo as palavras do Tratado de Roma de 1957. Entretanto, os acordos que criaram os vínculos europeus (Maastricht de 1972 e Amsterdã de 1974) não definiram com precisão o significado do termo “europeu”. Se a Unidade Européia for ampliada para abranger 27 Estados – meta hoje almejada – seu território aumentaria em um terço, sua população compreenderia mias 30% dos habitantes do continente, mas seu Produto Interno Bruto (PIB) só seria acrescido em 8%.
A Unidade Européia é o pólo da prosperidade e da reorganização econômica e política do continente, mas os limites que essa convergência determina, em função de uma mesma e severa política econômica, reforçam uma introversão no momento em que o Velho Mundo deveria se abrir às novas realidades geopolíticas e geoeconômicas. Daí as críticas, múltiplas e incessantes levadas a efeito pelos Parlamentos e pela imprensa, a respeito da ausência de uma visão européia comum do futuro, a falta de um modelo que concilie a eficiência econômica com a justiça social, a lentidão do processo de ampliação da Comunidade em direção ao leste, a impotência diplomática européia no que diz respeito à intervenção nas crises e guerras civis que eclodem às margens do continente e, finalmente, a incapacidade de construir um sistema de segurança confiável sem a participação do “grande irmão” americano. Em resumo, há duas Europas em discussão: uma, tutelada pelos tecnocratas de Bruxelas, prega incentivos às empresas, produtividade e eficácia tecnológica; outra, cara aos corações europeus, propõe, não uma “Europa de empresários”, mas uma “Europa dos povos”. Talvez possamos acrescentar que o projeto europeu conheça um “calcanhar de Aquiles”: o sonho de elaborar uma geopolítica autônoma num mundo globalizado. A Europa, como discurso geopolítico, serve de mito organizador da complexidade do continente. Para os europeus, sua identidade combina elementos geográficos, históricos e culturais simultaneamente comuns e divergentes.
Se há uma experiência européia partilhada, ela não pode ser resumida em fórmulas simples, pois sua revisão se faz necessária de geração em geração. Não se pode ainda estabelecer as fronteiras da União Européia, pois seus contornos serão construídos ao longo do tempo. Deve -se ter sempre em mente que se trata de um processo de convergência de Estados, dentro dos quais a diversidade não é negada, mas, hoje, a busca dos interesses nacionais começa ser feita em nome da Europa.
Além do fato de que o Estado nacional ainda permanece o traço geográfico definidor do continente, a Europa conhece enormes diferenças geoeconômicas: em alguns lugares, Estados intervencionistas na economia; em outros, predomina o liberalismo. Há uma Europa triunfante e inserida na economia mundial, que se estende ao longo das áreas setentrionais: de Londres a Frankfurt, passando por Amsterdã e Paris; ao redor dos Alpes, prosperam cidades dinâmicas e zonas caracterizadas pela “tecnologia de ponta”. Nas regiões periféricas do continente – Irlanda, sul de Portugal, Ilhas Gregas – ocorre uma corrida acelerada para modernização. No plano político, tem -se como certa a vitória definitiva dos regimes democráticos, após tristes tempos de ditadura na Espanha, Portugal e Grécia, além do totalitarismo comunista no leste europeu. Hoje, o espaço público europeu vive a alternância e os compromissos entre duas grandes correntes político -ideológicas: a Social -Democracia e um conservadorismo liberal e moderado.
Lamentavelmente, ainda persistem discursos obscurantistas e xenófobos; felizmente, cada vez mais raros. Sob a Europa dos Estados se desenha uma Europa de alianças e de redes interligadas, abrangendo regiões, cidades, empresas e todos os demais agentes sociais. Desde 1989, o espírito da liberdade atravessa o continente europeu, fazendo com que a unificação conviva com as identidades. Nos ventos da História, a Europa se apresenta como um bem comum a toda Humanidade.
Diferenças reais que contrastam com uma retórica de unidade – a constante busca da união dos Estados nacionais e de povos dissociados – hoje parcialmente concretizada por uma administração econômica comum e pela ampliação, em todo o continente, dos processos democráticos. Região de fronteiras, por vezes, incertas e mutáveis, a Europa é um conjunto fragmentado composto por 45 Estados e mais de 50 nações ou entidades etnolinguísticas dotadas de vocação nacional. Atualmente, há 735 milhões de europeus. A Unidade Européia reúne 380 milhões. A construção de um Europa comum dissocia os 15 Estados membros da Comunidade Européia dos outros que buscam sua integração. Aparentemente, os critérios de adesão à Unidade Européia são simples: “todo Estado europeu pode se tornar membro da Comunidade”, segundo as palavras do Tratado de Roma de 1957. Entretanto, os acordos que criaram os vínculos europeus (Maastricht de 1972 e Amsterdã de 1974) não definiram com precisão o significado do termo “europeu”. Se a Unidade Européia for ampliada para abranger 27 Estados – meta hoje almejada – seu território aumentaria em um terço, sua população compreenderia mias 30% dos habitantes do continente, mas seu Produto Interno Bruto (PIB) só seria acrescido em 8%.
A Unidade Européia é o pólo da prosperidade e da reorganização econômica e política do continente, mas os limites que essa convergência determina, em função de uma mesma e severa política econômica, reforçam uma introversão no momento em que o Velho Mundo deveria se abrir às novas realidades geopolíticas e geoeconômicas. Daí as críticas, múltiplas e incessantes levadas a efeito pelos Parlamentos e pela imprensa, a respeito da ausência de uma visão européia comum do futuro, a falta de um modelo que concilie a eficiência econômica com a justiça social, a lentidão do processo de ampliação da Comunidade em direção ao leste, a impotência diplomática européia no que diz respeito à intervenção nas crises e guerras civis que eclodem às margens do continente e, finalmente, a incapacidade de construir um sistema de segurança confiável sem a participação do “grande irmão” americano. Em resumo, há duas Europas em discussão: uma, tutelada pelos tecnocratas de Bruxelas, prega incentivos às empresas, produtividade e eficácia tecnológica; outra, cara aos corações europeus, propõe, não uma “Europa de empresários”, mas uma “Europa dos povos”. Talvez possamos acrescentar que o projeto europeu conheça um “calcanhar de Aquiles”: o sonho de elaborar uma geopolítica autônoma num mundo globalizado. A Europa, como discurso geopolítico, serve de mito organizador da complexidade do continente. Para os europeus, sua identidade combina elementos geográficos, históricos e culturais simultaneamente comuns e divergentes.
Se há uma experiência européia partilhada, ela não pode ser resumida em fórmulas simples, pois sua revisão se faz necessária de geração em geração. Não se pode ainda estabelecer as fronteiras da União Européia, pois seus contornos serão construídos ao longo do tempo. Deve -se ter sempre em mente que se trata de um processo de convergência de Estados, dentro dos quais a diversidade não é negada, mas, hoje, a busca dos interesses nacionais começa ser feita em nome da Europa.
Além do fato de que o Estado nacional ainda permanece o traço geográfico definidor do continente, a Europa conhece enormes diferenças geoeconômicas: em alguns lugares, Estados intervencionistas na economia; em outros, predomina o liberalismo. Há uma Europa triunfante e inserida na economia mundial, que se estende ao longo das áreas setentrionais: de Londres a Frankfurt, passando por Amsterdã e Paris; ao redor dos Alpes, prosperam cidades dinâmicas e zonas caracterizadas pela “tecnologia de ponta”. Nas regiões periféricas do continente – Irlanda, sul de Portugal, Ilhas Gregas – ocorre uma corrida acelerada para modernização. No plano político, tem -se como certa a vitória definitiva dos regimes democráticos, após tristes tempos de ditadura na Espanha, Portugal e Grécia, além do totalitarismo comunista no leste europeu. Hoje, o espaço público europeu vive a alternância e os compromissos entre duas grandes correntes político -ideológicas: a Social -Democracia e um conservadorismo liberal e moderado.
Lamentavelmente, ainda persistem discursos obscurantistas e xenófobos; felizmente, cada vez mais raros. Sob a Europa dos Estados se desenha uma Europa de alianças e de redes interligadas, abrangendo regiões, cidades, empresas e todos os demais agentes sociais. Desde 1989, o espírito da liberdade atravessa o continente europeu, fazendo com que a unificação conviva com as identidades. Nos ventos da História, a Europa se apresenta como um bem comum a toda Humanidade.
A EUROPA NÓRDICA
A Europa Nórdica é formada por cinco países: Suécia, Dinamarca, Noruega, Finlândia e Islândia.
SUÉCIA
A Suécia é o maior e o mais populoso país da Península Escandinava. Sua paisagem física é caracterizada pela cadeia montanhosa dos Alpes Escandinavos, que a separa da Noruega. Mais de 100 mil lagos enfeitam seu território, cujo litoral sudeste – onde se localiza Estocolmo – é marcado por fiordes e recifes. A próspera economia sueca – baseada na exploração da madeira e de seus derivados, além de uma poderosa indústria – proporciona, em função de altos impostos, um alto padrão de vida a seus cidadãos, beneficiados por um Estado Previdenciário de inspiração ideológica social-democrata.
REINO DA SUÉCIA
CAPITAL - Estocolmo
SUPERFÍCIE - 449.064km2
POPULAÇÃO - 8.500.000
LÍNGUAS - sueco, lapão e finlandês
MOEDA - coroa sueca
ESTRUTURA POLÍTICA - Monarquia Parlamentarista
CHEFE DE ESTADO - Rei Carl XVI Gustaf
CHEFE DO GOVERNO - Primeiro-Ministro Göran Persson (Partido Social Democrata)
INDICADORES SÓCIOCULTURAIS
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 96% da população
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU - 49% da população
ECONOMIA
PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) -226,5 bilhões de dólares
PIB POR HABITANTE - 24.600 dólares
CRESCIMENTO ANUAL - 3,8% ao ano
INFLAÇÃO - 3,70% ao ano
TAXA DE DESEMPREGO - 5,4%
ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO - 6º no “ranking” mundial
UMA AMEAÇA PARDA: A CRIMINALIDADE NEONAZISTA
No começo do terceiro milênio, a Suécia vive, simultaneamente, a euforia e o temor. A economia prospera, fundalmentamente em razão das tecnologias de informação, que hoje desempenham um papel primordial na vida produtiva do país. Graças a seus avanços nesse setor – mais de 60% dos lares possuem micro computadores – a Suécia é o grande “tigre nórdico”, país onde 1% do comércio é realizado pela Internet. Ciente dessa nova realidade, o governo vem investindo bilhões de coroas na implantação de redes informatizadas que cubram integralmente a nação. Contrastando com esse cenário otimista, a Suécia vê com pavor o crescimento de agressões xenófobas de cunho neonazista. Inúmeros atentados chocaram a população de um país tradicionalmente pacifista, cosmopolita e tolerante quanto às diferenças étnicas e sexuais. A imprensa mais responsável e séria daquela nação nórdica tem buscado alertar a sociedade no sentido de coibir a proliferação de organizações fascistas. Uma verdadeira explosão de músicas “heavy metal” de cunho nazista, defendendo o “poder branco”, permite financiar os grupos radicais de extrema direita. Em 2000, um simpósio internacional,realizado em Estocolmo, foi dedicado ao estudo do genocídio perpetrado contra os judeus, ocasião na qual foram levantadas críticas ao papel que a Suécia desempenhou durante a Segunda Guerra Mundial, quando forneceu matérias-primas ao Terceiro Reich. Pela primeira vez, um assunto até então “esquecido” pela consciência sueca foi levantado de maneira pública.
Outra questão que divide a opinião pública do país refere-se à eventual integração sueca à “zona do euro” (“Eurolândia”). O Partido Social Democrata, hoje no governo, declarou-se favorável à adesão ao sistema financeiro europeu, proposta que encontra forte oposição por parte dos segmentos mais conservadores. O primeiro-ministro Göran Persson ressaltou que o atual momento econômico favorável vivido pela Suécia
torna imperiosa a participação do país na Unidade Monetária Européia, contanto que duas condições sejam satisfeitas: em primeiro lugar, a manutenção do atual índice salarial para que a economia do Reino continue competitiva e, além disso, que a conjuntura econômica nacional não seja afetada por discrepâncias de desenvolvimento entre as diversas nações da Unidade Européia.
Finalmente, embora numa escala menor, dois outros assuntos preocupam os cidadãos suecos: a possível utilização de reatores nucleares para a geração de energia e as relações entre o Estado e a Igreja Luterana local, que, após 400 anos, deixou de ser a religião oficial do país.
DINAMARCA
Berço dos antigos vikings, a Dinamarca é o menor dos países escandinavos. Seu território, um dos mais planos da Europa com 35m de altitude média, divide-se em duas partes: a continental (a Península da Jutlândia) e a porção insular, essa última quase 1/3 da superfície total, com suas 406 ilhas. A maior delas é a Zelândia, separada da Suécia por um estreito em cujas margens fica a simpática e cosmopolita capital do país: Copenhague, um dos mais importantes portos comerciais europeus. A Dinamarca se faz presente no Oceano Atlântico pelo domínio da grande ilha da Groenlândia, localizada no meio da rota marítima entre a América do Norte e o Velho Mundo. Quanto ao clima, a Dinamarca, embora situada na extremidade setentrional do continente europeu, apresenta verões relativamente quentes e chuvosos graças à influência da Corrente do Golfo (“Gulf Stream”) que banha seu litoral. Sua agropecuária, apesar dos invernos rigorosos, é extremamente desenvolvida em função do pleno uso de tecnologias sofisticadas.
Basta lembrar que seu pequeno território não impede que a Dinamarca seja um grande produtor de derivados do leite, além de carne suína e bovina. Sua localização geográfica, na extremidade ocidental da Europa, e o fato de ser uma ponte entre o Oceano Atlântico, o Mar do Norte e o Mar Báltico tornam a Dinamarca um dos mais importantes centros de comércio marítimo do planeta.
Assim como seus vizinhos, o Reino da Dinamarca propicia aos seus cidadãos um altíssimo padrão de vida, não só em razão do desenvolvimento tecnológico, como, principalmente, pela adoção de uma ideologia social-democrata responsável pela implantação de um sofisticado sistema previdenciário. Amparados por um Estado preocupado com o bem estar social e dispondo de polpudas rendas, os cidadãos suecos são um dos povos mais seduzidos pela moderna tecnologia da informação: há no país 250 telefones celulares e 304 computadores para cada mil habitantes, uma das maiores proporções mundiais.
REINO DA DINAMARCA
CAPITAL - Copenhague
SUPERFÍCIE - 43.091km2
POPULAÇÃO - 5.300.000
LÍNGUA - dinamarquês
MOEDA - coroa dinamarquesa
ESTRUTURA POLÍTICA - Monarquia Constitucional
CHEFE DE ESTADO - Rainha Margarida II
CHEFE DO GOVERNO - Paol Nyrup Rasmussen
INDICADORES SÓCIOCULTURAIS
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 94% da população
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU - 46,3% da população
PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) - 174,9 bilhões de dólares
PIB POR HABITANTE - 33.000 dólares
CRESCIMENTO ANUAL - 1,3% ao ano
INFLAÇÃO - 2,5% ao ano
TAXA DE DESEMPREGO - 4,9%
ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO - 15º no “ranking” mundial
NÃO AO EURO
Pelo referendo de 28 de setembro de 2000, a população dinamarquesa se pronunciou contra aquilo que ela acredita ser um novo passo em direção a uma Europa federalista: a aceitação da Unidade Monetária do Continente. Fundalmentamente, os “eurocéticos” dinamarqueses temem a perda das regalias e privilégios proporcionados pelo seu avançado estado previdenciário. De certa maneira, eles têm razão: a moeda única exige a harmonização das políticas sociais e fiscais, o que implicaria o rebaixamento do padrão de vida nórdico.
Outro fator que assusta os dinamarqueses é a relativa debilidade do “euro”, cujas flutuações assustaram os europeus ao longo de 2000. Além disso, a economia dinamarquesa vai de vento em popa, apresentando um dos mais baixos índices de desemprego do continente. Atualmente, as famílias vêm consumindo bens
numa escala tão exagerada que o governo foi obrigado a tomar medidas de austeridade para acalmar os delírios consumistas. De fato, vem aumentando o déficit da balança comercial e os salários, extremamente elevados, podem provocar um processo inflacionário. Num mundo marcado pela pobreza e escassez, a Dinamarca é vítima de uma agradável doença: a prosperidade excessiva.
NORUEGA
Boa parte do território norueguês está situado acima do Círculo Polar Ártico. Por conseguinte, a extremidade setentrional, do país é praticamente desabitada, em função dos rigores do clima. Nessa região, o sol permanece visível durante as 24 horas do dia no verão. Por esse motivo, a Noruega é conhecida como a “Terra do sol da meia-noite”. Seu território é atravessado pela cadeia montanhosa escandinava, que se prolonga ao longo do litoral, recortado por fiordes de origem glaciária. No centro e sul, onde estão as principais cidades, correntes marítimas, principalmente a do Golfo, amenizam os rigores do inverno e geram verões agradáveis e frescos.
A Noruega vive do mar, sua principal fonte de riqueza, e o país lidera a indústria pesqueira européia, exportando salmão e bacalhau já processados. Nos últimos anos, a prosperidade norueguesa praticamente não conhece limites graças à descoberta de petróleo e gás natural no Mar do Norte. Além dos altos salários, o país conhece um eficiente estado previdenciário. Por todos esses motivos a Noruega ocupa, hoje, o
segundo lugar no “ranking” mundial do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
REINO DA NORUEGA
CAPITAL - Oslo
SUPERFÍCIE - 323.877km2
POPULAÇÃO - 4.500.000
LÍNGUAS - norueguês e lapão
MOEDA - coroa norueguesa
ESTRUTURA POLÍTICA - Monarquia Parlamentarista
CHEFE DE ESTADO - Rei Harald V
CHEFE DO GOVERNO - Jens Stoltenberg (Partido Trabalhista Norueguês)
INDICADORES SÓCIOCULTURAIS
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 94% da população
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU - 61,9% da população
TELEVISORES - 916 aparelhos para cada mil habitantes
LIVROS PUBLICADOS - 6.900 títulos por ano
PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) - 145,9 bilhões de dólares
PIB POR HABITANTE - 35.000 dólares
CRESCIMENTO ANUAL - 3,3% ao ano
INFLAÇÃO - 2,3% ao ano
TAXA DE DESEMPREGO - 3,7%
ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO - 2º no “ranking” mundial
DEBATES SOBRE O MODELO ECONÔMICO
A Noruega vive um acalorado debate sobre o papel do Estado nos setores básicos da economia. Após inúmeras hesitações, o governo, no final de 2000 viu-se forçado a vender o segundo banco do país, o Christiania, para um grupo rival sueco-finlandês. Também, a primeira empresa do país, a Statoil (setor petrolífero), deve conhecer uma privatização parcial. Outra questão em debate é a eventual participação da Noruega na Unidade Européia, proposta que sofre forte oposição no país, inclusive no seio do partido governamental, apesar da posição contraria do atual Primeiro-Ministro.
Matérias > Geografia > Geografia Geral > EUROPA > A Europa Nórdica: 30_4-5
FINLÂNDIA
A Finlândia, nação escandinava, sempre foi muito influenciada culturalmente pela Rússia, país limítrofe e com o qual partilha uma extensa fronteira e séculos de história comum. A extremidade norte da Finlândia compreende parte da Lapônia, região de relevo acidentado e semi-desértica, onde habitam os lapões, famosos como criadores de renas. Localizada acima do Círculo Polar Ártico, a Lapônia conhece o fenômeno da aurora boreal e dias inteiros de escuridão, no inverno, e de luz permanente, no verão. A Finlândia, país plano, é caracterizada pela presença de mais de 180 mil lagos, razão pela qual a população chama seu país de Suomi (“terra dos mil lagos”). A paisagem botânica é marcada pela proliferação de florestas de coníferas, que fornecem toneladas de Madeira e papel para o mundo, principais produtos de exportação da Finlândia. Apesar dos rigores do clima, a Finlândia é um grande produtor de carne, grãos e derivados do leite. Dado curioso é a língua finlandesa, pois não apresenta qualquer traço de semelhança com os demais idiomas nórdicos que são de origem indo-européia. De fato, o finlandês pertence ao tronco lingüístico fino-húngaro, de origem tartárica.
REPÚBLICA DA FINLÂNDIA
CAPITAL - Helsinque
SUPERFÍCIE - 338.145km2
POPULAÇÃO - 5.300.000
LÍNGUAS - finlandês, sueco e lapão
MOEDA - marco finlandês (1 euro = 5,94573 marcos finlandeses)
ESTRUTURA POLÍTICA - República Unitária
CHEFE DE ESTADO - Sra. Tarja Halonen
CHEFE DO GOVERNO - Paavo Lipponen
INDICADORES SÓCIOCULTURAIS
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 93% da população
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU - 71% da população
PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) - 123,5 bilhões de dólares
PIB POR HABITANTE - 24.280 dólares
CRESCIMENTO ANUAL - 3,6% ao ano
INFLAÇÃO - 1,3% ao ano
TAXA DE DESEMPREGO - 10,2%
ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO - 13º no “ranking” mundial
UMA VITÓRIA FEMININA
Pela primeira vez em sua história, os finlandeses elegeram uma mulher à Presidência da República. Com 56 anos de idade, Tarja Halonen (Partido Social Democrata), ex-Ministra das Relações Exteriores, conseguiu, em segundo turno, 51,6% dos votos, batendo os partidos centristas. Apesar de sua forte personalidade, essa antiga militante feminista e defensora das minorias, convive politicamente com o atual Primeiro Ministro, Paavo Lipponen, seu companheiro de partido. Inegavelmente, o carisma de Tarja levantou o ânimo dos social-democratas, que haviam sido derrotados pelo Partido Centrista nas eleições municipais. Tradicionalmente, o eleitor finlandês sufraga as esquerdas, a famosa coligação “arco-íris”, que agrupa conservadores, ex-comunistas e verdes. Esses últimos são majoritários em Helsinque, que hoje é a cidade mais “verde” da Europa. O sucesso dos centristas nas eleições municipais pode ser explicado pelo desinteresse político de boa parte da população finlandesa, insatisfeita com a política de austeridade levada a efeito pelos governos de esquerda. Em termos globais, a economia finlandesa vai bem, apresentando excedentes orçamentários, redução da inflação e pequena diminuição de impostos. Um fantasma, entretanto, permanece: as altas taxas de desemprego.
Islândia
A Islândia – a “terra do gelo”- é a segunda maior ilha do continente europeu, localizando-se na extremidade setentrional do Oceano Atlântico, nos limites do Círculo Polar Ártico. A ilha é uma das maiores vítimas das forças naturais em todo o planeta: vulcões ativos, tremores de terra e desertos de lava.
O país é cortado, de leste a oeste, por cordilheiras que passam por extensas regiões cobertas de gelo, de onde se originam os principais rios do país. O litoral é marcado por fiordes e nas costas do sul e do oeste, onde vive a maioria da população, a presença de correntes marítimas ameniza os rigores do clima. Em todo o país, a proliferação de gêiseres, erupções ferventes vindas do subsolo, fornece água quente ao país.
Também de origem escandinava, os islandeses são beneficiados por um alto padrão de vida, ocupando o quarto lugar mundial no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Outro fator indicativo do grau de civilização atingido pela ilha é o fato da inexistência de analfabetismo. Embora a capital, Reykjavik, localize-se numa fértil planície, a Islândia tem uma agricultura pobre e o país depende quase que totalmente da indústria pesqueira e da exportação de pescado e seus derivados, como óleo e farinha de peixe.
REPÚBLICA DA ISLÂNDIA
CAPITAL - Reykjavik
SUPERFÍCIE - 102.819km2
POPULAÇÃO - 280.000
LÍNGUAS - islandês
MOEDA - nova coroa islandesa
ESTRUTURA POLÍTICA - República unitária parlamentarista
CHEFE DE ESTADO - Olafur Ragnar Grimsson (Partido da Aliança do Povo)
CHEFE DO GOVERNO - Primeiro-Ministro David Oddsson
INDICADORES SÓCIOCULTURAIS
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 96% da população
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU - 38,2% da população
TELEVISORES - 868 aparelhos para cada mil habitantes
MANO - 4º no “ranking” mundial
UM SUPERAQUECIMENTO ECONÔMICO
Após anos de rápido crescimento econômico, a Islândia vive uma incrível prosperidade para um país de recursos limitados. Alguns índices, hoje, demonstram uma tendência a uma relativa pausa no desenvolvimento econômico. Em 2000, a modesta Bolsa de Valores de Reykjavik, conheceu uma pequena queda. Os preços mundiais do pescado continuam em nível elevado; entretanto, a diminuição do cardume, em função de uma pesca intensiva, vem obrigando os barcos islandeses a diminuir suas atividades
pesqueiras. Isso, em razão da importância do pescado para a economia islandesa, é suficiente para provocar o espectro de um menor desenvolvimento econômico.
O sistema de pesca do país é baseado em cotas concedidas a cada barco, cotas essas que podem ser transferidas de uma embarcação para outra, tornando-se propriedade hereditária, hipotecável e passível de ser alugada ou vendida. O sistema tributário se baseia na cobrança de taxas sobre essas cotas. O alumínio vem se tornando o maior produto industrial do pequeno país, que, segundo alguns jornalistas, vai se tornar
o maior produtor europeu por volta de 2010, graças às atividades de duas grandes empresas: a Alcan e a Columbia. O nível de vida do país é um dos mais levados do mundo, mas o déficit da balança comercial é fator de preocupação. Além disso, é grande o endividamento nacional, pois as empresas e os bancos, quer estatais ou particulares, financiam suas necessidades por empréstimos internacionais, já que o mercado mundial cobra juros bem menos elevados do que a Islândia. Buscando elevar as exportações de pescado, numa época de debilitamento do “euro”, o governo vem desvalorizando a coroa islandesa.
SUÉCIA
A Suécia é o maior e o mais populoso país da Península Escandinava. Sua paisagem física é caracterizada pela cadeia montanhosa dos Alpes Escandinavos, que a separa da Noruega. Mais de 100 mil lagos enfeitam seu território, cujo litoral sudeste – onde se localiza Estocolmo – é marcado por fiordes e recifes. A próspera economia sueca – baseada na exploração da madeira e de seus derivados, além de uma poderosa indústria – proporciona, em função de altos impostos, um alto padrão de vida a seus cidadãos, beneficiados por um Estado Previdenciário de inspiração ideológica social-democrata.
REINO DA SUÉCIA
CAPITAL - Estocolmo
SUPERFÍCIE - 449.064km2
POPULAÇÃO - 8.500.000
LÍNGUAS - sueco, lapão e finlandês
MOEDA - coroa sueca
ESTRUTURA POLÍTICA - Monarquia Parlamentarista
CHEFE DE ESTADO - Rei Carl XVI Gustaf
CHEFE DO GOVERNO - Primeiro-Ministro Göran Persson (Partido Social Democrata)
INDICADORES SÓCIOCULTURAIS
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 96% da população
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU - 49% da população
ECONOMIA
PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) -226,5 bilhões de dólares
PIB POR HABITANTE - 24.600 dólares
CRESCIMENTO ANUAL - 3,8% ao ano
INFLAÇÃO - 3,70% ao ano
TAXA DE DESEMPREGO - 5,4%
ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO - 6º no “ranking” mundial
UMA AMEAÇA PARDA: A CRIMINALIDADE NEONAZISTA
No começo do terceiro milênio, a Suécia vive, simultaneamente, a euforia e o temor. A economia prospera, fundalmentamente em razão das tecnologias de informação, que hoje desempenham um papel primordial na vida produtiva do país. Graças a seus avanços nesse setor – mais de 60% dos lares possuem micro computadores – a Suécia é o grande “tigre nórdico”, país onde 1% do comércio é realizado pela Internet. Ciente dessa nova realidade, o governo vem investindo bilhões de coroas na implantação de redes informatizadas que cubram integralmente a nação. Contrastando com esse cenário otimista, a Suécia vê com pavor o crescimento de agressões xenófobas de cunho neonazista. Inúmeros atentados chocaram a população de um país tradicionalmente pacifista, cosmopolita e tolerante quanto às diferenças étnicas e sexuais. A imprensa mais responsável e séria daquela nação nórdica tem buscado alertar a sociedade no sentido de coibir a proliferação de organizações fascistas. Uma verdadeira explosão de músicas “heavy metal” de cunho nazista, defendendo o “poder branco”, permite financiar os grupos radicais de extrema direita. Em 2000, um simpósio internacional,realizado em Estocolmo, foi dedicado ao estudo do genocídio perpetrado contra os judeus, ocasião na qual foram levantadas críticas ao papel que a Suécia desempenhou durante a Segunda Guerra Mundial, quando forneceu matérias-primas ao Terceiro Reich. Pela primeira vez, um assunto até então “esquecido” pela consciência sueca foi levantado de maneira pública.
Outra questão que divide a opinião pública do país refere-se à eventual integração sueca à “zona do euro” (“Eurolândia”). O Partido Social Democrata, hoje no governo, declarou-se favorável à adesão ao sistema financeiro europeu, proposta que encontra forte oposição por parte dos segmentos mais conservadores. O primeiro-ministro Göran Persson ressaltou que o atual momento econômico favorável vivido pela Suécia
torna imperiosa a participação do país na Unidade Monetária Européia, contanto que duas condições sejam satisfeitas: em primeiro lugar, a manutenção do atual índice salarial para que a economia do Reino continue competitiva e, além disso, que a conjuntura econômica nacional não seja afetada por discrepâncias de desenvolvimento entre as diversas nações da Unidade Européia.
Finalmente, embora numa escala menor, dois outros assuntos preocupam os cidadãos suecos: a possível utilização de reatores nucleares para a geração de energia e as relações entre o Estado e a Igreja Luterana local, que, após 400 anos, deixou de ser a religião oficial do país.
DINAMARCA
Berço dos antigos vikings, a Dinamarca é o menor dos países escandinavos. Seu território, um dos mais planos da Europa com 35m de altitude média, divide-se em duas partes: a continental (a Península da Jutlândia) e a porção insular, essa última quase 1/3 da superfície total, com suas 406 ilhas. A maior delas é a Zelândia, separada da Suécia por um estreito em cujas margens fica a simpática e cosmopolita capital do país: Copenhague, um dos mais importantes portos comerciais europeus. A Dinamarca se faz presente no Oceano Atlântico pelo domínio da grande ilha da Groenlândia, localizada no meio da rota marítima entre a América do Norte e o Velho Mundo. Quanto ao clima, a Dinamarca, embora situada na extremidade setentrional do continente europeu, apresenta verões relativamente quentes e chuvosos graças à influência da Corrente do Golfo (“Gulf Stream”) que banha seu litoral. Sua agropecuária, apesar dos invernos rigorosos, é extremamente desenvolvida em função do pleno uso de tecnologias sofisticadas.
Basta lembrar que seu pequeno território não impede que a Dinamarca seja um grande produtor de derivados do leite, além de carne suína e bovina. Sua localização geográfica, na extremidade ocidental da Europa, e o fato de ser uma ponte entre o Oceano Atlântico, o Mar do Norte e o Mar Báltico tornam a Dinamarca um dos mais importantes centros de comércio marítimo do planeta.
Assim como seus vizinhos, o Reino da Dinamarca propicia aos seus cidadãos um altíssimo padrão de vida, não só em razão do desenvolvimento tecnológico, como, principalmente, pela adoção de uma ideologia social-democrata responsável pela implantação de um sofisticado sistema previdenciário. Amparados por um Estado preocupado com o bem estar social e dispondo de polpudas rendas, os cidadãos suecos são um dos povos mais seduzidos pela moderna tecnologia da informação: há no país 250 telefones celulares e 304 computadores para cada mil habitantes, uma das maiores proporções mundiais.
REINO DA DINAMARCA
CAPITAL - Copenhague
SUPERFÍCIE - 43.091km2
POPULAÇÃO - 5.300.000
LÍNGUA - dinamarquês
MOEDA - coroa dinamarquesa
ESTRUTURA POLÍTICA - Monarquia Constitucional
CHEFE DE ESTADO - Rainha Margarida II
CHEFE DO GOVERNO - Paol Nyrup Rasmussen
INDICADORES SÓCIOCULTURAIS
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 94% da população
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU - 46,3% da população
PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) - 174,9 bilhões de dólares
PIB POR HABITANTE - 33.000 dólares
CRESCIMENTO ANUAL - 1,3% ao ano
INFLAÇÃO - 2,5% ao ano
TAXA DE DESEMPREGO - 4,9%
ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO - 15º no “ranking” mundial
NÃO AO EURO
Pelo referendo de 28 de setembro de 2000, a população dinamarquesa se pronunciou contra aquilo que ela acredita ser um novo passo em direção a uma Europa federalista: a aceitação da Unidade Monetária do Continente. Fundalmentamente, os “eurocéticos” dinamarqueses temem a perda das regalias e privilégios proporcionados pelo seu avançado estado previdenciário. De certa maneira, eles têm razão: a moeda única exige a harmonização das políticas sociais e fiscais, o que implicaria o rebaixamento do padrão de vida nórdico.
Outro fator que assusta os dinamarqueses é a relativa debilidade do “euro”, cujas flutuações assustaram os europeus ao longo de 2000. Além disso, a economia dinamarquesa vai de vento em popa, apresentando um dos mais baixos índices de desemprego do continente. Atualmente, as famílias vêm consumindo bens
numa escala tão exagerada que o governo foi obrigado a tomar medidas de austeridade para acalmar os delírios consumistas. De fato, vem aumentando o déficit da balança comercial e os salários, extremamente elevados, podem provocar um processo inflacionário. Num mundo marcado pela pobreza e escassez, a Dinamarca é vítima de uma agradável doença: a prosperidade excessiva.
NORUEGA
Boa parte do território norueguês está situado acima do Círculo Polar Ártico. Por conseguinte, a extremidade setentrional, do país é praticamente desabitada, em função dos rigores do clima. Nessa região, o sol permanece visível durante as 24 horas do dia no verão. Por esse motivo, a Noruega é conhecida como a “Terra do sol da meia-noite”. Seu território é atravessado pela cadeia montanhosa escandinava, que se prolonga ao longo do litoral, recortado por fiordes de origem glaciária. No centro e sul, onde estão as principais cidades, correntes marítimas, principalmente a do Golfo, amenizam os rigores do inverno e geram verões agradáveis e frescos.
A Noruega vive do mar, sua principal fonte de riqueza, e o país lidera a indústria pesqueira européia, exportando salmão e bacalhau já processados. Nos últimos anos, a prosperidade norueguesa praticamente não conhece limites graças à descoberta de petróleo e gás natural no Mar do Norte. Além dos altos salários, o país conhece um eficiente estado previdenciário. Por todos esses motivos a Noruega ocupa, hoje, o
segundo lugar no “ranking” mundial do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
REINO DA NORUEGA
CAPITAL - Oslo
SUPERFÍCIE - 323.877km2
POPULAÇÃO - 4.500.000
LÍNGUAS - norueguês e lapão
MOEDA - coroa norueguesa
ESTRUTURA POLÍTICA - Monarquia Parlamentarista
CHEFE DE ESTADO - Rei Harald V
CHEFE DO GOVERNO - Jens Stoltenberg (Partido Trabalhista Norueguês)
INDICADORES SÓCIOCULTURAIS
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 94% da população
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU - 61,9% da população
TELEVISORES - 916 aparelhos para cada mil habitantes
LIVROS PUBLICADOS - 6.900 títulos por ano
PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) - 145,9 bilhões de dólares
PIB POR HABITANTE - 35.000 dólares
CRESCIMENTO ANUAL - 3,3% ao ano
INFLAÇÃO - 2,3% ao ano
TAXA DE DESEMPREGO - 3,7%
ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO - 2º no “ranking” mundial
DEBATES SOBRE O MODELO ECONÔMICO
A Noruega vive um acalorado debate sobre o papel do Estado nos setores básicos da economia. Após inúmeras hesitações, o governo, no final de 2000 viu-se forçado a vender o segundo banco do país, o Christiania, para um grupo rival sueco-finlandês. Também, a primeira empresa do país, a Statoil (setor petrolífero), deve conhecer uma privatização parcial. Outra questão em debate é a eventual participação da Noruega na Unidade Européia, proposta que sofre forte oposição no país, inclusive no seio do partido governamental, apesar da posição contraria do atual Primeiro-Ministro.
Matérias > Geografia > Geografia Geral > EUROPA > A Europa Nórdica: 30_4-5
FINLÂNDIA
A Finlândia, nação escandinava, sempre foi muito influenciada culturalmente pela Rússia, país limítrofe e com o qual partilha uma extensa fronteira e séculos de história comum. A extremidade norte da Finlândia compreende parte da Lapônia, região de relevo acidentado e semi-desértica, onde habitam os lapões, famosos como criadores de renas. Localizada acima do Círculo Polar Ártico, a Lapônia conhece o fenômeno da aurora boreal e dias inteiros de escuridão, no inverno, e de luz permanente, no verão. A Finlândia, país plano, é caracterizada pela presença de mais de 180 mil lagos, razão pela qual a população chama seu país de Suomi (“terra dos mil lagos”). A paisagem botânica é marcada pela proliferação de florestas de coníferas, que fornecem toneladas de Madeira e papel para o mundo, principais produtos de exportação da Finlândia. Apesar dos rigores do clima, a Finlândia é um grande produtor de carne, grãos e derivados do leite. Dado curioso é a língua finlandesa, pois não apresenta qualquer traço de semelhança com os demais idiomas nórdicos que são de origem indo-européia. De fato, o finlandês pertence ao tronco lingüístico fino-húngaro, de origem tartárica.
REPÚBLICA DA FINLÂNDIA
CAPITAL - Helsinque
SUPERFÍCIE - 338.145km2
POPULAÇÃO - 5.300.000
LÍNGUAS - finlandês, sueco e lapão
MOEDA - marco finlandês (1 euro = 5,94573 marcos finlandeses)
ESTRUTURA POLÍTICA - República Unitária
CHEFE DE ESTADO - Sra. Tarja Halonen
CHEFE DO GOVERNO - Paavo Lipponen
INDICADORES SÓCIOCULTURAIS
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 93% da população
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU - 71% da população
PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) - 123,5 bilhões de dólares
PIB POR HABITANTE - 24.280 dólares
CRESCIMENTO ANUAL - 3,6% ao ano
INFLAÇÃO - 1,3% ao ano
TAXA DE DESEMPREGO - 10,2%
ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO - 13º no “ranking” mundial
UMA VITÓRIA FEMININA
Pela primeira vez em sua história, os finlandeses elegeram uma mulher à Presidência da República. Com 56 anos de idade, Tarja Halonen (Partido Social Democrata), ex-Ministra das Relações Exteriores, conseguiu, em segundo turno, 51,6% dos votos, batendo os partidos centristas. Apesar de sua forte personalidade, essa antiga militante feminista e defensora das minorias, convive politicamente com o atual Primeiro Ministro, Paavo Lipponen, seu companheiro de partido. Inegavelmente, o carisma de Tarja levantou o ânimo dos social-democratas, que haviam sido derrotados pelo Partido Centrista nas eleições municipais. Tradicionalmente, o eleitor finlandês sufraga as esquerdas, a famosa coligação “arco-íris”, que agrupa conservadores, ex-comunistas e verdes. Esses últimos são majoritários em Helsinque, que hoje é a cidade mais “verde” da Europa. O sucesso dos centristas nas eleições municipais pode ser explicado pelo desinteresse político de boa parte da população finlandesa, insatisfeita com a política de austeridade levada a efeito pelos governos de esquerda. Em termos globais, a economia finlandesa vai bem, apresentando excedentes orçamentários, redução da inflação e pequena diminuição de impostos. Um fantasma, entretanto, permanece: as altas taxas de desemprego.
Islândia
A Islândia – a “terra do gelo”- é a segunda maior ilha do continente europeu, localizando-se na extremidade setentrional do Oceano Atlântico, nos limites do Círculo Polar Ártico. A ilha é uma das maiores vítimas das forças naturais em todo o planeta: vulcões ativos, tremores de terra e desertos de lava.
O país é cortado, de leste a oeste, por cordilheiras que passam por extensas regiões cobertas de gelo, de onde se originam os principais rios do país. O litoral é marcado por fiordes e nas costas do sul e do oeste, onde vive a maioria da população, a presença de correntes marítimas ameniza os rigores do clima. Em todo o país, a proliferação de gêiseres, erupções ferventes vindas do subsolo, fornece água quente ao país.
Também de origem escandinava, os islandeses são beneficiados por um alto padrão de vida, ocupando o quarto lugar mundial no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Outro fator indicativo do grau de civilização atingido pela ilha é o fato da inexistência de analfabetismo. Embora a capital, Reykjavik, localize-se numa fértil planície, a Islândia tem uma agricultura pobre e o país depende quase que totalmente da indústria pesqueira e da exportação de pescado e seus derivados, como óleo e farinha de peixe.
REPÚBLICA DA ISLÂNDIA
CAPITAL - Reykjavik
SUPERFÍCIE - 102.819km2
POPULAÇÃO - 280.000
LÍNGUAS - islandês
MOEDA - nova coroa islandesa
ESTRUTURA POLÍTICA - República unitária parlamentarista
CHEFE DE ESTADO - Olafur Ragnar Grimsson (Partido da Aliança do Povo)
CHEFE DO GOVERNO - Primeiro-Ministro David Oddsson
INDICADORES SÓCIOCULTURAIS
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 96% da população
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU - 38,2% da população
TELEVISORES - 868 aparelhos para cada mil habitantes
MANO - 4º no “ranking” mundial
UM SUPERAQUECIMENTO ECONÔMICO
Após anos de rápido crescimento econômico, a Islândia vive uma incrível prosperidade para um país de recursos limitados. Alguns índices, hoje, demonstram uma tendência a uma relativa pausa no desenvolvimento econômico. Em 2000, a modesta Bolsa de Valores de Reykjavik, conheceu uma pequena queda. Os preços mundiais do pescado continuam em nível elevado; entretanto, a diminuição do cardume, em função de uma pesca intensiva, vem obrigando os barcos islandeses a diminuir suas atividades
pesqueiras. Isso, em razão da importância do pescado para a economia islandesa, é suficiente para provocar o espectro de um menor desenvolvimento econômico.
O sistema de pesca do país é baseado em cotas concedidas a cada barco, cotas essas que podem ser transferidas de uma embarcação para outra, tornando-se propriedade hereditária, hipotecável e passível de ser alugada ou vendida. O sistema tributário se baseia na cobrança de taxas sobre essas cotas. O alumínio vem se tornando o maior produto industrial do pequeno país, que, segundo alguns jornalistas, vai se tornar
o maior produtor europeu por volta de 2010, graças às atividades de duas grandes empresas: a Alcan e a Columbia. O nível de vida do país é um dos mais levados do mundo, mas o déficit da balança comercial é fator de preocupação. Além disso, é grande o endividamento nacional, pois as empresas e os bancos, quer estatais ou particulares, financiam suas necessidades por empréstimos internacionais, já que o mercado mundial cobra juros bem menos elevados do que a Islândia. Buscando elevar as exportações de pescado, numa época de debilitamento do “euro”, o governo vem desvalorizando a coroa islandesa.
EUROPA LATINA
Os países que compreendem a Europa Latina são Andorra, Espanha, França, Itália, Mônaco, Portugal, San Marino e Vaticano.
PRINCIPADO DE ANDORRA
CAPITAL - Andorra - La-Vieille
SUPERFÍCIE - 468 km2
POPULAÇÃO - 72.000
LÍNGUAS - catalão, francês, espanhol e português
MOEDA - franco francês e peseta espanhola
ESTRUTURA POLÍTICA - Principado Parlamentar com dois copríncipes
CHEFE DE ESTADO - o Presidente da República francesa
CHEFE DO GOVERNO - o Bispo de Urgel
INDICADORES SÓCIOCULTURAIS
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 85% da população
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU - 50 % da população
PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) - 1,20 bilhão de dólares
PIB POR HABITANTE - 18.000 dólares
CRESCIMENTO ANUAL - 2,3%
INFLAÇÃO - 0% ao ano
TAXA DE DESEMPREGO - 0 %
TRIBUTAÇÃO MÍNIMA
A região é celebre por ser um grande “duty free shop”, atraindo consumidores fronteiriços e turistas de várias áreas atraídos pelas diminutas tributações sobre bens de consumo. A segunda fonte de renda do Principado é o turismo, principalmente no inverno, em função de neves eternas, condição ideal para a prática de esqui.
ESPANHA
REINO DE ESPANHA
CAPITAL - Madri
SUPERFÍCIE - 504.782 km2
POPULAÇÃO - 40.000.000
LÍNGUAS - castelhano, catalão, galego e basco
MOEDA - peseta (1 euro = 166,386 pesetas )
ESTRUTURA POLÍTICA - Monarquia Constitucional Parlamentarista
CHEFE DE ESTADO - Rei Juan Carlos I de Bourbon
CHEFE DO GOVERNO - José María Aznar (Partido Popular)
INDICADORES SÓCIOCULTURAIS
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 98,5%da população
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU - 51,1 %da população
PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) - 710,2 bilhões de dólares
PIB POR HABITANTE - 18.017 dólares
CRESCIMENTO ANUAL - 3,7%
INFLAÇÃO - 2,2% ao ano
TAXA DE DESEMPREGO - 14,1%
ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO - 21º no “ranking” mundial
O ETERNO “PROBLEMA BASCO”
As especificidades culturais dos bascos fazem desse povo um exemplo clássico de uma vocação nacional frustrada pelas pretensões hegemônicas de Castela. Atualmente, dois partidos defendem a independência ou, pelo menos, maior autonomia para o País Basco. São eles o moderado Partido Nacionalista (PNV) e o Herri Batasuna (HB), vitrine política do movimento terrorista ETA (Euskadi ta Askatasuna - “Pátria Basca e Liberdade”).
A pacificação do País Basco é, atualmente, o principal desafio enfrentado pelo primeiro ministro José María Aznar, líder do Partido Popular de centro-direita. Em 28 de novembro de 1999, após um período de trégua a ETA anunciou a retomada da luta armada. Apesar dos gestos de boa vontade governamentais, tais como a libertação de alguns dirigentes bascos e a transferência de detidos para prisões bascas, a ETA negou-se a participar de conversações com o governo, que deveriam ter sido realizadas na Suíça em 1999.
O fim da trégua foi marcado, simultaneamente, por inúmeros atentados e por manifestações denunciando a violência terrorista. De fato, a retomada de ataques homicidas vem levando milhares de espanhóis, inclusive bascos, às ruas no sentido de pressionar pelo fim dos atos de terror.
FRANÇA
REPÚBLICA FRANCESA
CAPITAL - Paris
SUPERFÍCIE - 547.026km2
POPULAÇÃO - 60.000.000
LÍNGUAS - francês, bretão, corso, ocitânio, basco, alsaciano (alemão) e flamengo
MOEDA - franco (1 euro = 6,55957 francos franceses)
ESTRUTURA POLÍTICA - Republica Unitária Parlamentarista
CHEFE DE ESTADO - Presidente
CHEFE DO GOVERNO -
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 94%da população
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU - 53%da população
PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) -1319,2 bilhões de dólares
PIB POR HABITANTE - 23.000 dólares
CRESCIMENTO ANUAL - 2,7 %
INFLAÇÃO - 0,8% ao ano
TAXA DE DESEMPREGO - 10%
ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO -11º no “ranking” mundial
UM NOVO OTIMISMO
Após mais de uma década de pessimismo sobre suas potencialidades, hoje o atual cidadão francês vive em clima de otimismo. O crescimento econômico foi retomado em 1999, apresentando uma média acima das taxas da Unidade Européia. O desemprego reduziu-se sensivelmente. O superávit público é impressionante. O capitalismo francês, hoje, conhece uma ampla liberalização e uma clara internacionalização econômica e financeira. Cresce a rentabilidade das ações a ponto de muitos analistas dizerem que a França está em vias de se tornar uma “República de Acionistas”.
Essas transformações na economia continuam entrando em choque com a velha tradição nacional “jacobina”, de intervencionismo estatal e de protecionismo. Uma das mais conhecidas manifestações desse aspecto da alma francesa foi a destruição de uma lanchonete McDonald’s, em 1999, por um líder dos pequenos proprietários agrícolas, José Bové, que, pouco depois, em nome da luta contra a globalização,
esteve presente nas manifestações de Seattle e no Fórum Social de Porto Alegre, patrocinado pelo Partido dos Trabalhadores, e por uma série de Organizações Não-Governamentais contestatórias.
Simultaneamente, a França e a Alemanha, após um caloroso “noivado” entre Françoise Miterrand e Helmut Kohl, ambos fervorosos partidários da Unidade Européia, vêm discordando sobre a rapidez de formação e a amplitude de uma Europa unida. A Alemanha chegou a propôr uma Confederação Européia, idéia vista com pouco agrado por Paris.
Simbolizando, os ventos otimistas que varrem o território gaulês, seus esportistas, notadamente a seleção nacional de futebol, tem obtido amplo sucesso nas competições dos anos recentes.
ITÁLIA
REPÚBLICA ITALIANA
CAPITAL - Roma
SUPERFÍCIE - 301.225 km2
POPULAÇÃO - 5736900
LÍNGUAS - italiano, alemão, esloveno,ladino, francês, albanês e ocitano
MOEDA - lira (1 euro = 1936,27 liras)
ESTRUTURA POLÍTICA - República Parlamentarista
CHEFE DE ESTADO -
CHEFE DO GOVERNO -
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 95% da população
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU - 42,7% da população
PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) - 1.268.8 bilhão de dólares
PIB POR HABITANTE - 22.000 dólares
CRESCIMENTO ANUAL - 1,4%
INFLAÇÃO - 1,7% ao ano
TAXA DE DESEMPREGO - 11,2%
ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO - 19º no “ranking” mundial
O FRACASSO DO CENTRO ESQUERDA
Ao longo dos anos de 1999 e 2000, a centro esquerda viveu seu crepúsculo e a centro direita, cujo um dos principais lideres é o magnata da televisão Silvio Berlusconi, vem saboreando de antemão seu possível retorno ao governo. A queda do primeiro ministro Massimo d’Alema, ex-líder comunista, e a ascensão de Giuliano Amato não deram à maioria parlamentar o impulso esperado: dividida em uma dezena de partidos, incapaz de propor projetos novos, a centro esquerda contempla, impotente, o crescimento
eleitoral do “Pólo” (“Pólo das Liberdades”), aliança de grupos políticos liberais com direitistas conservadores. Como sempre, a política italiana conhece um vício original: a permanente instabilidade política. Do ponto de vista econômico, a prosperidade italiana continua baseada nas pequenas e médias empresas e na economia informal. As diferenças entre o norte e as áreas meridionais continuam profundas:
nas regiões setentrionais, o desemprego é da ordem de 5,2% contrastando com 23% no sul. Essadiscrepância, além de estimular migrações internas, prestigia grupos políticos setentrionais separatistas, como por exemplo a Liga Lombarda.
MÔNACO
PRINCIPADO DE MÔNACO
CAPITAL - Mônaco
SUPERFÍCIE - 1,81 km2
POPULAÇÃO - 33.000
LÍNGUAS - francês e monegasco
MOEDA - franco francês
ESTRUTURA POLÍTICA - Monarquia Constitucional
CHEFE DE ESTADO - Príncipe Rainier III
CHEFE DO GOVERNO - Patrick Leclerck
INDICADORES SÓCIOCULTURAIS
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 84% da população
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU - sem dados
PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) - 800 milhões de dólares
PIB POR HABITANTE - 25.000 dólares
CRESCIMENTO ANUAL - 2,6%
INFLAÇÃO - 0% ao ano
TAXA DE DESEMPREGO - 0%
ESCÂNDALOS
As autoridades monegascas têm afirmado que é completa a transparência financeira do Principado, o que é aparentemente confirmado pela aprovação de uma série de leis contra a lavagem de dinheiro sujo. A realidade desmente esse discurso: em 1998, uma série de pessoas foi condenada a penas de 2 anos pela posse de fundos provenientes do tráfico de narcóticos. Em junho de 2000, a Assembléia Nacional francesa publicou os resultados de um inquérito comprovando a existência de banditismo financeiro no Principado
de Mônaco. Entretanto, os próprios franceses sabem que o pequeno Estado conta com a proteção gaulesa, o que impede sérios esforços de moralização.
PORTUGAL
REPÚBLICA DE PORTUGAL
CAPITAL - Lisboa
SUPERFÍCIE - 92.080 km2
POPULAÇÃO - 9.870.000
LÍNGUA - português
MOEDA -escudo (1 euro = 200,482 escudos)
ESTRUTURA POLÍTICA - República Parlamentarista
CHEFE DE ESTADO -
CHEFE DO GOVERNO -
INDICADORES SÓCIOCULTURAIS
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 85% da população
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU - 38% da população
PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) - 146,5 bilhões de dólares
PIB POR HABITANTE -14.701 dólares
CRESCIMENTO ANUAL - 2,9%
INFLAÇÃO - 2,2% ao ano
TAXA DE DESEMPREGO - 4,1%
ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO - 28º no “ranking” mundial
O DESENCANTO
Embora a economia ainda vá relativamente bem, os portugueses recentemente caíram num pessimismo, em absoluto contraste com a euforia experimentada nos seis anos precedentes. Essa mudança foi provocada, em primeiro lugar, por razões políticas: o desencanto com o governo socialista. Apesar de tudo, o país conhece um estável consenso político marcado pelo compromisso entre a “esquerda” (Partido Socialista Português e o Partido Comunista) e a “centro direita” (Partido Social Democrata e o Partido Popular).
No cenário internacional, Portugal teve as atenções voltadas para si pela participação na independência de Timor Oriental em relação à Indonésia, processo que contou com amplo apoio português, e pela devolução de Macau à República Popular da China, no dia 20 de dezembro de 1999.
Apesar da inquietação existente hoje nas consciências portuguesas, as previsões econômicas oficiais permanecem otimistas: é prevista uma alta de exportações para 2001 acompanhada de redução do déficit público.
SAN MARINO
REPÚBLICA DE SAN MARINO
CAPITAL - San Marino
SUPERFÍCIE - 61km2
POPULAÇÃO - 26.000
LÍNGUA -italiano
MOEDA - lira italiana
ESTRUTURA POLÍTICA - República Parlamentar
CHEFE DE ESTADO - 2 capitães-regentes eleitos para presidir o Conselho de Estado
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 86% da população
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU - sem dados
PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) - 500 milhões de dólares
PIB POR HABITANTE - 20.000 dólares
CRESCIMENTO ANUAL - sem dados
INFLAÇÃO - 2,2% ao ano
TAXA DE DESEMPREGO - 0%
UM PAÍS SOBERANO
Tradicionalmente apresentada como a “mais antiga República livre do mundo”, San Marino, uma entidade política de origem medieval, é dotada de uma Constituição desde o século XVII. Já em 1906, o pequeno país adotava o sufrágio universal com a finalidade de eleger o Parlamento, aí denominado Grande Conselho Geral. Atualmente, governado por dois capitães-regentes, San Marino conhece três grandes forças políticas: a Democracia Cristã, os Socialistas e os ex-Comunistas do Partido Progressista Democrático.
Embora politicamente soberana, a pequena República está ligada à Itália por uma união alfandegária.
VATICANO
ESTADO DA CIDADE DO VATICANO (SANTA SÉ)
CAPITAL - Vaticano
SUPERFÍCIE - 0,44 km2
POPULAÇÃO - 860 pessoas
LÍNGUAS - italiano e latim (para atos oficiais)
MOEDA - lira italiana
ESTRUTURA POLÍTICA - Estado Soberano exercendo autoridade sobre a Igreja Católica Apostólica Romana
CHEFE DE ESTADO - Papa
PRINCIPADO DE ANDORRA
CAPITAL - Andorra - La-Vieille
SUPERFÍCIE - 468 km2
POPULAÇÃO - 72.000
LÍNGUAS - catalão, francês, espanhol e português
MOEDA - franco francês e peseta espanhola
ESTRUTURA POLÍTICA - Principado Parlamentar com dois copríncipes
CHEFE DE ESTADO - o Presidente da República francesa
CHEFE DO GOVERNO - o Bispo de Urgel
INDICADORES SÓCIOCULTURAIS
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 85% da população
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU - 50 % da população
PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) - 1,20 bilhão de dólares
PIB POR HABITANTE - 18.000 dólares
CRESCIMENTO ANUAL - 2,3%
INFLAÇÃO - 0% ao ano
TAXA DE DESEMPREGO - 0 %
TRIBUTAÇÃO MÍNIMA
A região é celebre por ser um grande “duty free shop”, atraindo consumidores fronteiriços e turistas de várias áreas atraídos pelas diminutas tributações sobre bens de consumo. A segunda fonte de renda do Principado é o turismo, principalmente no inverno, em função de neves eternas, condição ideal para a prática de esqui.
ESPANHA
REINO DE ESPANHA
CAPITAL - Madri
SUPERFÍCIE - 504.782 km2
POPULAÇÃO - 40.000.000
LÍNGUAS - castelhano, catalão, galego e basco
MOEDA - peseta (1 euro = 166,386 pesetas )
ESTRUTURA POLÍTICA - Monarquia Constitucional Parlamentarista
CHEFE DE ESTADO - Rei Juan Carlos I de Bourbon
CHEFE DO GOVERNO - José María Aznar (Partido Popular)
INDICADORES SÓCIOCULTURAIS
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 98,5%da população
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU - 51,1 %da população
PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) - 710,2 bilhões de dólares
PIB POR HABITANTE - 18.017 dólares
CRESCIMENTO ANUAL - 3,7%
INFLAÇÃO - 2,2% ao ano
TAXA DE DESEMPREGO - 14,1%
ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO - 21º no “ranking” mundial
O ETERNO “PROBLEMA BASCO”
As especificidades culturais dos bascos fazem desse povo um exemplo clássico de uma vocação nacional frustrada pelas pretensões hegemônicas de Castela. Atualmente, dois partidos defendem a independência ou, pelo menos, maior autonomia para o País Basco. São eles o moderado Partido Nacionalista (PNV) e o Herri Batasuna (HB), vitrine política do movimento terrorista ETA (Euskadi ta Askatasuna - “Pátria Basca e Liberdade”).
A pacificação do País Basco é, atualmente, o principal desafio enfrentado pelo primeiro ministro José María Aznar, líder do Partido Popular de centro-direita. Em 28 de novembro de 1999, após um período de trégua a ETA anunciou a retomada da luta armada. Apesar dos gestos de boa vontade governamentais, tais como a libertação de alguns dirigentes bascos e a transferência de detidos para prisões bascas, a ETA negou-se a participar de conversações com o governo, que deveriam ter sido realizadas na Suíça em 1999.
O fim da trégua foi marcado, simultaneamente, por inúmeros atentados e por manifestações denunciando a violência terrorista. De fato, a retomada de ataques homicidas vem levando milhares de espanhóis, inclusive bascos, às ruas no sentido de pressionar pelo fim dos atos de terror.
FRANÇA
REPÚBLICA FRANCESA
CAPITAL - Paris
SUPERFÍCIE - 547.026km2
POPULAÇÃO - 60.000.000
LÍNGUAS - francês, bretão, corso, ocitânio, basco, alsaciano (alemão) e flamengo
MOEDA - franco (1 euro = 6,55957 francos franceses)
ESTRUTURA POLÍTICA - Republica Unitária Parlamentarista
CHEFE DE ESTADO - Presidente
CHEFE DO GOVERNO -
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 94%da população
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU - 53%da população
PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) -1319,2 bilhões de dólares
PIB POR HABITANTE - 23.000 dólares
CRESCIMENTO ANUAL - 2,7 %
INFLAÇÃO - 0,8% ao ano
TAXA DE DESEMPREGO - 10%
ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO -11º no “ranking” mundial
UM NOVO OTIMISMO
Após mais de uma década de pessimismo sobre suas potencialidades, hoje o atual cidadão francês vive em clima de otimismo. O crescimento econômico foi retomado em 1999, apresentando uma média acima das taxas da Unidade Européia. O desemprego reduziu-se sensivelmente. O superávit público é impressionante. O capitalismo francês, hoje, conhece uma ampla liberalização e uma clara internacionalização econômica e financeira. Cresce a rentabilidade das ações a ponto de muitos analistas dizerem que a França está em vias de se tornar uma “República de Acionistas”.
Essas transformações na economia continuam entrando em choque com a velha tradição nacional “jacobina”, de intervencionismo estatal e de protecionismo. Uma das mais conhecidas manifestações desse aspecto da alma francesa foi a destruição de uma lanchonete McDonald’s, em 1999, por um líder dos pequenos proprietários agrícolas, José Bové, que, pouco depois, em nome da luta contra a globalização,
esteve presente nas manifestações de Seattle e no Fórum Social de Porto Alegre, patrocinado pelo Partido dos Trabalhadores, e por uma série de Organizações Não-Governamentais contestatórias.
Simultaneamente, a França e a Alemanha, após um caloroso “noivado” entre Françoise Miterrand e Helmut Kohl, ambos fervorosos partidários da Unidade Européia, vêm discordando sobre a rapidez de formação e a amplitude de uma Europa unida. A Alemanha chegou a propôr uma Confederação Européia, idéia vista com pouco agrado por Paris.
Simbolizando, os ventos otimistas que varrem o território gaulês, seus esportistas, notadamente a seleção nacional de futebol, tem obtido amplo sucesso nas competições dos anos recentes.
ITÁLIA
REPÚBLICA ITALIANA
CAPITAL - Roma
SUPERFÍCIE - 301.225 km2
POPULAÇÃO - 5736900
LÍNGUAS - italiano, alemão, esloveno,ladino, francês, albanês e ocitano
MOEDA - lira (1 euro = 1936,27 liras)
ESTRUTURA POLÍTICA - República Parlamentarista
CHEFE DE ESTADO -
CHEFE DO GOVERNO -
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 95% da população
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU - 42,7% da população
PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) - 1.268.8 bilhão de dólares
PIB POR HABITANTE - 22.000 dólares
CRESCIMENTO ANUAL - 1,4%
INFLAÇÃO - 1,7% ao ano
TAXA DE DESEMPREGO - 11,2%
ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO - 19º no “ranking” mundial
O FRACASSO DO CENTRO ESQUERDA
Ao longo dos anos de 1999 e 2000, a centro esquerda viveu seu crepúsculo e a centro direita, cujo um dos principais lideres é o magnata da televisão Silvio Berlusconi, vem saboreando de antemão seu possível retorno ao governo. A queda do primeiro ministro Massimo d’Alema, ex-líder comunista, e a ascensão de Giuliano Amato não deram à maioria parlamentar o impulso esperado: dividida em uma dezena de partidos, incapaz de propor projetos novos, a centro esquerda contempla, impotente, o crescimento
eleitoral do “Pólo” (“Pólo das Liberdades”), aliança de grupos políticos liberais com direitistas conservadores. Como sempre, a política italiana conhece um vício original: a permanente instabilidade política. Do ponto de vista econômico, a prosperidade italiana continua baseada nas pequenas e médias empresas e na economia informal. As diferenças entre o norte e as áreas meridionais continuam profundas:
nas regiões setentrionais, o desemprego é da ordem de 5,2% contrastando com 23% no sul. Essadiscrepância, além de estimular migrações internas, prestigia grupos políticos setentrionais separatistas, como por exemplo a Liga Lombarda.
MÔNACO
PRINCIPADO DE MÔNACO
CAPITAL - Mônaco
SUPERFÍCIE - 1,81 km2
POPULAÇÃO - 33.000
LÍNGUAS - francês e monegasco
MOEDA - franco francês
ESTRUTURA POLÍTICA - Monarquia Constitucional
CHEFE DE ESTADO - Príncipe Rainier III
CHEFE DO GOVERNO - Patrick Leclerck
INDICADORES SÓCIOCULTURAIS
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 84% da população
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU - sem dados
PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) - 800 milhões de dólares
PIB POR HABITANTE - 25.000 dólares
CRESCIMENTO ANUAL - 2,6%
INFLAÇÃO - 0% ao ano
TAXA DE DESEMPREGO - 0%
ESCÂNDALOS
As autoridades monegascas têm afirmado que é completa a transparência financeira do Principado, o que é aparentemente confirmado pela aprovação de uma série de leis contra a lavagem de dinheiro sujo. A realidade desmente esse discurso: em 1998, uma série de pessoas foi condenada a penas de 2 anos pela posse de fundos provenientes do tráfico de narcóticos. Em junho de 2000, a Assembléia Nacional francesa publicou os resultados de um inquérito comprovando a existência de banditismo financeiro no Principado
de Mônaco. Entretanto, os próprios franceses sabem que o pequeno Estado conta com a proteção gaulesa, o que impede sérios esforços de moralização.
PORTUGAL
REPÚBLICA DE PORTUGAL
CAPITAL - Lisboa
SUPERFÍCIE - 92.080 km2
POPULAÇÃO - 9.870.000
LÍNGUA - português
MOEDA -escudo (1 euro = 200,482 escudos)
ESTRUTURA POLÍTICA - República Parlamentarista
CHEFE DE ESTADO -
CHEFE DO GOVERNO -
INDICADORES SÓCIOCULTURAIS
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 85% da população
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU - 38% da população
PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) - 146,5 bilhões de dólares
PIB POR HABITANTE -14.701 dólares
CRESCIMENTO ANUAL - 2,9%
INFLAÇÃO - 2,2% ao ano
TAXA DE DESEMPREGO - 4,1%
ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO - 28º no “ranking” mundial
O DESENCANTO
Embora a economia ainda vá relativamente bem, os portugueses recentemente caíram num pessimismo, em absoluto contraste com a euforia experimentada nos seis anos precedentes. Essa mudança foi provocada, em primeiro lugar, por razões políticas: o desencanto com o governo socialista. Apesar de tudo, o país conhece um estável consenso político marcado pelo compromisso entre a “esquerda” (Partido Socialista Português e o Partido Comunista) e a “centro direita” (Partido Social Democrata e o Partido Popular).
No cenário internacional, Portugal teve as atenções voltadas para si pela participação na independência de Timor Oriental em relação à Indonésia, processo que contou com amplo apoio português, e pela devolução de Macau à República Popular da China, no dia 20 de dezembro de 1999.
Apesar da inquietação existente hoje nas consciências portuguesas, as previsões econômicas oficiais permanecem otimistas: é prevista uma alta de exportações para 2001 acompanhada de redução do déficit público.
SAN MARINO
REPÚBLICA DE SAN MARINO
CAPITAL - San Marino
SUPERFÍCIE - 61km2
POPULAÇÃO - 26.000
LÍNGUA -italiano
MOEDA - lira italiana
ESTRUTURA POLÍTICA - República Parlamentar
CHEFE DE ESTADO - 2 capitães-regentes eleitos para presidir o Conselho de Estado
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 86% da população
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU - sem dados
PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) - 500 milhões de dólares
PIB POR HABITANTE - 20.000 dólares
CRESCIMENTO ANUAL - sem dados
INFLAÇÃO - 2,2% ao ano
TAXA DE DESEMPREGO - 0%
UM PAÍS SOBERANO
Tradicionalmente apresentada como a “mais antiga República livre do mundo”, San Marino, uma entidade política de origem medieval, é dotada de uma Constituição desde o século XVII. Já em 1906, o pequeno país adotava o sufrágio universal com a finalidade de eleger o Parlamento, aí denominado Grande Conselho Geral. Atualmente, governado por dois capitães-regentes, San Marino conhece três grandes forças políticas: a Democracia Cristã, os Socialistas e os ex-Comunistas do Partido Progressista Democrático.
Embora politicamente soberana, a pequena República está ligada à Itália por uma união alfandegária.
VATICANO
ESTADO DA CIDADE DO VATICANO (SANTA SÉ)
CAPITAL - Vaticano
SUPERFÍCIE - 0,44 km2
POPULAÇÃO - 860 pessoas
LÍNGUAS - italiano e latim (para atos oficiais)
MOEDA - lira italiana
ESTRUTURA POLÍTICA - Estado Soberano exercendo autoridade sobre a Igreja Católica Apostólica Romana
CHEFE DE ESTADO - Papa
CLIMA
1. Introdução
Clima, por definição, é a sucessão habitual dos tipos de tempo (MAX SORRE) e tempo é o estado momentâneo da atmosfera, uma conjunção momentânea dos elementos climáticos: temperatura, umidade e pressão. Esses elementos, por sua vez, são determinados pelos fatores climáticos: Latitude, Altitude, Massas de Ar, Continentalidade ou Maritimidade, Vegetação, Correntes Marítimas, Relevo e Ação humana.
2. Latitude
Quanto maior a latitude, menor a temperatura.
Devido à curvatura do globo terrestre, à medida que nos afastamos do equador, os raios solares incidem cada vez mais inclinados na superfície terrestre, tendo portanto que aquecer uma área maior, o que diminui a Temperatura.
Ainda, quanto maior a latitude, maior a camada atmosférica a ser atravessada pelos raios solares, o que aumenta a dificuldade desses raios atingirem a superfície (nuvens).
3. Altitude
Quanto maior a altitude, menor a temperatura.
A atmosfera é aquecida por radiação.
Ao incidirem na superfície, os raios solares a aquecem e ela passa a irradiar calor à atmosfera. Portanto, um raio solar que seja refletido ou que atravesse a atmosfera, sem incidir na superfície ou em alguma partícula em suspensão, não altera em
nada a temperatura.
Influência da Altitude nas Médias de Temperatura
Quanto maior a altitude, menos intensa é a radiação.
4. Massas de Ar
Para entender algumas das características dos tipos de clima no Brasil, interessam as seguintes massas de ar:
- Massa equatorial atlântica (mEa) - quente e úmida, domina a parte litorânea da Amazônia e do Nordeste. O centro de origem está próximo ao arquipélago dos Açores.
- Massa de ar equatorial continental (mEc) - também quente e úmida. Com centro de origem na parte ocidental da Amazônia, domina sua porção noroeste durante o ano inteiro.
- Massa tropical continental (mTc) - quente e seca, origina-se na depressão do Chaco Paraguaio.
- Massa polar atlântica (mPa) - fria e úmida, forma-se nas porções do Oceano Atlântico próximo à Patagônia. Atua de forma mais intensa no inverno, provocando chuvas e declínio da temperatura. A massa polar atlântica pode chegar até a Amazônia fazendo surgir o fenômeno da friagem.
- Massa tropical atlântica (mTa) - quente e úmida atinge grande parte do litoral brasileiro.
• Massa Equatorial Atlântica
• Massa Equatorial Continental
• Massa Tropical Atlântica
• D .Massa Tropical Continental
• Massa Tropical Atlântica
Com base nessas massas de ar que atuam no território brasileiro, podemos agora entender a classificação climática de Arthur Strahler
5. Classificação Climática Brasileira
A classificação climática de Arthur Strahler (1951) tem por base a influência das massas de ar em áreas diferenciadas. Ela não trabalha, portanto, com as médias de chuvas e temperaturas, mas com a explicação de sua dinâmica.
A classificação climática de Wilhelm Köppen, apesar de clássica e intensamente utilizada até pouco tempo, e ter representado um avanço em sua época (final do século XIX), é hoje bastante problemática, pois não leva em conta os deslocamentos das massas de ar.
Clima Equatorial Úmido
Médias térmicas elevadas (24° a 27° C) o ano todo, chuvas abundantes e bem distribuídas (1500 a 2500 mm/ano). Pequena amplitude térmica anual.
Clima Litorâneo Úmido
Estende-se do litoral do RN ao litoral de SP e apresenta apenas duas estações: verão chuvoso e inverno mais seco ( com exceção do litoral nordestino, onde chove mais no inverno - 1º Ramo de mPa x mTa).
Clima Tropical Alternadamente Úmido e Seco É o tropical típico com verão quente e úmido e inverno ameno e seco.
Clima Tropical Tendendo a Seco (pela irregularidade de ação de massas de ar, ou clima semi-árido)Encontrado no sertão Nordestino, apresenta baixo índice de chuvas, concentradas no verão (até 800 mm), quando a mEc atua na região.
Clima Subtropical Úmido
Encontrado ao sul do Trópico de Capricórnio, apresenta verão quente, inverno frio para os padrões brasileiros, e chuvas bem distribuídas por todos os meses do ano.
EFEITO ESTUFA
Relatório Aponta Soluções para Efeito Estufa
Muito alarido se tem feito ultimamente em torno do efeito estufa, ligando-o a calamidades atuais ou iminentes, como por exemplo grandes secas no hemisfério norte. A verdade, porém, é que esse efeito é um processo natural em nosso planeta e sem ele não estaríamos aqui.
O efeito estufa nada mais é que o resultado da irradiação de parte da radiação infravermelha pela troposfera (a parte da atmosfera em contato com a superfície terrestre) no sentido dessa superfície, que assim se mantém aquecida. Dessa irradiação participam vários gases, o mais importante dos quais é o dióxido de carbono. Outros gases são o vapor d’água, o metano, o clorofluocarbono, o óxido nitroso etc.
Não fosse tal efeito, nossa situação seria parecida com a da Lua, na qual a temperatura sobe a 100°C na superfície iluminada pelo Sol e vai a 150°C negativos à noite, com uma temperatura média de 18°C negativos.
Na terra, graças à atmosfera que a envolve, a temperatura superficial média é de 15°C e a camada gasosa, em consequência do equilíbrio da radiação que entra e sai, mantém o planeta 33°C mais quente do que seria sem ela.
"Não há dúvida", salienta R. Kerr, "que a Terra se acha na iminência de um aumento da temperatura global sem precedentes na história da civilização humana e é fato bem comprovado que tem havido um aquecimento secular que culminou na década de 80". Mas os cientistas têm se recusado a ligar esses extremos ao efeito estufa.
Em compensação, reconhecem que é preciso organizar um esforço internacional para prevenir as consequências do aumento do efeito estufa, que provavelmente se manifestarão nos tempos vindouros.
Essa preocupação com as conseqüências do aumento do efeito estufa, aliadas a certos eventos como a destruição de parte da camada de ozônio, justificou vários encontros internacionais que resultaram na elaboração do chamado "Relatório Bellagio" ("Science,", 241, 23). Este não incorpora nenhum dado essencialmente novo, mas apresenta de maneira nova as projeções do aquecimento do globo em decorrência do aumento do teor de dióxido de carbono e outros gases. Sabe-se que em 1957 a concentração básica do dióxido de carbono na atmosfera era de 315 partes por milhão (ppm) e é hoje de 350 ppm (0,035
por cento).
Previsões
As conseqüências do contínuo aumento de temperatura se manifestariam no aquecimento e expansão dos oceanos, que avançariam pelas costas adentro, podendo elevar o nível marítimo de 30 cm nos meados do próximo século, atingindo até um metro e meio. Sofreria a agricultura, especialmente a das regiões semi-áridas, e sofreriam ainda mais os sistemas ecológicos não administrados.
Incerteza Científica
Para enfrentar tal situação, que provavelmente sobrevirá no futuro, o relatório salienta duas respostas.
Uma consiste na adaptação à mudança do clima, por exemplo pela construção de muralhas contra a invasão das águas, ou abandono das áreas costeiras, medidas que em certas regiões já começam a ser tomadas.
Outra consiste na limitação das mudanças de clima pela redução da emissão dos gases responsáveis pelo aumento do efeito estufa.
Esta solução será inevitável por ser proibitivo o custo da política de adaptação.
Salienta o relatório que não nos devemos deixar imobilizar pelo conhecimento de que se trata de eventos distantes, ou esperar "até que a incerteza científica seja aceitavelmente pequena", protelando desse modo as ações acautelatórias. Este é o grande aviso contido no relatório, que ressalta que o tempo envolvido na efetivação das medidas é grande. A inércia térmica dos oceanos retarda de várias décadas o próprio aquecimento e as reações da sociedade levam uns 30 a 50 anos para concretizar-se.
Restrições
Como recomendações práticas imediatas, o relatório reclama rápida aprovação e implementação do protocolo firmado em Montreal a respeito da proteção da camada de ozônio. Já lembramos no outro artigo que a restrição do uso dos clorofluocarbonados, segundo o protocolo, acarretaria baixa de 15 a 25% na taxa de aquecimento.
Além de medidas imediatas, o relatório enumera as de longo prazo, com aumento da eficiência do consumo de energia, uso de energias alternativas como a solar e a nuclear, substituição do carvão pelo gás natural e reflorestamento. Propõe ainda um relatório mais estudo cientifico sobre o efeito estufa e consideração de direitos da atmosfera semelhante ao marítimo, além de convênios internacionais como o do ozônio.
Inversão Térmica
"Embora as condições normais por várias milhas (ou quilômetros) da atmosfera inferior mostrem um decréscimo da temperatura com o aumento da altitude, freqüentemente acontece que estas condições se vejam invertidas através de algumas camadas da atmosfera, de modo que as temperaturas temporária ou localmente aumentem com a altitude. Esta condição, na qual o ar mais frio está mais perto da Terra e o ar mais quente está acima, é chamada de "inversão "térmica".
Uma das formas mais comuns de inversão de temperatura é aquela que ocorre nas proximidades da superfície da Terra e se forma como um resultado do resfriamento por irradiação do ar inferior junto à superfície subjacente. Desde que a superfície terrestre é um corpo radiante mais efetivo do que a própria atmosfera, o resfriamento noturno é mais rápido no terreno do que na atmosfera. Como conseqüência, o ar mais frio pode ser encontrado próximo à superfície da Terra.
As condições ideais para tais inversões térmicas superficiais são:
a) noites longas como no inverno, de modo que haveria um período relativamente longo em que a saída de radiação terrestre superaria a entrada de radiação solar;
b) um céu claro ou com núvens muito altas, de modo que a perda de calor pela radiação terrestre seja rápida e não retardada;
c) ar relativamente seco, que absorve pouca radiação terrestre;
d) ligeiro movimento de ar, de modo que haja pouca mistura do ar, e a camada superficial, como conseqüência teria tempo, por condução ou radiação, de tornar-se excessivamente fria;
e) uma superfície coberta de neve, que, devido à reflexão da energia solar, aquece pouco durante o dia, e, sendo um pobre condutor de calor, retarda o fluxo ascendente de calor, do terreno para cima".
(Glen Trewartha) Fonte: Folha de São Paulo.
Clima, por definição, é a sucessão habitual dos tipos de tempo (MAX SORRE) e tempo é o estado momentâneo da atmosfera, uma conjunção momentânea dos elementos climáticos: temperatura, umidade e pressão. Esses elementos, por sua vez, são determinados pelos fatores climáticos: Latitude, Altitude, Massas de Ar, Continentalidade ou Maritimidade, Vegetação, Correntes Marítimas, Relevo e Ação humana.
2. Latitude
Quanto maior a latitude, menor a temperatura.
Devido à curvatura do globo terrestre, à medida que nos afastamos do equador, os raios solares incidem cada vez mais inclinados na superfície terrestre, tendo portanto que aquecer uma área maior, o que diminui a Temperatura.
Ainda, quanto maior a latitude, maior a camada atmosférica a ser atravessada pelos raios solares, o que aumenta a dificuldade desses raios atingirem a superfície (nuvens).
3. Altitude
Quanto maior a altitude, menor a temperatura.
A atmosfera é aquecida por radiação.
Ao incidirem na superfície, os raios solares a aquecem e ela passa a irradiar calor à atmosfera. Portanto, um raio solar que seja refletido ou que atravesse a atmosfera, sem incidir na superfície ou em alguma partícula em suspensão, não altera em
nada a temperatura.
Influência da Altitude nas Médias de Temperatura
Quanto maior a altitude, menos intensa é a radiação.
4. Massas de Ar
Para entender algumas das características dos tipos de clima no Brasil, interessam as seguintes massas de ar:
- Massa equatorial atlântica (mEa) - quente e úmida, domina a parte litorânea da Amazônia e do Nordeste. O centro de origem está próximo ao arquipélago dos Açores.
- Massa de ar equatorial continental (mEc) - também quente e úmida. Com centro de origem na parte ocidental da Amazônia, domina sua porção noroeste durante o ano inteiro.
- Massa tropical continental (mTc) - quente e seca, origina-se na depressão do Chaco Paraguaio.
- Massa polar atlântica (mPa) - fria e úmida, forma-se nas porções do Oceano Atlântico próximo à Patagônia. Atua de forma mais intensa no inverno, provocando chuvas e declínio da temperatura. A massa polar atlântica pode chegar até a Amazônia fazendo surgir o fenômeno da friagem.
- Massa tropical atlântica (mTa) - quente e úmida atinge grande parte do litoral brasileiro.
• Massa Equatorial Atlântica
• Massa Equatorial Continental
• Massa Tropical Atlântica
• D .Massa Tropical Continental
• Massa Tropical Atlântica
Com base nessas massas de ar que atuam no território brasileiro, podemos agora entender a classificação climática de Arthur Strahler
5. Classificação Climática Brasileira
A classificação climática de Arthur Strahler (1951) tem por base a influência das massas de ar em áreas diferenciadas. Ela não trabalha, portanto, com as médias de chuvas e temperaturas, mas com a explicação de sua dinâmica.
A classificação climática de Wilhelm Köppen, apesar de clássica e intensamente utilizada até pouco tempo, e ter representado um avanço em sua época (final do século XIX), é hoje bastante problemática, pois não leva em conta os deslocamentos das massas de ar.
Clima Equatorial Úmido
Médias térmicas elevadas (24° a 27° C) o ano todo, chuvas abundantes e bem distribuídas (1500 a 2500 mm/ano). Pequena amplitude térmica anual.
Clima Litorâneo Úmido
Estende-se do litoral do RN ao litoral de SP e apresenta apenas duas estações: verão chuvoso e inverno mais seco ( com exceção do litoral nordestino, onde chove mais no inverno - 1º Ramo de mPa x mTa).
Clima Tropical Alternadamente Úmido e Seco É o tropical típico com verão quente e úmido e inverno ameno e seco.
Clima Tropical Tendendo a Seco (pela irregularidade de ação de massas de ar, ou clima semi-árido)Encontrado no sertão Nordestino, apresenta baixo índice de chuvas, concentradas no verão (até 800 mm), quando a mEc atua na região.
Clima Subtropical Úmido
Encontrado ao sul do Trópico de Capricórnio, apresenta verão quente, inverno frio para os padrões brasileiros, e chuvas bem distribuídas por todos os meses do ano.
EFEITO ESTUFA
Relatório Aponta Soluções para Efeito Estufa
Muito alarido se tem feito ultimamente em torno do efeito estufa, ligando-o a calamidades atuais ou iminentes, como por exemplo grandes secas no hemisfério norte. A verdade, porém, é que esse efeito é um processo natural em nosso planeta e sem ele não estaríamos aqui.
O efeito estufa nada mais é que o resultado da irradiação de parte da radiação infravermelha pela troposfera (a parte da atmosfera em contato com a superfície terrestre) no sentido dessa superfície, que assim se mantém aquecida. Dessa irradiação participam vários gases, o mais importante dos quais é o dióxido de carbono. Outros gases são o vapor d’água, o metano, o clorofluocarbono, o óxido nitroso etc.
Não fosse tal efeito, nossa situação seria parecida com a da Lua, na qual a temperatura sobe a 100°C na superfície iluminada pelo Sol e vai a 150°C negativos à noite, com uma temperatura média de 18°C negativos.
Na terra, graças à atmosfera que a envolve, a temperatura superficial média é de 15°C e a camada gasosa, em consequência do equilíbrio da radiação que entra e sai, mantém o planeta 33°C mais quente do que seria sem ela.
"Não há dúvida", salienta R. Kerr, "que a Terra se acha na iminência de um aumento da temperatura global sem precedentes na história da civilização humana e é fato bem comprovado que tem havido um aquecimento secular que culminou na década de 80". Mas os cientistas têm se recusado a ligar esses extremos ao efeito estufa.
Em compensação, reconhecem que é preciso organizar um esforço internacional para prevenir as consequências do aumento do efeito estufa, que provavelmente se manifestarão nos tempos vindouros.
Essa preocupação com as conseqüências do aumento do efeito estufa, aliadas a certos eventos como a destruição de parte da camada de ozônio, justificou vários encontros internacionais que resultaram na elaboração do chamado "Relatório Bellagio" ("Science,", 241, 23). Este não incorpora nenhum dado essencialmente novo, mas apresenta de maneira nova as projeções do aquecimento do globo em decorrência do aumento do teor de dióxido de carbono e outros gases. Sabe-se que em 1957 a concentração básica do dióxido de carbono na atmosfera era de 315 partes por milhão (ppm) e é hoje de 350 ppm (0,035
por cento).
Previsões
As conseqüências do contínuo aumento de temperatura se manifestariam no aquecimento e expansão dos oceanos, que avançariam pelas costas adentro, podendo elevar o nível marítimo de 30 cm nos meados do próximo século, atingindo até um metro e meio. Sofreria a agricultura, especialmente a das regiões semi-áridas, e sofreriam ainda mais os sistemas ecológicos não administrados.
Incerteza Científica
Para enfrentar tal situação, que provavelmente sobrevirá no futuro, o relatório salienta duas respostas.
Uma consiste na adaptação à mudança do clima, por exemplo pela construção de muralhas contra a invasão das águas, ou abandono das áreas costeiras, medidas que em certas regiões já começam a ser tomadas.
Outra consiste na limitação das mudanças de clima pela redução da emissão dos gases responsáveis pelo aumento do efeito estufa.
Esta solução será inevitável por ser proibitivo o custo da política de adaptação.
Salienta o relatório que não nos devemos deixar imobilizar pelo conhecimento de que se trata de eventos distantes, ou esperar "até que a incerteza científica seja aceitavelmente pequena", protelando desse modo as ações acautelatórias. Este é o grande aviso contido no relatório, que ressalta que o tempo envolvido na efetivação das medidas é grande. A inércia térmica dos oceanos retarda de várias décadas o próprio aquecimento e as reações da sociedade levam uns 30 a 50 anos para concretizar-se.
Restrições
Como recomendações práticas imediatas, o relatório reclama rápida aprovação e implementação do protocolo firmado em Montreal a respeito da proteção da camada de ozônio. Já lembramos no outro artigo que a restrição do uso dos clorofluocarbonados, segundo o protocolo, acarretaria baixa de 15 a 25% na taxa de aquecimento.
Além de medidas imediatas, o relatório enumera as de longo prazo, com aumento da eficiência do consumo de energia, uso de energias alternativas como a solar e a nuclear, substituição do carvão pelo gás natural e reflorestamento. Propõe ainda um relatório mais estudo cientifico sobre o efeito estufa e consideração de direitos da atmosfera semelhante ao marítimo, além de convênios internacionais como o do ozônio.
Inversão Térmica
"Embora as condições normais por várias milhas (ou quilômetros) da atmosfera inferior mostrem um decréscimo da temperatura com o aumento da altitude, freqüentemente acontece que estas condições se vejam invertidas através de algumas camadas da atmosfera, de modo que as temperaturas temporária ou localmente aumentem com a altitude. Esta condição, na qual o ar mais frio está mais perto da Terra e o ar mais quente está acima, é chamada de "inversão "térmica".
Uma das formas mais comuns de inversão de temperatura é aquela que ocorre nas proximidades da superfície da Terra e se forma como um resultado do resfriamento por irradiação do ar inferior junto à superfície subjacente. Desde que a superfície terrestre é um corpo radiante mais efetivo do que a própria atmosfera, o resfriamento noturno é mais rápido no terreno do que na atmosfera. Como conseqüência, o ar mais frio pode ser encontrado próximo à superfície da Terra.
As condições ideais para tais inversões térmicas superficiais são:
a) noites longas como no inverno, de modo que haveria um período relativamente longo em que a saída de radiação terrestre superaria a entrada de radiação solar;
b) um céu claro ou com núvens muito altas, de modo que a perda de calor pela radiação terrestre seja rápida e não retardada;
c) ar relativamente seco, que absorve pouca radiação terrestre;
d) ligeiro movimento de ar, de modo que haja pouca mistura do ar, e a camada superficial, como conseqüência teria tempo, por condução ou radiação, de tornar-se excessivamente fria;
e) uma superfície coberta de neve, que, devido à reflexão da energia solar, aquece pouco durante o dia, e, sendo um pobre condutor de calor, retarda o fluxo ascendente de calor, do terreno para cima".
(Glen Trewartha) Fonte: Folha de São Paulo.
O BENELUX
O Benelux compreende a Bélgica, os Países Baixos e Luxemburgo
REINO DA BÉLGICA
CAPITAL - Bruxelas
SUPERFÍCIE - 30.500 km2
POPULAÇÃO - 20.000.000
LÍNGUAS - francês, flamengo (dialeto germânico) e alemão
MOEDA - franco belga (1 euro = 40,3399 francos belgas)
ESTRUTURA POLÍTICA - Monarquia Federal dividida em três regiões, sistema Parlamentarista
CHEFE DE ESTADO - Rei Alberto II
CHEFE DO GOVERNO - Guy Verhofstadt
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 86%da população
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU -58 %da população
TELEVISORES - 530 aparelhos para cada mil habitantes
LIVROS PUBLICADOS - 13.913 títulos por ano
PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) - 237 bilhões de dólares
PIB POR HABITANTE -. 23.223 dólares
CRESCIMENTO ANUAL - 2,3%
INFLAÇÃO - 1,1% ao ano
TAXA DE DESEMPREGO - 8,7%
ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO* - 5 no “ranking” mundial
País caracterizado por uma notável estabilidade social, a Bélgica, ao longo do ano de 1999, foi abalada pela “crise da dioxina” (a contaminação dos alimentos destinados às aves). As reações dos ministérios da Agricultura e da Saúde foram tardias e lentas, embora tenham propiciado a demissão de alguns ministros.
Em junho de 1999, o governo, formado pelo Partido Socialista e pelos Democratas Cristãos, sofreu uma brutal derrota, sendo batido pelos liberais. Outro grande vencedor foi o Partido “Verde”, cuja progressão foi espetacular, principalmente entre os francofonos (cidadãos belgas de língua francesa). Por outro lado, a agremiação partidária flamenga de extrema direita, Vlaams Blok, saiu fortalecida dessa eleição. Hoje, a Bélgica é governada por uma coalizão denominada “arco -íris” (socialistas, verdes e liberais). Esse novo poder executivo coincide com uma conjuntura econômica favorável. O crescimento econômico é grande e o desemprego tem conhecido uma lenta mas contínua redução.
Do ponto de vista institucional, a Bélgica, hoje, tem condições de discutir a velha e grave questão das diferenças e antagonismos entre os valões, de língua francesa, e os flamengos. Estabeleceu -se, no ano 2000, um grupo de trabalho destinado a estudar a questão lingüística; entretanto, suas tarefas tem se revelado difíceis e as posturas valônicas e flamengas são bastante antinômicas. Quanto ao aspecto social, o governo tem buscado incentivar um debate social e parlamentar sobre a eutanásia e a política de asilo do país. Para satisfazer as diferentes posições da sociedade belga, dois são os princípios já firmados: assegurar o repatriamento dos muitos ilegais existentes no país e o início de uma regulamentação de 30 mil imigrantes, já fixados na Bélgica, que ainda não possuem documentos.
PAÍSES BAIXOS ou REINO DOS PAÍSES BAIXOS
CAPITAL - Amsterdã
SUPERFÍCIE - 40.844 km2
POPULAÇÃO - 16.000.000
LÍNGUA - holandês
MOEDA - florin ( 1 euro = 2,20371 florins)
ESTRUTURA POLÍTICA - Monarquia Parlamentarista
CHEFE DE ESTADO - Rainha Beatriz I
CHEFE DO GOVERNO - Wim Kok
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 92%da população
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU -52 %da população
PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) - 348 bilhões de dólares
PIB POR HABITANTE - 22.176 dólares
CRESCIMENTO ANUAL - 3,5%
INFLAÇÃO - 2% ao ano
TAXA DE DESEMPREGO - 2,8%
ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO* - 8 no “ranking” mundial
UM PAÍS ESTADO
Do ponto de vista econômico, a conjuntura holandesa é extremamente satisfatória, o que é demonstradopela baixa taxa de desemprego. Lamentavelmente, esse índice não abrange os fisicamente incapacitados não ativos, cujo número é bastante mais elevado do que em outros países da Unidade Européia. A razão disso é simples: os critérios holandeses para a definição de deficientes físicos são extremamente rigorosos.
O cenário político é marcado por um governo de coalizão entre o Partido Trabalhista (PVDA), os liberais de direita (Partido Popular pela Liberdade), e a esquerda (Democracia 66). Na oposição, ainda bastante influente, situa -se o Partido Democrata Cristão (CDA). Nos últimos anos, tem crescido a agremiação partidária ecológica, o Groen Links (“verdes”), que quadruplicou sua representação no Parlamento.
No plano internacional, a Holanda foi objeto de criticas por parte da Organização das Nações Unidas (ONU), pelo fato de que suas tropas não esboçaram qualquer reação diante dos massacres sérvios na cidade de Srebrenica, na Bósnia. De fato, os soldados holandeses entregaram centenas de pessoas às milícias sérvias, responsáveis por inúmeros massacres. Essa atitude criou um traumatismo profundo na sociedade holandesa.
LUXEMBURGO
GRÃO -DUCADO DE LUXEMBURGO
CAPITAL - Luxemburgo
SUPERFÍCIE - 2.586 km2
POPULAÇÃO - 422.000
LÍNGUAS - francês, alemão e luxemburguês
MOEDA - franco luxemburguês e franco belga (1 euro = 40,3399 francos luxemburgueses)
ESTRUTURA POLÍTICA -Monarquia Parlamentarista
CHEFE DE ESTADO - Grão - Duque Jean
CHEFE DO GOVERNO - Jean - Claude Juncker
INDICADORES SÓCIOCULTURAIS
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 92%da população
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU - 51 %da população
PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) - 14 bilhões e 300 milhões de dólares
PIB POR HABITANTE - 33.600 dólares
CRESCIMENTO ANUAL - 5,5%
INFLAÇÃO - 1% ao ano
TAXA DE DESEMPREGO - 2,2%
ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO* - 17 no “ranking” mundial
UM NOVO GOVERNO
Nas eleições legislativas de 13 de junho de 1999, o Partido Democrata, de orientação liberal, venceu o Partido Trabalhista Socialista Luxemburguês (TOSL). A nova coalizão governamental agrupa os liberais e o Partido Cristão - Social. A economia do pequeno Grão - Ducado vai de vento em popa: o crescimento anual chega a 5,5%. A única ameaça que paira sobre o futuro de Luxemburgo é a possibilidade da instauração de uma tarifa fiscal européia. Contudo, é grande a oposição, no Conselho Europeu, a essa medida, o que deixa os luxemburgueses tranqüilos.
REINO DA BÉLGICA
CAPITAL - Bruxelas
SUPERFÍCIE - 30.500 km2
POPULAÇÃO - 20.000.000
LÍNGUAS - francês, flamengo (dialeto germânico) e alemão
MOEDA - franco belga (1 euro = 40,3399 francos belgas)
ESTRUTURA POLÍTICA - Monarquia Federal dividida em três regiões, sistema Parlamentarista
CHEFE DE ESTADO - Rei Alberto II
CHEFE DO GOVERNO - Guy Verhofstadt
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 86%da população
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU -58 %da população
TELEVISORES - 530 aparelhos para cada mil habitantes
LIVROS PUBLICADOS - 13.913 títulos por ano
PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) - 237 bilhões de dólares
PIB POR HABITANTE -. 23.223 dólares
CRESCIMENTO ANUAL - 2,3%
INFLAÇÃO - 1,1% ao ano
TAXA DE DESEMPREGO - 8,7%
ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO* - 5 no “ranking” mundial
País caracterizado por uma notável estabilidade social, a Bélgica, ao longo do ano de 1999, foi abalada pela “crise da dioxina” (a contaminação dos alimentos destinados às aves). As reações dos ministérios da Agricultura e da Saúde foram tardias e lentas, embora tenham propiciado a demissão de alguns ministros.
Em junho de 1999, o governo, formado pelo Partido Socialista e pelos Democratas Cristãos, sofreu uma brutal derrota, sendo batido pelos liberais. Outro grande vencedor foi o Partido “Verde”, cuja progressão foi espetacular, principalmente entre os francofonos (cidadãos belgas de língua francesa). Por outro lado, a agremiação partidária flamenga de extrema direita, Vlaams Blok, saiu fortalecida dessa eleição. Hoje, a Bélgica é governada por uma coalizão denominada “arco -íris” (socialistas, verdes e liberais). Esse novo poder executivo coincide com uma conjuntura econômica favorável. O crescimento econômico é grande e o desemprego tem conhecido uma lenta mas contínua redução.
Do ponto de vista institucional, a Bélgica, hoje, tem condições de discutir a velha e grave questão das diferenças e antagonismos entre os valões, de língua francesa, e os flamengos. Estabeleceu -se, no ano 2000, um grupo de trabalho destinado a estudar a questão lingüística; entretanto, suas tarefas tem se revelado difíceis e as posturas valônicas e flamengas são bastante antinômicas. Quanto ao aspecto social, o governo tem buscado incentivar um debate social e parlamentar sobre a eutanásia e a política de asilo do país. Para satisfazer as diferentes posições da sociedade belga, dois são os princípios já firmados: assegurar o repatriamento dos muitos ilegais existentes no país e o início de uma regulamentação de 30 mil imigrantes, já fixados na Bélgica, que ainda não possuem documentos.
PAÍSES BAIXOS ou REINO DOS PAÍSES BAIXOS
CAPITAL - Amsterdã
SUPERFÍCIE - 40.844 km2
POPULAÇÃO - 16.000.000
LÍNGUA - holandês
MOEDA - florin ( 1 euro = 2,20371 florins)
ESTRUTURA POLÍTICA - Monarquia Parlamentarista
CHEFE DE ESTADO - Rainha Beatriz I
CHEFE DO GOVERNO - Wim Kok
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 92%da população
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU -52 %da população
PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) - 348 bilhões de dólares
PIB POR HABITANTE - 22.176 dólares
CRESCIMENTO ANUAL - 3,5%
INFLAÇÃO - 2% ao ano
TAXA DE DESEMPREGO - 2,8%
ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO* - 8 no “ranking” mundial
UM PAÍS ESTADO
Do ponto de vista econômico, a conjuntura holandesa é extremamente satisfatória, o que é demonstradopela baixa taxa de desemprego. Lamentavelmente, esse índice não abrange os fisicamente incapacitados não ativos, cujo número é bastante mais elevado do que em outros países da Unidade Européia. A razão disso é simples: os critérios holandeses para a definição de deficientes físicos são extremamente rigorosos.
O cenário político é marcado por um governo de coalizão entre o Partido Trabalhista (PVDA), os liberais de direita (Partido Popular pela Liberdade), e a esquerda (Democracia 66). Na oposição, ainda bastante influente, situa -se o Partido Democrata Cristão (CDA). Nos últimos anos, tem crescido a agremiação partidária ecológica, o Groen Links (“verdes”), que quadruplicou sua representação no Parlamento.
No plano internacional, a Holanda foi objeto de criticas por parte da Organização das Nações Unidas (ONU), pelo fato de que suas tropas não esboçaram qualquer reação diante dos massacres sérvios na cidade de Srebrenica, na Bósnia. De fato, os soldados holandeses entregaram centenas de pessoas às milícias sérvias, responsáveis por inúmeros massacres. Essa atitude criou um traumatismo profundo na sociedade holandesa.
LUXEMBURGO
GRÃO -DUCADO DE LUXEMBURGO
CAPITAL - Luxemburgo
SUPERFÍCIE - 2.586 km2
POPULAÇÃO - 422.000
LÍNGUAS - francês, alemão e luxemburguês
MOEDA - franco luxemburguês e franco belga (1 euro = 40,3399 francos luxemburgueses)
ESTRUTURA POLÍTICA -Monarquia Parlamentarista
CHEFE DE ESTADO - Grão - Duque Jean
CHEFE DO GOVERNO - Jean - Claude Juncker
INDICADORES SÓCIOCULTURAIS
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 92%da população
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU - 51 %da população
PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) - 14 bilhões e 300 milhões de dólares
PIB POR HABITANTE - 33.600 dólares
CRESCIMENTO ANUAL - 5,5%
INFLAÇÃO - 1% ao ano
TAXA DE DESEMPREGO - 2,2%
ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO* - 17 no “ranking” mundial
UM NOVO GOVERNO
Nas eleições legislativas de 13 de junho de 1999, o Partido Democrata, de orientação liberal, venceu o Partido Trabalhista Socialista Luxemburguês (TOSL). A nova coalizão governamental agrupa os liberais e o Partido Cristão - Social. A economia do pequeno Grão - Ducado vai de vento em popa: o crescimento anual chega a 5,5%. A única ameaça que paira sobre o futuro de Luxemburgo é a possibilidade da instauração de uma tarifa fiscal européia. Contudo, é grande a oposição, no Conselho Europeu, a essa medida, o que deixa os luxemburgueses tranqüilos.
ÁSIA - ASPECTOS FÍSICOS
O maior continente do globo terrestre, a Ásia abrange uma área de 44.397.460 km2, compreende, incluindo o Oriente Próximo, a Península Arábica, o Oriente Médio e o Oceano Índico, 43 países e tem como limites:
NORTE - China, Nepal e Butão
NOROESTE - Paquistão
NORDESTE - Mianmar (ex-Birmânia) e Bangladesh
LESTE - Golfo de Bengala
OESTE - Mar da Arábia
SUL - Estreito de Pak
O Continente Asiático apresenta a seguinte divisão regional:
ÁSIA MERIDIONAL E ORIENTAL - Índia, Bangladesh, Butão, Maldivas, Sri Lanka (ex-Ceilão) e Nepal.
NORDESTE ASIÁTICO - República Popular da China, República Democrática da Coréia (Coréia do Norte), República da Coréia (Coréia do Sul), Japão, Mongólia e Taiwan (Formosa).
PENÍNSULA DA INDOCHINA - Camboja, Laos, República Democrática do Vietnã, Tailândia e Mianmar.
SUDESTE INSULAR ASIÁTICO - Brunei, Indonésia, Federação da Malásia, Filipinas, Cingapura e Timor Oriental.
ORIENTE PRÓXIMO
Iraque
Israel
Jordânia
Líbano
Síria
PENÍNSULA ARÁBICA
Arábia Saudita
Bahrein
Emiratos Árabes Unidos
Kuweit
Omã
Qatar
Iêmen
ORIENTE MÉDIO
Afeganistão
Irã
Paquistão
OCEANO ÍNDICO
Comores
Madagáscar
Mauricio
Reunião
Seicheles
O RELEVO ASIÁTICO
OESTE - litoral de contorno regular e com pequenas enseadas;
LESTE - litoral caracterizado por deltas, lagunas e pântanos;
NORTE - Cordilheira do Himalaia e o Planalto do Decã;
NOROESTE A NORDESTE - Planície Indo-Gangética
O PLANALTO DO DECÃ E A PLANÍCIE INDO-GANGÉTICA - formam os altiplanos Ghatts Ocidentais (na costa oeste) e Orientais (na costa leste)
PONTO MAIS ELEVADO - o Monte Kanshenjunga (8.598m)
CLIMA
A maior parte do território asiático está situada entre o Trópico de Câncer e o Círculo Polar Ártico, áreas caracterizadas pelo clima temperado, que se estende pela China, Coréia do Norte e a do Sul, Japão, Nepal, Butão, parte do Paquistão e da Índia, Afeganistão, Irã, Iraque, Síria, Jordânia, Israel, Líbano, Turquia, parte da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuweit, Bahrein e todo território da Rússia Asiática. Entretanto, outros tipos climáticos, em escala menor, aparecem no continente:
POLAR OU GLACIAL - extremidade setentrional.
FRIO DE MONTANHA - no Himalaia, onde ocorre a presença de neves eternas.
ÁRIDO E SEMI-ÁRIDO - no deserto de Gobi (China); as áreas desérticas que bordejam o Mar Cáspio a leste, e o deserto da Arábia.
EQUATORIAL - no sul e sudoeste asiático, apresentando temperaturas e pluviosidade elevadas.
TROPICAL - caracterizado, em sua maior parte, por chuvas de verão e ventos de “monções”; já no extremo sul, a tropicalidade tende a um clima equatorial, apresentando, por conseguinte temperaturas mais levadas; no nordeste do continente temos uma variante árida da tropicalidade e, no norte, a influência de elevações montanhosas. Em toda sua extensão, a zona tropical compreende: Filipinas, Vietnã, Camboja, Laos, Tailândia, Mianmar, Bangladesh, boa parte do território da Índia, Sri Lanka, Iêmen, Indonésia, Malásia, Cingapura e Brunei.
VEGETAÇÃO
A Ásia apresenta uma grande variedade de paisagens botânicas:
NORTE DA ÁSIA - tundra e floresta boreal.
ZONA TROPICAL - floresta de coníferas, estepes e pradarias.
ZONAS ÁRIDA E SEMI-ÁRIDA - estepes e extensas áreas desérticas.
ZONA EQUATORIAL - “florestas de chuvas” (“rain forest”); florestas tropicais e subtropicais e savanas.
ZONA DE CLIMA MEDITERRÂNEO (SUDESTE) - luxuriante vegetação do tipo mediterrâneo.
HIDROGRAFIA
As principais bacias hidrográficas asiáticas são:
ÁSIA MERIDIONAL E ORIENTAL - Ganges (o mais importante rio da região com 3.700km); Indo (3.180km), banhando simultaneamente a Índia e o Paquistão, drenando o trecho mais seco de toda a área, onde se localiza o mais extenso deserto da porção meridional do continente: o de Thar; Bramaputra (2.900km), afluente do Ganges e o mais importante rio de Bangladesh.
NORTE - Huang Ho (Rio Amarelo); Yang Tsé-Kiang (Rio Azul); Heilong Jiang (Rio Amur) e o Si Jiang (Rio do Oeste).
PENÍNSULA DA INDOCHINA - Mekong.
O RIO AMARELO
É claro que a agricultura, mais que a indústria, foi a base do poderio da região nordeste. Apesar do clima ríspido e caprichoso, a vasta (324 mil quilômetros quadrados) planície em volta de Pequim é uma área agrícola muito produtiva, equivalendo a 20% das terras cultiváveis da China. Por todo lado, trigais e simpáticos vilarejos recortam o horizonte.
A fertilidade da área, plana como uma mesa por centenas de quilômetros, deve-se a uma feliz combinação de ventos, solo e água. Esta chega através do rio Amarelo, que parece percorrer a história chinesa como uma dragão volúvel, ao mesmo tempo terno e malévolo. Mas o rio só alimenta os campos à custa do esforço humano concentrado na irrigação. Entre 1965 e 1975, as obras irrigatórias chinesas foram ampliadas em um terço; com isso, cerca de metade dos terrenos, agrícolas do país, passou a ser irrigada. Na região tritícola, a proporção é maior que a média: 80%.
O rio também ajuda a formação da camada superior do solo, que chega a ter 75 metros de espessura e é a mais fértil da China, originando-se das terras altas a oeste de Pequim. De lá vem um material poroso e amarelo-escuro denominado loess, erodido pelos ventos e soprado para o leste, enchendo os ares de poeira.
Por isso, em Pequim, na primavera, as pessoas costumam usar máscaras cirúrgicas na rua.
Boa parte desse sedimento eólico é carregado pelo rio; daí seu nome: é a maior concentração sedimentar do mundo. Nas últimas voltas de seu percurso de 4.632 quilômetros até o mar, o rio Amarelo despeja essa rica carga na planície do Norte da China. Mas o preço desse beneficio são sistemáticas e calamitosas enchentes. Nos últimos 3 mil anos, o Amarelo extravasou, mais de 1500 vezes, ceifando mais de 10 milhões de vidas. Não admira que seu outro nome seja “a amargura da China”.
Por mais de trinta séculos, o povo do norte da China lutou contra o Amarelo. Desde 400 a.C., o rio já corria “acima do chão”. Hoje, seu fundo está acima do nível do terreno adjacente: em certos pontos, sua superfície situa-se 5 metros acima do solo em volta, mantida no lugar por robustos taludes da altura de um celeiro, que cobrem o horizonte como um espigão de colinas. Essas elevações artificiais chegam a ter 30 metros de largura da base e 15 metros no topo, o suficiente para alojar uma rodovia de duas faixas e, em alguns trechos uma linha férrea. (...).”
Nações do Mundo – China – Ed. Cidade Cultural – RJ – 1987.
NORTE - China, Nepal e Butão
NOROESTE - Paquistão
NORDESTE - Mianmar (ex-Birmânia) e Bangladesh
LESTE - Golfo de Bengala
OESTE - Mar da Arábia
SUL - Estreito de Pak
O Continente Asiático apresenta a seguinte divisão regional:
ÁSIA MERIDIONAL E ORIENTAL - Índia, Bangladesh, Butão, Maldivas, Sri Lanka (ex-Ceilão) e Nepal.
NORDESTE ASIÁTICO - República Popular da China, República Democrática da Coréia (Coréia do Norte), República da Coréia (Coréia do Sul), Japão, Mongólia e Taiwan (Formosa).
PENÍNSULA DA INDOCHINA - Camboja, Laos, República Democrática do Vietnã, Tailândia e Mianmar.
SUDESTE INSULAR ASIÁTICO - Brunei, Indonésia, Federação da Malásia, Filipinas, Cingapura e Timor Oriental.
ORIENTE PRÓXIMO
Iraque
Israel
Jordânia
Líbano
Síria
PENÍNSULA ARÁBICA
Arábia Saudita
Bahrein
Emiratos Árabes Unidos
Kuweit
Omã
Qatar
Iêmen
ORIENTE MÉDIO
Afeganistão
Irã
Paquistão
OCEANO ÍNDICO
Comores
Madagáscar
Mauricio
Reunião
Seicheles
O RELEVO ASIÁTICO
OESTE - litoral de contorno regular e com pequenas enseadas;
LESTE - litoral caracterizado por deltas, lagunas e pântanos;
NORTE - Cordilheira do Himalaia e o Planalto do Decã;
NOROESTE A NORDESTE - Planície Indo-Gangética
O PLANALTO DO DECÃ E A PLANÍCIE INDO-GANGÉTICA - formam os altiplanos Ghatts Ocidentais (na costa oeste) e Orientais (na costa leste)
PONTO MAIS ELEVADO - o Monte Kanshenjunga (8.598m)
CLIMA
A maior parte do território asiático está situada entre o Trópico de Câncer e o Círculo Polar Ártico, áreas caracterizadas pelo clima temperado, que se estende pela China, Coréia do Norte e a do Sul, Japão, Nepal, Butão, parte do Paquistão e da Índia, Afeganistão, Irã, Iraque, Síria, Jordânia, Israel, Líbano, Turquia, parte da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuweit, Bahrein e todo território da Rússia Asiática. Entretanto, outros tipos climáticos, em escala menor, aparecem no continente:
POLAR OU GLACIAL - extremidade setentrional.
FRIO DE MONTANHA - no Himalaia, onde ocorre a presença de neves eternas.
ÁRIDO E SEMI-ÁRIDO - no deserto de Gobi (China); as áreas desérticas que bordejam o Mar Cáspio a leste, e o deserto da Arábia.
EQUATORIAL - no sul e sudoeste asiático, apresentando temperaturas e pluviosidade elevadas.
TROPICAL - caracterizado, em sua maior parte, por chuvas de verão e ventos de “monções”; já no extremo sul, a tropicalidade tende a um clima equatorial, apresentando, por conseguinte temperaturas mais levadas; no nordeste do continente temos uma variante árida da tropicalidade e, no norte, a influência de elevações montanhosas. Em toda sua extensão, a zona tropical compreende: Filipinas, Vietnã, Camboja, Laos, Tailândia, Mianmar, Bangladesh, boa parte do território da Índia, Sri Lanka, Iêmen, Indonésia, Malásia, Cingapura e Brunei.
VEGETAÇÃO
A Ásia apresenta uma grande variedade de paisagens botânicas:
NORTE DA ÁSIA - tundra e floresta boreal.
ZONA TROPICAL - floresta de coníferas, estepes e pradarias.
ZONAS ÁRIDA E SEMI-ÁRIDA - estepes e extensas áreas desérticas.
ZONA EQUATORIAL - “florestas de chuvas” (“rain forest”); florestas tropicais e subtropicais e savanas.
ZONA DE CLIMA MEDITERRÂNEO (SUDESTE) - luxuriante vegetação do tipo mediterrâneo.
HIDROGRAFIA
As principais bacias hidrográficas asiáticas são:
ÁSIA MERIDIONAL E ORIENTAL - Ganges (o mais importante rio da região com 3.700km); Indo (3.180km), banhando simultaneamente a Índia e o Paquistão, drenando o trecho mais seco de toda a área, onde se localiza o mais extenso deserto da porção meridional do continente: o de Thar; Bramaputra (2.900km), afluente do Ganges e o mais importante rio de Bangladesh.
NORTE - Huang Ho (Rio Amarelo); Yang Tsé-Kiang (Rio Azul); Heilong Jiang (Rio Amur) e o Si Jiang (Rio do Oeste).
PENÍNSULA DA INDOCHINA - Mekong.
O RIO AMARELO
É claro que a agricultura, mais que a indústria, foi a base do poderio da região nordeste. Apesar do clima ríspido e caprichoso, a vasta (324 mil quilômetros quadrados) planície em volta de Pequim é uma área agrícola muito produtiva, equivalendo a 20% das terras cultiváveis da China. Por todo lado, trigais e simpáticos vilarejos recortam o horizonte.
A fertilidade da área, plana como uma mesa por centenas de quilômetros, deve-se a uma feliz combinação de ventos, solo e água. Esta chega através do rio Amarelo, que parece percorrer a história chinesa como uma dragão volúvel, ao mesmo tempo terno e malévolo. Mas o rio só alimenta os campos à custa do esforço humano concentrado na irrigação. Entre 1965 e 1975, as obras irrigatórias chinesas foram ampliadas em um terço; com isso, cerca de metade dos terrenos, agrícolas do país, passou a ser irrigada. Na região tritícola, a proporção é maior que a média: 80%.
O rio também ajuda a formação da camada superior do solo, que chega a ter 75 metros de espessura e é a mais fértil da China, originando-se das terras altas a oeste de Pequim. De lá vem um material poroso e amarelo-escuro denominado loess, erodido pelos ventos e soprado para o leste, enchendo os ares de poeira.
Por isso, em Pequim, na primavera, as pessoas costumam usar máscaras cirúrgicas na rua.
Boa parte desse sedimento eólico é carregado pelo rio; daí seu nome: é a maior concentração sedimentar do mundo. Nas últimas voltas de seu percurso de 4.632 quilômetros até o mar, o rio Amarelo despeja essa rica carga na planície do Norte da China. Mas o preço desse beneficio são sistemáticas e calamitosas enchentes. Nos últimos 3 mil anos, o Amarelo extravasou, mais de 1500 vezes, ceifando mais de 10 milhões de vidas. Não admira que seu outro nome seja “a amargura da China”.
Por mais de trinta séculos, o povo do norte da China lutou contra o Amarelo. Desde 400 a.C., o rio já corria “acima do chão”. Hoje, seu fundo está acima do nível do terreno adjacente: em certos pontos, sua superfície situa-se 5 metros acima do solo em volta, mantida no lugar por robustos taludes da altura de um celeiro, que cobrem o horizonte como um espigão de colinas. Essas elevações artificiais chegam a ter 30 metros de largura da base e 15 metros no topo, o suficiente para alojar uma rodovia de duas faixas e, em alguns trechos uma linha férrea. (...).”
Nações do Mundo – China – Ed. Cidade Cultural – RJ – 1987.
BRASIL - REGIÕES METROPOLITANAS
As regiões metropolitanas
A partir da segunda metade do século XX houve um processo de expansão das áreas urbanas das grandes cidades em direção à periferia; vários municípios tornaram-se um único bloco.
Essa situação caracteriza a conurbação, sistema no qual os problemas de infra-estrutura urbana (transportes coletivos, segurança, moradia, saneamento etc.) e integração socioeconômica devem ser administrados conjuntamente. Exemplo: uma pessoa trabalha e estuda em um município diferente daquele em que mora (e pelo qual paga IPTU).
Esse processo, verificado em várias regiões do país levou o Governo Federal a criar, em 1973, as regiões metropolitanas: “um conjunto de municípios contínuos e integrados sócio-economicamente a uma cidade central, com serviços públicos e infra-estrutura comum”. Cada metrópole é administrada por um Conselho, nomeado pelo governador do estado onde se encontra:
Salvador – 10 municípios
Fortaleza – 9 municípios
Curitiba – 24 municípios
Belém – 5 municípios
Vitória – 5 municípios
Baixada Santista (SP) – 9 municípios
São Luís – 4 municípios
Natal – 6 municípios
Quanto maior e mais diversificada é a atividade econômica, cultural e política de uma cidade, maior é a área na qual se estende seu poder de polarização. São Paulo e Rio de Janeiro são consideradas metrópoles nacionais porque concentram quase o país inteiro, uma vez que suas atividades econômicas são de maior porte e mais diversificadas que as das demais capitais do país. Curitiba, Belo Horizonte, Recife e outras capitais estendem suas zonas de influências por áreas territoriais menores e são consideradas metrópoles regionais.
As metrópoles são os maiores centros de polarização do território. Nessa hierarquia urbana há, ainda, as capitais regionais, os centros regionais e as cidades locais; estas últimas polarizam apenas suas respectivas zonas rurais.
Essas cidades que se relacionam no território através de sistemas de transportes e de comunicações formam a rede urbana.
Nas regiões onde as cidades estão dispersas pelo território, ou seja, onde a rede urbana é desarticulada, os níveis de polarização seguem uma hierarquia mais ou menos rígida. Por exemplo, se uma pessoa que mora em uma pequena cidade do interior do Nordeste quiser viajar ao exterior, qual deverá ser o seu percurso? Na maioria das cidades pequenas só existem ônibus que vão para os centros e capitais regionais. Exemplo: não há ônibus direto de Carolina, pequena cidade do Maranhão, para Salvador ou Recife (cidades que possuem aeroportos internacionais).
O viajante teria que se deslocar para Imperatriz e de lá para uma metrópole. Para dar continuidade aos estudos ou comprar livros de editoras especializadas, as pessoas que moram em cidades pequenas de regiões onde a rede urbana é esparsa têm de se deslocar de cidade em cidade. Nas regiões em que a rede urbana é densa e articulada, as cidades locais podem estar diretamente ligadas a uma metrópole nacional. Se a pessoa do primeiro exemplo apresentado morasse numa pequena cidade do interior, não precisaria deslocar-se por tantas cidades para viajar ou para dar continuidade a seus estudos.
A modernização dos sistemas de transportes e comunicações integra as cidades de diferentes portes que formam a rede urbana.
Dentro do que é legalmente considerado perímetro urbano, o governo municipal arrecada o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU); fora desses limites, na zona rural, é arrecadado o Imposto Territorial Rural (ITR).
Como o IPTU vai direto para os cofres da prefeitura e é mais caro que as outras taxas cobradas, alguns prefeitos estendem o perímetro urbano para as áreas rurais do município.
No capítulo que trata da população brasileira, vimos que o crescimento populacional está associado a dois fatores:
o crescimento vegetativo e a migração. Entre as décadas de 1930 e 1970, as capitais industriais do Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte), cidades que mais cresciam no país, foram os grandes pólos de atração de migrantes. A diferença entre o crescimento dessas cidades e as de porte médio era enorme. Um dos resultados
dessa dinâmica é o fato de a região metropolitana de São Paulo, ainda hoje, abrigar quase 40% da população de todo o estado e cerca de 10% da população do país.
A partir da década de 1980, em conseqüência do processo de dispersão das atividades econômicas por novas áreas do território nacional, muitas capitais passaram a apresentar um ritmo de crescimento inferior ao verificado nas médias cidades.
POPULAÇÃO RESIDENTE E TAXA DE CRESCIMENTO, SEGUNDO OS MUNICÍPIOS
Considerando que no período de 1970 a 1980, a taxa média de crescimento da população brasileira foi de 2,49% ao ano e, entre 1991 e 1996, essa taxa passou para 1,38%, podemos verificar grandes mudanças de fluxos migratórios nesses períodos.
A malha ou mancha urbana
Vimos que o sistema de cidades e sua organização no território constituem a rede urbana. Já a malha ou mancha urbana é a organização interna de suas ruas, casas, comércio, equipamentos de lazer e tudo que estrutura sua dinâmica interna.
As malhas urbanas se organizam de formas muito variadas. Algumas se estruturam espontaneamente, outras são planejadas. Muitas vezes essa diferenciação acontece no interior das grandes cidades, onde é comum o surgimento espontâneo de bairros pobres e carentes de infra-estrutura. Além disso, nesses grandes centros há o aparecimento
de bairros de classe média ou alta que foram planejados, onde os equipamentos urbanos chegaram antes das pessoas.
Neste endereço eletrônico há explicações sobre limpeza urbana, produção e destino final do lixo, formas de coleta, transporte e tratamento, além de uma cartilha sobre limpeza urbana.
A partir da segunda metade do século XX houve um processo de expansão das áreas urbanas das grandes cidades em direção à periferia; vários municípios tornaram-se um único bloco.
Essa situação caracteriza a conurbação, sistema no qual os problemas de infra-estrutura urbana (transportes coletivos, segurança, moradia, saneamento etc.) e integração socioeconômica devem ser administrados conjuntamente. Exemplo: uma pessoa trabalha e estuda em um município diferente daquele em que mora (e pelo qual paga IPTU).
Esse processo, verificado em várias regiões do país levou o Governo Federal a criar, em 1973, as regiões metropolitanas: “um conjunto de municípios contínuos e integrados sócio-economicamente a uma cidade central, com serviços públicos e infra-estrutura comum”. Cada metrópole é administrada por um Conselho, nomeado pelo governador do estado onde se encontra:
Salvador – 10 municípios
Fortaleza – 9 municípios
Curitiba – 24 municípios
Belém – 5 municípios
Vitória – 5 municípios
Baixada Santista (SP) – 9 municípios
São Luís – 4 municípios
Natal – 6 municípios
Quanto maior e mais diversificada é a atividade econômica, cultural e política de uma cidade, maior é a área na qual se estende seu poder de polarização. São Paulo e Rio de Janeiro são consideradas metrópoles nacionais porque concentram quase o país inteiro, uma vez que suas atividades econômicas são de maior porte e mais diversificadas que as das demais capitais do país. Curitiba, Belo Horizonte, Recife e outras capitais estendem suas zonas de influências por áreas territoriais menores e são consideradas metrópoles regionais.
As metrópoles são os maiores centros de polarização do território. Nessa hierarquia urbana há, ainda, as capitais regionais, os centros regionais e as cidades locais; estas últimas polarizam apenas suas respectivas zonas rurais.
Essas cidades que se relacionam no território através de sistemas de transportes e de comunicações formam a rede urbana.
Nas regiões onde as cidades estão dispersas pelo território, ou seja, onde a rede urbana é desarticulada, os níveis de polarização seguem uma hierarquia mais ou menos rígida. Por exemplo, se uma pessoa que mora em uma pequena cidade do interior do Nordeste quiser viajar ao exterior, qual deverá ser o seu percurso? Na maioria das cidades pequenas só existem ônibus que vão para os centros e capitais regionais. Exemplo: não há ônibus direto de Carolina, pequena cidade do Maranhão, para Salvador ou Recife (cidades que possuem aeroportos internacionais).
O viajante teria que se deslocar para Imperatriz e de lá para uma metrópole. Para dar continuidade aos estudos ou comprar livros de editoras especializadas, as pessoas que moram em cidades pequenas de regiões onde a rede urbana é esparsa têm de se deslocar de cidade em cidade. Nas regiões em que a rede urbana é densa e articulada, as cidades locais podem estar diretamente ligadas a uma metrópole nacional. Se a pessoa do primeiro exemplo apresentado morasse numa pequena cidade do interior, não precisaria deslocar-se por tantas cidades para viajar ou para dar continuidade a seus estudos.
A modernização dos sistemas de transportes e comunicações integra as cidades de diferentes portes que formam a rede urbana.
Dentro do que é legalmente considerado perímetro urbano, o governo municipal arrecada o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU); fora desses limites, na zona rural, é arrecadado o Imposto Territorial Rural (ITR).
Como o IPTU vai direto para os cofres da prefeitura e é mais caro que as outras taxas cobradas, alguns prefeitos estendem o perímetro urbano para as áreas rurais do município.
No capítulo que trata da população brasileira, vimos que o crescimento populacional está associado a dois fatores:
o crescimento vegetativo e a migração. Entre as décadas de 1930 e 1970, as capitais industriais do Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte), cidades que mais cresciam no país, foram os grandes pólos de atração de migrantes. A diferença entre o crescimento dessas cidades e as de porte médio era enorme. Um dos resultados
dessa dinâmica é o fato de a região metropolitana de São Paulo, ainda hoje, abrigar quase 40% da população de todo o estado e cerca de 10% da população do país.
A partir da década de 1980, em conseqüência do processo de dispersão das atividades econômicas por novas áreas do território nacional, muitas capitais passaram a apresentar um ritmo de crescimento inferior ao verificado nas médias cidades.
POPULAÇÃO RESIDENTE E TAXA DE CRESCIMENTO, SEGUNDO OS MUNICÍPIOS
Considerando que no período de 1970 a 1980, a taxa média de crescimento da população brasileira foi de 2,49% ao ano e, entre 1991 e 1996, essa taxa passou para 1,38%, podemos verificar grandes mudanças de fluxos migratórios nesses períodos.
A malha ou mancha urbana
Vimos que o sistema de cidades e sua organização no território constituem a rede urbana. Já a malha ou mancha urbana é a organização interna de suas ruas, casas, comércio, equipamentos de lazer e tudo que estrutura sua dinâmica interna.
As malhas urbanas se organizam de formas muito variadas. Algumas se estruturam espontaneamente, outras são planejadas. Muitas vezes essa diferenciação acontece no interior das grandes cidades, onde é comum o surgimento espontâneo de bairros pobres e carentes de infra-estrutura. Além disso, nesses grandes centros há o aparecimento
de bairros de classe média ou alta que foram planejados, onde os equipamentos urbanos chegaram antes das pessoas.
Neste endereço eletrônico há explicações sobre limpeza urbana, produção e destino final do lixo, formas de coleta, transporte e tratamento, além de uma cartilha sobre limpeza urbana.
AMÉRICA ANGLO-SAXÔNICA
A ECONOMIA DOS EUA
Após a Primeira Grande Guerra (1914-18), os EUA tornaram-se uma potência mundial. Inúmeros são os fatores dessa hegemonia:
- colonização de povoamentos que evitou a exploração econômica por parte das nações metropolitanas européias, ao contrário do que ocorreu na América Latina;
- grandes riquezas naturais;
- a chegada de imigrantes em grande quantidade, com relativa capacitação técnica e desejosos de ganhos materiais (“fazer a América”, como se dizia na passagem do século XIX para o XX);
- religião calvinista, que estimula o trabalho e a obtenção de bens materiais;
- técnicas avançadas de produção;
- amplo mercado consumidor interno;
- o controle de vastas áreas de influência política e econômica no mundo capitalista
ESTADOS UNIDOS: POTÊNCIA MUNDIAL
ETAPAS DA FORMAÇÃO DO IMPÉRIO AMERICANO
A VITÓRIA DA UNIÃO SOBRE OS “CONFEDERADOS” NA “GUERRA DA SECESSÃO” (1861-65) - o Norte, em processo de industrialização, consegue abolir a escravatura do Sul, ampliando os mercados consumidores para as maquinofaturas. Isso possibilitou uma precoce Revolução Industrial
O PAPEL DAS DUAS GUERRAS MUNDIAIS- em função dos conflitos mundiais, os EUA atuaram como fornecedores de armas e equipamentos aos países beligerantes, além de exportar produtos industriais agrícolas para todo o planeta, substituindo, assim, as nações européias, cuja produção fora paralisada durante as guerras. A Europa passou a dever para os EUA, pois estes forneceram material militar e bens de consumo nos pós-guerras, período marcado pela destruição da estrutura produtiva do Velho Continente. Enquanto isso ocorria, o parque industrial americano, intacto, supria as necessidades
mundiais.
PÓS-SEGUNDA GUERRA- pelo Acordo de Bretton Woods (1944), o dólar americano se torna o padrão monetário internacional
AS TRANSNACIONAIS- a evolução do capitalismo norte-americano gerou grandes conglomerados industriais e financeiros que atuam ao redor de todo planeta, acelerando a acumulação de capital dos EUA
DADOS ECONÔMICOS
Os EUA se dividem em três regiões geoeconômicas:
NORDESTE - região compreendida entre os Grandes Lagos e o litoral do Atlântico pode ser definida como uma área caracterizada por um “cinturão industrial”, pois produz 40% dos máquinofaturados norte-americanos. Razões dessa concentração industrial: mão-de-obra qualificada; alto grau de organização, reservas minerais (carvão mineral nos Montes Apalaches e minério de ferro no Lago Superior); fontes energéticas (hidrelétrica, termelétrica e nuclear) e facilidades de transporte (rodoferroviário, aéreo e hidrofluvial), já que os Grandes Lagos são amplamente navegáveis e se interligam com a Bacia do Mississipi. Principais produtos do parque industrial do Nordeste: aço (terceira maior produção mundial); automóveis(a maioria das fábricas sediada na cidade de Detroit, hoje em relativo declínio); química
PLANÍCIES CENTRAIS- celeiro agrícola e ricos depósitos petrolíferos; a agricultura nessa área é monocultural, levada a efeito em grandes propriedades e com grandes investimentos tecnológicos, formando os “belts” (cinturões), destacam-se três: “wheat belt” (cinturão do trigo) -ºno alto Missouri e no centro da planície, cultiva-se a terceira maior produção mundial de trigo, “corn belt” (cinturão do milho) -ºna região do sul dos Grandes Lagos, é cultivada a maior produção mundial de milho, destinado à indústria de ração animal, principalmente para suínos (segundo maior rebanho mundial); “cotton belt” (cinturão do algodão) -ºo sudeste das planícies centrais é responsável pela terceira maior produção mundial de algodão. No sul das planícies centrais, principalmente no estado do Texas, estão as maiores reservas petrolíferas dos EUA. O petróleo é responsável pela predominância, na região, de indústria petroquímica. Na Louisiana, principalmente em Nova Orleans, concentram-se grandes complexos industriais de alimentos. Apesar da grande importância da produção industrial do nordeste, atualmente
há uma grande concentração industrial no sul e sudeste (“sun belt” - cinturão do sol), caracterizada pela presença de empresas de “tecnologia de ponta” e de alimentos. Finalmente, a área conhece o florescimento do turismo, principalmente na Flórida, onde a cidade de Miami, a Disneyworld e a Base Espacial do Cabo Kennedy (antigo Cabo Canaveral) são importantes pólos de atração de visitantes.
OESTE - área que se estende das Montanhas Rochosas até o Pacífico. Aí, além de grandes jazidasminerais (cobre, chumbo e prata), é praticada uma agricultura baseada na irrigação (dry farming) emfunção do clima árido e semi-árido. No interior das Montanhas Rochosas, mais exatamente nos planaltosde Colúmbia e do Colorado, destacam-se a pecuária extensiva de bovinos (ranching belt - cinturão das fazendas pecuaristas) e a criação de ovinos. Na Califórnia, São Francisco é o grande porto e tambémconcentra indústrias alimentícias enquanto Los Angeles se caracteriza pela indústria cinematográfica.
Em Seattle, sede da empresa Boeing Aircraft Corporation, predomina a indústria aeronáutica. A área é asede do “complexo industrial- militar (indústria armamentista) dos EUA. Por fim, na região está situadoo “Vale do Silício”, onde estão presentes empresas de alta sofisticação tecnológica, principalmente nosetor da informática.
A ECONOMIA DO ALASCA
O Alasca (capital: Juneau) é, simultaneamente, o estado norte-americano de maior extensão e menorpovoamento. Seu território, cortado pelo Círculo Polar Ártico, é coberto, em boa parte, por gelos eternos.
Suas principais atividades econômicas são: extração de madeira, extração mineral (chumbo, prata eouro), pesca (salmão e trutas) e exploração petrolífera.
A ECONOMIA DO HAVAÍ
Com 122 ilhas, o Arquipélago do Havaí está localizado na zona tropical do Pacífico e sua capital é a cidade de Honolulu. Seu solo é de formação vulcânica e suas ilhas não passam de picos de montanhas submersas(ponto mais alto é o vulcão Mauna Loa, com 4168 metros). A população havaiana, inicialmente toda de polinésios, alterou sua composição étnica com a vinda, primeiro, de japoneses e, em seguida, norte-americanos. Ocupado pelos EUA em 1893, o Havaí possui grandes instalações militares e serve de escala para as rotas aéreas internacionais.
A economia havaiana é fundalmentamente de produtos tropicais, notadamente o abacaxi e a cana-de-açúcar. No Arquipélago, inúmeras indústrias beneficiam esses gêneros, quase todas elas concentradas em Honolulu. Entretanto, a principal fonte de renda do Havaí é o turismo.
ESTADOS UNIDOS HOJE
RENDA PER CAPITA - 37.900 dólares.
CRESCIMENTO ECONÔMICO - 3,1% ao ano.
INFLAÇÃO - 2,9% ao ano.
GOVERNANTE - Presidente George W. Bush (Partido Republicano)
AMÉRICA ANGLO-SAXÔNICA: ASPÉCTOS FÍSICOS
A América Anglo-Saxônica é formada pelos Estados Unidos e Canadá. A denominação “anglo-saxônica” decorre do fato da região ter sido basicamente colonizada pelos ingleses, povo originariamente formado por celtas, jutos escandinavos e saxões germânicos. A colonização da América inglesa foi bastante diferente da América Latina. Enquanto nós fomos vítimas de um sistema colonial mercantilista, que visava a exploração econômica, os Estados Unidos e o Canadá foram exemplos de colônias de povoamento.
A COLONIZAÇÃO DE POVOAMENTO
Povoamento inicial foi feito por imigrantes, normalmente calvinistas*, que fugiam de perseguições religiosas ou crises econômicas. Seu objetivo era a fixação na terra não simplesmente explorá-la a serviço dos interesses europeus. Esses imigrantes, que buscavam esquecer os sofrimentos que tinham passado na Europa, logo adquiriram um senso de nacionalidade: o “americanismo precoce”. Para eles, a expressão
“Novo Mundo” tinha pleno sentido.
Produção econômica voltada, simultaneamente, para os mercados nacional e internacional, não sendo submetida -s restrições do “Pacto Colonial”: o comércio era livre.
A mão-de-obra era a família, que cultivava pequenas e médias propriedades.
Precoce produção artesanal e industrial doméstica, objetivando tornar as colônias independentes em relação - bens manufaturados vindos da metrópole.
Influenciados pelo liberalismo** europeu do século XVIII, os colonos rapidamente romperam com a metrópole britânica, dando origem a paises, principalmente os Estados Unidos da América, política e institucionalmente*** progressistas e avançados.
O RELEVO DA AMÉRICA ANGLO-SAXÔNICA
Os Estados Unidos e o Canadá apresentam as seguintes características geomórficas****:
ESTRUTURAS GEOLÓGICAS
ESCUDOS ANTIGOS - formados por rochas velhas, quase sempre magmáticas e metamórficas, que sofreram forte erosão, apresentando baixas altitudes (exemplo - Planalto do Labrador).
PLANÍCIES SEDIMENTARES - na parte central do continente norte-americano.
DOBRAMENTOS RECENTES - típicos da região oeste e de formação recente (“era Terciária”), apresentando grandes altitudes e vulcanismo ativo (exemplo - as Montanhas Rochosas).
Em função dessa estrutura geológica é que o relevo se organiza. Na porção leste da América do Norte, desde o Alasca até o México, destacam-se as Montanhas Rochosas, com extensão de 5.000 km. Também no lado ocidental, próximo ao Oceano Pacífico, encontramos a Cadeia do Alasca, onde se localiza o ponto culminante do relevo norte americano: Monte Mckinley (6.100 m de altitude). Aí também aparecem a Serra Nevada, a Cadeia das Cascatas, a Cadeia da Costa e a Cadeia Santa Elias. Na parte central e sul do continente, estão localizadas as Planícies Centrais ou Pradarias, de origem sedimentar.
As Montanhas Rochosas, - medida que se dirigem para o sul, inclinam-se para o interior do continente, formando o Planalto da Grande Bacia. Aí, estão situados o Grande Lado Salgado e o Vale da Morte (85 metros abaixo do nível do mar). Completando essa paisagem, destacam-se o Planalto do Colorado (famoso pelo Grand Canyon, um enorme vale em garganta) e o Planalto da Colúmbia, que se alonga do norte dos EUA até o território canadense.
No lado oriental, há montanhas antigas, castigadas pela erosão, destacando-se os Montes Apalaches ou Alleghanis, separados do Oceano Atlântico pelas Planícies Costeiras. Entre noroeste e oeste do Canadá aparece o Escudo Canadense, que forma um arco com as extremidades voltadas para o mar.
HIDROGRAFIA
A hidrografia dos Estados Unidos apresenta três vertentes:
VERTENTE OCIDENTAL OU VERTENTE DO PACÍFICO - rios que correm para o Oceano Pacífico e, graças ao relevo acidentado da região, apresentam grande potencial hidrelétrico, favorecendo a indústria.
VERTENTE DO GOLFO DO MÉXICO - rios de planície, portanto largos, lentos e ideais para a navegação (exemplo - rio Mississipi).
VERTENTE ORIENTAL OU ATLÂNTICA - rios que se dirigem para o Oceano Atlântico.
Se observarmos o mapa físico da América do Anglo-Saxônica, no sentido norte-sul, a primeira coisa que chama nossa atenção é um conjunto lacustre: os Grandes Lagos, formado pelos lagos Superior, Michigan, Huron, Erie e Ontário. Todos eles são interligados e entram em contato com o Oceano Atlântico através do rio São Lourenço, sendo amplamente navegáveis, o que contribui para o escoamento dos produtos industrializados dos Estados Unidos e do Canadá.
Nesse país, também é muito comum a presença de lagos formados por glaciação, isto é, águas provenientes do derretimento de neves que se alojam em rebaixamentos do relevo. Os principais lagos causados por esse fenômeno são: Manitoba, Winnipeg, Grande Lago do Urso e o Atabasca.
Na parte centro-sul do continente, localiza-se a maior bacia fluvial da América do Norte: a do Mississipi, que nasce no Lago Superior e tem sua foz no Golfo do México. Seus principais afluentes são os rios Missouri, Ohio e Arkansas. Finalmente, na extremidade sul dos Estados Unidos, corre o rio Grande ou Bravo del Norte, que é o marco fronteiriço com o México.
CLIMA DA AMÉRICA ANGLO-SAXÔNICA
FATORES DO CLIMA
POSIÇÃO GEOGRÁFICA - latitudes maiores significam menores temperaturas; assim, em direção ao norte, a região fica cada vez mais fria. As latitudes, na América Anglo-Saxônica variam de 25o N (sul dos Estados Unidos) - 80o N.
RELEVO - influencia fundamental sobre o clima da América do Norte, pois: forma um “corredor natural” no centro do continente, responsável pela canalização das massas de ar, ocasionando grande amplitude térmica (enormes diferenças entre o frio e o calor); o relevo determina, nos Estados Unidos, a formação de desertos nos planaltos de Colúmbia e do Colorado, já que as barreiras montanhosas impedem que os ventos úmidos atinjam os vales; além disso, o relevo diminui as temperaturas, no lado ocidental, em razão das grandes altitudes (cadeias da Costa e as Montanhas Rochosas).
CORRENTES MARÍTIMAS - no litoral noroeste dos Estados Unidos e a Oeste do Canadá, ocorrem chuvas intensas provocadas pela Corrente Pacífico-Norte; na Flórida, sul dos Estados Unidos, a corrente do Golfo também aumenta o índice de pluviosidade*****. A costa leste é atingida pela corrente fria do
Labrador, que congela o litoral até a altura de Nova Iorque. Já na porção oeste, a corrente fria da Califórnia torna semi-árido todo o litoral ao redor da cidade de São Francisco.
MASSAS DE AR - duas massas de ar atingem a América Anglo-Saxônica. A primeira, chamada de massa Polar, atravessa as Planícies Centrais do Canadá, atingindo, por vezes, o Golfo do México. No Canadá, essa massa de ar gera temperaturas de aproximadamente -25 oC; mais ao sul, a massa Polar se manifesta sob a forma de geadas e frentes frias. No verão, período no qual a massa Polar deixa de atuar,
avança para o norte a massa Tropical, elevando as temperaturas e provocando chuvas intensas no sul e sudeste dos Estados Unidos.
VEGETAÇÃO DA AMÉRICA ANGLO-SAXÔNICA
Como não poderia deixar de ser, as grandes variações de climas e relevo da América do Norte geram uma
vegetação também muito diversificada.
VEGETAÇÃO DA AMÉRICA ANGLO-SAXÔNICA
FLORESTA BOREAU - situada ao sul do Círculo Polar Ártico (Canadá e Alasca). Trata-se de uma floresta de coníferas (pinheiros, carvalhos, faias, etc.). Grande é sua importância econômica, fazendo do Canadá um dos maiores produtores mundiais de papel e madeira.
TUNDRA - constituída por musgos e liquens e localizada ao norte do Canadá.
FLORESTAS TEMPERADAS OU DE MONTANHAS - características, no leste, do planalto do Labrador e Apalaches, e, a oeste das Montanhas Rochosas e cadeias da Costa.
PRADARIAS - gramíneas e herbáceas que ocupam as Planícies Centrais.
FLORESTAS LATIFOLIADAS - presentes na Flórida, consistindo de uma formação arbórea bastante densa. Típicas da península da Flórida e do Golfo do México, nas áreas mais baixas transformam-se me mangues e pântanos.
ESTEPES - presentes nas regiões áridas e semi-áridas do oeste americano, sendo compostas por arbustos de pequena altura e gramíneas ressecadas.
VEGETAÇÃO MEDITERRÂNEA - encontrada no litoral da Califórnia, é uma vegetação típica de climas semi-áridos temperados com pouca precipitação pluviométrica no inverno.
VOCABULÁRIO DA AULA
*Calvinistas – ramo radical do protestantismo;
**Liberalismo – proposta econômica e política e não-intervenção estatal;
*** Institucionalmente – tudo o que se refere -s instituições: parlamentos, secretarias de estado, ordenamento jurídico;
****Geomórficas – formas do relevo
*****Pluviosidade - que se refere - chuva.
O CANADÁ
Nome Oficial:Área:População:
Canadá (federação de 10 províncias e 2 territórios 30.000.000integrante da Commonwealth – Comunidade Britânica 9.970.610 km2 de Nações)
Governo ParlamentaristaMoeda: dólar canadense Línguas: inglês e francês
Sitiado na porção setentrional do continente americano, o Canadá é o segundo maior país do mundo em extensão territorial, sendo superado apenas pela Federação Russa.
MOMENTOS HISTÓRICOS FUNDAMENTAIS
INÍCIO DA COLONIZAÇÃO - a fundação, por colonos franceses da cidade de Quebec.
1756 – 1763 - a derrota francesa na Guerra dos Sete Anos permitiu que a Inglaterra tomasse todo o Canadá. Politicamente, deixava de existir o Canadá francês.
SÉCULO XIX - unificação definitiva do país e a incorporação das colônias marítimas de Nova Scotia e New Brunswick.
1867 - o Ato Britânico-Norte-Americano estabelece que a Constituição canadense seria semelhante – da Inglaterra, sendo o Poder Executivo representado pelo rei inglês e efetivamente exercido por um governador-geral assessorado por um Conselho - surgia o Domínio do Canadá.
1981 - 1982 - instituída a Lei do Canadá, pela qual o país pode reformar sua Constituição. De Domínio, o Canadá se tornou Estado associado ao Reino Unido.
DADOS POPULACIONAIS
O grande problema social e político do próspero Canadá é sua composição étnica. A maior parte dela é de origem britânica (45%), descendente de colonos britânicos e norte-americanos de extração inglesa. No entanto, 29% são de etnia francesa. Essa diversidade ameaça a unidade interna do Canadá, pois boa parte da população de Quebec – lingüística e culturalmente francesa – apóia a o separatismo ou, pelo menos,
maior autonomia administrativa. Vários plebiscitos* foram feitos e, a cada um deles, aumentam os votos dados aos separatistas.
A POPULAÇÃO CANADENSE
RELIGIÃO - predominam a católica (45,7%) e a protestante (36,3%).
MORTALIDADE INFANTIL - 6 crianças para cada 100.
ESPECTATIVA DE VIDA - 76 anos para os homens e 82 anos para as mulheres.
TAXA DE ANALFABITISMO - 1%.
CRESCIMENTO DEMOGRÁFICOS - 0,75% ao ano.
ECONOMIA
AGRICULTURA - trigo (quinto maior produtor mundial e segundo maior exportador); cevada (segundo produtor mundial); aveia (terceiro produtor mundial); centeio e milho.
EXTRATIVISMO VEGETAL - nas florestas canadenses, a extração de madeira e a caça a animais de peles raras e caras desempenham um papel fundamental.
PECUÁRIA - suínos e bovinos.
PESCA - importante atividade econômica nas províncias marítimas e na Colúmbia Britânica.
RECURSOS MINERAIS - ferro (sétima maior produção mundial); urânio (segunda maior produção mundial); amianto (maior produtor mundial); zinco (terceira produção mundial); ouro (terceira produção mundial); níquel (primeira produção mundial); prata (primeira produção mundial); chumbo (sexta maior produção mundial); cobre (quinta produção mundial); petróleo e gás natural.
FONTES ENERGÉTICAS - hidrelétrica (quarta maior produção mundial) e termonuclear.
INDÚSTRIAS - metalurgia; siderurgia; automóveis; madeireira; papel (50% do papel-jornal utilizado no mundo vem do Canadá); aeroespacial; alimentícias; bebidas; têxtil e vestuário.
AS CINCO GRANDES REGIÕES GEOECONÔMICAS DO CANADÁ
GRANDE NORTE - compreende o território do Yukon e os do Noroeste, áreas de extrativismo mineral (ouro, cobre e urânio); caça e pesca.
COLÚMBIA BRITÂNICA - a cidade de Vancouver é o principal porto canadense no Pacífico. Na região se concentram a indústria madeireira e a metalurgia de cobre e chumbo. Outras importantes atividades econômicas da área são a pesca do salmão e a fruticultura (maçãs).
PRADARIAS - zona de produção agrícola amplamente mecanizada, destacando-se a aveia (terceira maior produção mundial) e a cevada (quarta maior produção mundial). Aí também, além da agropecuária, há ricas jazidas de combustíveis fósseis: carvão mineral; gás natural e petróleo.
SUDESTE - a mais industrializada região geoeconômica do Canadá; produção hidrelétrica; metalurgia, principalmente de alumínio, e siderurgia. Deve se destacar também a pecuária leiteira. Na área, localiza-se o principal porto canadense: Montreal situado -s margens do rio São Lourenço.
PROVÍNCIAS ATLÂNTICAS - litoral leste canadense onde, apesar de pouco povoadas, destacam-se a presença de pequenas manufaturas e agropecuária. Sua atividade mais importante é a pesca do bacalhau e da baleia.
VOCABULÁRIO DA AULA
*Plebiscito – votação popular para definir questões institucionais; nos plebiscitos, são sempre apresentadas perguntas que devem ser respondidas “sim” ou “não”.
Após a Primeira Grande Guerra (1914-18), os EUA tornaram-se uma potência mundial. Inúmeros são os fatores dessa hegemonia:
- colonização de povoamentos que evitou a exploração econômica por parte das nações metropolitanas européias, ao contrário do que ocorreu na América Latina;
- grandes riquezas naturais;
- a chegada de imigrantes em grande quantidade, com relativa capacitação técnica e desejosos de ganhos materiais (“fazer a América”, como se dizia na passagem do século XIX para o XX);
- religião calvinista, que estimula o trabalho e a obtenção de bens materiais;
- técnicas avançadas de produção;
- amplo mercado consumidor interno;
- o controle de vastas áreas de influência política e econômica no mundo capitalista
ESTADOS UNIDOS: POTÊNCIA MUNDIAL
ETAPAS DA FORMAÇÃO DO IMPÉRIO AMERICANO
A VITÓRIA DA UNIÃO SOBRE OS “CONFEDERADOS” NA “GUERRA DA SECESSÃO” (1861-65) - o Norte, em processo de industrialização, consegue abolir a escravatura do Sul, ampliando os mercados consumidores para as maquinofaturas. Isso possibilitou uma precoce Revolução Industrial
O PAPEL DAS DUAS GUERRAS MUNDIAIS- em função dos conflitos mundiais, os EUA atuaram como fornecedores de armas e equipamentos aos países beligerantes, além de exportar produtos industriais agrícolas para todo o planeta, substituindo, assim, as nações européias, cuja produção fora paralisada durante as guerras. A Europa passou a dever para os EUA, pois estes forneceram material militar e bens de consumo nos pós-guerras, período marcado pela destruição da estrutura produtiva do Velho Continente. Enquanto isso ocorria, o parque industrial americano, intacto, supria as necessidades
mundiais.
PÓS-SEGUNDA GUERRA- pelo Acordo de Bretton Woods (1944), o dólar americano se torna o padrão monetário internacional
AS TRANSNACIONAIS- a evolução do capitalismo norte-americano gerou grandes conglomerados industriais e financeiros que atuam ao redor de todo planeta, acelerando a acumulação de capital dos EUA
DADOS ECONÔMICOS
Os EUA se dividem em três regiões geoeconômicas:
NORDESTE - região compreendida entre os Grandes Lagos e o litoral do Atlântico pode ser definida como uma área caracterizada por um “cinturão industrial”, pois produz 40% dos máquinofaturados norte-americanos. Razões dessa concentração industrial: mão-de-obra qualificada; alto grau de organização, reservas minerais (carvão mineral nos Montes Apalaches e minério de ferro no Lago Superior); fontes energéticas (hidrelétrica, termelétrica e nuclear) e facilidades de transporte (rodoferroviário, aéreo e hidrofluvial), já que os Grandes Lagos são amplamente navegáveis e se interligam com a Bacia do Mississipi. Principais produtos do parque industrial do Nordeste: aço (terceira maior produção mundial); automóveis(a maioria das fábricas sediada na cidade de Detroit, hoje em relativo declínio); química
PLANÍCIES CENTRAIS- celeiro agrícola e ricos depósitos petrolíferos; a agricultura nessa área é monocultural, levada a efeito em grandes propriedades e com grandes investimentos tecnológicos, formando os “belts” (cinturões), destacam-se três: “wheat belt” (cinturão do trigo) -ºno alto Missouri e no centro da planície, cultiva-se a terceira maior produção mundial de trigo, “corn belt” (cinturão do milho) -ºna região do sul dos Grandes Lagos, é cultivada a maior produção mundial de milho, destinado à indústria de ração animal, principalmente para suínos (segundo maior rebanho mundial); “cotton belt” (cinturão do algodão) -ºo sudeste das planícies centrais é responsável pela terceira maior produção mundial de algodão. No sul das planícies centrais, principalmente no estado do Texas, estão as maiores reservas petrolíferas dos EUA. O petróleo é responsável pela predominância, na região, de indústria petroquímica. Na Louisiana, principalmente em Nova Orleans, concentram-se grandes complexos industriais de alimentos. Apesar da grande importância da produção industrial do nordeste, atualmente
há uma grande concentração industrial no sul e sudeste (“sun belt” - cinturão do sol), caracterizada pela presença de empresas de “tecnologia de ponta” e de alimentos. Finalmente, a área conhece o florescimento do turismo, principalmente na Flórida, onde a cidade de Miami, a Disneyworld e a Base Espacial do Cabo Kennedy (antigo Cabo Canaveral) são importantes pólos de atração de visitantes.
OESTE - área que se estende das Montanhas Rochosas até o Pacífico. Aí, além de grandes jazidasminerais (cobre, chumbo e prata), é praticada uma agricultura baseada na irrigação (dry farming) emfunção do clima árido e semi-árido. No interior das Montanhas Rochosas, mais exatamente nos planaltosde Colúmbia e do Colorado, destacam-se a pecuária extensiva de bovinos (ranching belt - cinturão das fazendas pecuaristas) e a criação de ovinos. Na Califórnia, São Francisco é o grande porto e tambémconcentra indústrias alimentícias enquanto Los Angeles se caracteriza pela indústria cinematográfica.
Em Seattle, sede da empresa Boeing Aircraft Corporation, predomina a indústria aeronáutica. A área é asede do “complexo industrial- militar (indústria armamentista) dos EUA. Por fim, na região está situadoo “Vale do Silício”, onde estão presentes empresas de alta sofisticação tecnológica, principalmente nosetor da informática.
A ECONOMIA DO ALASCA
O Alasca (capital: Juneau) é, simultaneamente, o estado norte-americano de maior extensão e menorpovoamento. Seu território, cortado pelo Círculo Polar Ártico, é coberto, em boa parte, por gelos eternos.
Suas principais atividades econômicas são: extração de madeira, extração mineral (chumbo, prata eouro), pesca (salmão e trutas) e exploração petrolífera.
A ECONOMIA DO HAVAÍ
Com 122 ilhas, o Arquipélago do Havaí está localizado na zona tropical do Pacífico e sua capital é a cidade de Honolulu. Seu solo é de formação vulcânica e suas ilhas não passam de picos de montanhas submersas(ponto mais alto é o vulcão Mauna Loa, com 4168 metros). A população havaiana, inicialmente toda de polinésios, alterou sua composição étnica com a vinda, primeiro, de japoneses e, em seguida, norte-americanos. Ocupado pelos EUA em 1893, o Havaí possui grandes instalações militares e serve de escala para as rotas aéreas internacionais.
A economia havaiana é fundalmentamente de produtos tropicais, notadamente o abacaxi e a cana-de-açúcar. No Arquipélago, inúmeras indústrias beneficiam esses gêneros, quase todas elas concentradas em Honolulu. Entretanto, a principal fonte de renda do Havaí é o turismo.
ESTADOS UNIDOS HOJE
RENDA PER CAPITA - 37.900 dólares.
CRESCIMENTO ECONÔMICO - 3,1% ao ano.
INFLAÇÃO - 2,9% ao ano.
GOVERNANTE - Presidente George W. Bush (Partido Republicano)
AMÉRICA ANGLO-SAXÔNICA: ASPÉCTOS FÍSICOS
A América Anglo-Saxônica é formada pelos Estados Unidos e Canadá. A denominação “anglo-saxônica” decorre do fato da região ter sido basicamente colonizada pelos ingleses, povo originariamente formado por celtas, jutos escandinavos e saxões germânicos. A colonização da América inglesa foi bastante diferente da América Latina. Enquanto nós fomos vítimas de um sistema colonial mercantilista, que visava a exploração econômica, os Estados Unidos e o Canadá foram exemplos de colônias de povoamento.
A COLONIZAÇÃO DE POVOAMENTO
Povoamento inicial foi feito por imigrantes, normalmente calvinistas*, que fugiam de perseguições religiosas ou crises econômicas. Seu objetivo era a fixação na terra não simplesmente explorá-la a serviço dos interesses europeus. Esses imigrantes, que buscavam esquecer os sofrimentos que tinham passado na Europa, logo adquiriram um senso de nacionalidade: o “americanismo precoce”. Para eles, a expressão
“Novo Mundo” tinha pleno sentido.
Produção econômica voltada, simultaneamente, para os mercados nacional e internacional, não sendo submetida -s restrições do “Pacto Colonial”: o comércio era livre.
A mão-de-obra era a família, que cultivava pequenas e médias propriedades.
Precoce produção artesanal e industrial doméstica, objetivando tornar as colônias independentes em relação - bens manufaturados vindos da metrópole.
Influenciados pelo liberalismo** europeu do século XVIII, os colonos rapidamente romperam com a metrópole britânica, dando origem a paises, principalmente os Estados Unidos da América, política e institucionalmente*** progressistas e avançados.
O RELEVO DA AMÉRICA ANGLO-SAXÔNICA
Os Estados Unidos e o Canadá apresentam as seguintes características geomórficas****:
ESTRUTURAS GEOLÓGICAS
ESCUDOS ANTIGOS - formados por rochas velhas, quase sempre magmáticas e metamórficas, que sofreram forte erosão, apresentando baixas altitudes (exemplo - Planalto do Labrador).
PLANÍCIES SEDIMENTARES - na parte central do continente norte-americano.
DOBRAMENTOS RECENTES - típicos da região oeste e de formação recente (“era Terciária”), apresentando grandes altitudes e vulcanismo ativo (exemplo - as Montanhas Rochosas).
Em função dessa estrutura geológica é que o relevo se organiza. Na porção leste da América do Norte, desde o Alasca até o México, destacam-se as Montanhas Rochosas, com extensão de 5.000 km. Também no lado ocidental, próximo ao Oceano Pacífico, encontramos a Cadeia do Alasca, onde se localiza o ponto culminante do relevo norte americano: Monte Mckinley (6.100 m de altitude). Aí também aparecem a Serra Nevada, a Cadeia das Cascatas, a Cadeia da Costa e a Cadeia Santa Elias. Na parte central e sul do continente, estão localizadas as Planícies Centrais ou Pradarias, de origem sedimentar.
As Montanhas Rochosas, - medida que se dirigem para o sul, inclinam-se para o interior do continente, formando o Planalto da Grande Bacia. Aí, estão situados o Grande Lado Salgado e o Vale da Morte (85 metros abaixo do nível do mar). Completando essa paisagem, destacam-se o Planalto do Colorado (famoso pelo Grand Canyon, um enorme vale em garganta) e o Planalto da Colúmbia, que se alonga do norte dos EUA até o território canadense.
No lado oriental, há montanhas antigas, castigadas pela erosão, destacando-se os Montes Apalaches ou Alleghanis, separados do Oceano Atlântico pelas Planícies Costeiras. Entre noroeste e oeste do Canadá aparece o Escudo Canadense, que forma um arco com as extremidades voltadas para o mar.
HIDROGRAFIA
A hidrografia dos Estados Unidos apresenta três vertentes:
VERTENTE OCIDENTAL OU VERTENTE DO PACÍFICO - rios que correm para o Oceano Pacífico e, graças ao relevo acidentado da região, apresentam grande potencial hidrelétrico, favorecendo a indústria.
VERTENTE DO GOLFO DO MÉXICO - rios de planície, portanto largos, lentos e ideais para a navegação (exemplo - rio Mississipi).
VERTENTE ORIENTAL OU ATLÂNTICA - rios que se dirigem para o Oceano Atlântico.
Se observarmos o mapa físico da América do Anglo-Saxônica, no sentido norte-sul, a primeira coisa que chama nossa atenção é um conjunto lacustre: os Grandes Lagos, formado pelos lagos Superior, Michigan, Huron, Erie e Ontário. Todos eles são interligados e entram em contato com o Oceano Atlântico através do rio São Lourenço, sendo amplamente navegáveis, o que contribui para o escoamento dos produtos industrializados dos Estados Unidos e do Canadá.
Nesse país, também é muito comum a presença de lagos formados por glaciação, isto é, águas provenientes do derretimento de neves que se alojam em rebaixamentos do relevo. Os principais lagos causados por esse fenômeno são: Manitoba, Winnipeg, Grande Lago do Urso e o Atabasca.
Na parte centro-sul do continente, localiza-se a maior bacia fluvial da América do Norte: a do Mississipi, que nasce no Lago Superior e tem sua foz no Golfo do México. Seus principais afluentes são os rios Missouri, Ohio e Arkansas. Finalmente, na extremidade sul dos Estados Unidos, corre o rio Grande ou Bravo del Norte, que é o marco fronteiriço com o México.
CLIMA DA AMÉRICA ANGLO-SAXÔNICA
FATORES DO CLIMA
POSIÇÃO GEOGRÁFICA - latitudes maiores significam menores temperaturas; assim, em direção ao norte, a região fica cada vez mais fria. As latitudes, na América Anglo-Saxônica variam de 25o N (sul dos Estados Unidos) - 80o N.
RELEVO - influencia fundamental sobre o clima da América do Norte, pois: forma um “corredor natural” no centro do continente, responsável pela canalização das massas de ar, ocasionando grande amplitude térmica (enormes diferenças entre o frio e o calor); o relevo determina, nos Estados Unidos, a formação de desertos nos planaltos de Colúmbia e do Colorado, já que as barreiras montanhosas impedem que os ventos úmidos atinjam os vales; além disso, o relevo diminui as temperaturas, no lado ocidental, em razão das grandes altitudes (cadeias da Costa e as Montanhas Rochosas).
CORRENTES MARÍTIMAS - no litoral noroeste dos Estados Unidos e a Oeste do Canadá, ocorrem chuvas intensas provocadas pela Corrente Pacífico-Norte; na Flórida, sul dos Estados Unidos, a corrente do Golfo também aumenta o índice de pluviosidade*****. A costa leste é atingida pela corrente fria do
Labrador, que congela o litoral até a altura de Nova Iorque. Já na porção oeste, a corrente fria da Califórnia torna semi-árido todo o litoral ao redor da cidade de São Francisco.
MASSAS DE AR - duas massas de ar atingem a América Anglo-Saxônica. A primeira, chamada de massa Polar, atravessa as Planícies Centrais do Canadá, atingindo, por vezes, o Golfo do México. No Canadá, essa massa de ar gera temperaturas de aproximadamente -25 oC; mais ao sul, a massa Polar se manifesta sob a forma de geadas e frentes frias. No verão, período no qual a massa Polar deixa de atuar,
avança para o norte a massa Tropical, elevando as temperaturas e provocando chuvas intensas no sul e sudeste dos Estados Unidos.
VEGETAÇÃO DA AMÉRICA ANGLO-SAXÔNICA
Como não poderia deixar de ser, as grandes variações de climas e relevo da América do Norte geram uma
vegetação também muito diversificada.
VEGETAÇÃO DA AMÉRICA ANGLO-SAXÔNICA
FLORESTA BOREAU - situada ao sul do Círculo Polar Ártico (Canadá e Alasca). Trata-se de uma floresta de coníferas (pinheiros, carvalhos, faias, etc.). Grande é sua importância econômica, fazendo do Canadá um dos maiores produtores mundiais de papel e madeira.
TUNDRA - constituída por musgos e liquens e localizada ao norte do Canadá.
FLORESTAS TEMPERADAS OU DE MONTANHAS - características, no leste, do planalto do Labrador e Apalaches, e, a oeste das Montanhas Rochosas e cadeias da Costa.
PRADARIAS - gramíneas e herbáceas que ocupam as Planícies Centrais.
FLORESTAS LATIFOLIADAS - presentes na Flórida, consistindo de uma formação arbórea bastante densa. Típicas da península da Flórida e do Golfo do México, nas áreas mais baixas transformam-se me mangues e pântanos.
ESTEPES - presentes nas regiões áridas e semi-áridas do oeste americano, sendo compostas por arbustos de pequena altura e gramíneas ressecadas.
VEGETAÇÃO MEDITERRÂNEA - encontrada no litoral da Califórnia, é uma vegetação típica de climas semi-áridos temperados com pouca precipitação pluviométrica no inverno.
VOCABULÁRIO DA AULA
*Calvinistas – ramo radical do protestantismo;
**Liberalismo – proposta econômica e política e não-intervenção estatal;
*** Institucionalmente – tudo o que se refere -s instituições: parlamentos, secretarias de estado, ordenamento jurídico;
****Geomórficas – formas do relevo
*****Pluviosidade - que se refere - chuva.
O CANADÁ
Nome Oficial:Área:População:
Canadá (federação de 10 províncias e 2 territórios 30.000.000integrante da Commonwealth – Comunidade Britânica 9.970.610 km2 de Nações)
Governo ParlamentaristaMoeda: dólar canadense Línguas: inglês e francês
Sitiado na porção setentrional do continente americano, o Canadá é o segundo maior país do mundo em extensão territorial, sendo superado apenas pela Federação Russa.
MOMENTOS HISTÓRICOS FUNDAMENTAIS
INÍCIO DA COLONIZAÇÃO - a fundação, por colonos franceses da cidade de Quebec.
1756 – 1763 - a derrota francesa na Guerra dos Sete Anos permitiu que a Inglaterra tomasse todo o Canadá. Politicamente, deixava de existir o Canadá francês.
SÉCULO XIX - unificação definitiva do país e a incorporação das colônias marítimas de Nova Scotia e New Brunswick.
1867 - o Ato Britânico-Norte-Americano estabelece que a Constituição canadense seria semelhante – da Inglaterra, sendo o Poder Executivo representado pelo rei inglês e efetivamente exercido por um governador-geral assessorado por um Conselho - surgia o Domínio do Canadá.
1981 - 1982 - instituída a Lei do Canadá, pela qual o país pode reformar sua Constituição. De Domínio, o Canadá se tornou Estado associado ao Reino Unido.
DADOS POPULACIONAIS
O grande problema social e político do próspero Canadá é sua composição étnica. A maior parte dela é de origem britânica (45%), descendente de colonos britânicos e norte-americanos de extração inglesa. No entanto, 29% são de etnia francesa. Essa diversidade ameaça a unidade interna do Canadá, pois boa parte da população de Quebec – lingüística e culturalmente francesa – apóia a o separatismo ou, pelo menos,
maior autonomia administrativa. Vários plebiscitos* foram feitos e, a cada um deles, aumentam os votos dados aos separatistas.
A POPULAÇÃO CANADENSE
RELIGIÃO - predominam a católica (45,7%) e a protestante (36,3%).
MORTALIDADE INFANTIL - 6 crianças para cada 100.
ESPECTATIVA DE VIDA - 76 anos para os homens e 82 anos para as mulheres.
TAXA DE ANALFABITISMO - 1%.
CRESCIMENTO DEMOGRÁFICOS - 0,75% ao ano.
ECONOMIA
AGRICULTURA - trigo (quinto maior produtor mundial e segundo maior exportador); cevada (segundo produtor mundial); aveia (terceiro produtor mundial); centeio e milho.
EXTRATIVISMO VEGETAL - nas florestas canadenses, a extração de madeira e a caça a animais de peles raras e caras desempenham um papel fundamental.
PECUÁRIA - suínos e bovinos.
PESCA - importante atividade econômica nas províncias marítimas e na Colúmbia Britânica.
RECURSOS MINERAIS - ferro (sétima maior produção mundial); urânio (segunda maior produção mundial); amianto (maior produtor mundial); zinco (terceira produção mundial); ouro (terceira produção mundial); níquel (primeira produção mundial); prata (primeira produção mundial); chumbo (sexta maior produção mundial); cobre (quinta produção mundial); petróleo e gás natural.
FONTES ENERGÉTICAS - hidrelétrica (quarta maior produção mundial) e termonuclear.
INDÚSTRIAS - metalurgia; siderurgia; automóveis; madeireira; papel (50% do papel-jornal utilizado no mundo vem do Canadá); aeroespacial; alimentícias; bebidas; têxtil e vestuário.
AS CINCO GRANDES REGIÕES GEOECONÔMICAS DO CANADÁ
GRANDE NORTE - compreende o território do Yukon e os do Noroeste, áreas de extrativismo mineral (ouro, cobre e urânio); caça e pesca.
COLÚMBIA BRITÂNICA - a cidade de Vancouver é o principal porto canadense no Pacífico. Na região se concentram a indústria madeireira e a metalurgia de cobre e chumbo. Outras importantes atividades econômicas da área são a pesca do salmão e a fruticultura (maçãs).
PRADARIAS - zona de produção agrícola amplamente mecanizada, destacando-se a aveia (terceira maior produção mundial) e a cevada (quarta maior produção mundial). Aí também, além da agropecuária, há ricas jazidas de combustíveis fósseis: carvão mineral; gás natural e petróleo.
SUDESTE - a mais industrializada região geoeconômica do Canadá; produção hidrelétrica; metalurgia, principalmente de alumínio, e siderurgia. Deve se destacar também a pecuária leiteira. Na área, localiza-se o principal porto canadense: Montreal situado -s margens do rio São Lourenço.
PROVÍNCIAS ATLÂNTICAS - litoral leste canadense onde, apesar de pouco povoadas, destacam-se a presença de pequenas manufaturas e agropecuária. Sua atividade mais importante é a pesca do bacalhau e da baleia.
VOCABULÁRIO DA AULA
*Plebiscito – votação popular para definir questões institucionais; nos plebiscitos, são sempre apresentadas perguntas que devem ser respondidas “sim” ou “não”.
ÁFRICA - ASPECTOS HUMANOS
O Continente Africano com uma população da ordem de 780 milhões (13% da população mundial), é tido, pela maioria dos antropólogos, como o espaço geográfico berço da vida humana no planeta. Acredita-se que o Homo Sapiens teria surgido, há aproximadamente 6 milhões de anos, nos planaltos orientais da África, de onde teria progressivamente migrado para outras partes do globo.
O deserto do Saara, uma formidável barreira natural, dividiu o continente, em termos étnico-culturais, em duas porções distintas:
NORTE (DO MAR MEDITERRÂNEO ATÉ O SAARA) - a denominada África Branca, povoada basicamente por árabes, mouros e bérberes, de religião predominantemente islâmica.
CENTRO E SUL - área conhecida como África Negra, cuja população é composta por bantos, sudaneses, hotentotes (na Namíbia e no deserto do Calaari), bosquímanos (no Saara) e pigmeus (moradores nas áreas florestais do rio Congo), quase todos seguidores de religiões animistas e ritos fetichistas. Devemos acrescentar que na extremidade setentrional moram minorias brancas de origem européia (África do Sul, Zimbábue e Namíbia) e outras provenientes da Ásia, principalmente indianos e chineses, na África do Sul e Moçambique.
A DEMOGRAFIA
A população africana é distribuída de maneira bastante irregular pela superfície do continente. Os vales são mais habitados em detrimento de áreas que dificultam a fixação, tais como desertos e montanhas elevadas.
Entre os séculos XVI e XIX, a população africana permaneceu relativamente estável em função das lutas intertribais e também da perda de contingentes humanos em função de tráfico negreiro. Esse último, não só diminuiu a população absoluta, como também coibiu o crescimento vegetativo, pois aproximadamente 80% dos escravos vendidos para as Américas eram do sexo masculino, o que desequilibrou a proporção
sexual da população, fazendo decrescer as taxas de natalidade. A partir do final do século XIX, em função da presença européia e da eliminação do tráfico negreiro, a população retomou seu crescimento. De fato, a medicina ocidental e a construção de uma infra-estrutura sanitária, proveniente dos modelos europeus, além de altas taxas de natalidade, possibilitaram uma verdadeira explosão demográfica. Atualmente, a
África apresenta os maiores índices de crescimento vegetativo do planeta (2,5%), com taxas de natalidade de 4,4% e de mortalidade de 2,2%. Deve-se ressaltar, também, que o Continente Africano apresenta os menores índices mundiais de expectativa de vida. Como conseqüência, predominam os segmentos populacionais mais jovens: 42% da população têm menos de 15 anos.
As nações mais populosas da África são, respectivamente, a Nigéria (120 milhões de habitantes), o Egito (70 milhões), a Etiópia (55 milhões) e a República Democrática do Congo (50 milhões).
OS PROBLEMAS AFRICANOS
recorrentes surtos de fome, causados pelo desconhecimento de técnicas agrícolas modernas, conflitos armados que têm como conseqüência um nomadismo permanente de boa parte da população que foge das regiões conflagradas;guerras constantes em razão dos antagonismos tribais e das lutas pelo poder; desinteresse governamental pela sorte das populações, já que as lideranças dos quadros burocráticos locais buscam somente o enriquecimento próprio e o controle político de seus Estados; o crescente número de “crianças soldados”. De fato, as permanentes guerras internas vêm utilizando, em número cada vez maior, crianças como combatentes, já que essas não dispõem de outras possibilidades de vida senão o ingresso nas diversas milícias que assolam o território africano. Em resumo: os meninos combatem e as meninas servem como prostitutas para os militares; as epidemias, notadamente a malária e a AIDS. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 25 milhões de pessoas estão infectadas pelo HIV, o que provocou uma drástica queda na expectativa de vida
dos africanos. No início da década de 90, era de 59 anos; em 2005, será de 45 anos. Conforme o Relatório de Desenvolvimento Humano, índice organizado pela ONU, medido com base na expectativa de vida, alfabetização e acesso aos serviços públicos, a África Negra, também conhecida como Subsaariana, apresenta hoje a mais alta taxa de pobreza absoluta do mundo (40%).
OS SEGMENTOS SOCIAIS DO CONTINENTE NEGRO
Sociedades fundalmentamente tribais, as nações africanas conhecem classes sociais extremamente débeis, o que dificulta o desenvolvimento de atividades econômicas modernas. Os extratos sociais da região são os seguintes:
A SOCIEDADE DA ÁFRICA NEGRA
CAMPESINATO - maior parcela da população, esse setor é, sem dúvida, a maior vítima da exploração européia e da desorganização administrativa que caracteriza a região. Em sua grande maioria, os camponeses africanos são assalariados temporários, desprovidos de quaisquer benefícios e sem nenhuma proteção trabalhista;
PROPRIETÁRIOS RURAIS - no período colonial, foram aliados do colonizador europeu. Com a independência, foram sendo progressivamente marginalizados pelos segmentos urbanos que controlam a administração do Estado;
BUROCRATAS - em termos locais, uma relativa elite civil e militar que controla o aparelho de Estado. Seus salários, elevados para os padrões locais, são sempre complementados pelas propinas e outras formas de corrupção, possibilitadas por suas relações com as grandes empresas transnacionais e com os governos dos ex-colonizadores;
PROLETARIADO - numericamente ínfimo, pois praticamente inexiste uma efetiva industrialização na maior parte dos países da área.
ÁFRICA - ASPECTOS HUMANOS
O Continente Africano com uma população da ordem de 780 milhões (13% da população mundial), é tido, pela maioria dos antropólogos, como o espaço geográfico berço da vida humana no planeta. Acredita-se que o Homo Sapiens teria surgido, há aproximadamente 6 milhões de anos, nos planaltos orientais da África, de onde teria progressivamente migrado para outras partes do globo.
O deserto do Saara, uma formidável barreira natural, dividiu o continente, em termos étnico-culturais, em duas porções distintas:
NORTE (DO MAR MEDITERRÂNEO ATÉ O SAARA) - a denominada África Branca, povoada basicamente por árabes, mouros e bérberes, de religião predominantemente islâmica.
CENTRO E SUL - área conhecida como África Negra, cuja população é composta por bantos, sudaneses, hotentotes (na Namíbia e no deserto do Calaari), bosquímanos (no Saara) e pigmeus (moradores nas áreas florestais do rio Congo), quase todos seguidores de religiões animistas e ritos fetichistas. Devemos acrescentar que na extremidade setentrional moram minorias brancas de origem européia (África do Sul, Zimbábue e Namíbia) e outras provenientes da Ásia, principalmente indianos e chineses, na África do Sul e Moçambique.
A DEMOGRAFIA
A população africana é distribuída de maneira bastante irregular pela superfície do continente. Os vales são mais habitados em detrimento de áreas que dificultam a fixação, tais como desertos e montanhas elevadas.
Entre os séculos XVI e XIX, a população africana permaneceu relativamente estável em função das lutas intertribais e também da perda de contingentes humanos em função de tráfico negreiro. Esse último, não só diminuiu a população absoluta, como também coibiu o crescimento vegetativo, pois aproximadamente 80% dos escravos vendidos para as Américas eram do sexo masculino, o que desequilibrou a proporção sexual da população, fazendo decrescer as taxas de natalidade. A partir do final do século XIX, em função da presença européia e da eliminação do tráfico negreiro, a população retomou seu crescimento. De fato, a medicina ocidental e a construção de uma infra-estrutura sanitária, proveniente dos modelos europeus, além de altas taxas de natalidade, possibilitaram uma verdadeira explosão demográfica. Atualmente, a África apresenta os maiores índices de crescimento vegetativo do planeta (2,5%), com taxas de natalidade
de 4,4% e de mortalidade de 2,2%. Deve-se ressaltar, também, que o Continente Africano apresenta os menores índices mundiais de expectativa de vida. Como conseqüência, predominam os segmentos populacionais mais jovens: 42% da população têm menos de 15 anos.
As nações mais populosas da África são, respectivamente, a Nigéria (120 milhões de habitantes), o Egito (70 milhões), a Etiópia (55 milhões) e a República Democrática do Congo (50 milhões).
GRAVES PROBLEMAS
Atualmente, a África é vítima de inúmeros males:
OS PROBLEMAS AFRICANOS
recorrentes surtos de fome, causados pelo desconhecimento de técnicas agrícolas modernas, conflitos armados que têm como conseqüência um nomadismo permanente de boa parte da população que foge das regiões conflagradas; guerras constantes em razão dos antagonismos tribais e das lutas pelo poder; desinteresse governamental pela sorte das populações, já que as lideranças dos quadros burocráticos locais buscam somente o enriquecimento próprio e o controle político de seus Estados; o crescente número de “crianças soldados”. De fato, as permanentes guerras internas vêm utilizando, em número cada vez maior, crianças como combatentes, já que essas não dispõem de outras possibilidades de vida senão o ingresso nas diversas milícias que assolam o território africano. Em resumo: os meninos combatem e as meninas servem como prostitutas para os militares; as epidemias, notadamente a malária e a AIDS. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 25 milhões de pessoas estão infectadas pelo HIV, o que provocou uma drástica queda na expectativa de vida
dos africanos. No início da década de 90, era de 59 anos; em 2005, será de 45 anos. Conforme o Relatório de Desenvolvimento Humano, índice organizado pela ONU, medido com base na expectativa de vida, alfabetização e acesso aos serviços públicos, a África Negra, também conhecida como Subsaariana, apresenta hoje a mais alta taxa de pobreza absoluta do mundo (40%).
OS SEGMENTOS SOCIAIS DO CONTINENTE NEGRO
Sociedades fundalmentamente tribais, as nações africanas conhecem classes sociais extremamente débeis, o que dificulta o desenvolvimento de atividades econômicas modernas. Os extratos sociais da região são os seguintes:
A SOCIEDADE DA ÁFRICA NEGRA
CAMPESINATO - maior parcela da população, esse setor é, sem dúvida, a maior vítima da exploração européia e da desorganização administrativa que caracteriza a região. Em sua grande maioria, os camponeses africanos são assalariados temporários, desprovidos de quaisquer benefícios e sem nenhuma proteção trabalhista;
PROPRIETÁRIOS RURAIS - no período colonial, foram aliados do colonizador europeu. Com a independência, foram sendo progressivamente marginalizados pelos segmentos urbanos que controlam a administração do Estado;
BUROCRATAS - em termos locais, uma relativa elite civil e militar que controla o aparelho de Estado.
Seus salários, elevados para os padrões locais, são sempre complementados pelas propinas e outras formas de corrupção, possibilitadas por suas relações com as grandes empresas transnacionais e com os governos dos ex-colonizadores;
PROLETARIADO - numericamente ínfimo, pois praticamente inexiste uma efetiva industrialização na maior parte dos países da área.
O deserto do Saara, uma formidável barreira natural, dividiu o continente, em termos étnico-culturais, em duas porções distintas:
NORTE (DO MAR MEDITERRÂNEO ATÉ O SAARA) - a denominada África Branca, povoada basicamente por árabes, mouros e bérberes, de religião predominantemente islâmica.
CENTRO E SUL - área conhecida como África Negra, cuja população é composta por bantos, sudaneses, hotentotes (na Namíbia e no deserto do Calaari), bosquímanos (no Saara) e pigmeus (moradores nas áreas florestais do rio Congo), quase todos seguidores de religiões animistas e ritos fetichistas. Devemos acrescentar que na extremidade setentrional moram minorias brancas de origem européia (África do Sul, Zimbábue e Namíbia) e outras provenientes da Ásia, principalmente indianos e chineses, na África do Sul e Moçambique.
A DEMOGRAFIA
A população africana é distribuída de maneira bastante irregular pela superfície do continente. Os vales são mais habitados em detrimento de áreas que dificultam a fixação, tais como desertos e montanhas elevadas.
Entre os séculos XVI e XIX, a população africana permaneceu relativamente estável em função das lutas intertribais e também da perda de contingentes humanos em função de tráfico negreiro. Esse último, não só diminuiu a população absoluta, como também coibiu o crescimento vegetativo, pois aproximadamente 80% dos escravos vendidos para as Américas eram do sexo masculino, o que desequilibrou a proporção
sexual da população, fazendo decrescer as taxas de natalidade. A partir do final do século XIX, em função da presença européia e da eliminação do tráfico negreiro, a população retomou seu crescimento. De fato, a medicina ocidental e a construção de uma infra-estrutura sanitária, proveniente dos modelos europeus, além de altas taxas de natalidade, possibilitaram uma verdadeira explosão demográfica. Atualmente, a
África apresenta os maiores índices de crescimento vegetativo do planeta (2,5%), com taxas de natalidade de 4,4% e de mortalidade de 2,2%. Deve-se ressaltar, também, que o Continente Africano apresenta os menores índices mundiais de expectativa de vida. Como conseqüência, predominam os segmentos populacionais mais jovens: 42% da população têm menos de 15 anos.
As nações mais populosas da África são, respectivamente, a Nigéria (120 milhões de habitantes), o Egito (70 milhões), a Etiópia (55 milhões) e a República Democrática do Congo (50 milhões).
OS PROBLEMAS AFRICANOS
recorrentes surtos de fome, causados pelo desconhecimento de técnicas agrícolas modernas, conflitos armados que têm como conseqüência um nomadismo permanente de boa parte da população que foge das regiões conflagradas;guerras constantes em razão dos antagonismos tribais e das lutas pelo poder; desinteresse governamental pela sorte das populações, já que as lideranças dos quadros burocráticos locais buscam somente o enriquecimento próprio e o controle político de seus Estados; o crescente número de “crianças soldados”. De fato, as permanentes guerras internas vêm utilizando, em número cada vez maior, crianças como combatentes, já que essas não dispõem de outras possibilidades de vida senão o ingresso nas diversas milícias que assolam o território africano. Em resumo: os meninos combatem e as meninas servem como prostitutas para os militares; as epidemias, notadamente a malária e a AIDS. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 25 milhões de pessoas estão infectadas pelo HIV, o que provocou uma drástica queda na expectativa de vida
dos africanos. No início da década de 90, era de 59 anos; em 2005, será de 45 anos. Conforme o Relatório de Desenvolvimento Humano, índice organizado pela ONU, medido com base na expectativa de vida, alfabetização e acesso aos serviços públicos, a África Negra, também conhecida como Subsaariana, apresenta hoje a mais alta taxa de pobreza absoluta do mundo (40%).
OS SEGMENTOS SOCIAIS DO CONTINENTE NEGRO
Sociedades fundalmentamente tribais, as nações africanas conhecem classes sociais extremamente débeis, o que dificulta o desenvolvimento de atividades econômicas modernas. Os extratos sociais da região são os seguintes:
A SOCIEDADE DA ÁFRICA NEGRA
CAMPESINATO - maior parcela da população, esse setor é, sem dúvida, a maior vítima da exploração européia e da desorganização administrativa que caracteriza a região. Em sua grande maioria, os camponeses africanos são assalariados temporários, desprovidos de quaisquer benefícios e sem nenhuma proteção trabalhista;
PROPRIETÁRIOS RURAIS - no período colonial, foram aliados do colonizador europeu. Com a independência, foram sendo progressivamente marginalizados pelos segmentos urbanos que controlam a administração do Estado;
BUROCRATAS - em termos locais, uma relativa elite civil e militar que controla o aparelho de Estado. Seus salários, elevados para os padrões locais, são sempre complementados pelas propinas e outras formas de corrupção, possibilitadas por suas relações com as grandes empresas transnacionais e com os governos dos ex-colonizadores;
PROLETARIADO - numericamente ínfimo, pois praticamente inexiste uma efetiva industrialização na maior parte dos países da área.
ÁFRICA - ASPECTOS HUMANOS
O Continente Africano com uma população da ordem de 780 milhões (13% da população mundial), é tido, pela maioria dos antropólogos, como o espaço geográfico berço da vida humana no planeta. Acredita-se que o Homo Sapiens teria surgido, há aproximadamente 6 milhões de anos, nos planaltos orientais da África, de onde teria progressivamente migrado para outras partes do globo.
O deserto do Saara, uma formidável barreira natural, dividiu o continente, em termos étnico-culturais, em duas porções distintas:
NORTE (DO MAR MEDITERRÂNEO ATÉ O SAARA) - a denominada África Branca, povoada basicamente por árabes, mouros e bérberes, de religião predominantemente islâmica.
CENTRO E SUL - área conhecida como África Negra, cuja população é composta por bantos, sudaneses, hotentotes (na Namíbia e no deserto do Calaari), bosquímanos (no Saara) e pigmeus (moradores nas áreas florestais do rio Congo), quase todos seguidores de religiões animistas e ritos fetichistas. Devemos acrescentar que na extremidade setentrional moram minorias brancas de origem européia (África do Sul, Zimbábue e Namíbia) e outras provenientes da Ásia, principalmente indianos e chineses, na África do Sul e Moçambique.
A DEMOGRAFIA
A população africana é distribuída de maneira bastante irregular pela superfície do continente. Os vales são mais habitados em detrimento de áreas que dificultam a fixação, tais como desertos e montanhas elevadas.
Entre os séculos XVI e XIX, a população africana permaneceu relativamente estável em função das lutas intertribais e também da perda de contingentes humanos em função de tráfico negreiro. Esse último, não só diminuiu a população absoluta, como também coibiu o crescimento vegetativo, pois aproximadamente 80% dos escravos vendidos para as Américas eram do sexo masculino, o que desequilibrou a proporção sexual da população, fazendo decrescer as taxas de natalidade. A partir do final do século XIX, em função da presença européia e da eliminação do tráfico negreiro, a população retomou seu crescimento. De fato, a medicina ocidental e a construção de uma infra-estrutura sanitária, proveniente dos modelos europeus, além de altas taxas de natalidade, possibilitaram uma verdadeira explosão demográfica. Atualmente, a África apresenta os maiores índices de crescimento vegetativo do planeta (2,5%), com taxas de natalidade
de 4,4% e de mortalidade de 2,2%. Deve-se ressaltar, também, que o Continente Africano apresenta os menores índices mundiais de expectativa de vida. Como conseqüência, predominam os segmentos populacionais mais jovens: 42% da população têm menos de 15 anos.
As nações mais populosas da África são, respectivamente, a Nigéria (120 milhões de habitantes), o Egito (70 milhões), a Etiópia (55 milhões) e a República Democrática do Congo (50 milhões).
GRAVES PROBLEMAS
Atualmente, a África é vítima de inúmeros males:
OS PROBLEMAS AFRICANOS
recorrentes surtos de fome, causados pelo desconhecimento de técnicas agrícolas modernas, conflitos armados que têm como conseqüência um nomadismo permanente de boa parte da população que foge das regiões conflagradas; guerras constantes em razão dos antagonismos tribais e das lutas pelo poder; desinteresse governamental pela sorte das populações, já que as lideranças dos quadros burocráticos locais buscam somente o enriquecimento próprio e o controle político de seus Estados; o crescente número de “crianças soldados”. De fato, as permanentes guerras internas vêm utilizando, em número cada vez maior, crianças como combatentes, já que essas não dispõem de outras possibilidades de vida senão o ingresso nas diversas milícias que assolam o território africano. Em resumo: os meninos combatem e as meninas servem como prostitutas para os militares; as epidemias, notadamente a malária e a AIDS. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 25 milhões de pessoas estão infectadas pelo HIV, o que provocou uma drástica queda na expectativa de vida
dos africanos. No início da década de 90, era de 59 anos; em 2005, será de 45 anos. Conforme o Relatório de Desenvolvimento Humano, índice organizado pela ONU, medido com base na expectativa de vida, alfabetização e acesso aos serviços públicos, a África Negra, também conhecida como Subsaariana, apresenta hoje a mais alta taxa de pobreza absoluta do mundo (40%).
OS SEGMENTOS SOCIAIS DO CONTINENTE NEGRO
Sociedades fundalmentamente tribais, as nações africanas conhecem classes sociais extremamente débeis, o que dificulta o desenvolvimento de atividades econômicas modernas. Os extratos sociais da região são os seguintes:
A SOCIEDADE DA ÁFRICA NEGRA
CAMPESINATO - maior parcela da população, esse setor é, sem dúvida, a maior vítima da exploração européia e da desorganização administrativa que caracteriza a região. Em sua grande maioria, os camponeses africanos são assalariados temporários, desprovidos de quaisquer benefícios e sem nenhuma proteção trabalhista;
PROPRIETÁRIOS RURAIS - no período colonial, foram aliados do colonizador europeu. Com a independência, foram sendo progressivamente marginalizados pelos segmentos urbanos que controlam a administração do Estado;
BUROCRATAS - em termos locais, uma relativa elite civil e militar que controla o aparelho de Estado.
Seus salários, elevados para os padrões locais, são sempre complementados pelas propinas e outras formas de corrupção, possibilitadas por suas relações com as grandes empresas transnacionais e com os governos dos ex-colonizadores;
PROLETARIADO - numericamente ínfimo, pois praticamente inexiste uma efetiva industrialização na maior parte dos países da área.
ÁFRICA - ASPECTOS ECONÔMICOS
A África, como prova de seu subdesenvolvimento, tem sua base econômica assentada na agropecuária desubsistência e no extrativismo mineral de exportação. A economia de mercado, característica dos países capitalistas, é muito pouco desenvolvida, já que as estruturas sociais, o baixo índice de industrialização e a quase inexistência de poder de consumo impedem um dinamismo econômico interno. Em inúmeras regiões, ainda eminentemente tribais, predominam a propriedade coletiva da terra, o que não implica
igualdade social pois, em função da hierarquia tribal, os bens são distribuídos em porções muito diversas.
A AGROPECUÁRIA
O território africano, cuja diversidade de climas e solos permite uma produção de vários bens agrícolas, é, entretanto, marcado por problemas climáticos, tais como aridez, secas ou chuvas regulares, que prejudicam as plantações. Deve-se ressaltar também que raros são os solos verdadeiramente férteis, que só existem na África Oriental, onde predominam rochas vulcânicas (as famosas “terras roxas”).
A agricultura na África Subsaariana é levada a efeito sob duas formas básicas: a de subsistência e a plantation. A primeira, realizada em solos pobres, cultiva mandioca, arroz, milho, banana, feijão, pimenta, sorgo, batata e inhame. Esse sistema agrícola, de caráter itinerante, apresenta baixa produtividade, consistindo em derrubada da vegetação, queimada e plantio; esgotado o solo de uma determinada área, o mesmo processo é repetido em outra. Calcula-se que a agricultura de subsistência concentra 80% da população ativa do continente. As áreas principais da agricultura de subsistência são:
A AGRICULTURA DE SUBSISTÊNCIA
MILHO - África do Norte, Bacia do Congo e África do Sul
ARROZ - Egito, Sudão, Chade, Madagáscar e Marrocos
MANDIOCA - Congo e Nigéria
As plantations, localizadas em áreas de solos férteis e atreladas a interesses internacionais, produzem fundalmentamente para a exportação, destacando-se o cacau, a borracha, o amendoim, o café, o tabaco, o algodão, a cana e o sisal. Abundantes nos mercados mundiais, tais produtos são muito pouco valorizados, obtendo preços ínfimos e pouco rendendo para os países exportadores. Ocupando grandes áreas, as plantations reduzem o espaço dos cultivos de subsistência, aumentando as taxas de fome e subalimentação no continente. Além disso, a concentração fundiária causa o êxodo rural e um conseqüente inchaço urbano.
Nos últimos 50 anos, a cidade de Abidjã, na Costa do Marfim, teve sua população aumentada mais de 200 vezes, Dacar, outro exemplo de crescimento desordenado, conheceu uma multiplicação populacional da ordem de 28 vezes.
No Continente Negro, a pecuária é pouco desenvolvida em função do predomínio de climas secos e quentes, da existência de desertos e densas florestas, da falta de recursos tecnológicos para o aprimoramento dos rebanhos, da rara utilização de uma moderna zootecnia, para permitir a adaptação do gado as difíceis condições naturais e, por fim, a quase inexistência de mercado interno com efetiva capacidade de compra, já que as populações locais são de baixa renda.
PRINCIPAIS REBANHOS E PAÍSES
PRODUTORES (EM MILHÕES DE CABEÇAS)
PAÍSES
Sudão 16,5
Nigéria 13,0
Madagáscar 10,2
BOVINOS 12,0
CAPRINOS 26,0
OVINOS 16,2
O EXTRATIVISMO MINERAL
A antigüidade da formação geológica e sua origem cristalina determinam a presença de inúmeros recursos minerais na África Negra, que possui um dos mais ricos subsolos do mundo. Esse fato, entretanto, não traz grandes benefícios às populações do Continente, pois as companhias mineradoras africanas, em sua grande maioria, são apropriadas ou controladas pelo capital internacional, já que para as nações industrializadas é fundamental assegurar o controle desse tipo de material. As rendas auferidas pelo extrativismo mineral são, normalmente, ou desviadas para os bolsos dos corruptos tiranos locais ou, quando obtidas por contrabando, sustentam as numerosas milícias que ensangüentam a região. No afã de obter lucros, as lideranças africanas estão provocando o esgotamento das reservas minerais. Os principais minérios africanos são:
RECURSOS MINERAIS
OURO - cujo maior produtor mundial é a África do Sul, onde também são abundantes o ferro, o cromo, o manganês e o carvão.
DIAMANTE - a República Democrática do Congo é o segundo maior produtor mundial, seguida por Botsuana e a África do Sul.
COBRE - o sexto maior produtor é Zâmbia, rica também em cobalto.
PETRÓLEO - destacando-se em sua extração a Nigéria, Angola e Gabão.
CARVÃO - do qual a África do Sul é o sexto produtor mundial.
MANGANÊS - a África do Sul (15% da produção mundial) e o Gabão (10%).
Em resumo:
AS RESERVAS MINERAIS AFRICANAS
CROMO - 97% da produção mundial
DIAMANTE - 92% da produção mundial
PLATINA - 71% da produção mundial
MANGANÊS - 50% da produção mundial
COBALTO - 60% da produção mundial
BAUXITA - 33% da produção mundial
URÂNIO - 28% da produção mundial
VANÁDIO - 20% da produção mundial
COBRE - 13% da produção mundial
Além da importância do Continente Africano para obtenção de matérias-primas minerais e energéticas vitais para as economias dos países desenvolvidos, deve-se ressaltar o seu valor geopolítico: a rota marítima do Cabo, usada pelos grandes petroleiros; o acesso ao Oceano Índico e o controle do Mar Vermelho e sua ligação com o Mediterrâneo. Na África, ocorre uma convergência entre os interesses econômicos e as razões geopolíticas.
INDUSTRIALIZAÇÃO
Área extremamente subdesenvolvida, a África conhece uma indústria ainda bastante incipiente, responsável por uma minúscula parcela do Produto Interno Bruto (PIB) do Continente. Ao longo do período imperialista, as nações ocidentais, interessadas em matérias primas só permitiram o florescimento de atividades minerais e agrícolas para exportação, o que retardou o processo de industrialização. Desde o início da descolonização, algumas poucas indústrias de transformação vêm sendo implantadas, quase sempre em portos, pois seus produtos, bastante simples, são destinados aos mercados externos. O único oásis industrial do Continente é a África do Sul, dona da metade da produção industrial africana.
Num mundo cada vez mais globalizado, a ausência de uma sociedade de consumo em larga escala coloca o mercado africano em segundo plano.
igualdade social pois, em função da hierarquia tribal, os bens são distribuídos em porções muito diversas.
A AGROPECUÁRIA
O território africano, cuja diversidade de climas e solos permite uma produção de vários bens agrícolas, é, entretanto, marcado por problemas climáticos, tais como aridez, secas ou chuvas regulares, que prejudicam as plantações. Deve-se ressaltar também que raros são os solos verdadeiramente férteis, que só existem na África Oriental, onde predominam rochas vulcânicas (as famosas “terras roxas”).
A agricultura na África Subsaariana é levada a efeito sob duas formas básicas: a de subsistência e a plantation. A primeira, realizada em solos pobres, cultiva mandioca, arroz, milho, banana, feijão, pimenta, sorgo, batata e inhame. Esse sistema agrícola, de caráter itinerante, apresenta baixa produtividade, consistindo em derrubada da vegetação, queimada e plantio; esgotado o solo de uma determinada área, o mesmo processo é repetido em outra. Calcula-se que a agricultura de subsistência concentra 80% da população ativa do continente. As áreas principais da agricultura de subsistência são:
A AGRICULTURA DE SUBSISTÊNCIA
MILHO - África do Norte, Bacia do Congo e África do Sul
ARROZ - Egito, Sudão, Chade, Madagáscar e Marrocos
MANDIOCA - Congo e Nigéria
As plantations, localizadas em áreas de solos férteis e atreladas a interesses internacionais, produzem fundalmentamente para a exportação, destacando-se o cacau, a borracha, o amendoim, o café, o tabaco, o algodão, a cana e o sisal. Abundantes nos mercados mundiais, tais produtos são muito pouco valorizados, obtendo preços ínfimos e pouco rendendo para os países exportadores. Ocupando grandes áreas, as plantations reduzem o espaço dos cultivos de subsistência, aumentando as taxas de fome e subalimentação no continente. Além disso, a concentração fundiária causa o êxodo rural e um conseqüente inchaço urbano.
Nos últimos 50 anos, a cidade de Abidjã, na Costa do Marfim, teve sua população aumentada mais de 200 vezes, Dacar, outro exemplo de crescimento desordenado, conheceu uma multiplicação populacional da ordem de 28 vezes.
No Continente Negro, a pecuária é pouco desenvolvida em função do predomínio de climas secos e quentes, da existência de desertos e densas florestas, da falta de recursos tecnológicos para o aprimoramento dos rebanhos, da rara utilização de uma moderna zootecnia, para permitir a adaptação do gado as difíceis condições naturais e, por fim, a quase inexistência de mercado interno com efetiva capacidade de compra, já que as populações locais são de baixa renda.
PRINCIPAIS REBANHOS E PAÍSES
PRODUTORES (EM MILHÕES DE CABEÇAS)
PAÍSES
Sudão 16,5
Nigéria 13,0
Madagáscar 10,2
BOVINOS 12,0
CAPRINOS 26,0
OVINOS 16,2
O EXTRATIVISMO MINERAL
A antigüidade da formação geológica e sua origem cristalina determinam a presença de inúmeros recursos minerais na África Negra, que possui um dos mais ricos subsolos do mundo. Esse fato, entretanto, não traz grandes benefícios às populações do Continente, pois as companhias mineradoras africanas, em sua grande maioria, são apropriadas ou controladas pelo capital internacional, já que para as nações industrializadas é fundamental assegurar o controle desse tipo de material. As rendas auferidas pelo extrativismo mineral são, normalmente, ou desviadas para os bolsos dos corruptos tiranos locais ou, quando obtidas por contrabando, sustentam as numerosas milícias que ensangüentam a região. No afã de obter lucros, as lideranças africanas estão provocando o esgotamento das reservas minerais. Os principais minérios africanos são:
RECURSOS MINERAIS
OURO - cujo maior produtor mundial é a África do Sul, onde também são abundantes o ferro, o cromo, o manganês e o carvão.
DIAMANTE - a República Democrática do Congo é o segundo maior produtor mundial, seguida por Botsuana e a África do Sul.
COBRE - o sexto maior produtor é Zâmbia, rica também em cobalto.
PETRÓLEO - destacando-se em sua extração a Nigéria, Angola e Gabão.
CARVÃO - do qual a África do Sul é o sexto produtor mundial.
MANGANÊS - a África do Sul (15% da produção mundial) e o Gabão (10%).
Em resumo:
AS RESERVAS MINERAIS AFRICANAS
CROMO - 97% da produção mundial
DIAMANTE - 92% da produção mundial
PLATINA - 71% da produção mundial
MANGANÊS - 50% da produção mundial
COBALTO - 60% da produção mundial
BAUXITA - 33% da produção mundial
URÂNIO - 28% da produção mundial
VANÁDIO - 20% da produção mundial
COBRE - 13% da produção mundial
Além da importância do Continente Africano para obtenção de matérias-primas minerais e energéticas vitais para as economias dos países desenvolvidos, deve-se ressaltar o seu valor geopolítico: a rota marítima do Cabo, usada pelos grandes petroleiros; o acesso ao Oceano Índico e o controle do Mar Vermelho e sua ligação com o Mediterrâneo. Na África, ocorre uma convergência entre os interesses econômicos e as razões geopolíticas.
INDUSTRIALIZAÇÃO
Área extremamente subdesenvolvida, a África conhece uma indústria ainda bastante incipiente, responsável por uma minúscula parcela do Produto Interno Bruto (PIB) do Continente. Ao longo do período imperialista, as nações ocidentais, interessadas em matérias primas só permitiram o florescimento de atividades minerais e agrícolas para exportação, o que retardou o processo de industrialização. Desde o início da descolonização, algumas poucas indústrias de transformação vêm sendo implantadas, quase sempre em portos, pois seus produtos, bastante simples, são destinados aos mercados externos. O único oásis industrial do Continente é a África do Sul, dona da metade da produção industrial africana.
Num mundo cada vez mais globalizado, a ausência de uma sociedade de consumo em larga escala coloca o mercado africano em segundo plano.
ÁFRICA - ASPECTOS HISTÓRICOS
A relativa proximidade da África com os continentes europeu e asiático fez com que ela sempre tivesse sido ligada à história ocidental. Sua civilização é milenar, compreendendo complexas e diversas formas deorganização econômica, social e política. Ao contrário do mito de um espaço natural rico e exuberante, só presente em pequenas áreas, o continente africano é caracterizado por extensas regiões de Colonização difícil pelas precárias condições de sobrevivência. As primeiras denominações dadas a África aparecem em antigos textos europeus e da Ásia Menor. Os gregos a chamavam de Aphriké; os romanos de Afrigah e os fenícios de Afryguah (colônia) ou Apricus (lugar exposto ao sol).
ORGANIZAÇÃO SOCIAL TRADICIONAL DA ÁFRICA NEGRA
ESTRUTURA FAMILIAR - o clã, composto por famílias cujos membros possuem antepassados comuns. O parentesco é, majoritariamente, definido pela figura do pai. Os casamentos são realizados com pessoas de clãs diferentes e as esposas passam a viver no clã do marido. Os clãs se desenvolvem no interior das tribos, que ocupam áreas geográficas bem definidas e apresentam estreitos laços de coesão grupal. A liderança política dos clãs é exercida por um chefe que é responsável pela delimitação e
preservação do espaço geográfico clânico. Tradicionalmente, as atividades econômicas do grupo, em média composto por 130 pessoas, são a caça e a coleta vegetal.
ESTRUTURA SOCIAL QUE SE SEGUIU AO CLÃ - a tribo, entidade social mais sofisticada que dever ter surgido após a domesticação dos animais e do início da produção agrícola. Na organização tribal, há um aumento dos grupos de parentesco e já começa surgir uma divisão social do trabalho mais complexa, responsável pela coesão do grupo que não mais se funda exclusivamente em laços matrimoniais.
A ORGANIZAÇÃO SOCIAL TRADICIONAL DA ÁFRICA NEGRA
ESTRUTURA FAMILIAR - o clã, composto por famílias cujos membros possuem antepassados comuns. O parentesco é, majoritariamente, definido pela figura do pai. Os casamentos são realizados com pessoas de clãs diferentes e as esposas passam a viver no clã do marido. Os clãs se desenvolvem no interior das tribos, que ocupam áreas geográficas bem definidas e apresentam estreitos laços de coesão grupal. A liderança política dos clãs é exercida por um chefe que é responsável pela delimitação e
preservação do espaço geográfico clânico. Tradicionalmente, as atividades econômicas do grupo, em média composto por 130 pessoas, são a caça e a coleta vegetal.
ESTRUTURA SOCIAL QUE SE SEGUIU AO CLÃ - a tribo, entidade social mais sofisticada que dever ter surgido após a domesticação dos animais e do início da produção agrícola. Na organização tribal, há um aumento dos grupos de parentesco e já começa surgir uma divisão social do trabalho mais complexa, responsável pela coesão do grupo que não mais se funda exclusivamente em laços matrimoniais.
ORGANIZAÇÃO SOCIAL TRADICIONAL DA ÁFRICA NEGRA
ESTRUTURA FAMILIAR - o clã, composto por famílias cujos membros possuem antepassados comuns. O parentesco é, majoritariamente, definido pela figura do pai. Os casamentos são realizados com pessoas de clãs diferentes e as esposas passam a viver no clã do marido. Os clãs se desenvolvem no interior das tribos, que ocupam áreas geográficas bem definidas e apresentam estreitos laços de coesão grupal. A liderança política dos clãs é exercida por um chefe que é responsável pela delimitação e
preservação do espaço geográfico clânico. Tradicionalmente, as atividades econômicas do grupo, em média composto por 130 pessoas, são a caça e a coleta vegetal.
ESTRUTURA SOCIAL QUE SE SEGUIU AO CLÃ - a tribo, entidade social mais sofisticada que dever ter surgido após a domesticação dos animais e do início da produção agrícola. Na organização tribal, há um aumento dos grupos de parentesco e já começa surgir uma divisão social do trabalho mais complexa, responsável pela coesão do grupo que não mais se funda exclusivamente em laços matrimoniais.
A ORGANIZAÇÃO SOCIAL TRADICIONAL DA ÁFRICA NEGRA
ESTRUTURA FAMILIAR - o clã, composto por famílias cujos membros possuem antepassados comuns. O parentesco é, majoritariamente, definido pela figura do pai. Os casamentos são realizados com pessoas de clãs diferentes e as esposas passam a viver no clã do marido. Os clãs se desenvolvem no interior das tribos, que ocupam áreas geográficas bem definidas e apresentam estreitos laços de coesão grupal. A liderança política dos clãs é exercida por um chefe que é responsável pela delimitação e
preservação do espaço geográfico clânico. Tradicionalmente, as atividades econômicas do grupo, em média composto por 130 pessoas, são a caça e a coleta vegetal.
ESTRUTURA SOCIAL QUE SE SEGUIU AO CLÃ - a tribo, entidade social mais sofisticada que dever ter surgido após a domesticação dos animais e do início da produção agrícola. Na organização tribal, há um aumento dos grupos de parentesco e já começa surgir uma divisão social do trabalho mais complexa, responsável pela coesão do grupo que não mais se funda exclusivamente em laços matrimoniais.
A DESCOLONIZAÇÃO EUROPÉIA
No final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o cenário geopolítico do mundo alterou-se: em primeiro lugar, estava definitivamente sepultado o europocentrismo e, agora, o globo se bipolarizara, de um lado o Bloco Ocidental, liderado pelos EUA; de outro o Bloco Comunista, capitaneado pela URSS. Esse conflito Leste versus Oeste, abriu espaço para o surgimento de um novo modelo de nacionalismo: os movimentos de independência das nações até então submetidas ao imperialismo ocidental. Um oacionalismo libertário visando a adoção da autonomia político-econômica, com fortes tintas socializantes e anti-ocidentais. Noutros termos, o fenômeno da descolonização, processo relativamente rápido, teve como causas principais:
as dificuldades econômicas dos países europeus, agora impossibilitados de manter a ocupação colonial, pois precisavam reconstruir suas economias devastadas pela guerra;
o surgimento de movimentos nacionalistas nas áreas coloniais, muitos deles liderados por intelectuais que haviam estudado na Europa e sofrido influência das ideologias democráticas e socialistas; as pressões anticolonialistas, levadas a efeito por políticos e agremiações partidárias da Europa, que defendiam o conceito de que havia uma contradição entre o combate ao nazi-fascismo, ao longo da Segunda Guerra Mundial, e a preservação de laços coloniais.
Diversas foram as formas pelas quais se deu o processo de descolonização. As principais podem ser assim resumidas:
OS DIVERSOS PROCESSOS DE DESCOLONIZAÇÃO
- MODELO BRITÂNICO - de início, o Reino Unido se opôs ferozmente aos processos
descolonizatórios, enfrentando militarmente os movimentos nacionalistas. O mais destacado exemplo dessa postura inglesa foi o combate às guerrilhas MAU-MAU de Quênia. Também foi essa a atitude britânica quando da independência da Malásia. Percebendo a inutilidade desses esforços, a Inglaterra mudou de postura, passando a promover, de forma controlada, a independência de suas demais áreas coloniais. No final do processo, 15 novas nações,
ex-colônias britânicas, nasceram no Continente Africano.
- MODELO FRANCÊS - após oferecer tenaz resistência à independência da Argélia, liderada pela Frente Nacional de Libertação da Argélia (FNLA), a França promoveu a formação da Comunidade Francesa, pela qual as ex-colônias passaram a receber apoio financeiro e técnico .
MODELO PORTUGUÊS - Portugal, onde prevalecia o autoritarismo político liderado por António Oliveira Salazar, procurou manter suas colônias (Angola, Moçambique, Guiné Bissau e Cabo Verde) militarmente, atolando aquela nação ibérica nas intermináveis guerras coloniais. No dia 25 de abril de 1974, quando a ditadura portuguesa foi derrubada pela “Revolução dos Cravos”, liderada pelos capitães e outros jovens oficiais do Movimento das Forças Armadas (MFA), a ascensão de um governo esquerdista em Lisboa possibilitou a independência das áreas coloniais.
MODELO ESPANHOL - após mais de quatro séculos de ocupação do Marrocos, a Espanha se viu obrigada a enfrentar um movimento de libertação nacional denominado Frente Polisário. Após 2 anos de luta, o governo de Madri abandona quase totalmente a região, mantendo sua presença numa estreita faixa litorânea.
MODELO BELGA - disposta a não ceder seus territórios no Continente Negro, a Bélgica enfrentou militarmente os movimentos descolonizatórios. Derrotado, o governo de Bruxelas é obrigado a ceder, mas, interessado em criar problemas tribais em suas ex-regiões coloniais, dividiu-as em três países: Zaire, Ruanda e Burundi, onde convivem duas tribos absolutamente antagônicas, os Tutsis e os Hutus.
OS PROBLEMAS DA DESCOLONIZAÇÃO
Após seus êxitos iniciais, os movimentos nacionalistas africanos logo se viram diante de questões e problemas até hoje insolúveis. Dentre eles, destacam-se:
A ÁFRICA NEGRA, HOJE
UMA TRANSIÇÃO NA DEPENDÊNCIA - embora tenham se libertado do imperialismo clássico (caracterizado pela ocupação militar e administração direta por parte das metrópoles européias), as novas nações africanas ingressaram numa forma de dominação internacional mais complexa. Hoje, a nova dependência se dá através do controle comercial, empréstimos, crescentes dívidas externas, controle industrial e a introjeção de valores culturais ocidentais pelos bancos e empresas transnacionais
europeus e norte-americanos. Ou seja, o domínio direto transitou para um controle
indireto mais sutil e abrangente.
FRONTEIRAS ARBITRÁRIAS - as fronteiras das atuais nações africanas foram fixadas pelos colonizadores europeus segundo seus exclusivos interesses. Em primeiro lugar, isso gerou a presença, no interior de um mesmo país africano, de formações tribais culturalmente diferenciadas e, quase sempre, inimigas umas das outras. Lamentavelmente, quando do processo de descolonização, a Organização da Unidade Africana (OUA) manteve essas fronteiras, temendo, em caso de alterações, que
o caos reinasse sobre o continente. Além disso, os atuais limites são responsáveis por uma enorme fragmentação do espaço territorial, que, na maioria das vezes, impede a emergência de estrutura econômicas mais modernas e eficientes.
UM TRANSPLANTE POLÍTICO: O ESTADO-NAÇÃO - o conceito de Estado nacional, próprio da formação política européia, é totalmente estranho à mentalidade africana, cujos povos conheciam organizações sociais muito mais simples se comparadas com as do Ocidente. De fato, pouco há em comum entre a tribo africana e o Estado nacional. Esse foi uma imposição européia às sociedades africanas. Ora, tais Estados artificiais enfrentam inúmeros problemas: etnias distintas agrupadas sob
uma mesma organização política e a quase total ausência de uma consciência nacional, que somente atingiu um estágio embrionário durante o período das lutas anti-coloniais. Em suma, os atuais países da África Negra são vítimas da ação de duas forças absolutamente opostas: de um lado, um aparelho de Estado “transplantado”, de cunho modernizador e centralizador; de outro, uma estrutura tribal arcaica e particularista.
A AUSÊNCIA DE QUADROS BUROCRÁTICOS EFICIENTES - a administração de Estados modernos exige uma burocracia competente, numerosa e com sofisticada formação técnica e intelectual.
Quando do imperialismo, o gerenciamento político-administrativo das nações africanas era levado a efeito por administradores europeus, sendo a participação africana rara e superficial. Com a independência, os africanos herdaram Estados complexos e organizados em moldes ocidentais, com os quais haviam tido pouco contato. Se, por um lado, as elites africanas, que encabeçaram o processo de autonomia, eram educadas na Europa e nos EUA, elas eram pouco numerosas, não havendo quadros para os escalões administrativos secundários. Em termos mais simples: se os primeiros líderes e seus
assessores próximos eram bastante preparados, os cargos administrativos de segundo e terceiro níveis eram preenchidos por pessoas desconhecedoras das regras básicas da administração moderna , gerando um abismo entre os componentes do primeiro escalão e os demais quadros burocráticos. Isso tudo gerou a inoperância, a endêmica corrupção, o burocratismo e o caos administrativo, como conseqüência, o cenário político africano vem sendo marcado por lutas tribais e sucessivos golpes de Estado, quase sempre interligados às diferenças étnicas.
as dificuldades econômicas dos países europeus, agora impossibilitados de manter a ocupação colonial, pois precisavam reconstruir suas economias devastadas pela guerra;
o surgimento de movimentos nacionalistas nas áreas coloniais, muitos deles liderados por intelectuais que haviam estudado na Europa e sofrido influência das ideologias democráticas e socialistas; as pressões anticolonialistas, levadas a efeito por políticos e agremiações partidárias da Europa, que defendiam o conceito de que havia uma contradição entre o combate ao nazi-fascismo, ao longo da Segunda Guerra Mundial, e a preservação de laços coloniais.
Diversas foram as formas pelas quais se deu o processo de descolonização. As principais podem ser assim resumidas:
OS DIVERSOS PROCESSOS DE DESCOLONIZAÇÃO
- MODELO BRITÂNICO - de início, o Reino Unido se opôs ferozmente aos processos
descolonizatórios, enfrentando militarmente os movimentos nacionalistas. O mais destacado exemplo dessa postura inglesa foi o combate às guerrilhas MAU-MAU de Quênia. Também foi essa a atitude britânica quando da independência da Malásia. Percebendo a inutilidade desses esforços, a Inglaterra mudou de postura, passando a promover, de forma controlada, a independência de suas demais áreas coloniais. No final do processo, 15 novas nações,
ex-colônias britânicas, nasceram no Continente Africano.
- MODELO FRANCÊS - após oferecer tenaz resistência à independência da Argélia, liderada pela Frente Nacional de Libertação da Argélia (FNLA), a França promoveu a formação da Comunidade Francesa, pela qual as ex-colônias passaram a receber apoio financeiro e técnico .
MODELO PORTUGUÊS - Portugal, onde prevalecia o autoritarismo político liderado por António Oliveira Salazar, procurou manter suas colônias (Angola, Moçambique, Guiné Bissau e Cabo Verde) militarmente, atolando aquela nação ibérica nas intermináveis guerras coloniais. No dia 25 de abril de 1974, quando a ditadura portuguesa foi derrubada pela “Revolução dos Cravos”, liderada pelos capitães e outros jovens oficiais do Movimento das Forças Armadas (MFA), a ascensão de um governo esquerdista em Lisboa possibilitou a independência das áreas coloniais.
MODELO ESPANHOL - após mais de quatro séculos de ocupação do Marrocos, a Espanha se viu obrigada a enfrentar um movimento de libertação nacional denominado Frente Polisário. Após 2 anos de luta, o governo de Madri abandona quase totalmente a região, mantendo sua presença numa estreita faixa litorânea.
MODELO BELGA - disposta a não ceder seus territórios no Continente Negro, a Bélgica enfrentou militarmente os movimentos descolonizatórios. Derrotado, o governo de Bruxelas é obrigado a ceder, mas, interessado em criar problemas tribais em suas ex-regiões coloniais, dividiu-as em três países: Zaire, Ruanda e Burundi, onde convivem duas tribos absolutamente antagônicas, os Tutsis e os Hutus.
OS PROBLEMAS DA DESCOLONIZAÇÃO
Após seus êxitos iniciais, os movimentos nacionalistas africanos logo se viram diante de questões e problemas até hoje insolúveis. Dentre eles, destacam-se:
A ÁFRICA NEGRA, HOJE
UMA TRANSIÇÃO NA DEPENDÊNCIA - embora tenham se libertado do imperialismo clássico (caracterizado pela ocupação militar e administração direta por parte das metrópoles européias), as novas nações africanas ingressaram numa forma de dominação internacional mais complexa. Hoje, a nova dependência se dá através do controle comercial, empréstimos, crescentes dívidas externas, controle industrial e a introjeção de valores culturais ocidentais pelos bancos e empresas transnacionais
europeus e norte-americanos. Ou seja, o domínio direto transitou para um controle
indireto mais sutil e abrangente.
FRONTEIRAS ARBITRÁRIAS - as fronteiras das atuais nações africanas foram fixadas pelos colonizadores europeus segundo seus exclusivos interesses. Em primeiro lugar, isso gerou a presença, no interior de um mesmo país africano, de formações tribais culturalmente diferenciadas e, quase sempre, inimigas umas das outras. Lamentavelmente, quando do processo de descolonização, a Organização da Unidade Africana (OUA) manteve essas fronteiras, temendo, em caso de alterações, que
o caos reinasse sobre o continente. Além disso, os atuais limites são responsáveis por uma enorme fragmentação do espaço territorial, que, na maioria das vezes, impede a emergência de estrutura econômicas mais modernas e eficientes.
UM TRANSPLANTE POLÍTICO: O ESTADO-NAÇÃO - o conceito de Estado nacional, próprio da formação política européia, é totalmente estranho à mentalidade africana, cujos povos conheciam organizações sociais muito mais simples se comparadas com as do Ocidente. De fato, pouco há em comum entre a tribo africana e o Estado nacional. Esse foi uma imposição européia às sociedades africanas. Ora, tais Estados artificiais enfrentam inúmeros problemas: etnias distintas agrupadas sob
uma mesma organização política e a quase total ausência de uma consciência nacional, que somente atingiu um estágio embrionário durante o período das lutas anti-coloniais. Em suma, os atuais países da África Negra são vítimas da ação de duas forças absolutamente opostas: de um lado, um aparelho de Estado “transplantado”, de cunho modernizador e centralizador; de outro, uma estrutura tribal arcaica e particularista.
A AUSÊNCIA DE QUADROS BUROCRÁTICOS EFICIENTES - a administração de Estados modernos exige uma burocracia competente, numerosa e com sofisticada formação técnica e intelectual.
Quando do imperialismo, o gerenciamento político-administrativo das nações africanas era levado a efeito por administradores europeus, sendo a participação africana rara e superficial. Com a independência, os africanos herdaram Estados complexos e organizados em moldes ocidentais, com os quais haviam tido pouco contato. Se, por um lado, as elites africanas, que encabeçaram o processo de autonomia, eram educadas na Europa e nos EUA, elas eram pouco numerosas, não havendo quadros para os escalões administrativos secundários. Em termos mais simples: se os primeiros líderes e seus
assessores próximos eram bastante preparados, os cargos administrativos de segundo e terceiro níveis eram preenchidos por pessoas desconhecedoras das regras básicas da administração moderna , gerando um abismo entre os componentes do primeiro escalão e os demais quadros burocráticos. Isso tudo gerou a inoperância, a endêmica corrupção, o burocratismo e o caos administrativo, como conseqüência, o cenário político africano vem sendo marcado por lutas tribais e sucessivos golpes de Estado, quase sempre interligados às diferenças étnicas.
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